MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Terroristas Black Blocs queriam incendiar a Câmara de Vereadores do Rio

Black blocs e seus amiguinhos – Juiz e desembargador do TJ-RJ estão de parabéns por não se deixar intimidar por patrulha baguncista de deputados, setores da imprensa e advogados do caos. Cana na turma!

Eliza, a tal Sininho: segundo MP, ela e sua turma queriam apenas pôr fogo na Câmara dos Vereadores…

O desembargador Flávio Marcelo de Azevedo Horta Fernandes, do Tribunal de Justiça do Rio, negou os respectivos pedidos de habeas corpus de 23 pessoas acusadas de envolvimento em atos violentos em protestos. Dezoito se encontram foragidos. Entre os presos, estão Eliza Quadros, a tal Sininho; Camila Jourdan, professora de filosofia da Uerj (!!!), e seu namorado, Igor D’Icarahy — cujo pai é advogado, papa-fina. Além de negar o pedido, Horta Fernandes repudiou os termos ofensivos empregados pela defesa dos acusados, que classificou o magistrado Flávio Itabaiana, que acolheu a denúncia do Ministério Público e determinou a prisão preventiva dos 23 acusados, de “juiz prepotente” e “espírito de carcereiro”.
Escrevi neste domingo de manhã a respeito, bem antes da decisão da Justiça:

“Não há forma mais perversa de criminalizar a liberdade de expressão e de manifestação do que confundi-la com banditismo. Durante um bom tempo, o país viveu uma espécie de apagão legal, com um governo incapaz de cumprir uma de suas funções — que é a garantia da lei e da ordem democráticas, conforme exige a Constituição — e uma imprensa que passou a fazer profissão de fé na baderna, como se estivéssemos diante de um quadro em que a sociedade está sendo esmagada pelo estado, sem canais para expressar o seu descontentamento que não a violência.
A Polícia, o Ministério Público e a Justiça resolveram, depois de uma fase de espantoso entorpecimento, agir contra os vândalos da ordem democrática. Espero que, num futuro nem tão distante, ainda venhamos a refletir sobre estes dias e perguntar como foi possível ter tanta tolerância com a violência, com a truculência, com a determinação escancarada de violar princípios elementares da civilidade. E foi precisamente isso que fizeram os black blocs e alguns ditos “líderes” de manifestações que agora tiveram a prisão preventiva decretada.
 
Compreendo que o papel dos advogados seja, afinal, advogar… Não questiono a legitimidade de sua tarefa, um dos pilares do Estado de Direito. Mas essa mesma ordem, que defendo de modo incondicional, me permite escarnecer dos argumentos de alguns doutores. No terreno do pensamento, seria mais decente e lógico que buscassem sustentar a legitimidade, nunca a legalidade!, da violência a que aderiram seus clientes — por absurdo que pareça — do que apelar, para defendê-los, aos fundamentos do tal Estado de Direito. A razão é simples: aquela gente só partiu para a ação direta, para o quebra-quebra, para a pauleira, porque não acreditava, e não acredita, nas garantias e nos valores com os quais tenta agora se defender.”

Confusão nefasta
 
O juiz também está sendo severamente atacado por três parlamentares do PSOL — Chico Alencar, Jean Wyllys e Ivan Valente — e por Jandira Feghali, do PCdoB. Exceção feita a Valente, que é paulista, são todos do Rio. A reação dos psolistas é compreensível: seu partido é, hoje, o mais próximo dos black blocs. Não se esqueçam a quem apelou Sininho quando um dos assassinos do cinegrafista Santiago Andrade foi preso: o deputado estadual Marcelo Freixo. Não custa lembrar: o partido comanda o Sindicato dos Professores do Rio, por exemplo, que chegou a emitir uma nota pública admitindo e exaltando a parceria com os blac blocs. É claro que esses quatro deputados deveriam ter vergonha do que fazem. Mas eles não têm — e isso não me surpreende.

A denúncia
 
O Fantástico teve acesso à denúncia oferecida pelo Ministério Público. Informa a reportagem:
De acordo com a denúncia, o Movimento Frente Independente Popular estabeleceu, em reuniões fechadas, que o protesto pacífico não seria meio hábil para alcançar os objetivos dos grupos. E decidiu que deveria ser incentivada a prática de ações violentas no momento das manifestações, tais como a depredação de bancos, de estabelecimentos comerciais e o ataque a ônibus e viaturas policiais. Segundo o promotor de justiça Luis Otávio Figueira Lopes, a denunciada Elisa de Quadros Pinto Sanzi, conhecida como Sininho pode ser identificada como uma das principais lideranças da frente.
 
A ocupação da Câmara Municipal por manifestantes, em agosto do ano passado, poderia ter tido consequências mais graves. Segundo a denúncia, havia um plano para incendiar a sede do poder legislativo do Rio. A denúncia afirma que Elisa foi vista comandando manifestantes, no sentido de carregarem três galões de gasolina para a Câmara Municipal, passando a incitar os demais manifestantes a incendiar o prédio. O objetivo, segundo a denúncia, não foi alcançado em razão da intervenção de outros participantes dos atos, fatos apontados no depoimento de uma testemunha, que teve a identidade preservada pelo Ministério Público.
 
Escutas telefônicas feitas com autorização da Justiça revelaram que Camila Jourdan, professora de filosofia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, participava da elaboração dos artefatos e da distribuição deles para os black blocs. A denúncia afirma também que menores de idade dos participaram de atos violentos. Nos autos do processo, um adolescente teria afirmado ter a intenção de matar um policial nos protestos contra a Copa do Mundo.

Concluo
 
Só há uma maneira aceitável de apresentar demandas na ordem democrática: de acordo com o aceitável na… ordem democrática!!! Tautológico? Esse é o regime em que nem tudo é permitido. Aquele em que tudo pode é a tirania — para os amigos dos tiranos aos menos. O Brasil inventou uma certa “aristocracia do ativismo, esse nome cretino! Se o sujeito se diz “ativista”, nada lhe é proibido. Uma ova! Eu, particularmente, não reconheço a existência dessa categoria e sempre pergunto: o contrário de um “ativista” é o quê? Um passivista??? Tenham paciência!

Parabéns ao Ministério Público, ao juiz e ao desembargador por terem decidido ser ativistas das leis.
 
Por Reinaldo Azevedo
 

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