MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Universidade de Amizade dos Povos Patrice Lumumba: incubadora de terroristas, inclusive de brasileiros

Memorial do Comunismo: Universidade Patrice Lumumba
Usina de Letras - 11/07/2007



Universidade de Amizade dos Povos Patrice Lumumba 

Félix Maier

A palavra Lumumba refere-se à Universidade de Amizade dos Povos Patrice Lumumba (UAPPL). Tinha sede em Moscou, URSS, e era um dos centros de doutrinação comunista mundial, ao lado de escolas similares então existentes na Bélgica (Centro Tricontinental) e na Tchecoslováquia. Através da União Internacional de Estudantes (UIE) era feito o envio de estudantes brasileiros à UAPPL.

A seleção dos alunos brasileiros ficava a cargo do PCB e era confirmada com base nos registros da “Caderneta nº 6”, de Luiz Carlos Prestes, e pelos questionários apropriados, posteriormente apreendidos em várias organizações comunistas. Os custos – viagem, estada, estudos e seguro médico – eram inteiramente grátis.

Por isso, “nas décadas de 60 e 70, o sonho de todo pai comunista de país do Terceiro Mundo era ter um filho estudando na Universidade Patrice Lumumba, em Moscou. (...) A universidade foi criada em 1960, por iniciativa do então dirigente soviético Nikita Kruschev. (...) Nos bons tempos, 65% dos 7.000 alunos eram estrangeiros” (“Escola do capital”, in revista Veja, de 22 de janeiro de 1997, pg. 40-41).

O empresário João Prestes, filho de Luís Carlos Prestes, formou-se em engenharia pela Lumumba na década de 1970, época em que havia cerca de 120 alunos brasileiros matriculados em Moscou.

“A partir de 1953, o Partido Comunista da União Soviética passou a ministrar cursos, em Moscou, a militantes do PCB. Cursos de treinamento militar e condicionamento político-ideológico. O último desses cursos foi em 1990, quatro anos após terem sido implantadas por Gorbachev as políticas de perestroika e glasnost. Cerca de 700 militantes foram treinados na Escola de Quadros, como era mais conhecido o Instituto de Marxismo-Leninismo do PC Soviético, e na Escola do Konsomol (Juventude do PCUS), em cursos cuja duração variava de 3 meses a 2 anos. Cerca de 1.300 outros brasileiros concluíram cursos superiores na Universidade de Amizade dos Povos Patrice Lumumba e em outras universidades soviéticas, em cujo currículo sempre constou a matéria marxismo-leninismo. Até mesmo em cursos de balé. As matrículas na UAPPL sempre foram efetuadas através da Seção de Educação do Comitê Central do PCB e também através do Instituto Cultural Brasil-URSS, um apêndice do PCB. Algumas dessas pessoas, no regresso ao Brasil, passaram a trabalhar em empresas estatais e, pelo menos um, formado em Medicina, como Oficial das Forças Armadas, nos anos 80”. (Carlos I. S. Azambuja, in “Histórias quase esquecidas”, site Mídia Sem Máscara, 10/2/2003).

A UAPPL incluía ainda o ensino de armamentos e explosivos, atraindo pessoas do mundo inteiro, e era destinada a assessores de um programa comunista soviético de dominação mundial (globalização comunista). De volta a seus países, os “lumumbas” entravam clandestinamente nos sindicatos de trabalhadores, nos partidos políticos e até nos governos. A cada um destes correspondia uma missão específica nesse “estado-maior geral” de ofensiva mundial. Muitas dessas pessoas, particularmente as que penetravam em organizações de “massa”, obtinham partidários que desconheciam os vínculos dessas lideranças com o comunismo soviético.

Criada para doutrinar o Terceiro Mundo, hoje a Lumumba ensina cursos a cerca de 3.600 estudantes, 40% deles estrangeiros. “Resta desta Lumumba – alma mater do terrorista Carlos, o Chacal – o empoeirado Museu Patrice Lumumba, ao qual Yasser Arafat doou uma placa de metal com o mapa da sua Palestina ideal gravado” (revista Veja, art. cit.).

Patrice Lumumba, líder do Congo, foi assassinado pelos belgas em 1961. 


Estudantes brasileiros com o Reitor da Universidade da Amizade entre os Povos/Patrice Lumumba.

