MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012


FALN
Mesma sigla, várias organizações,
porém o mesmo objetivo terrorista


23/07 – O delegado, a madre e a FALN
Pela editoria do site www.averdadesufocada.com
Madre Maurina Borges Silveira

Renato Ribeiro Soares foi delegado regional da Polícia Civil de Ribeirão Preto na época do Regime Militar e foi ele que, com sua equipe, prendeu Maurina Borges da Silveira, madre superiora do Lar Santana.Leia mais sobre o assunto Aqui

Essa prisão deu início à queda da Força Armada de Libertação Nacional e a excomunhão do delegado que salvou Ribeirão Preto de algumas tragédias.
Para as pessoas que não conhecem essa parte da história, deixamos aqui um pequeno resumo do que era a FALN e o envolvimento de membros da igreja que se engajaram de uma forma ou de outra apoiando os grupos que pretendiam implantar uma ditatura comunista no Brasil . A prova desse apoio não era apenas de um ou outro religioso. O delegado Renato Ribeiro Soares chegou a ser excomungado pela prisão de Madre Maurina Borges Silveira , notícia que ganhou repercussão nacional
O motivo da Prisão de madre Maurina
A Religiosa - Madre Maurina Borges Silveira - Nascida em Araxá, Minas Gerais, era madre superiora do Lar Santana (Rua Conselheiro Dantas, 984, em Vila Tibério). Foi presa no dia 13 de novembro de 1969, quando a Polícia e o Exército desarticularam em Ribeirão Preto o grupo terrorista Frente Armada de Libertação Nacional - FALN.
No Lar Santana, onde viviam, na época, 220 crianças, a polícia encontrou material subversivo e documentos comprometedores. Madre Maurina, também foi responsabilizada por tentar queimar os documentos e enterrar explosivos quando os policiais chegaram ao asilo. Madre Maurina Borges Silveira também seria responsabilizada pelo desvio de mais de uma tonelada de alimentos enviados pelo governo dos Estados Unidos para as crianças do Lar Santana. Parte dessas mercadorias eram desviadas para a FALN.

O Lar Santana transformara-se em "aparelho" - esconderijo de documentos, armas e explosivos e militantes da FALN -, com conhecimento da madre.”

A FALN e alguns de seus líderes


Na Faculdade de Direito da cidade de Ribeirão Preto, São Paulo, Wanderley Caixe participava de uma célula do PCB, ao qual era filiado desde 1959.

Em 1967, inconformado com a linha política do PCB, que pregava a tomada do poder por métodos mais demorados e influenciado pelo foquismo cubano, Wanderley criou a Frente de Libertação Nacional, logo depois denominada Força Armada de Libertação Nacional (FALN).

A idéia dos membros da nova organização era formar um “Exército Popular de Libertação” e, por meio dele, derrubar o governo, assumir o poder e mudar o regime.

O grupo, que teve pouca duração, chegou a ter 80 militantes, entre eles, Áurea Moretti.


Usando o jornal da faculdade, O Berro, Wanderley passou a pregar a sua posição foquista. Os “estudantes” se reuniam no Lar Santana, dirigido por madre Maurina Borges Silveira. Certamente, não era para discutir temas do currículo de Direito e, muito menos, religião.
Da teoria passaram à ação. No 2º semestre de 1967, a FALN iniciou os atentados terroristas nas cidades de Ribeirão Preto e Sertãozinho. Áurea Moretti participou de alguns desses atentados.Em Ribeirão Preto, explodiram bombas nos cinemas Centenário, São Paulo, D. Pedro II, São Jorge e Suez; no mercado dos Campos Elíseos; na agência do Departamento de Correios e Telégrafos; na Igreja Mórmon; e no 3º Batalhão de Polícia Militar.

Em Sertãozinho, a FALN explodiu bombas em lugares públicos, nos mesmos dias e horários das de Ribeirão Preto.

No final de 1967, atuava também em Franca e Pitangueiras.Em 1968, aproximou-se do clero progressista, obtendo apoio moral, financeiro e material de diversos religiosos, alguns favoráveis à luta armada. Madre Maurina foi presa por manter contato com Mário Lorenzato, permitir reuniões e guardar material subversivo no Lar Santana.

Em 1969, tentando desencadear a luta armada no campo, a FALN instalou dois projetos de campos de treinamento: o primeiro nas matas da Fazenda Capão da Cruz, destruído pelo fogo; e o segundo, nas matas da Fazenda Boa Vista, distrito de Guatapará, desbaratado pela polícia no mesmo ano. O responsável por esse campo era Mário Bugliani -"Capitão" -, que fazia o recrutamento na zona rural.

