MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Lembrar é preciso: Vanguarda Armada Revolucionária-Palmares

“Meu nome é Dilma Vana Rousseff. Mas também podem me chamar de Estela, Wanda, Luíza e Patrícia”.

A Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares) resultou da fusão das organizações terroristas Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) (1) e Comando de Libertação Nacional (COLINA) (2). Pela VPR destacaram-se Antonio Roberto Espinosa, Carlos Lamarca, Cláudio Marinheiro, Fernando Mesquita Sampaio Filho e “Mário Japa”. Pelo COLINA, Maria do Carmo Brito, a “Lia”, Carlos Alberto Soares de Feitas, o “Beto” ou “Breno”, Dilma Roussef e Carlos Franklin Paixão de Araújo, o “Max”.


“Em 1968 saí daqui do 19º. RI e fui servir em Guaíra, no Paraná. Lá chegou ao nosso conhecimento de que grupos terroristas que atuavam no Rio de Janeiro e em São Paulo estavam utilizando aquela área como reunião de homizio. Em uma operação de informações, cercamos uma fazenda que tinha sido comprada por um grupo da Vanguarda Popular Revolucionária (VAR-Palmares) e era o local onde eles faziam treinamento. (...) A intenção deles era começar uma guerrilha na área rural, através do processo do foquismo, que fora sucesso lá em Cuba e na China. Estavam treinando ocultar-se em meio à vegetação, enterrar suprimentos, munição, medicamentos, a caminhar e orientar-se dentro do mato” (General-de-Brigada Flávio Oscar Maurer - História Oral do Exército/1964, Tomo 8, pg. 309). Nesse depoimento, o general Maurer narra, ainda, que foi baleado pelo 2º Sargento Venaldino Saraiva, esquerdista fanático, que se suicidou em 12/5/1964. Maurer teve toda a face esquerda dilacerada e passou por várias cirurgias plásticas.

“A par do Setor de Expropriações, a VAR Palmares possui o Setor Territorial, incumbido da arregimentação entre estudantes, camponeses e operários, bem como da ligação, na ocasião oportuna, da coluna guerrilheira com a região urbana, através da aceitação, divulgação e apoio dessa coluna. Cada subsetor do Territorial possui dois grupos distintos: SAM, Setor de Ação de Massas, e GAV, Grupo de Ações Violentas. Ao primeiro, compete conseguir adesões da doutrinação e induzir as massas à realização de ações de interesse da organização, greves, passeatas, depredações etc.; ao segundo compete agir no meio operário, estudantil e camponês, como um órgão de repressão às manifestações contrárias às ações desenvolvidas pelo SAM, como lhe compete, outrossim, a tomada violenta de fábricas, panfletagem e justiçamento” (SOLNIK, 2011: 241).

No dia 22/6/1969, a VAR-Palmares roubou em assalto à Companhia de Polícia do 10º Batalhão da FPESP (São Caetano do Sul) 94 fuzis, 18 metralhadoras INA, 30 revólveres Taurus cal .38, 300 granadas e cerca de 5.000 cartuchos de diversos calibres, aumentando consideravelmente seu arsenal, já suprido com o assalto à Casa de Armas Diana e ao 4º Regimento de Infantaria (4º RI) - ação empreendida pelo capitão do Exército Carlos Lamarca, da VPR, junto com o sargento Darcy Rodrigues.

No Rio de Janeiro, a VAR-Palmares participou do assalto ao Banco Aliança, Agência Muda (1969), de onde foi roubada a importância de NCr$ 54.884,62, ocasião em que foi assassinado o motorista de praça Cidelino Palmeiras do Nascimento, que conduzia policiais em perseguição aos assaltantes.

