MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Padres brasileiros a serviço de Fidel Castro

Jornal Opção

Edição 1851 de 26 de dezembro a 1º de janeiro de 2011

Irapuan Costa Junior

 
Livro de espião cubano mostra padres da Teologia da Libertação a serviço de Fidel Castro

http://www.jornalopcao.com.br/colunas/contraponto/livro-de-espiao-cubano-mostra-padres-da-teologia-da-libertacao-a-servico-de-fidel-castro

Reprodução
“El Magnífico - 20 Ans au Service Secret de Castro”, livro de
Juan Vivés, garante que o presidente de Cuba, Raúl Castro
(no detalhe), é homossexual

Leio um livro que você, caro leitor, nunca lerá: “El Magnífico — 20 Ans au Service Secret de Castro” (Éditions Hugo et Compagnie, Paris, 2005). O autor é Juan Vivés, casado com uma francesa, e que vive em Marselha, desde 1979, ano em que fugiu de Cuba para não ser morto. Tive notícia deste livro por um amigo de Portugal e tentei comprá-lo em duas livrarias francesas onde o encontrei. As duas responderam que não podiam enviá-lo para o Brasil, sem maiores explicações. O gramcismo anda assim tão poderoso por aqui, a ponto de exercer essa censura toda (que, aliás, já conhecemos) e fazê-la chegar aos “companheiros” franceses? Mistério. O fato é que só consegui comprá-lo em um sebo francês.


O autor é um cubano oriundo da alta aristocracia espanhola, que se juntou à rebeldia de Fidel Castro, desempenhou algumas ações revolucionárias de repercussão (que lhe valeram, ainda durante a guerrilha, o cognome de El Magnífico, que é o título do livro), e serviu sob as ordens de Che Guevara. É um livro repetitivo em alguns aspectos: fala, com conhecimento — o autor foi testemunha — das atrocidades de Che Guevara, de sua incompetência administrativa e de como era inimigo de um bom banho. De como Fidel sempre foi uma figura performática, capaz de tirar proveito público de qualquer situação, em Cuba e no exterior. Mas traz notícias novas e fatos interessantes, a partir de como Vivés, apolítico, resolveu combater o ditador Batista e se aliar a Fidel Castro. O motivador foi, diz ele, Benvenutto Cellini (1500-1571), o célebre escultor italiano.


A família de Vivés tinha algumas obras de arte raras, trazidas da Europa, entre elas um Cristo de marfim, belíssimo, esculpido por Cellini. A mulher de Batista tentou forçar a compra da escultura, o que ofendeu o pai de Vivés, e acabou por criar uma inimizade que terminou em retaliação por parte do ditador. Entre as revelações do livro a de que o regime de Fulgencio Batista estava se decompondo quando o Granma desembarcou Fidel e seus guerrilheiros em Cuba. Isto fez com que os revolucionários conquistassem os quartéis do Exército praticamente sem combate. Os soldados, como praticamente toda a população cubana, ansiavam por mudanças. Não suportavam mais a corrupção (que desviava seus suprimentos), e os baixos soldos, enquanto os membros do governo roubavam e faziam fortuna. Não houve, ao contrário do alarde feito por Fidel, combates de verdade. A revolução foi quase um passeio.


Vivés era sobrinho de Osvaldo Dorticós, presidente cubano indicado por Fidel, que, embora figura decorativa, tinha sua importância. Era também parente de Celia Sanchez, segunda figura do regime comunista da ilha, depois de Fidel. Era, segundo os íntimos do poder, a única pessoa a contrariar Fidel Castro e a discutir com ele, quando discordava. Vitoriosa a revolução, Vivés foi designado para importantes funções, sob disfarce diplomático, todas elas ligadas ao serviço secreto cubano. Delas, o autor esconde mais que mostra, e alega fazê-lo para se resguardar, pois, caso não o fizesse, já teria sido eliminado. O que o salva, diz, são documentos secretíssimos depositados em um banco suíço, e que serão publicados caso seja assassinado.


Entre as mais interessantes passagens dessa biografia está a de que o autor foi encarregado, em Cuba, de instruir padres da Teologia da Libertação para trabalharem pelo regime castrista, e passar segredos, obtidos por confissão de fiéis importantes, para os dossiês da inteligência cubana. Como os padres brasileiros desse grupo não saíam de Cuba, é bem provável que fossem dos mais entusiasmados fornecedores de informações para os homens de Vivés. Os figurões que se confessaram com Leonardo Boff e Frei Betto devem pôr as barbas de molho.


Outro episódio estranho contado no livro é o de soldados e pilotos americanos aprisionados na guerra do Vietnã terem sido drogados e levados para Cuba onde foram interrogados e provavelmente mortos, sem que ninguém soubesse nos EUA. Vivés conta que ele próprio, que falava inglês correntemente, traduziu depoimentos desses pobres coitados. Também a homossexualidade de Raúl Castro é abordada no livro.


Outra revelação importante é sobre a morte do chileno Salvador Allende, em 1973. Como se sabe, todo o corpo de guarda-costas de Allende era constituído de cubanos experimentados. Os principais eram os gêmeos Patricio e Tony de La Guardia. Com a derrubada e morte de Allende, esses cubanos retornaram a Cuba e foram tratados como heróis por Fidel. Vivés não compreendia como tinham saído com vida do Palácio de La Moneda, até que Patrício, num encontro no bar do hotel Habana Libre, já alto, contou-lhe que, por ordem de Fidel, executara Allende que queria se asilar na embaixada sueca. Fidel queria criar (conseguiu) um mito de Allende resistindo até a morte. Morto Allende, os cubanos conseguiram abandonar o palácio antes do assalto final de Pinochet. Aliás, Pinochet só chefiou o exército chileno por indicação de Fidel, que o julgava com tendências comunistas. Vivés havia sido seu cicerone e interlocutor quando visitou Cuba.


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Entrevista Exclusiva con El Magnífico Juan Vivés, Ex Agente de la Seguridad del Estado del Régimen de Castro, Exiliado en Francia.

http://www.miscelaneasdecuba.net/web/article.asp?artID=5991

París, 5 de julio de 2006. Pensaba que llegaría demasiado temprano al Flore, café parisino del Barrio Latino, en el que tenía cita con Juan Vivés, autor del polémico El Magnífico. Sin embargo, ya él se encontraba sentado en una mesa en el interior del mismo.

Después de los saludos de rigor, coloqué el pequeño magnetófono entre las tazas de chocolate caliente, que permitieron paliar el frío de esta mañana otoñal. A nuestro alrededor, turistas europeos, asiáticos y norteamericanos, estaban lejos de suponer que yo estaba conversando con un hombre extraordinario.

Félix José Hernández (JFH): Sr. Vivés, usted estima que el régimen cubano, aplica hogaño niveles de represión interna y de espionaje exterior como nunca, con un elevado grado de agresividad. ¿Cuáles son las causas?

Juan Vivés (JV): Es necesario aclarar las dos situaciones y el por qué de estos planes. En primer lugar la represión interna ha tomado una constante agresividad. Raúl Castro, que ya tiene las riendas de la economía cubana y controla los sectores claves mediante los altos oficiales de las fuerzas armadas, sabe que no es popular. Conoce que a la muerte de su hermano, se desencadenarán todas las rencillas ocultas hasta ahora, y que la lucha por el poder saldrá a la luz. Está obligado, para perpetuar el régimen, a poner a la cabeza del gobierno al primer títere que le caiga en mano: Alarcón, Pérez Roque, Lage u otro. El personaje no tiene importancia, ya que es él, con sus militares, el que mantiene con guante de acero el país. Pero existe un problema serio en esta estrategia.

JFH: ¿A qué problema se refiere usted?

JV: Simplemente, el pueblo ya no soporta más las condiciones de vida infrahumanas al que está sometido. Raúl es mucho más pragmático que su hermano. Quiere implantar un capitalismo de estado como en China, con apertura económica, pero bajo control estatal y con dictadura política, sin la menor perspectiva de democratización.
Aquí es donde el maquiavelismo del plan toca la cúspide de la maldad. Las verdaderas organizaciones internas de defensa de los derechos del hombre, de la libertad de expresión y de aspiraciones democráticas, son salvajemente reprimidas.

