MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

terça-feira, 10 de julho de 2012

A vida clandestina de Dilma Rousseff

Militares da reserva prestam homenagem aos caídos
em Brasília - 120 mortos por conta do terrorismo



Armas do grupo terrorista VAR-Palmares,
de Dilma Rousseff e Carlos Lamarca


BLOCO CIDADANIA

RESISTÊNCIA

Janeiro 2011               Índice Geral do BLOCO CIDADANIA




14/04/11

• Dilma na luta armada (8) - Estadão: "Documentos do grupo guerrilheiro, no qual militou a presidente Dilma, indicam planos para ‘justiçamento’ de oficiais do Exército"

Nota de Helio Rosa.
A cidadã Dilma Vana Rousseff Linhares, por sua atuação na luta armada durante o regime militar, foi presa e condenada em primeira instância a seis anos de prisão. Já havia cumprido três quando o Superior Tribunal Militar reduziu sua condenação a dois anos e um mês. Teve também seus direitos políticos cassados por dezoito anos. Posteriormente foi beneficiada pela Lei da Anistia.
Como cidadã, independente do período de exceção, quitou sua dívida com a sociedade e não deve nenhuma explicação à ninguém.
No entanto, o povo brasileiro a elegeu, democraticamente, para presidir o Brasil nos próximos 4 anos.
Apesar do empenho do seu padrinho, Presidente Lula, que mobilizou, nos limites da legalidade, toda a máquina governamental neste processo eleitoral, as "motivações" e o "pensamento" de Dilma não foram totalmente expostos na campanha.
Dilma está no governo desde 2002. Participou da equipe de transição FHC/Lula, foi ministra das Minas e Energia a partir de 2003 e assumiu a Casa Civil em 2005; nesse longo período, sabe-se que teve, em suas mãos, as rédeas de boa parte da administração do país. Foi uma funcionária do alto escalão, com enorme poder, mas não era a titular da presidência e, nesta situação, sua exposição pública foi muito limitada.
Assim, para todos os efeitos, o povo brasileiro deu um "cheque em branco" à uma desconhecida para conduzir os destinos do país.
Ao contrário da cidadã, a presidente eleita, deve e muito, explicações sobre a evolução dos seus pensamentos e sentimentos e de suas convicções democráticas. Esta preocupação é extremamente pertinente pois atuou em grupos armados de extrema esquerda que tinham como objetivo a instalação de um regime totalitário de inspiração soviética no Brasil.
Precisamos também saber, sem sombra de dúvidas, se sua lealdade é para com seu padrinho e seu partido ou para com o povo que a elegeu.
Espera-se que ela mesmo tome a iniciativa de expor claramente suas convicções.
Enquanto isso, tudo que a sociedade fizer no sentido de conhecer melhor a nova Presidente, é extremamente válido, e esta é a motivação desta série de "posts". HR

Ambientação para entender a notícia  VAR-Palmares planejou execução de militares transcrita neste "post" (Fonte: Wikipédia):

Comando de Libertação Nacional
O Comando de Libertação Nacional (COLINA), também denominado Comandos, foi uma organização brasileira de extrema esquerda que tinha como objetivo a instalação de um regime totalitário de inspiração soviética no Brasil. Originado em 1967, em Minas Gerais, a partir da fusão de outra organização chamada POLOP, com alguns militares esquerdistas, abraçou as idéias defendidas pela OLAS, executando, desde 1968, ações armadas para levantamento de recursos para guerrilha no campo. (...)

Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares)
A Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares) foi uma guerrilha política brasileira de extrema esquerda, que combateu o regime militar de 1964, visando a instauração de um regime de inspiração soviética neste país. Surgiu em julho de 1969, como resultado da fusão do Comando de Libertação Nacional (Colina) com a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) de Carlos Lamarca.
Em declaração ao jornalista Elio Gaspari, Daniel Aarão Reis Filho, ex-militante do MR-8, professor de história contemporânea da Universidade Federal Fluminense e autor de Ditadura Militar, Esquerda e Sociedade, disse:
Ao longo do processo de radicalização iniciado em 1961, o projeto das organizações de esquerda que defendiam a luta armada era revolucionário, ofensivo e ditatorial. Pretendia-se implantar uma ditadura revolucionária. Não existe um só documento dessas organizações em que elas se apresentassem como instrumento da resistência democrática.(...)