Gustavo Benchimol, sobrinho de Ana Capriglione, queria entrar para o COLINA e procurou Juarez Guimarães de Brito, dizendo que o falecido Adhemar de Barros, antigo amante de Ana, havia distribuído cerca de 25 milhões de dólares em 10 cofres, escondidos em casas e apartamentos do Rio de Janeiro. Segundo Gustavo, um desses cofres se encontrava no casarão de sua tia Ana, em Santa Tereza. Na chamada “Grande Ação”, a VAR-Palmares roubou o cofre em Santa Tereza, em 18/6/1969, auferindo a quantia de 2,596 milhões de dólares. Parte desse dinheiro (cerca de 1 milhão de dólares) foi entregue ao embaixador da Argélia no Brasil, Hafid Keramane, para aquisição de armas, custear a viagem de terroristas àquele país e auxiliar Miguel Arraes a criar a Frente Brasileira de Informações (FBI). “O assalto ao cofre ocorreu na tarde de 18 de julho de 1969, no Rio de Janeiro. Até então, fora ‘o maior golpe do terrorismo mundial’, segundo informa o jornalista Elio Gaspari em seu livro ‘A Ditadura Escancarada’. (...) A ação durou 28 minutos e foi coordenada por Dilma Rousseff e Carlos Franklin Paixão de Araújo [“Max”, amante de Dilma], que então comandava a guerrilha urbana da VAR-Palmares em todo o país e mais tarde se tornaria pai da única filha de Dilma” (“O cérebro do roubo ao cofre”, revista Veja, 15/1/2003, pg. 36). O ex-ministro Carlos Minc, que hoje participa de passeatas para a liberação da maconha, foi um dos que participaram do roubo, junto com Juarez Guimarães de Brito, Wellington Moreira Diniz, Fernando Ruivo, José Araújo Nóbrega, o ex-sargento Darcy Rodrigues, Sônia Lafoz, o ex-açougueiro João Domingues. O ator da TV Globo, José Abreu, militante da VAR-Palmares, teria participado do transporte do dinheiro do cofre (cfr. “No volante”, de Luiz Carlos Azedo, Correio Braziliense, 30/1/2013). Ao todo, foram 13 os assaltantes: “São Treze, a única mulher fui eu. Teve essa história que houve essa mulher... [Dilma Rousseff?] Em alguns lugares falam de outra mulher, mas não houve...” (depoimento de Sônia Lafoz a Solnik - pg. 246).

No livro do jornalista Solnik - ucraniano, no Brasil desde 1958, ficou preso no DOI-CODI de São Paulo em 1973 -, consta que não houve a participação direta de Dilma Rousseff no roubo do cofre, já que pertencia ao comando nacional da organização terrorista, assim como seu amante “Max”. Os chefões terroristas normalmente eram preservados das ações de rua, para evitar suas prisões, no caso da casa cair. Em depoimento no mesmo livro, Sônia Lafoz diz: “Éramos poucas mulheres na luta armada, muito poucas. No cofre, só estava eu de mulher. As mulheres que fizeram muitas ações, vamos ver... Maria do Carmo era direção, Inês Etienne era direção, a própria Dilma, não cruzei com ela, mas sabia da existência dela, sabia que nunca fizera ação armada. Nunca tive reunião com ela, eu tinha pouco contato com as mulheres. Carmen Giacomini era da ação armada, uma das poucas” (pg. 146).

Conforme revelação de Maria do Carmo (pg. 213-214), parte da quantia de 1 milhão de dólares entregue ao embaixador da Argélia teria voltado à guerrilha brasileira via Ângelo Pezzuti, da VPR. Posteriormente, o número da conta na Suíça teria sido repassado ao ex-sargento Onofre Pinto, por ordem de Lamarca. Como ocorreu com a maior parte do dinheiro roubado pelos montoneros (3) na Argentina, o dinheiro do cofre que chegou a Onofre também sumiu.

Sônia Lafoz fez o papel de “irmã” de Lamarca (“César”), quando este esteve internado em um hospital para fazer cirurgia plástica, disfarçado de “cabeleireiro”, ou seja, disfarçado de homossexual, com cueca vermelha, já que naqueles tempos apenas mulheres e boiolas faziam este tipo de cirurgia.

Dilma trocou parte dos dólares roubados em casas de câmbio no Rio, por ter aparência de socialite, não despertando suspeitas. “Mário Japa” assim se referiu a ela: “Veja as roupas dela, o modo de falar... Burguesinha...” (SOLNIK, 2011: 94). Segundo Solnik, Juarez Guimarães e Maria do Carmo foram “guardiões” de novecentos mil dólares, Inês Etienne de trezentos mil e “Max” de outros trezentos mil (cfr. pg. 138). Uma pergunta deve ser feita à amante de “Max”: onde foi parar o dinheiro? Até hoje, Dilma não soltou um pio sobre o assunto.

No Rio Grande do Sul, foram assaltados o Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Porto Alegre, Agência Tristeza, 28/1/1970) e o Banco do Brasil, Agência Viamão, RS (18/3/1970).
Em São Paulo, houve tentativa de assalto em um estacionamento, assalto a um supermercado do Sesi, no Cambuci, assalto ao Supermercado Peg-Pag e 3 assaltos a supermercados diferentes do Grupo Pão de Açúcar, todos no ano de 1970.