Se creó el Departamento 21 del Ministerio del Interior, que tiene como objetivo visitar personalmente, a cada persona que sea o que se supone que pueda ser un opositor al régimen, amenazarlo a él y a su familia, si no se comporta como la línea del Partido Comunista lo desea. Para los casos que no puedan doblegar, se han creado las BRR (Brigadas de Respuesta Rápida), las cuáles son turbas de militantes del Partido, de la Juventud Comunista, militares, miembros del Minint o de los CDR, que mantienen la isla en estado de “Noche de Cristal” permanente; con sus abusos contra la población civil.

La PNR (Policía Nacional Revolucionaria), el DTI (Departamento Técnico de Investigaciones) y el GTE (Grupo Táctico Espacial), efectúan redadas tras redadas. Mientras tanto, las RAM (Reservas del Alto Mando), se pasean por La Habana, exhibiendo su armamento, mostrando que el régimen no soportará la menor veleidad de aspiración democrática y que están listos para aplastarla por la fuerza, aunque tengan que cubrir la isla por un baño de sangre.
El colmo es que un cubano no puede circular libremente en su país. Si no tiene una visa interna para ir a visitar a un pariente, otorgada por las autoridades, es expulsado y por la fuerza, reenviado a su provincia de origen. The Big Brother es pequeño, frente a esta situación.

En cuanto a los sueños de revolución continental anti-imperialista, el heredero directo es Chávez. Pero eso es harina de otro costal.

JFH: ¿En Cuba se toleran algunas organizaciones disidentes?

JV: Aquí es donde reside el maquiavelismo del plan. Mediante el Departamento 9 de la DGI (Dirección General de Inteligencia), llamado Medidas Activas, se mantienen una serie de pseudo organizaciones, supuestamente en lucha contra el régimen, que están bajo control de la Seguridad del Estado. Esto para dar una imagen de tolerancia y que la sucesión sea mejor aceptada. Como si Raúl fuera más comprensivo y tolerante, lo que es una mentira fabulosa. Las verdaderas organizaciones que no están bajo control, sufren una represión brutal. Sus miembros son encarcelados o sometidos a los más viles tratamientos, mientras que fingen tolerar a aquellos “moderados” que están a sueldo del G2.

JFH: ¿Y en el exterior del país?


JV: Los tentáculos del monstruo están omnipresentes. La historia en Miami de los “cinco héroes”, que en realidad era todo un grupo operativo con más de 15 agentes, forma parte del Departamento 9 de Medidas Activas, para espiar y controlar entre otras cosas los movimientos de la emigración cubana. Si en USA, el FBI se encargó de desenmascarar a ese grupo de agentes cubanos, aquí en Europa funcionan de manera mucho más libre, ante la indiferencia o el desinterés de ciertos países, que no quieren tener problemas con Fidel, por miedo a represalias.

JFH: ¿Puede dar más detalles?

JV: Por ejemplo, la red espionaje cubano aquí en Europa, tiene sus centros en Madrid y París, con varios oficiales que bajo cobertura diplomática tiran los hilos de la marioneta, una de las operaciones es la denominada « RIVER PLATE ».
La masa de expatriados cubanos que florecen en las capitales europeas, son una ínfima parte de verdaderos refugiados políticos. Se trata en su mayoría de emigrantes económicos o de mujeres jóvenes, que se casan con europeos para salir del infierno cubano. Los organismos de la seguridad del estado cubano, aprovecha la situación precaria ya que, cualquier cubano que resida en el exterior, necesita una visa para poder ir a visitar sus familiares a Cuba, como para permitir que sus familiares los visiten aquí.

Esta palanca de presión, obliga a muchos a ser chivatos de los agentes de la seguridad en las embajadas, e incluso a enrolarse en operaciones de espionaje contra la comunidad. Existen personas que están en Francia, en Madrid y en otras capitales europeas con un alto nivel de vida superior y jamás han trabajado. La seguridad cubana los mantiene por sus servicios de espionaje contra la comunidad cubana, así como también en otras labores.

JFH: Esas acusaciones son graves. ¿Tiene ejemplos concretos?

JV: Tengo muchos que prueban la veracidad de estas acusaciones y la solidez de las mismas. El ejemplo más claro de estas operaciones de espionaje, fue el montado contra Reporteros sin Fronteras y la persona de su secretario general Robert Menard. Desde que tuve las informaciones de esta operación montada contra ellos, alerté a Menard. El comprendió las fugas de información que se sucedían, sobre cuanta campaña por la libertad de la prensa se preparaba. En la mayoría de los casos, los aliados de Cuba y los propios cubanos, estaban al corriente de todo, antes de que se iniciaran y ésto en este 2005.

JFH: ¿Existen pruebas de lo que usted afirma?

JV: Desde luego que sí. Menard denunció esta situación a las autoridades francesas y yo personalmente, fui consultado por los organismos correspondientes y expliqué lo que pasaba.

JFH: ¿Puede ser más explícito?

JV: Por mi parte es sin comentarios, puede consultar Robert Menard y que él le diga los contactos que tuvo con las autoridades francesas y la historia de esta operación de espionaje montada contra Reporteros sin Fronteras y contra su persona. No hay que olvidar que esta organización acaba de recibir el Premio Sajarov de la Unión Europea, por la defensa de la libertad de prensa en el mundo y que Robert Menard, se está viendo en Francia como un posible futuro Premio Nóbel de la Paz.

Cuba acusa a Menard de ser un agente de la CIA y de que su organización es financiada por los americanos. La desinformación es enorme en este sentido, simplemente estos defensores de la libertad de la prensa, son una espina en el talón de la dictadura cubana.

JFH: ¿Es posible obtener confirmación de sus declaraciones?

JV: Seguro, antes de revelar esta información, yo consulté con Robert Menard y él puede confirmarle la historia completa y los contactos con las autoridades francesas a este respecto. Por mi parte, la discreción se impone.

JFH: ¿Estima que sus revelaciones pueden inquietar a las autoridades del régimen?

JV: Sí, no solamente puedo revelar como lo estoy haciendo, los secretos más recónditos de la dictadura, sino que actualmente estoy en posición de saber las más sucias operaciones de los hermanos Castro y de sus aparatos de seguridad, tanto al interior como al exterior.

JFH: ¿Cómo logra obtener la información?

JV:Existen quienes me informan desde Cuba, por un caso de conciencia y porque no pueden revelarse o no tienen el valor para hacerlo. Otros, para poder decir a la caída del régimen, que estaban en contacto conmigo y disculparse de esta manera. Otros simplemente intentan desinformarme. Pero es difícil venir a bailar en la casa del trompo. En cuanto a los detalles, espero que comprenda mi discreción.

JFH: ¿Cuál es la razón que lo lleva a hacer estas revelaciones?

JV: Simplemente en 1981, cuando publiqué LES MAITRES DE CUBA, la desinformación contra mi persona decía que yo no existía, que se trataba de un personaje inventado por la CIA. No obstante, se vieron obligados a cambiar todos sus agentes en el exterior, de los servicios secretos. Ahora están lanzando una campaña, con las elucubraciones más insólitas y hasta están “quemando” agentes, en su intento de pseudo revelaciones. Sí, yo existo y desde hace 26 años les hago la vida imposible y lo seguiré haciendo hasta mi último suspiro. Fidel Castro y el comunismo cubano son mis enemigos íntimos. No pido tregua, pero tampoco la doy. Sus amenazas cotidianas, no me harán cambiar de actitud.

JFH: Sr. Vives, usted publicó en Francia su polémico libro “El Magnífico” (Editions Hugo et Compagnie. Paris 2005. ISBN: 2-7556-0037-7, 302 páginas, 18 euros) que ha sido un éxito de ventas y que será publicado en varias lenguas. En el declaró que le quedaban cosas por contar. Entre ellas se encuentra PLAN Z. ¿Podría explicarnos en que consiste?

JV: El PLAN Z forma parte de uno de los secretos mejor guardados del comunismo cubano. Si por la parte castrista, sólo eran un puñado de hombres situados como de alta seguridad, con acceso a los más altos secretos de Estado, los que estaban al corriente de esta operación, por la parte chilena sólo un pequeño grupo sabía que tenían que estar listos para « defender el socialismo chileno » sin más explicaciones. En resumen, Fidel planificó un levantamiento popular, con el apoyo de ciertos sectores militares chilenos que seguían fieles a Salvador Allende, para implantar el socialismo por las armas.

