MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

A presidenta na ditadura

                                                                   Dilma do Fuzil
 
30/06 - A presidenta na ditadura

 

 
O que não se faz para conseguir audiência?
Após a matéria abaixo, leia o comentário do site:
A presidenta na Ditadura
Carlos Araújo, ex-marido de Dilma Rousseff, revela ações guerrilheiras em novela do SBT
Por Pedro Landim
Rio - A série de depoimentos de ex-presos políticos que lutaram contra a Ditadura, iniciativa elogiada na novela ‘Amor e Revolução’, do SBT, ganha capítulos contundentes na próxima semana.
Enquanto o autor da trama, Tiago Santiago, planeja ligar para a presidenta Dilma e tentar o testemunho mais aguardado, o advogado Carlos Araújo, ex-marido e pai da filha de Dilma, vai falar em cinco capítulos sobre suas ações guerrilheiras, torturas sofridas e a relação com a presidenta da República.
“Ele coloca a Dilma numa posição de planejamento das ações e narra o assalto que fez ao cofre com dinheiro do político Adhemar de Barros. Estou curioso para ver no ar”, diz Tiago, o autor da novela.
Carlos vai aparecer pela primeira vez na tela após o capítulo de segunda-feira, em que está prevista a cena na qual Nina (Patrícia Dejesus) e Padre Inácio (Pedro Lemos) fazem sexo na sacristia. E começará falando da relação de companheirismo com Dilma, da felicidade pela presidenta não ter ficado com sequelas após as torturas e de ações conjuntas em bancos e quartéis para obter dinheiro e armas.
“Praticamos ações sociais também: pegávamos caminhões de carne na Baixada Fluminense e distribuíamos em favelas”, diz Carlos Araújo. Em seu depoimento, ele narra ainda sua tentativa de suicídio ao se jogar sob um carro.
Para Tiago, as falas de figuras importantes já trouxeram muitas revelações, nem todas com a devida repercussão. “O filho do presidente João Goulart disse que o pai foi envenenado, assassinado, e luta para exumar o corpo”, sublinha Tiago.
E fala sobre a negativa de Dilma em participar. “Já convidamos através de amigos e assessorias, e vou ligar pessoalmente. Mas entendo que ela esteja preocupada com o momento presente do País, que mantenha o distanciamento”, afirma.
Os bastidores dos ‘anos de chumbo’
Em trechos de seu depoimento, o ex-marido elogia a presidenta e diz que ambos se orgulham do que passaram juntos. “Sempre nos identificamos. O nosso bom companheirismo persiste até hoje. A Dilma sente muito orgulho do que fez. Ela não ficou com sequelas, felizmente. Entrou na cadeia nova e saiu nova”, diz Carlos.
E prossegue: “A Dilma não participou de nenhuma ação armada porque não era o setor dela. Nos orgulhamos do que fizemos, mas isso não quer dizer que somos desprovidos de visão crítica”.
E revela o roubo de US$ 2 milhões, dinheiro que é fruto de lavagem, de um cofre na casa de Ana Capriglione, amante de Adhemar de Barros. “Ana nunca pôde denunciar ninguém, é como se não tivesse existido. Como justificaria o dinheiro?”.
Observação do site www.averdadesufocada.com.br : Será que ele vai dar as mesmas declarações que deu ao Jornal  "Zero Hora"  de 20 de agosto de 1985, época em que Bete Mendes, de volta do Uruguai,  declarou ter sido torturada pelo Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra?
Carlos Franklin Paixão Araújo - "Max", líder da Var-Palmares, na tentativa de ajudar a então deputada Bete Mendes, que fazia parte da Inteligência da organização e tinha grande ligação com seu chefe, "Max" que, tentando ajudar a companheira, reforçando sua mentira , acabou desmentindo-a. Leia abaixo parte da entrevista:
" Eu era o único preso quando Brilhante Ustra assumiu dizendo que não haveria tortura. Disse que faria interrogatórios sem utilizar os métodos de tortura. Ele era metido a bonzinho. Nos primeiros dias, de fato, não houve torturas que eu saiba. Mas, lá por outubro , o Brilhante Ustra ficou fora uns dias , umas duas semanas. Daí, quando voltou, pelo fim do mês de outubro, as torturas voltaram com violência."
Detalhe, Bete Mendes foi presa em 29/09/1970 (dia em que o Coronel Ustra assumiu) e dia 16/10/1970 foi solta.
Pérsio Arida também  estava no DOI neste período, e diz que os comandantes não deixaram que lhe batessem (Rakudianai - revista Piauí). Foi enviado para o DOPS em 15/10/1970, período em que Carlos Franklin Paixão Araújo diz que Brilhante Ustra era metido a bonzinho.
Eles tentam se ajudar, mas acabam se contradizendo.
Como já dissemos, em outros comentários, mentir não é fácil!
Melhor seria, que ele fosse convocado para depor na "Comissão da Verdade"

 

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