Em 1/1/1970, a título de comemoração do aniversário da Revolução Cubana, a VAR-Palmares sequestrou em pleno voo um avião Caravelle, da Cruzeiro do Sul, que fazia a linha Montevidéu-Porto Alegre-Rio de Janeiro, desviando-o para Cuba. O sequestro foi planejado por James Allen Luz, que o executou com cinco comparsas, dentre os quais Jessie Jane Vieira de Souza, posteriormente diretora do Arquivo do Rio de Janeiro, com sede na antiga dependência do DOPS.

Uma das integrantes da VAR-Palmares, do setor de Inteligência, foi Elizabeth Mendes de Oliveira, a “Bete Mendes” de novelas e seriados como “Beto Rockfeller” e “A casa das sete mulheres”, que usava o codinome “Rosa” na clandestinidade, talvez querendo ser a “Rosa de Luxemburgo” brasileira. Bete Mendes “fazia parte do núcleo da VPR do Colégio de Aplicação, onde foi colega de Pérsio Arida” (SOLNIK, 2011: 187). A então deputada federal petista Bete Mendes, em visita ao Uruguai com uma comitiva do Presidente Sarney, em 1985, acusou o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, então adido militar naquele país, de ter sido torturado por ele nas dependências do DOI/CODI do II Exército (São Paulo), onde a terrorista passou 18 dias presa depois de ter sido detida no “aparelho” da Rua General Bagueira, 79, com documentos falsos e roubados para uso do grupo terrorista. “Rosa” ficou presa entre os dias 29 de setembro e 16/10/1970.

A tortura foi negada pelo coronel Ustra no livro Rompendo o Silêncio (clique para download). Antes da denúncia, “Rosa” já havia sido entrevistada pela revista Afinal (2/7/1985) e pelo Pasquim (17 Fev a 05/3/1986), ocasiões em que não citou a tortura, indício de que além de boa atriz é também uma boa mentirosa, o que pode ser corroborado pelas declarações de “Max” no jornal Zero Hora, de 20/8/1985. O Centro de Comunicação Social do Exército convidou Bete Mentes para “guerrear” em um documentário da FEB, provando que o outrora grandioso Exército Brasileiro perdeu sua bússola. De lá para cá, a coisa piorou muito, e o Exército, com a criação do Ministério da Defesa, hoje é apenas uma força de janízaros castrados, sob comando de otomanos petistas, ou seja, é apenas uma eficiente empreiteira do PAC petista, como visto nas obras do aeroporto de Guarulhos, onde conseguiu economizar R$ 150 milhões – uma aberração, dentro da ética petista de assalto aos cofres públicos.

Após a prisão de “Rosa”, a VPR fez ainda as seguintes ações: assalto a um carro de transporte de valores da Transfort S/A, em Madureira, Rio, RJ, junto com o MR-8, em 22/11/1971, ocasião em que os terroristas levaram 2 metralhadoras, 2 pistolas calibre 45 e 1 espingarda calibre 12, e assassinaram o suboficial da reserva da Marinha, José Amaral Villela, chefe de segurança do carro de transporte; assalto ao Curso Fischer, Tijuca, Rio, RJ, no dia 14/1/1972; assassinato do marinheiro inglês David A. Gutheberg, no Rio de Janeiro, RJ, no dia 05/2/1972, numa atuação de “Frente” com a ALN, VPR e PCBR; assalto ao Banco da Bahia e ao Banco de Crédito Territorial, em São Cristóvão, Rio, RJ, no dia 25/2/1972; assalto ao Banco Territorial, na Avenida Brasil, Rio, RJ, em “frente” com o MR-8 e PCBR, em abril de 1972; assalto ao Banco Nacional, de Braz de Pina, Rio, RJ, em julho de 1972, em “frente” com o PCBR; assalto ao Banco Itaú, em Botafogo, Rio, RJ, em outubro de 1972, em “frente” com o PCBR; assassinato do Dr. Otávio Gonçalves Moreira Júnior, em Copacabana, Rio, RJ, no dia 25/2/1973, em “frente” com a ALN e PCR; no Rio Grande do Sul, assalto ao Banco Francês e Brasileiro, em Porto Alegre, RS, no dia 14/12/ 1973, em “frente” com o PCBR; em São Paulo, assaltos à Empresa Paulista de Ônibus (Vila Prudente, Out 1970), ao supermercado Pão de Açúcar (Rua Baturité) e Pão de Açúcar (Barão de Jundiaí), ambos em Nov 1970; ao Supermercado Gigante (Lapa, Fev 1971), em “frente” com o PRT; à Fábrica de Parafusos Mapri (Vila Leopoldina, Mar 1971), em “frente” com o PRT; à firma RCA-Victor (Jaguaré, Mai 1971); à Empresa de Ônibus Tusa (Freguesia do Ó, 10/5/1971), ocasião em que foi morto o soldado PM Manoel Silva Neto; tentativa de assalto a uma casa de armas (Av. Rangel Pestana), quando o proprietário foi ferido a tiros, após reagir e evitar o assalto; tentativa de assalto a uma casa de armas (Lapa), evitado por um vigia; tentativa de assalto à residência de um colecionador de quadros, na Rua Veríssimo Glória.