De esa manera se confortaban las ideas del “líder máximo” de implantación del comunismo por la fuerza y se continuaba con las ideas guevaristas de revolución continental y anti imperialista. Curiosamente Fidel se había desembarazado del Ché por orden de los soviéticos, pero como la muerte del argentino tuvo una repercusión internacional, como buen oportunista, se montó en el tren en marcha y se convirtió en más guevarista que el Ché.
De todas maneras para Fidel no contaba una contradicción de más. Sus sueños de convertirse en el líder indiscutido de América Latina, lo impulsaba a los proyectos más descabellados.

Desde la toma del poder en Chile por Salvador Allende, se sabía que con sólo un tercio del electorado a su favor no podría forzar la historia e imponer un régimen totalitario como el de Cuba, ni tampoco si él lo quería, había prácticamente que obligarlo para que radicalizara el régimen. Los informes y los análisis que llegaban a la Habana diariamente, predecían que tarde o temprano se vislumbraba un golpe de Estado militar financiado por el gobierno de E.U.A. Y que la C.I.A. mantenía una presión enorme.

A pesar que los análisis detectaban que los izquierdistas que formaban el apoyo a Allende en diferentes organizaciones no se consideraban como fiables para lanzar una revuelta popular, como se pudo comprobar posteriormente, Fidel seguía rumiando su plan.

JFH: ¿Estuvieron involucrados en el Plan Z, algunos miembros de las Fuerzas Armadas de Chile?

JV: Existieron una serie de intercambios entre Fidel y la más alta dirigencia de Allende y algunos de los hombres de mayor confianza del presidente, para preparar el viaje de militares chilenos a la Habana. El pretexto inicial fue la visita de la fragata insignia de la marina ,”ESMERALDA” y en la misma ocasión, la de cuarenta altos oficiales de las fuerzas armadas chilenas representativas de los diferentes cuerpos amados. urante la visita se trataría de comprometer o comprar la fidelidad de los hombres que se suponía que podían jugar un papel importante en la realización del complot, algunos apoyando el levantamiento so pretexto de respetar la constitución y otros que garantizaran su neutralidad, en defensa de la supuesta soberanía nacional.

Los informes que se recibían eran claros. La marina y la aviación estaban dirigidas por oficiales formados en academias militares americanas, utilizaban material americano y respondían a los E.U.A. en cualquier tipo de conflicto.
En cuanto al ejército de tierra, los análisis divergían, se trataba de un cuerpo armado de tradición prusiana y éste era el flanco por donde se debía ejercer la presión. Conjuntamente con el navío escuela ESMERALDA, vendrían por avión 40 altos oficiales de los diferentes cuerpos, bajo el mando del general chileno Anaya Castro. Por la parte cubana, se escogieron los 40 más altos oficiales de las Fuerzas Armadas de Cuba, que según Fidel tenían que adoctrinar a los militares chilenos y convertirlos al socialismo, “dulce eufemismo”.

Por la parte cubana encabezaban este grupo de adoctrinadores eran los generales: Arnaldo Ochoa (fusilado por tráfico de drogas), Senen Casas, Rafael Del Pino (ex jefe de la Aviación exilado en Miami), Victor Drake, López Cuba, Guillermo García, Furry, Ramiro Valdéz, Leopoldo Cintra, Tortolo. Ulises del Toro, Diocles Torralba, además de civiles como el presidente Osvaldo Dorticos, Carlos Rafael Rodríguez, Armando Hart, Pedro Miret, Montaner...en fin, la flor y nata del ejército cubano y de los miembros del buró político del Partido Comunista.

Antes de la llegada de la delegación, se sabían mediante las instrucciones recibidas, que los objetivos principales eran dos personas claves: el coronel ROBERTO SOUPER, que dirigía la Brigada de Tanques de Santiago de Chile y hombre que tenía en sus manos la plaza y que podría garantizar la continuidad del régimen. Nada podía hacerse sin el apoyo del regimiento de tanques. Fidel dijo que él se encargaría personalmente y que sería secundado por el general cubano López Cuba, que sería la sombra de Souper durante su estancia en la isla.

El otro personaje indispensable era el general Augusto Pinochet, que él (Castro) propondría a Salvador Allende como jefe del ejército en Santiago de Chile. Este era otra de las llaves para garantizar los proyectos del plan “Z”.
En segundo orden de importancia estaban los coroneles chilenos Jaime Satay y Leónidas Rodríguez. En cuanto a la Marina de Guerra, Fidel declaró que era una pérdida de tiempo ocuparse de ellos, ya que estaban demasiados influenciados por los americanos y que los complots de la C.I.A., estaban en gran parte basados en este cuerpo armado. Agregó que sería el jefe de la Marina de Guerra Revolucionaria, Aldo Santamaría, quien se ocuparía de ellos, pero sin gran interés; sólo se debían obtener informaciones.

Souper tuvo la atención directa de Fidel, con el que se reunió en varias ocasiones y hasta cogieron una tremenda borrachera, pues pasaron toda una noche tomando vino chileno. Fidel consideró que había adoctrinado a Souper y que tenía Santiago de Chile en sus manos, con el apoyo de la Brigada de Tanques. En lo que respecta Pinochet, Raúl y Fidel se reunieron varias veces con él en encuentros de varias horas cada uno, y tuvo conciliábulos particulares con ambos líderes cubanos. ¡A tal punto, que circuló la noticia que Fidel y Raúl lo habían reclutado!

A partir de 1970, en Cuba el dinero entraba por tuberías, la libra de azúcar que valía seis centavos y medio de dólar, subió de un golpe a 67.50 centavos de dólar. La cuenta fue rápidamente hecha por Fidel : cinco mil quinientos millones de dólares que le daba la URSS como ayuda y la zafra azucarera que produciría hasta 19 mil millones de dólares, con una zafra en 1970 de más de ocho millones de toneladas. El líder máximo se mostraba generoso al extremo y hasta el último aprendiz de revolucionario que pasaba por la isla, salía con los bolsillos llenos. El pueblo pasaba carencias y necesidades, pero Fidel regalaba y financiaba cuanto movimiento antiamericano existía, pagando a precio de oro los servicios rendidos. Pinochet aprovechó bien esa oportunidad.

Otra fuente de dinero sucio que puede haber caído en los bolsillos de la dictadura chilena, fueron las 50 mil toneladas de azúcar que Fidel regaló a Chile. Al final fueron Pinochet y sus camarillas, quienes aprovecharon los excesivos regalos del dictador cubano. Todos los servicios de Seguridad estaban en tensión máxima antes de la llegada de la delegación chilena, la que fue hospedada en el Hotel Habana Libre. Evidentemente todas las habitaciones, así como las suites, fueron objeto de un minucioso trabajo de la contra inteligencia (Departamento G), donde se implantaron sistemas de escucha por todos lados. Cada noche se le tenía que entregar a Fidel un resumen de las conversaciones entre los militares chilenos y destacar los puntos más importantes.

Se organizaron unas maniobras militares de gran envergadura, en la provincia de Pinar del Río, en donde participaron las fuerzas de aire, mar y tierra. Querían impresionar a los chilenos con todo el armamento soviético con que se disponía, que en aquella época era impresionante, hasta para un gran país como Chile. El hotel fue vaciado de todo personal y se llenaron las tres cuartas partes del mismo con agentes de la seguridad, que fingían ser clientes.

JFH: ¿Tuvo usted la oportunidad de encontrar personalmente a Pinochet?

JV: Con mi cobertura de Agregado de Protocolo, hablé en tres ocasiones con Pinochet. El me dijo que estaba muy impresionado con las lanchas torpederas Konsomol, con sus cohetes reactivos Marmar y con las lanchas torpederas chinas PITI. Me sorprendió la falta de carisma del personaje y su voz de falsete, que aumentaba la sensación de tener delante a un individuo flojo, en donde se podía tajar como en una masa de pan. Eso sí, muy pulcro y perfumado, como una sirena de la calle de tolerancia, afeitado y peinado como si fuera a presentarse a un concurso de belleza.
Cuando Pinochet llegó al hotel, lo primero que solicitó fue que le plancharan los uniformes que traía, porque se le habían arrugado en la maleta. Su principal preocupación era presentar bien y en cuanto a las cuestiones militares, por lo poco que hablamos, deduje que como alto oficial era un formidable cretino que poco conocía de los armamentos y de los ejercicios militares.