Comentários
Túlio  - 21/06/2015



"The year 1960 saw the foundation in the Soviet Union of a new university, Lumumba University, intended for the training of revolutionary leaders for the developing countries of Africa, Asia, and Latin America."
"A third Western observer, G. A. von Stackelberg, pointed out the inconsistency between peaceful coexistence and the foundation of a university for training revolutionary leaders for the Third World. He drew a direct comparison between Lumumba University and the Communist University of the Toilers of the East, set up almost forty years earlier under Lenin to train cadres for the Eastern Soviet
republics of Turkestan, Kazakhstan, and the Caucasus. As he pointed out, it could also be compared with the Sun Yat-sen University, which trained cadres for the communist revolution in China."
Citando trechos do livro de Anatoly Golitsyn NEW LIES FOR OLD ou novas mentiras velhas,página 142, mostro aos comunistas bolivarianos que aqui comentaram que a dita "universidade" não passava de campo de treinamento para elementos subversivos, sendo assim Bernardo sugiro que leia o livro pois é fonte primária de informação, aproveitando sugiro também que leia THE PERESTROIKA DECEPTION do mesmo autor, posso lhe indicar Yuri Bezmenov ou Jan Sejna para que tenhas uma visão geral de como era um regime comunista bem como os métodos de subversão empregados contra nações como o Brasil e claro não poderia deixar de citar o livro de Stéphane Courtois e outros - O Livro Negro do Comunismo - Crimes, Terror e Repressão, mas esse seria mais voltado para os senhores Tomas Siong e Jesualdo os quais acredito ignoram o passado da URSS. Abraço a todos os idiotas úteis a serviço do foro de são paulo e do comunoPTismo, lembrando sempre que vocês serão derrotados como foram no passado!

domingo, 6 de setembro de 2015

Polícia Federal descobre rede de apoiadores do Estado Islâmico em São Paulo

Polícia Federal descobre rede de apoiadores do Estado Islâmico em São Paulo

Polícia Federal descobre rede de apoiadores do Estado Islâmico em São Paulo

O achado assusta. Ainda mais porque terrorismo, no Brasil, não é crime

FILIPE COUTINHO E DANIEL HAIDAR
04/09/2015 - 23h29 - Atualizado 04/09/2015 23h29
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O alarme da casa tocou pouco depois das 6 horas da manhã, numa rua típica do bairro do Pari, em São Paulo. Era a última sexta-feira de agosto. A Polícia Militar logo chegou ao local, na tentativa de evitar o que imaginava ser um assalto. Encontraram policiais federais armados, usando marreta para arrombar os 14 cadeados que trancavam o portão de ferro. Era a única casa da rua com cerca elétrica. Comparada às demais, parecia um bunker, rodeado por uma dezena de câmeras de segurança. A operação fora autorizada pela Justiça Federal com o objetivo de investigar um grupo suspeito de movimentar ilegalmente mais de R$ 50 milhões em cinco anos. ÉPOCA descobriu que os investigados formam uma célula especializada em lavagem de dinheiro, suspeita de apoiar oterrorismo. Seus integrantes defendem execuções em massa, a morte do presidente americano Barack Obama e o Estado Islâmico, a mais perigosa organização terrorista da atualidade.
PERIGO MULTIPLICADO 1. O libanês  Firas Allameddin, investigado por lavagem de dinheiro  (Foto: Reprodução)
Perfil de Firas Allameddin mostram simpatia pelo terror (Foto: Reprodução)
A loja em que Firas Allameddin é sócio de outro suspeito  (Foto: Rogério Cassimiro/ÉPOCA)
Autorização para a investigação (Foto: Reprodução)
operação Mendaz foi planejada com discrição. Mencionou apenas o desbaratamento de uma rede de empresas e CPFs falsos, montada para enviar dinheiro para fora do país sem identificar quem recebe. Conduzida pela Diretoria de Inteligência da Polícia Federal, a ação foi acompanhada pela Embaixada dos Estados Unidos, pela seção comandada por Steve Moore, agente do FBI. Na manhã daquela sexta-feira, a Embaixada de Israel também recebeu o informe da PF sobre a ação. Há um esforço conjunto para rastrear as conexões do grupo no exterior. É a primeira vez que uma operação da PF chega a um grupo tão estruturado de simpatizantes do terror no Brasil.