Na noite de 13 de outubro de 1969, a organização assaltou a pedreira da Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, roubando grande quantidade de dinamite e estopim. Após esse assalto, alguns militantes foram presos em um acampamento próximo à cidade de Sertãozinho, o que proporcionou o desbaratamento de todo o grupo. Várias pessoas foram presas, entre elas, camponeses, estudantes, freiras e sacerdotes, suspeitos de participar ativamente,ou como apoio.

A grande ação da FALN, planejada, mas não realizada por causa da prisão de seus principais membros, seria o seqüestro do usineiro João Marquesi, com a finalidade principal de obter fundos para expandir os atos terroristas da organização.

  Wanderley Caixe cumpriu pena de cinco anos de prisão, por ter sido identificado como coordenador do grupo. É advogado e professor. Atua junto ao MST.


  Áurea Moretti saiu da cadeia em janeiro de 1973. Em 1985, voltou a Ribeirão Preto, onde atua junto ao MST. No livro Mulheres que foram à luta armada, de Luiz Maklouf, página 97, reafirma: “A luta de ontem é a luta de hoje”.

Que a luta deles continua muitos sabem, só não vê quem não quer. Na determinação de tornar o Brasil um País comunista, a qualquer custo, passam por integrantes de “movimentos sociais”, mas, na verdade, são os mesmos lobos travestidos de cordeiros.

As histórias vão virando lendas com a cumplicidade de setores da imprensa, fazendo de subversivos e terroristas heróis “salvadores da Pátria”, quando, na realidade, tentaram impor suas idéias com a força das armas, arvorando-se de procuradores do povo, que não lhes deu apoio.

Pena que essas reportagens não tenham um cunho investigativo, para que sejam averiguadas as versões apresentadas. E, pior ainda, que não tenham, ao longo do tempo, e muito menos agora, sido rebatidas pelas autoridades das instituições atingidas por elas.

Fontes:
Projeto Orvil
- CARVALHO, Luiz Maklouf. Mulheres que foram à luta armada - Editora
Globo.
- USTRA, Carlos Alberto Brilhante. A verdade Sufocada - A história quea esquerda não quer que o Brasil conheça


22/07 – Morre Delegado de Polícia que evitou tragédia em Ribeirão Preto
Renato Ribeiro Soares morre aos 86
Delegado aposentado ficou conhecido principalmente por atuação durante a Ditadura Militar

Jornal A Cidade de Ribeirão Preto
Familiares e amigos prestaram última homenagem a delegado aposentado durante todo o dia de sábado (21)
Morreu na manhã de sábado (21), em Ribeirão Preto, o delegado aposentado Renato Ribeiro Soares, aos 86 anos. Seu corpo será cremado neste domingo (22), às 9h, em Jaboticabal.


Soares foi delegado Regional de Polícia em Ribeirão de 1968 a 1983. Ficou conhecido por sua atuação na época da Ditadura Militar, quando chegou a ser excomungado pela prisão de Madre Maurina. Acabou absolvido pela Igreja Católica em 1975.
O filho do delegado, Nilton Soares, disse que seu pai deixa como lição o caráter. "Ele também foi um exemplo de policial nato. Era um homem de caráter fantástico", disse.
Soares deixa outros dois filhos e cinco netos.
Homenagem de amigosAmigos do delegado passaram pelo velório para uma última homenagem. Diversas coroas de flores foram enviadas ao velório Samaritano.
Bastante emocionado, o ex-delegado Seccional Luiz Carlos Pires disse que o amigo foi o delegado que mais honrou a classe. "Foi um homem de caráter e que tinha muito amor pela profissão."
Já o delegado aposentado Ademar Birches Lopes, que atuou como assistente na Seccional e também na antiga Delegacia Regional, recorda lições dadas pelo amigo. "Ele sempre pedia para a gente tomar conta de tudo com responsabilidade", disse.
O delegado Luiz Roberto Ramada Spadafora, que chegou a chefiar o Deinter de 2000 a 2005, disse que Soares deixa exemplos. "Como homem foi fabuloso. Eu o tinha como um segundo pai. Já como profissional também foi um exemplo. Era muito responsável."
Outro delegado da Seccional aposentado, José Manoel de Oliveira disse que o amigo fará falta em Ribeirão.
Igreja o absolveu após excomunhãoRenato Ribeiro Soares foi delegado regional em Ribeirão Preto na época da Ditadura Militar. Ele chegou a ser excomungado pela prisão de Madre Maurina, notícia que ganhou repercussão nacional. Porém, foi absolvido pela Igreja Católica no dia 9 de agosto de 1975.
Em carta enviada ao Jornal A Cidade e publicada no dia 2 de março de 2008, Soares dizia: "Quanto à minha condução como Delegado de Polícia Civil, chefiando o organismo nesta cidade por ocasião dos fatos relativos à prisão de ‘terroristas’ que agiam aqui e na região, entrego o julgamento a povo desta cidade".
"Conseguimos, então, sem que explosões ocorressem retirar os artefatos que estavam nas ‘Lojas Americanas’, Correios e Telégrafos; Fábrica da Coca-Cola e ‘Cine Centenário’, dizia na carta. Segundo ele, esses locais eram visados pelos terroristas.