Los análisis sobre Pinochet, lo describían como a un personaje ávido de dinero, con una personalidad cambiante y carente de condiciones de mando. Era el elemento ideal, para ser manipulado desde la Habana. Era un personaje gris a pocos años del retiro y con pretensiones de hombre frustrado, incluso en el ejército chileno no era considerado como un elemento de primera. Aquí se terminó mi rol en este episodio y si para muchos había sido un éxito, yo no veía como en algunos días se podía cambiar la opinión de estos altos militares, que independientemente de mirar la panoplia de armas y el derroche de unas maniobras gigantescas como un niño ve un juguete nuevo. No concebía otra cosa.

El tiempo transcurrió y tres meses antes del golpe de estado de Pinochet, hubo el intento llamado el “TANCAZO”, cuando Souper intentó atacar el Palacio de la Moneda y casi logró perpetrar el golpe. Fidel se puso como loco y pidió que le remitieran todas las informaciones y las grabaciones de la visita. Trató a Souper de hijo de puta, cuando mandó a llamar al general cubano López Cuba, lo trató con cuanto insulto le pasó por la cabeza y lo acusó de haber faltado a su misión de adoctrinar al coronel chileno. No fue Fidel quien falló en su intento, él es infalible y cuando algo no marcha es la culpa de los demás. Simplemente Souper le tomó el pelo y lo de la borrachera pasó como algo anecdótico. El coronel chileno se había burlado del comandante.

La píldora fue difícil de tragar y ni se le podía hablar a Fidel del coronel Souper, sin que estallara puteándole la madre a quien estuviera delante, y tratando de incapaces a los servicios de espionaje y contra espionaje. Nos convocaron a una reunión urgente en la sede de la DGI (Dirección General de Inteligencia), ya el Golpe se veía venir de un momento al otro. Fidel se lanzó en uno de esos discursos, que sólo él tiene el secreto, con su estilo repetitivo y encantamiento en el que tienes que hacer un esfuerzo para no dormirte, después de seis horas de verborrea ya a las cinco de la madrugada.

En resumen, el famoso “PLAN Z”, se ponía en marcha y el barco cubano “Batalla de Jigüe”, partiría para Chile con el armamento necesario para iniciar la insurrección, se movilizarían todas las fuerzas de izquierda y serían armados, teniendo como apoyo principal las fuerzas del MIR (Movimiento de Izquierda Revolucionaria). Todo partiría del puerto de Valparaíso, donde llegaría el buque cubano con las armas. Para Fidel estaba descartada la defección de Pinochet al régimen de Allende. El personalmente se había ocupado de adoctrinar y reclutar y pagar sumas fabulosas al general chileno.

Pero las cosas nunca salen como previstas en la complicada operación del inicio de una guerra civil. Pocos días antes de la puesta en marcha del “PLAN Z”, la marina chilena, que estaba inquieta del va y viene de los dirigentes del MIR en el puerto de Valparaíso, los detuvieron y convirtieron la fragata ESMERALDA en el primer centro de torturas e interrogatorios de Chile. Los hombres del MIR capturados, hablaron bajo la tortura y la marina, así como la aviación decidieron dar el Golpe de Estado, en donde la cabeza pensante era el jefe de la aviación el general Lee, el que Pinochet descartó de la Junta Militar después del Golpe, en el momento en que se sintió fuerte y con el apoyo americano.

Fue duro convencer a Pinochet para que se uniera al Golpe y tuvieron que discutir fuerte con él para que acordara su participación. Al día siguiente del Golpe, si mal no recuerdo, el navío cubano largó las amarras y se dio a la fuga. La marina de guerra chilena, que sabía lo del armamento embarcado, quería confiscarlo y presentarlo al mundo. Todos los oficiales del barco no eran de la marina mercante cubana, eran oficiales de la marina de guerra y agentes de la seguridad del estado cubano. Fidel dio la orden de darse a la fuga y abordar el barco en aguas profundas si no lograban escapar.

Los chilenos le tiraron unas cuantas salvas y como el barco seguía su camino, acabaron por abandonar, sin comprender que dejaban escapar las pruebas del “PLAN Z”. En la euforia del golpe logrado, no analizaron la importancia de la presa que se les había escapado entre las manos.

JFH: ¿Qué atmósfera reinaba en La Habana después del Golpe de Estado en Chile?

JV: En las primera horas del golpe, los rumores más locos circulaban en la Habana, se decía que era posible una contraofensiva del general Prats, etc., etc.Tres días después del Golpe, me encontraba en el Salón de Protocolo del INIT (Instituto Nacional de la Industria Turística), donde íbamos regularmente un grupo de miembros de la seguridad, a tomarnos una cervezas y comernos unos aperitivos y tapas, que estaban lejos de estar a la disposición del común de los mortales en Cuba. El director de este instituto era un alto oficial del ejército y su jefe de gabinete un buen amigo. El Salón de Protocolo era nuestro bar privado (privilegios de la nomenclatura). Amado Padrón que era capitán de la DGI y que fue cónsul en Panamá y miembro del grupo MC (Moneda Convertible), que era un departamento secreto a las órdenes directas de Fidel y los únicos que se ocupaban de las cuestiones de divisas directamente con el líder máximo nos dijo:”El caballo (Fidel) está que arde, el cabrón de Pinochet le costó un ojo de la cara y al final traicionó” (sic).

Preguntamos para indagar sobre esta extraña historia y él nos contó, que se le enviaron fuerte sumas de dinero a Pinochet vía Panamá hacia Gran Caimán, y de ahí a zonas francas europeas y desde allí hacia Londres y EUA.
Fidel Castro no quería que ésto se supiera. Pinochet lo había chuleado y se había burlado del hombre de La Habana en Chile. Fue un doble agente desde el principio, o simplemente... ¿cambió de bando por oportunismo a última hora?
Pocos semanas más tarde, el capitán Ulises Estrada de la DGI (el negro Ulises), uno de los principales actores de los sucesos de Chile, el que acompañó a Fidel durante su interminable visita por ese país en 1971 y que fue el que tuvo a su cargo la defensa de la embajada cubana en Santiago, se lamentaba en una conversación conmigo, de que Pinochet le había costado un ojo de la cara a Cuba y que fue un dinero tirado por la ventana (sic). Es elocuente que Fidel nunca ha atacado a Pinochet, incluso cuando estuvo detenido en Londres hasta lo defendió.

JFH: ¿Qué repercusiones tienen actualmente esos acontecimientos?

JV: Después de esta historia, a Amado Padrón lo fusilaron cuando el caso del general Ochoa por tráfico de drogas. En cuanto a los otros testigos presénciales de este episodio, no sé que les ha pasado. Las autoridades americanas de la Reserva Federal, comienzan a divulgar las informaciones de las 17 cuentas millonarias de Pinochet en EUA y otro tanto sucede con cuentas que se descubren en Inglaterra...Amado Padrón se llevó a la tumba el secreto de una parte del dinero del dictador chileno.

Hasta que punto se puede confirmar estas revelaciones es casi imposible. Se deberá esperar hasta la caída del régimen para exhumar los archivos secretos de la dictadura, como ha sucedido en los ex-países comunistas, como lo de los archivos de la STASI. Mientras tanto, en las supuestas entrevistas que he concedido, las que han salido de la imaginación de periodistas a la búsqueda de notoriedad, hasta me acusan de un supuesto plan de la CIA para asesinar a Pinochet y de una supuesta reunión en Ginebra.

Otros artículos se refieren a que revelé el asesinato de Allende para disculpar a Pinochet y a la camarilla de militares chilenos. Mi único objetivo es revelar los secretos del comunismo cubano. Y en cuanto a la revelación del asesinato de Allende, parece, según mis detractores, que la familia Allende sufre de un virus que los impulsa a suicidarse. Su hija Beatriz se suicidó en la Habana, así como también la hermana del difunto presidente que se defenestró del piso 17 del hotel Riviera en la Habana.

No cabe duda que es un extraño virus exterminador el que está ligado a Cuba... ¡sin comentarios! -La situación actual geopolítica es extremadamente grave y una nueva repartición de cartas se está efectuando. Mientras el gran público se focaliza en los atentados, la existencia de Al Quaida y en la guerra en Irak, otro monstruo se está gestando, el cual puede cambiar la relación de fuerzas actuales.