No topo do esquema de lavagem está o libanês Firas Allameddin. Em 2009, Allameddin tentou que o governo brasileiro o reconhecesse como refugiado. Isso poderia evitar que ele fosse expulso ou extraditado do Brasil. O pedido foi rejeitado. De acordo com as investigações, o grupo de Allameddin se valia de empresas de fachada e nomes falsos para enviar valores ao Líbano. O dinheiro provém, suspeita a PF, de golpes na praça, como estelionato, cheques sem fundo e empréstimos fraudados. “Tal rede se utilizaria de informações falsas para a obtenção de documentos que propiciaria a criação de pessoas físicas e jurídicas ‘fantasmas’ a fim de promover a abertura de contas, solicitar cartões, realizar operações de câmbio, remessa e saque de valores no exterior, ao arrepio das leis brasileiras”, diz a decisão que autorizou as buscas.

Allameddin e seus parceiros adotavam expedientes vários e dividiam tarefas no envio de dinheiro ao Líbano. Allameddin usava três CPFs. Seu irmão Fadi criava identidades falsas, com uma predileção por “Felipe”. Outro irmão, Toufic, pagava cartões de crédito com valores acima da fatura, para o excedente ser sacado no Líbano. Também usavam empresas de fachada. Uma casa de câmbio clandestina transferia dinheiro para uma corretora, que o remetia ao exterior. A tática dificultava o rastreamento.
Outra operação da Polícia Federal chegou a um muçulmano que vendia em Brasília análises simpáticas ao terrorismo
O libanês e os outros investigados publicam na internet imagens a favor do Estado Islâmico (EI), com vídeos com o anúncio do advento do califado – o mítico Estado a unir muçulmanos sob um único governo e um único chefe, que o EI acredita estar construindo, à base de matança, escravidão e estupros. Allameddin divulga na internet imagens de execuções pelo EI, com tiros na cabeça de prisioneiros. “Morram de inveja! O Estado Islâmico vai ficar para sempre e vai se espalhar”, afirma um dos textos publicados por um irmão de Allameddin. Corpos carbonizados são a imagem do perfil de Facebook de outro parceiro do libanês, também investigado. Se a lei antiterrorismo brasileira já estivesse aprovada, a situação deles poderia ser diferente – no projeto de lei em tramitação no Senado, já aprovado pela Câmara, a pena seria de até 13 anos de cadeia.

O grupo usava com frequência uma corretora especialista em transferências de dinheiro, localizada no bairro paulistano do Brás. Funcionários da agência relatam que os investigados davam explicações diferentes para as remessas e ficavam irritados quando o sistema não completava a operação. O grupo fazia transferências de baixo valor, sem a necessidade de conta bancária. Só Allameddin fez cerca de 300 operações em menos de dois anos, para enviar cerca deR$ 2,5 milhões ao Líbano. É algo como um envio a cada dois dias, sempre abaixo de R$ 10 mil. Ficaram registrados na corretora do Brás cerca de 20 destinatários dos repasses, mas sem detalhes, apenas o primeiro nome. Pelas regras da agência, o limite diário é de US$ 1.900. Basta fornecer um nome e a senha para que qualquer um, em outro país, saque um valor em dinheiro vivo. Muitos saques foram feitos por Mohamed, um nome tão comum no Líbano quanto José no Brasil.

A investigação da PF começou a partir do egípcio Hesham Eltrabilypara chegar à célula financeira de Allameddin. Radicado no Brasil pelo menos desde 2002, Eltrabily leva uma vida discreta como comerciante em São Paulo. Era parceiro comercial de Allameddin numa loja chamada Nuclear Jeans. O local está fechado. Para o governo do Egito, Eltrabily é um terrorista, acusado de participar de um atentado que matou 62 pessoas em 1997. O Egito pediu a extradição dele e justificou: “O réu liderou e juntou-se a um grupo ilegal. Esse grupo usou o terrorismo para alcançar seus objetivos, marcando e assassinando homens da segurança e personagens públicas, bombardeando e destruindo instituições”. O Supremo Tribunal Federal negou o pedido, em 2003. Queria descrição melhor dos crimes cometidos.
Hesham Eltrabily (Foto: Reprodução)
Atentado no Egito, em 1997, de que Eltrabily é um acusado (Foto: Reprodução)
Documento do STF com o pedido de extradição de Hesham Eltrabily, feito pelo Egito, negado,  (Foto: Reprodução)
Operação Mendaz cumpriu 18 mandados de busca e apreensão. Agora, a PF analisa o material apreendido, para desvendar com quem o grupo se comunicava no Líbano e se há, entre eles, terroristas ou apoiadores do terror. Eltrabily, que morava no bunker no Pari, tinha em casa dez celulares. ÉPOCA procurou suspeitos da investigação em 15 locais, em endereços residenciais e comerciais. As lojas estão fechadas ou não existem. Nas residências, ninguém quis se identificar. A Embaixada dos Estados Unidos disse que não se pronunciaria. 