No interior do Rio, um terreno seria utilizado para fabricação de bombas de plástico: “O projeto era de montar uma ‘fábrica de bombas’ e fora desenhado por um engenheiro químico egípcio, ligado à Al Fatah e ao Setembro Negro, que se aproximou de Espinosa [Antonio Roberto Espinosa] e se ofereceu para colaborar com a VAR-Palmares. Era um cara de olhos muito vivos e atentos, que diziam mais que sua boca. (...) - Um leilão de velhos telefones públicos a manivela. Isso me interessa - disse o egípcio. (...) - Esses aparelhos funcionam como ímãs, dos quais precisamos para nossas bombas por controle remoto” (SOLNIK, 2011: 150). Em seu livro, Solnik não informa se o projeto foi consumado.

Durante certo tempo, Delfim Netto esteve na lista dos “sequestráveis”, quando os terroristas descobriram que todo fim de semana o “tsar” da economia viajava a Jundiaí.

Tadeu, um estudante de Geologia e apaixonado (não correspondido) por Dilma Rousseff, dizia que ela “é a reencarnação da Krupskaya, e Krupskaya e a própria Dilma são reencarnações de Helena de Troia” (SOLNIK, 2011: 191). Aos não-terroristas, convém esclarecer que a bibliotecária bolchevique Nadezhda Konstantinovna Krupskaja foi a mulher de Lênin.

No discurso de posse da Presidência, em 2011, Dilma Rousseff afirmou que não se envergonhava do passado. Mesmo que Dilma tenha apenas servido café aos “camaradas d’armas” das organizações terroristas a que se associou (POLOP, COLINA e VAR-Palmares), ela tem, também, as mãos sujas de sangue. “Só em 1969, ela organizou três ações de roubo de armas em unidades do Exército no Rio. Quando foi presa, em janeiro de 1970, o promotor militar que preparou a acusação classificou-a com epítetos superlativos: ‘Joana D’Arc da guerrilha’ e ‘papisa da subversão” (revista Veja, 15/1/2003, pg. 37).

“Em depoimento à revista Claudia, Dilma contou sua queda: ‘Fui presa no centro de São Paulo, dia 16 de janeiro de 1970, aos 22 anos, por falha minha. De manhã, havia ido ao encontro de um companheiro, que não apareceu. Era um mau sinal, eu não deveria ter tentado o segundo encontro à tarde, numa lanchonete. Entrei e ouvi: ‘Você está cercada’. Andei rápido até uma loja de móveis. Pensei em escapar pelos fundos, mas me pegaram. Eram três equipes, muitos homens’. Nos interrogatórios cruéis, Dilma conseguiu preservar Carlos Araújo e Maria Celeste Martins, sua companheira de pensão, junto com a qual guardava as armas da organização” (SOLNIK, 2011: 169). Nem por nada, a antiga terrorista é conhecida nas redes sociais como Dilminha Bang Bang...

Durante quase três anos, Dilma ficou presa na “torre das donzelas”.