JFH: ¿De qué se trata?

JV: Se trata del nuevo eje Cuba-Venezuela-Irán-Corea del Norte, lo que puede definirse como una hidra a múltiples cabezas y cada una más venenosa que la otra. A nivel de Venezuela e Irán se trata de un chantaje al suministro mundial de petróleo, para permitirse una peligrosísima carrera por obtener el armamento atómico. Por una parte los iraníes intentan por todos los medios desarrollar el arma nuclear, a pesar de la oposición internacional y por otra Corea del Norte, la que ya tiene un avance significativo en la cuestión de mísiles, cambia contra petróleo su tecnología coheteril.

-¿Se tienen pruebas de lo que usted declara?
-Sí, en los últimos desfiles militares en Teherán, exhibieron varios tipos de sectores de origen norcoreanos:
-SHAHAB 3, con un alcance efectivo entre 1000 y 1500 Kms.
-SHAHAB 63 con alcance superior a 1500 Kms.
-SHAHAB 5 con alcance superior a 2000 Kms.
-SHAHAB 4, con alcance entre 1800 y 2000 Kms.
-ZELZAL 3D, con alcance de 1500Kms.
-ISR.56 X, con alcance de 2900 Kms.


Algunos de los mísiles que desfilaron tenían banderolas en las que se proclamaba que serían destinados a Israel y a los USA.

JFH: ¿Cuál es la relación con Cuba y Venezuela?

JV: El ideólogo de este loco proyecto no es otro que Fidel Castro, nuestro tirano, que mueve los hilos de esta política de desetabilización desde La Habana, aprovechando la fácil manera en que puede manipular a Chávez. Este último, con la masa de petrodólares que recibe (100 millones diarios), se puede permitir las nuevas fantasías guerreras del cerebro enfermizo de Fidel. Mientras tanto las visitas de los más altos oficiales gubernamentales de Irán se intensifican entre Caracas y La Habana. Cuba nombró un nuevo embajador en Teherán, el obediente comunista Fernando N. García. Además se han firmado un sin número de tratados bilaterales entre los tres países. Por otra parte, se creó un nuevo grupo de presión al margen de la OPEP y un nuevo eje.

JFH: ¿Venezuela tiene otras proyecciones internacionales?

JV: Desde luego, Chávez está preparando una guerra contra Colombia, cuyo primer objetivo es ayudar a la toma del poder por las FARC. En caso que no logre sus propósitos, obligar a los EUA a intervenir y así incendiar a la América Latina: crear uno, dos, tres, muchos VIET NAM. Al fin, la guerra asimétrica. Además de las compras masivas de armas, Chávez acaba de firmar un convenio con los rusos, para montar una fábrica de AKM 103 en Venezuela. Ya no les bastan los cien mil que acaban de comprar, como tampoco los helicópteros de combate, los Migs 17 ni las armas conseguidas en los mercados paralelos. Ahora compró a España a pesar de la oposición de EUA: 10 aviones militares de transporte C 295 y dos CN 235, ocho corbetas porta helicópteros equipadas con mísiles Ma-Block 3 Exocet.

JFH: ¿A quién quieren engañar con estas compras masivas de armamentos?

JV: La vieja astucia de Fidel Castro, que desde hace 46 años está gritando que los americanos lo van a invadir, ya no funciona. Esto sólo ha servido para atropellar al pueblo cubano e impedirle ser libre. Chávez está montando el mismo sistema cubano para eternizarse en el poder. Es en La Habana, en donde Adán Chávez, embajador venezolano, recibe las órdenes directas de Fidel para el presidente de Venezuela. Este se toma a sí mismo como heredero ideológico de Fidel y el nuevo Simón Bolívar.

El colmo es que Marta Hanneker, la que fuera esposa del temido jefe de la DGI (Dirección General de Inteligencia) Manuel Piñero, sea la consejera económica de Chávez. Martha es coronel de los servicios de la DGI.

JFH: ¿Existen reacciones internacionales?

JV: Claro que sí, en la Unión Europea y, desde la ONU, la Comisión de Control Atómica, han querido llevar a la razón a Irán, pero infructuosamente. Su objetivo es claro: la construcción de un arma atómica y mientras tanto, hasta Chávez habla de crear centrales atómicas. Condoleeza Rice y Donald Runsfeld han lanzado serias advertencias a Irán. Hasta Rusia está inquieta con esta situación, que predice un futuro gravísimo, sobre todo con el gobierno ultra conservador de Teherán.

En lo que respecta Venezuela, las advertencias se repiten y Chávez cada vez radicaliza más su posición antiamericana. Sigue armando toda una serie de movimientos en América Latina. El colmo es que hasta están armando movimientos insurrecciónales en México. ¡En Chiapas se observan indias convertidas al Islam y vestidas con el tradicional velo islámico!

JFH: ¿Podría esta situación provocar una guerra preventiva?

JV: Es lo más probable (ya que con el alcance de esos mísiles iraníes, que por el momento se sospecha que puedan tener ojivas químicas o bacteriológicas fabricadas en Cuba, en espera del arma atómica), se podrían alcanzar a Israel y a las principales bases americanas en Europa. Ya existe un precedente, en junio de 1981 cuando Israel bombardeó el reactor nuclear Osarik en Irak. Simplemente, la situación estratégica pone en peligro la existencia del Estado de Israel y ese pequeño país no se deja intimidar por nada ni por nadie. No hay que olvidar que Israel posee más de 60 ojivas nucleares. O bien están obligados a destruir los sitios de mísiles de Irán mediante ataques aéreos convencionales o se verán obligados a hacer uso del arma atómica.

JFH: ¿Cuál es la reacción de los EUA?

JV: Yo no sé lo que piensa de esta situación Runsfeld, ni cuál será la respuesta del Tío Sam, pero lo que es seguro es que el destino de la humanidad en los próximos años se está jugando actualmente y es obligatorio parar en seco esta situación, si no, nos iremos directamente contra un muro. Cuatro dictadores fanáticos están desafiando al mundo y poniendo en peligro la existencia de la vida a nivel planetario. No dudo ni un instante que la respuesta está próxima y que será a la altura de las circunstancias.

Es increíble hasta que punto Fidel Castro manipula la historia a su conveniencia, descartando lo que no le conviene, mintiendo como un sacamuelas. Las mentiras y contradicciones históricas del dictador cubano son una legión, la última en curso es que los soviéticos no estaban de acuerdo con su intervención en Angola. Desde la risible historia de la pluma mercenaria y mentirosa de Gabriel García Márquez, con su « Operación Carlota », Fidel no cesa de cambiar sus versiones y la última en data es que, abrirá los archivos de la guerra en Angola a periodistas serios. En fin, quiere decir a los “periodistas” del régimen y a los que estén dispuestos a creer todo lo que les digan de manera disciplinada, como buenos lacayos y otros adjetivos que la decencia me impide citar.

JFH: ¿Cómo este dictador se permite querer disfrazar la historia de tal manera?

JV: Cuando las primeras tropas llegaron al puerto de Luanda, desde su salida del puerto de La Habana, fueron custodiados por submarinos de ataque soviéticos y eso, durante todo el tiempo que duraron estas operaciones de viajes de ida y vuelta. Primera mentira significativa. Por Angola pasaron más de 300 mil hombres de tropa, que fueran reservistas, jóvenes que cumplían el servicio militar obligatorio, miembros del Ministerio del Interior y militares carrera. De 1975 hasta la salida del último cubano de Angola, la ocupación no fue tan desinteresada como quieren presentarla. Angola pagaba 1 dólar y medio por día y por hombre al Estado cubano y lo más extraño, es que el dinero provenía de la explotación de los derechos que pagaba la Gulf Oil, compañía petrolera americana, que explotaba el oro negro en el enclave de Cabinda. Para mantener la seguridad del enclave llegaron a estacionar hasta 25 soldados cubanos. Segunda mentira histórica y de talla.