A Operação Mendaz não foi a única, em poucos meses, a encontrar conexões com o terrorismo no Brasil. A comunidade de informação foi alertada sobre o trabalho de Marcelo Bulhões, membro dacomunidade muçulmana sunita em Brasília. Bulhões vendia informações sobre muçulmanos, embaixadas e agências de inteligência, segundo os investigadores. Seu tema preferencial era o terrorismo. Não era uma atuação discreta: oferecia relatórios a quem quisesse pagar.

O caso, contudo, foi enquadrado pela PF como falsificação de documentos. Isso porque Bulhões colocou em seus relatórios brasões oficiais. As informações produzidas por ele traziam, segundo os investigadores, “o perfil característico de simpatizantes, apoiadores e operativos terroristas”. No informe, a PF alertou as embaixadas de que tais relatórios não tinham nenhuma chancela de órgão brasileiro. “Marcelo se vale de seu acesso à comunidade islâmica para angariar dados e produzir, com base em seu interesse pessoal, informações que serão oferecidas a serviços de inteligência brasileiros e estrangeiros. O objetivo é fazer dessa dinâmica de venda de informações seu meio de vida”, diz o alerta enviado.

Além de emitir análises simpáticas a organizações perigosas e falsificar documentos, Bulhões também adotava táticas similares às de um agente duplo, segundo o documento enviado pela PF às embaixadas. “É sabido também que Marcelo não hesita em oferecer informações sobre um ‘cliente’ a outro. Deste modo, na medida em que angaria a confiança de um Serviço, brasileiro ou estrangeiro, passa a vender a outras informações que produz a respeito deste Serviço, atuando como um ‘agente duplo’”, afirma a PF. Há uma agravante: Bulhões era advogado e, entre seus clientes, estavam integrantes da comunidade sunita. Como advogado, ele não pode vender informações sobre seus clientes.

No dia 24 de abril, a PF cumpriu mandado de busca e apreensão na casa de Bulhões. Foi empregado todo o aparato de um filme de ação, com o grupo antibomba e apoio de policiais do Comando de Operações Táticas, a tropa de elite da PF. A situação chamou a atenção da vizinhança. Levantou-se a suspeita de que a operação seguia os protocolos de uma ação antiterrorismo. A PF nunca negou. Procurado, Bulhões disse, por meio de seu advogado, que não vendia informação. “O senhor Bulhões é advogado atuante na área de imigração e, por tal motivo, mantém contato com diversas embaixadas e órgãos públicos. Além de sua atividade profissional, Bulhões não tratou nem repassou informação ou documento a qualquer representação diplomática e nunca divulgou informação referente a seus clientes. As questões do processo tramitam em segredo de Justiça, e aguardamos que o mal-entendido seja esclarecido judicialmente”, afirmou o advogado Ariel Foina.

As investigações seguirão na trilha dos crimes financeiros, no caso da Mendaz, e de falsificação de documentos, no caso do agente duplo – mesmo que a PF e a Justiça saibam que as suspeitas são de atos muito mais perigosos. No Brasil, não são crimes o terrorismo nem o apoio a ele, muito menos a apologia. Se o projeto de lei aprovado pela Câmara estivesse em vigor, a pena mais leve seria de quatro a oito anos de detenção, para o crime de apologia. Atentados terroristas seriam punidos com 12 a 30 anos de prisão – ou seja, em qualquer caso, a punição seria sempre em regime fechado. Pela lei, todos que fossem condenados a mais de oito anos de prisão, por qualquer desses crimes, ficariam obrigatoriamente em presídio de segurança máxima.