Se a atual comandanta-em-chefa das Forças Armadas nunca pediu desculpas, por não ter tem vergonha dos crimes que suas organizações terroristas cometeram, por que o Exército teria que pedir desculpas ao povo brasileiro, se livrou o Brasil de uma guerra civil e de um governo comunista nos moldes cubanos, que era o objetivo dos terroristas de esquerda, como Dilma Rousseff? A propósito, o sonho de Dilma Rousseff, ainda hoje em dia, é transformar o Brasil num sistema totalitário fascista, com ingredientes gramscistas e comunistas, dentro dos objetivos estratégicos propostos pelo Foro de São Paulo. Prova disso é sua afinidade com o regime assassino cubano, pelo qual nutre uma paixão doentia, dando total apoio político e suporte financeiro de bilhões de reais via BNDES - caso do porto de Mariel, que, entre outras coisas, serve para traficar armamento para a Coreia do Norte. Não é exagero afirmar que, com o governo petista, a capital do Brasil mudou-se para Havana, com sucursais do inferno em Brasília, Caracas e Buenos Aires. Outra prova irrefutável de que Dilma continua comunista como sempre foi é seu alinhamento automático com a ditadura de Nicolás Maduro, ao ficar calada frente ao massacre de estudantes promovido pelas tropas de choque bolivarianas na Venezuela, com detenções arbitrárias e torturas como empalação, com apoio de agentes cubanos que hoje mandam nas Forças Armadas e na economia daquele país por intermédio de empresas de fachada. Isso significa que Dilma Rousseff não tem problemas com a tortura, desde que esta não seja aplicada contra ela e sua querida esquerda latino-americana.

Nestes tempos de diabolização dos militares, convém fazer uma pergunta básica aos comissários do povo bolcheniquim da (c)Omissão Nacional da Verdade e aos farsantes esquerdistas em geral: o que esses terroristas assassinos da VAR-Palmares e congêneres esperavam receber das Forças Armadas brasileiras? Flores e barras de chocolate? Desculpas?

Notas: 


