MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Crime do PCB: Martírio de Elza Fernandes, a "Garota"


Lembrar é preciso: Caso Elza Fernandes

Félix Maier


Este criminoso-mor, Luiz Carlos Prestes, é venerado pelas esquerdas brasileiras com monumentos e memoriais sendo erguidos em seu nome em todo o Brasil.

No dia 2 de março de 1936, era assassinada barbaramente Elvira Copello Coloni, conhecida entre os militantes comunistas como "Elza Fernandes" e "Garota", depois de ser julgada por um "tribunal revolucionário" do Partido Comunista Brasileiro - PCB -, composto pelo seguinte quinteto criminoso: Lauro Reginaldo da Rocha, o "Bangu"; Adelino Deícola dos Santos, o "Tampinha"; Eduardo Ribeiro, o "Abóbora"; José Lago, o "Brito"; e Honório de Freitas Guimarães, o "Milionário", presidente do "tribunal".

Com a prisão de inúmeros comunistas que participaram da sanguinária Intentona Comunista, em novembro de 1935, "Garota", a jovem amante de Antônio Maciel Bonfim, o "Miranda", secretário-geral do PC, passou a ser considerada suspeita, pois havia respondido de modo ambíguo a muitas perguntas feitas pela direção do Partidão. Acusada de traição, "Elza" é estrangulada com uma corda de varal no subúrbio carioca de Deodoro, por Natividade Lira, o "Cabeção", um "leão-de-chácara" do PC. Como seu corpo não coube num saco, é quebrado em dois e enterrado debaixo de uma mangueira.

Como se sabe, a Intentona Comunista teve sua gênese em 1934, quando a Internacional Comunista (Komintern), presidida por Dimitri Sacharovich Manuilski, enviou agentes ao Brasil para a derrubada do Governo Vargas e a implantação de "sovietes" em todo o território nacional. Entre os agentes vermelhos pagos com o "ouro de Moscou" para a desastrada empreitada destacam-se Luiz Carlos Prestes e sua amante Olga Benário, o alemão Arthur Ernst Ewert, Pavel Stuchevski, Jonny de Graaf ("Franz Gruber") e o argentino Rodolfo Ghioldi. O "ouro de Moscou" existiu de fato, por mais que os "vermelhos" neguem: em 1935, Stuchevski recebeu no Rio de Janeiro 27.341 dólares, em várias remessas feitas por Moscou, via Buenos Aires e São Paulo. Prestes foi o "pombo-correio" de 2.000 dólares, Baron, de 500 dólares (Cfr. livro Camaradas, de William Waack, Companhia das Letras, São Paulo, 1993, pg. 209).

Prestes sempre negou ter mandado matar a "Garota". Porém, há uma carta escrita pelo facínora à direção do PC, que diz textualmente: "Com plena consciência de minha responsabilidade, desde os primeiros instantes, tenho dado a vocês a minha opinião do que fazer com ela. Ou bem vocês concordam com as medidas extremas, e, neste caso, já as deviam resolutamente ter posto em prática, ou discordam" (Cfr. "O Caso Elza", in Politicamente Corretíssimos, de Ipojuca Pontes, Topbooks, Rio de Janeiro, 2003, pg. 156).

No citado livro de William Waack, o melhor livro já escrito sobre a Intentona Comunista, lê-se:

"Pavel Stuchevski colocou as causas da condenação de Elza em palavras burocraticamente simples, típicas de um assassino de escrivaninha, do qual Prestes se tornou cúmplice: 'Considerando que Elza conhecia muitos camaradas, como Prestes, Olga, Ghioldi e sua mulher, a mulher de Gruber e muitos membros do PC, que ela conhecia muitos endereços e que ela esteve na casa do quartel-general no 26 de novembro, que ela fez com Keiros a viagem para São Paulo, e que ela em liberdade poderia fazer um mal imenso ao partido, a direção do partido resolveu fazê-la desaparecer. A direção considerou a medida inevitável. Esta era a opinião de Prestes, e também a minha' "(pg. 296).

Os "comandantes" do Partido Criminoso Brasileiro não tiveram nenhuma dúvida de concordar com o "cavaleiro da esperança", que foi, na realidade, um "cavaleiro do apocalipse", ao ser um dos líderes da Coluna macabra que infernizou o interior do Brasil na década de 1920, com roubos, torturas e estupros. A esse respeito, veja as reportagens "Marcha dos horrores" (revista Veja, 9/6/1999) e “Os algozes da Coluna Prestes” (jornal Correio Braziliense, 20/6/1999).

Este criminoso-mor, Luiz Carlos Prestes, é venerado pelas esquerdas brasileiras, com monumentos e memoriais sendo erguidos em seu nome em todo o Brasil. Triste País, o nosso, que passou a venerar ultimamente facínoras da envergadura de Prestes, Lamarca e Marighela.

Por isso, mais do que sempre, lembrar é preciso.










Prestes, o mandante do assassinato de Elza Fernandes




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