MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Uma madre a serviço do terrorismo

23/07 - O delegado, a madre e a FALN

Pela editoria do site www.averdadesufocada.com


Madre Maurina Borges Silveira
Renato Ribeiro Soares foi delegado regional da Polícia Civil de Ribeirão Preto na época do Regime Militar e foi ele que, com sua equipe, prendeu Maurina Borges da Silveira, madre superiora do Lar Santana.

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Essa prisão deu início à queda da Força Armada de Libertação Nacional e a excomunhão do delegado que salvou Ribeirão Preto de algumas tragédias.

Para as pessoas que não conhecem essa parte da história, deixamos aqui um pequeno resumo do que era a FALN e o envolvimento de membros da igreja que se engajaram de uma forma ou de outra apoiando os grupos que pretendiam implantar uma ditatura comunista no Brasil . A prova desse apoio não era apenas de um ou outro religioso. O delegado Renato Ribeiro Soares chegou a ser excomungado pela prisão de Madre Maurina Borges Silveira , notícia que ganhou repercussão nacional


Texto completo

 
O motivo da Prisão de madre Maurina

A Religiosa - Madre Maurina Borges Silveira - Nascida em Araxá, Minas Gerais, era madre superiora do Lar Santana (Rua Conselheiro Dantas, 984, em Vila Tibério). Foi presa no dia 13 de novembro de 1969, quando a Polícia e o Exército desarticularam em Ribeirão Preto o grupo terrorista Frente Armada de Libertação Nacional - FALN.


No Lar Santana, onde viviam, na época, 220 crianças, a polícia encontrou material subversivo e documentos comprometedores. Madre Maurina também foi responsabilizada por tentar queimar os documentos e enterrar explosivos quando os policiais chegaram ao asilo. Madre Maurina Borges Silveira também seria responsabilizada pelo desvio de mais de uma tonelada de alimentos enviados pelo governo dos Estados Unidos para as crianças do Lar Santana. Parte dessas mercadorias eram desviadas para a FALN.


O Lar Santana transformara-se em "aparelho" - esconderijo de documentos, armas e explosivos e militantes da FALN -, com conhecimento da madre.”


A FALN e alguns de seus líderes

Na Faculdade de Direito da cidade de Ribeirão Preto, São Paulo, Wanderley Caixe participava de uma célula do PCB, ao qual era filiado desde 1959.

Em 1967, inconformado com a linha política do PCB, que pregava a tomada do poder por métodos mais demorados e influenciado pelo foquismo cubano, Wanderley criou a Frente de Libertação Nacional, logo depois denominada Força Armada de Libertação Nacional (FALN).

A idéia dos membros da nova organização era formar um “Exército Popular de Libertação” e, por meio dele, derrubar o governo, assumir o poder e mudar o regime.
O grupo, que teve pouca duração, chegou a ter 80 militantes, entre eles, Áurea Moretti.
Usando o jornal da faculdade, O Berro, Wanderley passou a pregar a sua posição foquista. Os “estudantes” se reuniam no Lar Santana, dirigido por madre Maurina Borges Silveira. Certamente, não era para discutir temas do currículo de Direito e, muito menos, religião.


Da teoria passaram à ação. No 2º semestre de 1967, a FALN iniciou os atentados terroristas nas cidades de Ribeirão Preto e Sertãozinho. Áurea
Áurea Moretti participou de alguns desses atentados.

Em Ribeirão Preto, explodiram bombas nos cinemas Centenário, São Paulo, D. Pedro II, São Jorge e Suez; no mercado dos Campos Elíseos; na
agência do Departamento de Correios e Telégrafos; na Igreja Mórmon; e no 3º Batalhão de Polícia Militar.

Em Sertãozinho, a FALN explodiu bombas em lugares públicos, nos mesmos dias e horários das de Ribeirão Preto.

No final de 1967, atuava também em Franca e Pitangueiras.

Em 1968, aproximou-se do clero progressista, obtendo apoio moral, financeiro e material de diversos religiosos, alguns favoráveis à luta armada. Madre Maurina foi presa por manter contato com Mário Lorenzato, permitir reuniões e guardar material subversivo no Lar Santana.

Em 1969, tentando desencadear a luta armada no campo, a FALN instalou dois projetos de campos de treinamento: o primeiro nas matas da Fazenda Capão da Cruz, destruído pelo fogo; e o segundo, nas matas da Fazenda Boa Vista, distrito de Guatapará, desbaratado pela polícia no mesmo ano. O responsável por esse campo era Mário Bugliani -"Capitão" -, que fazia o recrutamento na zona rural.

Na noite de 13 de outubro de 1969, a organização assaltou a pedreira da Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, roubando grande quantidade de dinamite e estopim. Após esse assalto, alguns militantes foram presos em um acampamento próximo à cidade de Sertãozinho, o que proporcionou o desbaratamento de todo o grupo. Várias pessoas foram presas, entre elas, camponeses, estudantes, freiras e sacerdotes, suspeitos de participar ativamente,ou como apoio.

A grande ação da FALN, planejada, mas não realizada por causa da prisão de seus principais membros, seria o seqüestro do usineiro João
Marquesi, com a finalidade principal de obter fundos para expandir os atos terroristas da organização.

Wanderley Caixe cumpriu pena de cinco anos de prisão, por ter sido identificado como coordenador do grupo. É advogado e professor. Atua junto ao MST.

Áurea Moretti saiu da cadeia em janeiro de 1973. Em 1985, voltou a Ribeirão Preto, onde atua junto ao MST. No livro Mulheres que foram à
luta armada, de Luiz Maklouf, página 97, reafirma: “A luta de ontem é a luta de hoje”.

Que a luta deles continua muitos sabem, só não vê quem não quer.

Na determinação de tornar o Brasil um País comunista, a qualquer custo, passam por integrantes de “movimentos sociais”, mas, na verdade, são os mesmos lobos travestidos de cordeiros.

As histórias vão virando lendas com a cumplicidade de setores da imprensa, fazendo de subversivos e terroristas heróis “salvadores da Pátria”, quando, na realidade, tentaram impor suas idéias com a força das armas, arvorando-se de procuradores do povo, que não lhes deu apoio.

Pena que essas reportagens não tenham um cunho investigativo, para que sejam averiguadas as versões apresentadas. E, pior ainda, que não tenham, ao longo do tempo, e muito menos agora, sido rebatidas pelas autoridades das instituições atingidas por elas.

Fontes:

- Projeto Orvil
- CARVALHO, Luiz Maklouf. Mulheres que foram à luta armada - Editora Globo.
- USTRA, Carlos Alberto Brilhante. A verdade Sufocada - A história quea esquerda não quer que o Brasil conheça

Leia os textos de Félix Maier acessando o blog e sites abaixo:

PIRACEMA - Nadando contra a corrente


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