(1)VPR - Vanguarda Popular Revolucionária
 

A VPR originou-se da fusão de remanescentes do Movimento Nacionalista Revolucionário (MNR) (4) com dissidentes paulistas da POLOP (5). Teve como líder maior o ex-capitão do Exército, Carlos Lamarca. O chefe do Setor de Inteligência da VPR era Ladislas Dowbor, nascido na Polônia, que participou do sequestro do cônsul do Japão em São Paulo, Nobuo Oguchi, e posteriormente foi preso e banido do território nacional em troca da liberdade do embaixador alemão Von Holleben, sequestrado no Rio de Janeiro.
Carlos Lamarca desertou do 4º Regimento de Infantaria, em Quitaúna, Osasco, SP, em 1969, roubando 63 FAL, cinco metralhadoras INA, revólveres e muita munição da Companhia onde comandava. O plano era levar mais 500 FAL do depósito de armamento do Batalhão, o que não ocorreu porque Lamarca teve que antecipar seu plano.
No dia 22/7/1968, a VPR já havia roubado 9 FAL do Hospital Militar do Cambuci, em São Paulo.
Em 26/6/1968, a VPR explodiu um posto de sentinela do QG do então II Exército, em São Paulo, matando a sentinela, soldado Mário Kozel Filho.
Em 12/10/1968, a VPR assassinou o capitão do Exército dos EUA, Charles Chandler, projetando-se perante as organizações terroristas nacionais e internacionais. João Quartim de Moraes, junto com o ex-sargento Onofre Pinto e Ladislas Dowbor, foi o “guia” do “tribunal revolucionário” que condenou Chandler, que foi morto por Pedro Lobo de Oliveira (VPR), Diógenes José de Carvalho Oliveira (VPR) e Marco Antonio Braz Carvalho (ALN).
Em 1970, a organização terrorista sequestrou diplomatas estrangeiros: o cônsul-geral do Japão em São Paulo, Nobuo Okuchi, no dia 11/3/1970, para libertação do terrorista “Mário Japa”; o embaixador da República Federal da Alemanha no Brasil, Ehrenfried Anton Theodor Ludwig von Holleben, no dia 11/6/1970; o embaixador suíço no Brasil, Giovanni Enrico Bucher, em 07/12/1970, libertado em troca de 70 presos terroristas enviados ao Chile do Presidente marxista Salvador Allende (24 desses terroristas eram da VPR), onde foram recebidos de braços abertos no dia 13/1/1971. Nesse sequestro, participaram Carlos Lamarca e Alfredo Sirkis; Lamarca desfechou dois tiros à queima-roupa contra o agente Hélio Carvalho de Araújo, que veio a falecer no dia 10/12/1970. O sequestro durou 40 dias e seria o último realizado por organizações terroristas no País.
“Ao tratar do sequestro do mesmo embaixador, o livro [A Ditadura Derrotada, de Elio Gaspari] registra as dificuldades para completar a lista dos que seriam libertados em troca da vida do diplomata e à página 341 registra que 18 presos se recusaram a deixar o país. Até hoje ninguém esboçou uma explicação para o estranho fato de presos que, segundo a versão assoalhada e reiterada convictamente por Gaspari, eram torturados e mortos, recusarem a liberdade e o fim das torturas. Curioso!” (General-de-Divisão Raymundo Maximiliano Negrão Torres - HOE/1964, Tomo 14, pg. 82).
A VPR possuía sítio em Jacupiranga, SP, próximo à BR-116, para treinamento de guerrilha, onde colocou como proprietário o “laranja” Celso Lungaretti. O sítio depois foi desmobilizado, quando a VPR deslocou seus guerrilheiros para a área de Registro, no Vale da Ribeira. Uma das ações mais covardes desta organização, ocorrida durante a “Operação Registro”, foi o assassinato do tenente da PM/SP, Alberto Mendes Júnior, em Registro, SP, depois que o mesmo se entregou como refém a um grupo de terroristas, em troca da vida dos soldados de seu pelotão (10/5/1970).
Acusado de tê-los traído, o tenente Mendes foi executado com violentos golpes de coronha de fuzil na cabeça, desfechados por Yoshitane Fujimore (que viria a morrer em tiroteio com as Forças de Segurança de SP em 5/12/1970) e Diógenes Sobrosa de Souza. Ali mesmo o tenente Mendes foi enterrado. O local foi apontado por Ariston (“Rogério”), participante do episódio, depois de preso, e feita a exumação do corpo, no dia 9/9/1970, desmentindo as inverdades de Lamarca sobre o assassinato: “Depois de algumas discussões, julgamos e justiçamos o Tenente Paulo Mendes Júnior, que ia como prisioneiro. Foi fuzilado e o seu corpo lançado ao Rio Ribeira, para que não servisse de sinal à direção que seguíamos” (depoimento de Carlos Lamarca em A Esquerda Armada no Brasil, de Antonio Caso).
No mês de setembro, descoberto o crime, a VPR emitiu um comunicado "ao povo brasileiro", onde tentou justificar o frio assassinato, no qual aparece o seguinte trecho: "A sentença de morte de um tribunal revolucionário deve ser cumprida por fuzilamento. No entanto, nos encontrávamos próximos ao inimigo, dentro de um cerco que pôde ser executado em virtude da existência de muitas estradas na região. O tenente Mendes foi condenado e morreu a coronhadas de fuzil, e assim o foi, sendo depois enterrado".
Hoje, o capitão Mendes Júnior é o patrono da PM/SP.
No início de 1971, a VPR tinha mais militantes no exterior (Cuba, Chile e Argélia – banidos e foragidos) do que no Brasil. Carlos Lamarca morreu em Brotas de Macaúbas, interior da Bahia, em 17/9/1971, ao resistir à prisão. Como recompensa por estes e muitos outros atos criminosos, a família de Lamarca, embora já recebesse pensão do Exército Brasileiro, foi “presenteada” com uma indenização de mais de 100 mil reais (11/9/1996), doada pela famigerada “comissão dos desaparecidos políticos”, criada no primeiro governo FHC. Com essa ignomínia, o 11 de setembro deveria ser instituído como o “dia da traição”, como já sugeriu o deputado Jair Bolsonaro.
Um dos principais terroristas da VPR foi Diógenes de Oliveira, hoje “Diógenes do PT”, que foi o “PC” da campanha de Olívio Dutra (PT/RS) para governador e esteve metido em rolo do jogo do bicho. Outro “militante” da VPR foi Henri Phillipe Reichstul, presidente da Petrobrás durante o Governo FHC. Sua irmã francesa, Pauline, também “militante” da VPR, morreu em um tiroteio no Recife, em janeiro de 1973, depois de fazer um curso de guerrilha em Cuba e tentar a reestruturação da VPR no Brasil. Pela morte da irmã, Henri recebeu R$ 138.300,00, em junho de 1997.
Militante da VPR e da VAR-Palmares foi também o Secretário do Trabalho do Rio de Janeiro, Jaime Cardoso (Governo Garotinho), que teve como Chefe de Gabinete Rafton Nascimento Leão, antigo “militante” da VAR-Palmares. A fusão da VPR com o COLINA resultou na VAR-Palmares de Dilma Rousseff e de outros “honoráveis terroristas”.    