FALN – Mesma sigla, várias organizações, porém o mesmo objetivo terrorista

Félix Maier

Além da FALN de Ribeirão Preto, há outras três, sendo uma de Brizola no Brasil, outra de Fidel na Venezuela e a terceira de Porto Rico.

FALN de Brizola no Brasil

Forças Armadas de Libertação Nacional (FALN): depois da Frente Popular de Libertação (FPL), foi outro plano quixotesco de Leonel Brizola para levar a revolução ao Brasil, para derrubar os militares.

O plano previa um movimento (coluna) que sairia do Rio Grande do Sul, sob comando do ex-coronel do Exército, Jefferson Cardim Osório, para juntar-se no Mato Grosso com outra coluna que viria da Bolívia, sob comando do ex-coronel da Aeronáutica, Emanuel Nicoll. Os comandados do Cel Jefferson assaltaram alguns postos policiais da Brigada Militar, levando um automóvel, fardamentos e munição, além de um assalto ao Banco do Brasil; atravessaram Santa Catarina e penetraram no Paraná.

No município de Leônidas Marques, no dia 27/3/1965, os rebeldes prepararam uma emboscada a uma viatura do Exército, porém foram repelidos pelos militares, fugindo para o mato e depois capturados; na operação, morreu o 3º sargento Carlos Argemiro Camargo.

O ex-sargento da Brigada Militar, Albery Vieira dos Santos, um dos integrantes das FALN, declarou em 1978 que o dinheiro para financiar a operação - 1 milhão de dólares - havia sido conseguido em Cuba e levado a Brizola por Darcy Ribeiro e Paulo Schilling; em fevereiro de 1979, o ex-sargento Albery foi misteriosamente assassinado. O Cel Jefferson só veio a falecer em 1995, embora o livro A Esquerda Armada no Brasil (título original de Los Subversivos, editado pela Casa de las Americas, de Havana) afirme que o Cel Jefferson foi torturado até a morte, em 1971.


FALN de Fidel Castro na Venezuela

Fuerzas Armadas de Liberación Nacional (Forças Armadas de Libertação Nacional): a maior organização terrorista comunista da Venezuela, originou-se da tática de Fidel Castro em exportar a Revolução Cubana ao país. Seus líderes eram ativistas comunistas, como o senador Pompeo Marques, e as“tropas” eram recrutadas entre os universitários, muitos de famílias que fizeram fortuna no governo corrupto de Pérez Jiménez. Elementos da Guarda Nacional eram assassinados, bancos eram assaltados, instalações petrolíferas dos EUA foram destruídas e edifícios de propriedade de americanos foram incendiados. Em fevereiro de 1963, as FALN capturaram o cargueiro Anzoategui, levando-o ao Brasil. O terror das FALN foi reprovado pelo povo venezuelano e o apelo comunista não obteve êxito no campo, onde o governo Betancourt havia assentado, em 1963, mais de 60.000 famílias (mais ou menos 250.000 pessoas), dentro de um conceito de “reforma agrária integrada”, que compreendia crédito rural, assistência técnica, habitação, eletrificação e estradas. A última cartada de Fidel Castro foi o envio, em 1963, de 3 toneladas de armas, desembarcadas clandestinamente na costa do Estado de Falcón, para que as FALN dessem o bote final contra o Governo da Venezuela, o que seria o “Plano Caracas”, que previa mais de 600 comandos das FALN, organizadas em brigadas de choque para ocupar pontos estratégicos da capital, assassinar Betancourt e outras autoridades e declarar-se o novo governo. Pescadores venezuelanos descobriram o esconderijo das armas e avisaram as autoridades do país. Uma investigação da OEA apurou que as armas eram provenientes de Cuba. Mesmo sob a ameaça de as FALN matar quem fosse votar em 1/12/1963, 90% dos eleitores alistados compareceram às eleições, mostrando seu repúdio ao terrorismo.



FALN de Porto Rico

Por último, havia mais uma FALN: Fuerzas Armadas de Liberación Nacional Puertorriqueña(Forças Armadas de Libertação Nacional de Porto Rico), criadas em 1960 e dirigidas por Filiberto Ojeda Ríos. Foi responsável por mais de 120 atentados a bomba contra alvos norte-americanos no país, no período de 1974 a 1983. A respeito desse grupo terrorista, cfr. o endereço http://en.wikipedia.org/wiki/Fuerzas_Armadas_de_Liberaci%C3%B3n_Nacional_Puertorrique%C3%B1a.



FALN: a mesma sigla, organizações diferentes, porém todos com o mesmo objetivo: comunizar a América Latina.

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