A um ano das Olimpíadas no Rio de Janeiro, o governo aguarda uma definição do Congresso para colocar, em lei, o que é um atentado terrorista, o que configura apoio a atividades terroristas e o que significa a apologia desse tipo de causa. A discussão, contudo, esbarra numa polêmica descabida: o receio de que movimentos sociais possam ser enquadrados. Enquanto isso, o crime de terrorismo fica, no Brasil, num limbo jurídico. Restando à Justiça, por enquanto, enquadrar os casos em outras leis, com penas mais leves do que se tais agressões à sociedade fossem classificadas como terrorismo.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Dia da Fita Preta – 23 de Agosto Baltic Way

Dia da Fita Preta – 23 de Agosto Baltic Way

Publicado por Ernesto Caruso
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Ernesto Caruso
O Parlamento Europeu, em 23 de setembro de 2008, estabeleceu o dia 23 de Agosto como o Dia Europeu da Memória das Vítimas do Estalinismo e do Nazismo
Manifestação política em 23 de agosto de 1989, quando cerca de dois milhões de pessoas juntaram as mãos formando uma corrente de 600 km de extensão através os países bálticos:
— ESTÔNIA, LETÔNIA E LITUÂNIA —
Em 1940, os países bálticos foram ocupados pela União Soviética, após o acordo celebrado em 23 de agosto de 1939 entre Hitler e Stalin, tido como Pacto Molotov-Ribbentrop. Desde então, os seus habitantes foram forçados a viver sob a ditadura comunista que não admitia liberdade de pensamento e de expressão, além da prática odiosa de repressão, trabalhos forçados, repatriação e assassinatos em massa.
Em 1986, a União Soviética iniciou um processo de distensão. Organizações recém-formadas começaram a expressar as suas opiniões e descontentamento com a situação existente de forma mais aberta.
Em 23 de agosto de 1989 — 50º aniversário do Pacto Molotov-Ribbentrop, os habitantes dos países bálticos exigiram o reconhecimento público dos protocolos secretos do Pacto e o restabelecimento das suas independências.
No dia 23 de agosto de 1989 cerca de dois milhões de habitantes dos estados bálticos juntaram as mãos formando uma corrente humana entre Tallinn, Riga e Vilnius. Manifestações de apoio àquela iniciativa — Baltic Way — teve lugar em Berlim, Leningrado, Moscou, Melbourne, Estocolmo, Tbilisi, Toronto e em outras partes do mundo.
Embora a manifestação do Baltic Way tenha sido a maior e mais importante campanha pela conquista da liberdade, não foi a primeira. Em 14 de junho de 1986, no Monumento da liberdade em Riga, foi celebrado o Dia em Memória das Vítimas das deportações de 1941. Daí os ex-presos políticos dos países bálticos optaram pela comemoração conjunta no dia 23 de agosto, o que ocorreu com a participação de milhares de pessoas nas cidades de Vilnius, Riga e Tallinn, havendo conflitos e detenção de centenas de pessoas.
Evento que se repetiu em 23 de agosto de 1988, com a adesão de várias dezenas de milhares de cidadãos, reforçando a união dos três países. Em consequência desses protestos, a URSS admitiu os crimes do passado e reconheceu a existência do Pacto Molotov-Ribbentrop, e o declarou inválido. Passo significativo para o restabelecimento da independência das três nações.
A repercussão internacional da luta conjunta deu impulso aos movimentos democráticos em outros lugares do mundo, exemplo positivo para outros países que almejavam a sua independência e estimulou o processo de reunificação da Alemanha.
As cicatrizes deixadas pelas atrocidades cometidas pelos comunistas acarretaram reações naturais por aqueles que sofreram perseguições e sofrimento nos campos de concentração, arquipélagos Gulag da vida de cão e que milagrosamente escaparam da morte sob tortura, fome, dor, etc. E, por parte das sociedades, familiares que viram filhos, mães, pais, irmãos, vizinhos padecerem sob o tacão soviético, e se sentiram na obrigação de reverenciá-los.
Assim, nasceu a Declaração de Praga, firmada em 3 de junho de 2008, patrocinada pelo governo tcheco e assinada por políticos europeus, ex-presos políticos e historiadores, que proclamou "a condenação dos crimes do comunismo em toda a Europa.”.
Como o nazismo, derrotado mais distante, na década de quarenta, deixou marcas de destruição do mesmo jaez, o Parlamento Europeu em 23 de setembro de 2008, estabeleceu o dia 23 de Agosto, como o Dia Europeu da Memória das Vítimas do Estalinismo e do Nazismo, considerando os crimes contra a humanidade e a necessidade de uma condenação internacional aos regimes comunistas totalitários, “a fim de preservar a memória das vítimas das deportações e dos extermínios em massa, enraizando, ao mesmo tempo, mais firmemente a democracia e reforçando a paz e a estabilidade no nosso continente;...”.
Tais homenagens se estenderam pelo Canadá e Estados Unidos associando-se ao DIA DA FITA PRETA.