(2) COLINA - Comando (ou Corrente) de Libertação Nacional
 

Comando (ou Corrente) de Libertação Nacional: atual Congresso de Libertação Nacional, o antigo COLINA foi criado em 1968 como dissidência da POLOP.
Em 1969, com recursos “expropriados” em assaltos, o COLINA instalou três “aparelhos” em Belo Horizonte, que foram desbaratados pela polícia; na ação contra o 3º aparelho, situado na Rua Itacarandu, foram mortos pelo COLINA o agente Cecildes Moreira de Faria e o guarda civil José Antunes Ferreira, além de ferir gravemente o investigador José Reis de Oliveira.
No dia 31/3/1969, o COLINA assaltou a agência do Banco Andrade Arnaud, na Rua Visconde da Gávea, Rio, onde foi morto o comerciante Manoel da Silva Dutra.
O COLINA recebeu a adesão de 2 grupos: o Núcleo Marxista Leninista (NML) e a Dissidência da Dissidência (DDD, e em julho de 1969 fundiu-se com a VPR, dando origem à Vanguarda Armada Revolucionária-Palmares (VAR-Palmares).
Teve entre seus quadros o engenheiro Leovi Antonio Pinto Carisio, que acusou, no ano 2000, o tenente do Exército, Carlos Alberto del Menezzi, de torturador, sem apresentar provas; o tenente foi demitido da ABIN, onde trabalhava, enquanto Aloysio Nunes Ferreira (o “Ronald Biggs” tapuia, que em 1968 participou do assalto ao trem-pagador Santos-Jundiaí) permanecia Secretário-Geral de FHC, sendo posteriormente alçado a Ministro da Justiça - exemplo típico de que a Lei da Anistia é aplicada apenas para beneficiar os antigos terroristas.
Segundo Jacob Gorender, em seu livro Combate nas Trevas, o assassinato, no dia 1/7/1968, do major do Exército da Alemanha Ocidental, Edward Ernest Tito Otto, então cursando a ECEME, teria sido um equívoco, já que os assassinos do COLINA pensaram tratar-se do capitão Gary Prado, do Exército da Bolívia, que havia participado do combate ao foco de guerrilha que Che Guevara tentava implantar naquele país, onde acabou morto.

(3) Montoneros
 
Ala armada do Movimento Peronista (“Soldados de Perón”): surgida em 1966, sequestraram, em 19/9/1974, em Buenos Aires, os irmãos Jorge e Juan Born, herdeiros do conglomerado Bunge y Born. Pela libertação dos mesmos, os Montoneros receberam US$ 64 milhões, incluindo ações, bônus e outros documentos negociáveis. O dinheiro desse sequestro e outros assaltos renderam US$ 70 milhões e era controlado por Mario Firmenich, “El Pepe”, e Roberto “El Negro” Quieto. Um banqueiro judeu-argentino, David Graiver, foi escolhido para depositar US$ 40 milhões nos EUA, porém o avião desapareceu sobre o México com todo o dinheiro. O restante do dinheiro, após a morte de “El Negro”, passou para a supervisão dos cubanos, em 1977, que ajudaram os sandinistas com US$ 1 milhão, a FMLN (El Salvador) com 200 mil, outro tanto para a URNG (Guatemala). O MIR (Chile) teria recebido a maior soma. Guerrilheiros de outros países centro-americanos também receberam dinheiro. Em 1988, Firmenich foi preso no Brasil e em 1990 anistiado pelo presidente Menem.