Por otra parte el Estado cubano se enriqueció ilegalmente, así como altos dignatarios cubanos, con el tráfico de drogas, robo de diamantes, maderas preciosas, marfil, etc. El general López Cuba que era el jefe de suministros del ejército cubano, tenía una brigada especial destinada a recorrer las zonas diamantíferas y obligaba a los habitantes a cambiar las gemas por latas de sardinas, de leche y otras babiolas. Los que se negaban eran asesinados. Basta recordar el juicio contra el general Ochoa, lo que se dijo y lo que no se dijo allí, pero que quedó claro para los observadores.

Todo el armamento que entró masivamente en Angola, fue transportado por navíos y aviones soviéticos. Se habla de una cantidad de armas y municiones, que se calcula en cientos de millones de dólares mensuales. Los uniformes, los zapatos, la comida, las medicinas y todos los suministros de un ejército que llegó a tener 55 mil hombres en Angola, provenían de la URSS. Tercera gran mentira. Toda la logística de una operación de tal magnitud, sólo fue posible gracias al Ejército Rojo, el cual empleó todos los medios a su disposición, tanto aéreos como navales, sin contar la gran cantidad de asesores soviéticos, que sumaron más de tres mil en ciertos momentos. Todo esto solamente en las cuestiones militares, sin contar los que operaban a nivel de otros sectores.

¿A quién quieren engañar? Esta vez, Fidel quiere presentarse frente a la historia como una especie de Cid Campeador que fue un libertador de África, olvidando que las tropas mercenarias de ocupación de los ejércitos cubanos, forzaron la historia implantando al casi desconocido Agostino Neto. Era un oscuro angolés, que casi toda su vida había vivido en Portugal, pero que tenía la calidad suprema de ser miembro del partido comunista portugués. En cuanto a su movimiento el MPLA, jamás combatió y sólo existieron algunas tímidas células clandestinas en Luanda. Fueron los soviéticos, quienes solicitaron a Cuba las tropas mercenarias, para poner a la cabeza de un estado, a un dócil comunista sin ninguna legitimidad.

Castro ni siquiera fue honesto con los muertos en Angola, en uno de esos shows que acostumbra el régimen, repatrió los supuestos 2,500 muertos, caídos en tierras africanas, cuando la realidad debe situarse entre 12 y 15 mil. Lo más horrible de esta historia, fue que hasta profanaron cementerios angoleños para lograr tener el número de los esqueletos repatriados a Cuba. No Señor Castro, no nos puede servir otra historia de « Las mil y una noches ». Quizás pueda encontrar algunas plumas que defiendan y escriban las falsificaciones históricas que quiere inventar, para remodelar su biografía, ahora que está más cerca de la puerta de salida que de la de entrada.

Sus esfuerzos por adaptar la historia a su conveniencia, son vanos. Usted quedará como un dictador asesino, que sirvió de mercenario al Kremlin. Por lo demás, fue un mentiroso que avanzó enmascarado.”Yo no soy comunista”, repetía sin cesar en 1959. Después, según usted declaró, era marxista leninista desde los 18 años, etc. Serían necesarias miles de páginas, para describir tanto doble discurso, tantas contradicciones y mentiras. Pero ya la Historia lo juzga y lo condenará a hacer el ridículo.

JFH: Muchas gracias Sr. Vivés por haberme concedido esta entrevista, espero tener la posibilidad de poder volverlo a entrevistar.

JV: Pues, claro que sí.

Lo acompañé a la esquina del Boulevard Saint Germain y la Rue du Four, a tomar un taxi. Después de darme un caluroso estrechón de mano, partió hacia el aeropuerto de Orly.


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Misceláneas de Cuba

El Magnífico Disidente

París, 3 de julio de 2006.

Querida Ofelia:
Ayer terminé de leer en francés El magnífico*, libro autobiográfico escrito por un ex seguroso cubano, bajo el pseudónimo de Juan Vivés. A lo largo de sus 301 páginas, pude leer innumerables anécdotas y aventuras sobre sus veinte años de Dolce Vita en los bares, cabarets y hoteles de lujo (fundamentalmente el Habana Riviera y el célebre Habana Libre -ex Havana Hilton-), de San Cristóbal de La Habana, y en varias capitales de su ex odiado mundo capitalista.
Prácticamente todos mis amigos galos de origen cubano lo están leyendo, sobre todo después del bateo en el programa de la TV Gala Tout le Monde en parle (Todo el mundo lo comenta), donde el periodista y animador francés Thierry Ardisson, lanza a la pista personalidades con puntos de vista diferentes sobre temas candentes de actualidad. El debate fue entre un Vivés, cuyo look sigue siendo el de un seguroso, sólo le falta la guayabera con los puros habanos en el bolsillo, e Ileana de la Guardia.

A Ileana la conozco personalmente, es una chica bella, elegante, inteligente, refinada, que de seguro mi madre hubiera calificado como: una muchacha de las de antes. Ileana y su esposo Jorge, forman la pareja cubana de más glamour de la comunidad exiliada en la Ciudad Luz. El combate de esta chica por salvar de una muerte “por suicidio” o “infarto” a su tío Patricio, es notable. Por ese motivo fue el enfrentamiento, cuando Vivés en su libro acusó a Patricio de la Guardia, de haber asesinado el 11 de septiembre de 1973 en el Palacio de la Moneda de Santiago de Chile, a Salvador Allende, obedeciendo las órdenes del Coma-andante en Jefe.

Lo mismo asegura Daniel Alarcón Ramírez, (Benigno), uno de los tres sobrevivientes de la guerrilla boliviana de Ernesto Ché Guevara. Como no soy juez, ni tengo pruebas a favor o en contra de lo escrito y dicho por estos dos señores, ex miembros de la Oligarquía Roja de Cuba, estimo que si las terribles acusaciones contra Patricio de la Guardia son ciertas, lo acaban de condenar a muerte, (y que Chávez ponga sus barbas en remojo), pero que si son una infamia, le salvaron la vida.

A Benigno lo conocí y tuve oportunidad de conversar con él, cuando Florita y Gustavo, una pareja de amigos cubanos, dieron una fiesta en su restaurante parisino, para celebrar los 25 años de Libertad. Lo vi como a un campesino que sin haber realizado estudios superiores, poseía una facilidad extraordinaria para explicar los acontecimientos de la historia de Cuba, en los cuales él había participado.

Sin embargo a Vivés lo conocí en el Hotel Lutétia de la Ciudad Luz, durante un congreso que duró dos días. Fue un foro de análisis organizado por la Internacional de la Resistencia, donde participaron numerosos expresos políticos cubanos e importantes figuras del mundo intelectual europeo, entre ellos: Jorge Semprún, Yves Montand, etc. Hablé muy poco con Vivés, no sabía quién era, me interesaba mucho más charlar con Nestor Almendros o Valladares. A mí me había invitado Almendros, ya que anteriormente había testimoniado en su filme Conducta Impropia. En aquel momento decidí leer el libro recién publicado de Vivés, Les Maîtres de Cuba, y te aseguro que me impresionó mucho, fue mi primera lectura de un libro contra el sátrapa cubano.

Otra gran revelación de El Magnifico es la del traslado de prisioneros americanos desde Viet Nam a Cuba, para ser interrogados y torturados en los calabozos del G2. A pesar de algunas repeticiones de sucesos y de párrafos donde el egocentrismo del ex seguroso aparece claramente, vale la pena leer este libro. Se trata de la historia de Cuba y de su Revolución desde la Trinidad de los años cincuenta hasta el exilio del autor en 1979.

Se pueden leer anécdotas sabrosísimas como la de Marta Fernández y el Cristo de Benvenuto Cellini; las del Cabaret Las Vegas de la calle Infanta donde se reunía Efigenio Almejeiras y su banda de mariguaneros; las conversaciones del autor con varios millonarios capitalistas como: Giangiacomo Feltrinelli (encontrado muerto posteriormente al pie de una torre de alta tensión en Italia), Giovanni Agnelli (dueño de la FIAT) y Aristóteles Onassis( rey de la marina mercante griega y ex de Jacqueline Kennedy.)

Son muy interesantes las conversaciones del autor con su tío, Osvaldo Dorticós Torrado (en las cuales éste le hablaba de su decepción total a propósito del régimen), con Raúl Castro (descubrí que en privado le gustan los chistes) y Celia Sánchez. Esta última lo enviaba a París de compras, con una lista de artículos de lujo de las mejores marcas galas, que a ella le encantaban. Me hubiera gustado que el autor me diera su opinión sobre la persecución de los homosexuales isleños, a partir del momento en que él nos asegura de la homosexualidad de figuras tan importantes del régimen como: Celia Sánchez, Raúl Castro y Alfredo Guevara.

