MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Dia da Fita Preta – 23 de Agosto Baltic Way

Dia da Fita Preta – 23 de Agosto Baltic Way

Publicado por Ernesto Caruso
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Ernesto Caruso
O Parlamento Europeu, em 23 de setembro de 2008, estabeleceu o dia 23 de Agosto como o Dia Europeu da Memória das Vítimas do Estalinismo e do Nazismo
Manifestação política em 23 de agosto de 1989, quando cerca de dois milhões de pessoas juntaram as mãos formando uma corrente de 600 km de extensão através os países bálticos:
— ESTÔNIA, LETÔNIA E LITUÂNIA —
Em 1940, os países bálticos foram ocupados pela União Soviética, após o acordo celebrado em 23 de agosto de 1939 entre Hitler e Stalin, tido como Pacto Molotov-Ribbentrop. Desde então, os seus habitantes foram forçados a viver sob a ditadura comunista que não admitia liberdade de pensamento e de expressão, além da prática odiosa de repressão, trabalhos forçados, repatriação e assassinatos em massa.
Em 1986, a União Soviética iniciou um processo de distensão. Organizações recém-formadas começaram a expressar as suas opiniões e descontentamento com a situação existente de forma mais aberta.
Em 23 de agosto de 1989 — 50º aniversário do Pacto Molotov-Ribbentrop, os habitantes dos países bálticos exigiram o reconhecimento público dos protocolos secretos do Pacto e o restabelecimento das suas independências.
No dia 23 de agosto de 1989 cerca de dois milhões de habitantes dos estados bálticos juntaram as mãos formando uma corrente humana entre Tallinn, Riga e Vilnius. Manifestações de apoio àquela iniciativa — Baltic Way — teve lugar em Berlim, Leningrado, Moscou, Melbourne, Estocolmo, Tbilisi, Toronto e em outras partes do mundo.
Embora a manifestação do Baltic Way tenha sido a maior e mais importante campanha pela conquista da liberdade, não foi a primeira. Em 14 de junho de 1986, no Monumento da liberdade em Riga, foi celebrado o Dia em Memória das Vítimas das deportações de 1941. Daí os ex-presos políticos dos países bálticos optaram pela comemoração conjunta no dia 23 de agosto, o que ocorreu com a participação de milhares de pessoas nas cidades de Vilnius, Riga e Tallinn, havendo conflitos e detenção de centenas de pessoas.
Evento que se repetiu em 23 de agosto de 1988, com a adesão de várias dezenas de milhares de cidadãos, reforçando a união dos três países. Em consequência desses protestos, a URSS admitiu os crimes do passado e reconheceu a existência do Pacto Molotov-Ribbentrop, e o declarou inválido. Passo significativo para o restabelecimento da independência das três nações.
A repercussão internacional da luta conjunta deu impulso aos movimentos democráticos em outros lugares do mundo, exemplo positivo para outros países que almejavam a sua independência e estimulou o processo de reunificação da Alemanha.
As cicatrizes deixadas pelas atrocidades cometidas pelos comunistas acarretaram reações naturais por aqueles que sofreram perseguições e sofrimento nos campos de concentração, arquipélagos Gulag da vida de cão e que milagrosamente escaparam da morte sob tortura, fome, dor, etc. E, por parte das sociedades, familiares que viram filhos, mães, pais, irmãos, vizinhos padecerem sob o tacão soviético, e se sentiram na obrigação de reverenciá-los.
Assim, nasceu a Declaração de Praga, firmada em 3 de junho de 2008, patrocinada pelo governo tcheco e assinada por políticos europeus, ex-presos políticos e historiadores, que proclamou "a condenação dos crimes do comunismo em toda a Europa.”.
Como o nazismo, derrotado mais distante, na década de quarenta, deixou marcas de destruição do mesmo jaez, o Parlamento Europeu em 23 de setembro de 2008, estabeleceu o dia 23 de Agosto, como o Dia Europeu da Memória das Vítimas do Estalinismo e do Nazismo, considerando os crimes contra a humanidade e a necessidade de uma condenação internacional aos regimes comunistas totalitários, “a fim de preservar a memória das vítimas das deportações e dos extermínios em massa, enraizando, ao mesmo tempo, mais firmemente a democracia e reforçando a paz e a estabilidade no nosso continente;...”.
Tais homenagens se estenderam pelo Canadá e Estados Unidos associando-se ao DIA DA FITA PRETA.

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