(4) MNR - Movimento Nacionalista Revolucionário
 
O MNR foi organizado por Leonel Brizola, João Goulart e outros exilados no Uruguai. Brizola era o líder idealizado por Fidel Castro para a Revolução no Brasil, devido a seu “nacionalismo anti-imperialista”, ou seja, contra os EUA. Após a Contrarrevolução de 1964, por intermédio de Lélio Telmo de Carvalho, o grupo de Brizola no Uruguai obteve ajuda de Cuba: treinamento de guerrilha e auxílio financeiro de mais de um milhão de dólares. Foram enviados a Cuba Herbert José de Souza, o “Betinho”, seguido de Neiva Moreira e do ex-coronel do Exército Dagoberto Rodrigues (na Tricontinental, Brizola enviou Aloísio Palhano, ex-membro do CGT). Pressionado por Cuba, para justificar os recursos financeiros, Brizola criou em 1966 o Movimento Nacionalista Revolucionário (MNR), para implantar a guerrilha no campo. O MNR articulou a Guerrilha do Caparaó, na região do Pico da Bandeira, em Minas Gerais, onde todos os integrantes foram presos em 1967, depois de serem denunciados às autoridades, por abaterem reses, antes mesmo de desencadear qualquer tipo de ação armada. Havia muitos "pombos-correios" que levavam dinheiro de Fidel Castro para Brizola, exilado no Uruguai, a exemplo de "Betinho", mais tarde uma espécie de Madalena arrependida, com sua campanha nacional “pela ética e contra a fome”. Brizola não contratou advogados para os presos do MNR e não prestou conta dos dólares cubanos. "Betinho" confirmou o desvio de dinheiro cubano (200 mil dólares) feito por Brizola, que passou a ser chamado por Fidel de el ratón (Jornal do Brasil, 17/07/1996). Os remanescentes do MNR uniram-se à esquerda da POLOP para criar a VPR.

(5) POLOP - Organização Revolucionária Marxista Política Operária
 

Teve entre seus quadros Nilmário Miranda, integrante do naipe de espadas vingadoras da “Comissão dos Desaparecidos Políticos” - grupo revanchista criado no 1º governo FHC, que deu início às indenizações a parentes de terroristas, como Lamarca e Marighella - verdadeiro assalto ao erário. Por sua obra pecuniária, poder-se-ia chamar o petista, que recebia dinheiro de entidades esquerdistas européias, de “Numerário Miranda”. Outros intelectuais da POLOP foram: Dilma Rousseff (“Estela”), então com 17 anos, Érico Izackes Sachs (“Ernesto Martins”), Éder Simão Sader (“Raul Villa”), Rui Mauro de Araújo Marini e Teotônio dos Santos. A POLOP era considerada radical até mesmo por Francisco Julião, líder das Ligas Camponesas. Da POLOP surgiram o Partido Operário Comunista (POC) e o Comando de Libertação Nacional (COLINA). O COLINA foi criado em 1968 e tinha entre seus líderes Ângelo Pezzuti, Carlos Alberto Soares de Freitas, Apolo Hering Lisboa, Herbert Eustáquio de Carvalho, Jorge Raimundo Nahas, Maria José de Carvalho Nahas, Inês Etienne Romeu e Dilma Vana Rousseff Linhares. Membros da POLOP em São Paulo, junto com o MNR de Brizola, criaram a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) de Lamarca.

ERRATA:
 

Recebi do historiador Carlos I. S. Azambuja o seguinte e-mail no dia 23/04/2014 (15:39 h):
"Muito bom! mas necessita de algumas correções: Gustavo Benchimol é Gustavo Buarque Schiler, Claudio Marinheiro é Claudio de Souza Ribeiro. No sequestro de um avião da Varig em Montevideu por James Allen Luz  a Jessie Jane de Souza Vieira não participou. Participou, sim, de um outro, que foi abortado no Galeão por uma equipe da FAB.
Azamba"

Obrigado pela correção, Azambuja!

Bibliografia:

 
AUGUSTO, Agnaldo Del Nero; MACIEL, Licio; NASCIMENTO, José Conegundes do (Organizadores). ORVIL - Tentativas de Tomada do Poder, Schoba Editora, São Paulo, 2012.
CASTAÑEDA, Jorge. Utopia Desarmada - Intrigas, dilemas e promessas da esquerda latino-americana. Companhia das Letras, São Paulo, 1994 (o livro chegou a ser proibido em Portugal).
MOTTA, Aricildes de Moraes (Coordenador Geral).História Oral do Exército - 1964 - 31 de Março - O Movimento Revolucionário e sua História. Tomos 1 a 15. Bibliex, Rio, 2003.
SOLNIK, Alex. O cofre do Adhemar - A iniciação política de Dilma Rousseff e outros segredos da luta armada. Jaboticaba, São Paulo, 2011.

P.S.: A respeito do ano 2014 (Annus Petraliorum XII – Ano dos Petralhas 12), que é o ano por excelência de satanização do Exército Brasileiro, em virtude do cinquentenário do movimento cívico-militar de 1964, reuni vários textos sobre o assunto em MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964.
 

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