Los asesinatos disfrazados de suicidios, infartos, cánceres fulminantes provocados por inyecciones de cobalto, accidentes de tráfico, o envíos a una muerte segura, son bien explicados con ejemplos concretos: Frank País, Ché Guevara, Osvaldo Dorticós, Osvaldo Sánchez, Nené López, José Abrahantes, Salvador Allende, el general dominicano Camaño, etc.

El libro cuenta excelentes anécdotas sobre personalidades célebres galas como: Régis Debray (cómplice de Ché Guevara en Bolivia y consejero para América Latina de François Miterrand), Yves Montand, Gaston Deferre (alcalde de Marsella y Ministro del Interior de François Miterrand) y Jean Edern Hallier (filósofo y periodista, autor del libro a la gloria de Castro "Conversación al claro de luna.").

Vivés narra con lujo de detalles el encontronazo en directo en la TV cubana, entre Castro y Logendio, embajador de España en Cuba en 1959. También numerosos sucesos ocurridos durante la lucha guerrillera en el Escambray, durante el desembarco de Bahía de Cochinos (muy buena la anécdota de cómo se tomó la famosa foto de Castro bajando del tanque de guerra, que se convertiría en cartel de propaganda) y la Crisis de los Cohetes de octubre de 1962 ("Nikita mariquita, lo que se da no se quita.").

Curas y seminaristas italianos convertidos en agentes del G2; filmaciones de orgías, bacanales y amores pedófilos de diplomáticos y de personalidades extranjeras de visita en Cuba, con fines de chantajes; los Black Panthers en La Habana; la Guerra de Angola con Ochoa y el tráfico de: diamantes, marfil y drogas vía Panamá; la construcción por orden de Castro de la Pista Ho Chi Min en Viet Nam; el caso Heberto Padilla (un pobre tipo según el autor); las luchas internas por el poder entre los mayimbes, por escalar posiciones cerca de la cúspide del poder formada por los hermanos Castro y sus familiares; todo eso y mucho más es contado en el impactante libro.

Dos atentados realizados en Marsella, no han logrado eliminar a Juan Vivés. Me pregunto cómo es posible que un hombre que sabía tantas cosas y que ahora ha sacado a la luz del sol una parte de ellas (nos dice en su libro que le quedan cosas en reserva), los segurosos del G2 y sus secuaces no hayan logrado hacerlo callar. Pero ya es tarde. El análisis que hace el autor sobre los años noventa y sobre todo sobre el futuro de Cuba después de la inevitable desaparición física del Líder Máximo, me parece serio y responsable.

Mi querida Ofelia, cuando el libro salga en español trataré de hacértelo llegar por alguna vía, creo que debes leerlo y, recuerda que estos cuarenta y seis años de dictadura castrista nos han enseñado, que un cubano puede hacer lo que quiera por el régimen, pues sabe que el día en que logre abandonar el barco de la dictadura, entrará en una especie de proceso de beatificación, se convertirá en... el magnífico disidente.

¡Vivir para ver!
Y así van las cosas por estos lares.
Un gran abrazo desde estas lejanas tierras allende (nada que ver con Salvador) los mares, Félix José

*El Magnífico.


20 ans au service secret de Castro.
Juan Vivés

Editions Hugo et Compagnie
38, rue de La Condamine.
75017. Paris.

ISBN:2-7556-0037-7


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Fidel Castro abandonou Che Guevara

“Les Maitres de Cuba” (Editions Robert Lafont, Paris, 1981) foi o primeiro livro publicado pelo megaespião cubano Juan Vivés (nome verdadeiro Andrés Alfaya) logo que se exilou na França fugindo do regime de Fidel. Não é um livro tão revelador quanto “El Magnífico”, que ele publicou em 2005 e já comentado aqui. Traz uma detalhada descrição dos órgãos de segurança cubanos e de sua história a serviço da KGB durante a Guerra Fria, e mesmo depois.

Vivés é um corrosivo crítico de Fidel e Raúl, mas poupa muito (em ambos os livros) o carniceiro Che Guevara. Explica-se: Vivés e Guevara lutaram juntos na revolução cubana e não se atritaram após a tomada do poder. Nesse primeiro livro, o autor conta da frustração e revolta dos mais próximos de Guevara quando Fidel resolveu abandoná-lo para morrer nas selvas bolivianas. Conta que haviam 1.500 soldados cubanos prontos para socorrer Guevara, mas Fidel não os liberou, mesmo advertido da situação crítica de seu companheiro, prestes a cair em mãos dos Rangers bolivianos orientados pela CIA.

Era uma ótima ocasião para se livrar de uma liderança incômoda, que lhe fazia sombra. E Fidel lançou a culpa no comunista francês Régis Debray, que entrevistara Guevara e fora feito prisioneiro pouco antes de sua captura e morte. Alegou que ele havia revelado a região onde estavam os guerrilheiros.


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por Roberto Leandro
Um resumo do livro El Magnifico, escrito por um ex-agente do serviço secreto cubano.
Em recente viagem à Europa, me encontrava numa livraria em Toulon na França, quando me deparei com um livro que dificilmente será traduzido e lançado no Brasil: “El Magnífico – 20 Ans au Service Secret de Castro”, de Juan Vivés, Éditions Hugo et Compagnie, lançado em agosto de 2005. Comprei-o.
Juan Vivés é um dissidente cubano que mora atualmente na França e durante 20 anos pertenceu ao serviço secreto de Fidel Castro. Adolescente ainda, foi para guerrilha na Serra de Escambray combater o regime de Batista e posteriormente fez parte da coluna guerrilheira de Che Guevara. Com a revolução vitoriosa, foi indicado e aceitou fazer parte do temível G2, onde, até 1979, esteve presente em quase todas as atividades de espionagem, guerrilheiras e militares em que Fidel fez o pequeno país caribenho participar. O que torna a sua figura ainda mais proeminente é o fato de ser sobrinho de Osvaldo Dorticós – presidente fantoche de Cuba até 1976 – e grande amigo de Célia Sanchez que, segundo ele, juntamente com Raúl eram as únicas pessoas que o patético tirano barbudo ainda ouvia.
São 17 capítulos que abrangem desde os motivos que levaram sua família – ricos proprietários de terras – à guerrilha contra Batista até o seu exílio na França, passando por vários outros acontecimentos contados por um ângulo que a esquerda sempre escondeu: a difícil convivência com Che, os primeiros dias depois da vitória, os fuzilamentos à revelia, o assassinato de Camilo Cienfuegos, a invasão da Baía dos Porcos, a crise dos mísseis soviéticos, as primeiras missões na África (Argélia), a morte de Che Guevara, o interrogatório dos prisioneiros americanos do Vietnã em Cuba, o assassinato de Salvador Allende por determinação de Fidel, as missões em Angola (Operação Carlota) e no Saara Espanhol, etc.[*]
No meio de cada assunto, Juan Vivés conta casos que denotam o aspecto mau caráter de Fidel – colérico e com suas alegorias fantasiosas e megalomaníacas - e o prazer sádico que Guevara tinha pelos fuzilamentos e assassinatos: só na Fortaleza de La Cabaña ele comandou 600 sessões. O autor deixa bem claro que todos que se colocaram na frente de Fidel, ameaçando o seu prestígio como Líder Máximo da Revolução, foram misteriosamente "silenciados", sejam por inexplicáveis acidentes como o de Camilo Cienfuegos, sejam por falsas promessas de ajuda como o próprio Che, quando se encontrava na Bolívia.
Certamente os dois capítulos que mais chamam a atenção do leitor são o XI, onde o ex-espião revela um dos segredos mais bem guardados do comunismo cubano: o interrogatório de soldados americanos em Cuba durante a Guerra do Vietnã, e o XV sobre o assassinato de Allende. Por dominar o idioma inglês fluentemente, Vivés foi chamado à traduzir os interrogatórios dos prisioneiros americanos no Vietnã, devido a falta de pessoal capacitado para fazê-lo no pobre país asiático. Ele recusou a missão, afinal era sobrinho do "presidente" e amigo de Célia Sanchez; mesmo assim lhe entregaram dois textos de interrogatórios para que ele os traduzisse. No início ele tinha dúvidas se os prisioneiros estavam ou não em Cuba, mas posteriormente o seu próprio tio (o Presidente) lhe teria dito que havia prisioneiros americanos em território cubano. O que ele nunca soube foi o que fizeram com estes infelizes soldados. Provavelmente foram mortos. O assassinato de Allende por Patrício de la Guardia (seu próprio segurança e que pertencia ao serviço secreto cubano) já não é novidade depois do lançamento do livro Cuba Nostra de Alain Ammar (Ed. Plon, lançado em 2005) com o testemunho do próprio Juan Vivés. Segundo o autor, depois de financiar a campanha de Allende para as eleições chilenas de 1970, Fidel exigia uma postura mais ativa e radical do Presidente chileno em prol da revolução e das mudanças mais abruptas na sociedade. Com as dúvidas, os vacilos e os receios de Allende, que Fidel achava um fraco, não restou outra opção a Castro senão ordenar o seu assassinato. Em consonância com esta versão há dois fatos: a saída dos agentes cubanos do Palácio de La Moneda sem um arranhão sequer e o corpo de Allende não apresentar evidências de suicídio.
A intromissão de Cuba na questão do Saara Espanhol toma uma certa importância no mundo atual, já que Fidel praticamente criou e fomentou o Front Polisario (Frente Popular Para a Libertação de Saguia el Hamra e Rio do Ouro) que posteriormente se islamizou e hoje possui centenas de integrantes do grupo terrorista Al-Quaeda, fugidos da invasão americana do Afeganistão. Com isto, segundo Vivés, Fidel e Che desenvolveram os dois mais antigos grupos terroristas armados do planeta: o próprio Front Polisario/Al-Quaeda e o ETA. Este último apoiado e financiado por Fidel, ainda em Caracas, na Venezuela, logo no início da Revolução depois das relações entre Cuba e o governo espanhol se tornarem tensas.
O ex-espião ainda conta como a mídia internacional, artistas e escritores do mundo inteiro apoiaram (e apóiam!!) o cruel regime castrista, disseminando mentiras a respeito do país e da revolução. Desde as falsas conquistas sociais devidas a Fidel até a glorificação das ditas vitórias épicas obtidas pelo Exército Cubano nas guerras africanas. Gabriel García Marques, por exemplo, ganhou uma mansão no bairro de Siboney em Havana, por ter escrito láureas a favor de Cuba em seu livro Operação Carlota, nome da operação militar cubana em Angola, onde o famoso escritor tenta justificar o injustificável. Segundo ele, uma das mentiras políticas mais bem remuneradas de toda a América Latina. O grande problema para estes intelectuais seria, depois da queda do regime, a devolução desses imóveis aos seus verdadeiros donos que se encontram no exílio.
Durante esta mesma operação militar em Angola é quando começa a se desenrolar a questão do tráfico de drogas envolvendo os irmãos Castro. Juan Vivés escreve que as tropas cubanas trocavam diamante e marfim (abundantes na África) pela heroína por intermédio da máfia de Hong Kong. Daí a droga era enviada a Havana em transportes militares cubanos e posteriormente era transportada para o Panamá, onde agentes cubanos da DGI negociavam com traficantes internacionais. O responsável por esta operação era o General Arnaldo Ochoa, que acabou sendo fuzilado por Fidel juntamente com outros participantes, em um processo digno da época estalinista, no intuito de limpar de todas estas implicações o seu regime. Vivés ainda menciona as relações com o tráfico de cocaína entre Raúl Castro, Daniel Ortega (da Nicarágua) e Pablo Escobar.
Lendo o livro, imaginamos como que um pequeno país caribenho, certamente com o sacrifício extremo de seu povo, foi capaz de enviar tropas e missões de espionagem para várias partes do mundo. Já na metade da década de 60, o exército cubano já possuía 500.000 homens, um pouco menos de 10% de sua população na época. Em sua louca aventura em Angola, em 15 anos de conflito, Fidel utilizou 300.000 homens. Fora os contingentes em outras regiões. Quantos jovens cubanos morreram, salvando a pele de russos, em nome de um regime que apenas escravizou e empobreceu o seu próprio povo?
No final de seu "avant-propos", Juan Vivés afirma que ele não é nenhum intelectual desiludido, nem um dissidente com ambições pessoais, apenas um homem sedento de liberdade que rejeita uma tirania egocêntrica fantasiada de revolução.
Notas:
[*] Nota Editoria MSM: Para maiores informações sobre os tópicos abordados no livro El Magnifico, recomenda-se a leitura dos artigos disponíveis na Editoria Cuba.



Mensalão no STF:
Faltam Lula, Lulinha, o BMG, Romero Jucá,
Daniel Dantas, João Batista de Abreu,
Márcio Alaor de Araújo,
Ivan Guimarães, Ricardo Annes Guimarães,
Flávio Pentagna Guimarães,
Fernando Pimentel, Carlinhos Cachoeira
e Dilma Rousseff, a "filha do mensalão"


Provas do envolvimento dos acima citados no Mensalão:

Autópsia da corrupção: Maurício Marinho, dos Correios, recebe propina
Extraído da Wikipédia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Carlinhos_Cachoeira):
Carlos Augusto de Almeida Ramos,[1] mais conhecido como Carlinhos Cachoeira, também denominado pela imprensa de Carlos Augusto Ramos (Anápolis, 3 de maio de 1963[2]), é um empresário brasileiro, preso sob acusações como envolvimento no crime organizado e corrupção.
O nome de Carlinhos Cachoeira ganhou repercussão nacional em 2004 após a divulgação de vídeo gravado por ele onde Waldomiro Diniz, assessor do então ministro da Casa Civil José Dirceu, lhe faz pedido de propina para arrecadar fundos para a campanha eleitoral do Partido dos Trabalhadores e do Partido Socialista Brasileiro no Rio de Janeiro. Em troca, Diniz prometia ajudar Carlinhos Cachoeira numa concorrência pública carioca. A divulgação do vídeo se transformou no primeiro grande escândalo de corrupção do governo Lula[3][4]
Veja o mensalão em história de quadrinhos:

Facool - História em quadrinhos relata a história do mensalão

Imagens de mensalão em história de quadrinhos

A História do Mensalão em Quadrinhos - YouTube

Angeli conta a História do Mensalão em Quadrinhos

Folha de S.Paulo conta bastidores do "mensalão" em quadrinhos


Leia os textos de Félix Maier acessando o blog e sites abaixo:

Para conhecer a história do terrorismo esquerdista no Brasil, acesse:

Wikipédia do Terrorismo no Brasil


Para conhecer o terrorismo biológico de petistas contra plantações de cacau no Sul da Bahia clique em

Leia sobre o Movimento Militar de 31 de Março de 1964: O Cruzeiro - 10 de abril de 1964 - Edição extra
Leia sobre os antecedentes do Movimento de 1964 em Guerrilha comunista no Brasil e Apoio de Cuba à luta armada no Brasil: o treinamento guerrilheiro
Leia Julgamentos da Contrarrevolução de 1964 – Rachel de Queiroz, Roberto Marinho, Editorial do JB e Luiz Inácio Lula da Silva

Faça o download do ORVIL - O Livro Negro do Terrorismo no Brasil: http://www.averdadesufocada.com/images/orvil/orvil_completo.pdf

LIVRO NEGRO DO TERRORISMO NO BRASIL:

TODAS AS PESSOAS MORTAS POR TERRORISTAS DE ESQUERDA 1

TODAS AS PESSOAS MORTAS POR TERRORISTAS DE ESQUERDA 2
TODAS AS PESSOAS MORTAS POR TERRORISTAS DE ESQUERDA 3

TODAS AS PESSOAS MORTAS POR TERRORISTAS DE ESQUERDA 4

CRISTOFOBIA: Conheça os crimes desses animais, os fanáticos islâmicos:

Dezenas de cristãos são crucificados no Egito

Julio Severo: Dezenas de cristãos são crucificados no Egito

Cristãos e opositores do governo egípcio são crucificados

Imagens de cristãos são crucificados no egito

50 cristãos queimados vivos na casa de um pastor na Nigéria

IMAGENS DE CRISTÃOS QUEIMADOS VIVOS NA NIGÉRIA

21 cristãos mortos em atentado numa Igreja de Alexandria

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