A Política Operária (POLOP)
Foi uma organização brasileira de esquerda, contrária à linha do Partido Comunista Brasileiro e que deu origem a várias outras organizações:
- Comando de Libertação Nacional (Colina)
- Vanguarda Popular Revolucionária (VPR)
- Partido Operário Comunista (POC)
- Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares)
- Organização de Combate Marxista-Leninista - Política Operária (OCML-PO), também conhecida como "nova Polop"
- Movimento Comunista Revolucionário (MCR)
- Movimento de Emancipação do Proletariado (MEP)
- Coletivo Marxista.

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Aqui estão os "posts" anteriores desta "série", também estão colecionados aqui: Dilma na luta armada

09/01/11
Dilma na luta armada (7) - O Globo: "Governo Dilma quer aprovação da Comissão da Verdade para identificar torturadores"
24/11/10
Dilma na luta armada (6) - Revista Piauí: A educação política e sentimental de Dilma Rousseff
23/11/10
Dilma na luta armada (5) - Revista Piauí: A trajetória de Dilma Rousseff da prisão ao poder
Dilma na luta armada (4) - "O passado de Dilma" - por Leandro Loyola, Eumano Silva e Leonel Rocha
Dilma na luta armada (3) - O Processo do STM (3) - "Conteúdo deve ser lido sem esquecer seu contexto" - por Marcelo Godoy
Dilma na luta armada (2) - O Processo do STM (2) - "Dilma errou ao omitir processo, diz professor" - por Tatiana Fávaro
20/11/10
Dilma na luta armada (1) - O Processo do STM (1) - Documentos liberados


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Sobre o tema "Revolução de 1964 e "Luta armada" consulte também estas duas páginas especiais:


- "Orvil": A "Comissão da Verdade" do Exército que assombra a esquerda brasileira 
- Revolução de 1964 - Os 31 dias de Março
- A Comichão da Meia-Verdade    HR


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Fonte: Estado de S. Paulo
[13/04/11]  VAR-Palmares planejou execução de militares - por Felipe Recondo e Leonencio Nossa

Documentos do grupo guerrilheiro, no qual militou a presidente Dilma, indicam planos para ‘justiçamento’ de oficiais do Exército

BRASÍLIA - Documento da Aeronáutica que foi tornado público nesta quarta-feira, 13, pelo Arquivo Nacional, após ter sido mantido em segredo durante três décadas, revela que a organização guerrilheira VAR-Palmares, que contou em suas fileiras com a hoje presidente Dilma Rousseff, determinou o "justiçamento", isto é, o assassinato de oficiais do Exército e de agentes de outras forças considerados reacionários nos anos da ditadura militar.

Com cinco páginas, o relatório A Campanha de Propaganda Militar, redigido por líderes do grupo, avalia que a eliminação de agentes da repressão seria uma forma de sair do isolamento. O texto foi apreendido em um esconderijo da organização, o chamado aparelho, e encaminhado em caráter confidencial ao então Ministério da Aeronáutica.

O arquivo inédito, revelado pelo Estado no ano passado e aberto à consulta pública na teraça-feira, 12, faz parte do acervo do Centro de Segurança e Informação da Aeronáutica (CISA). No Arquivo Nacional, em Brasília, novo endereço do acervo que estava em poder do serviço de inteligência da Aeronáutica, há um conjunto de documentos que tratam da VAR-Palmares. Mostram, entre outras coisas, a participação de militares da ativa e a queda de líderes do grupo em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo.

Os nomes dos integrantes do grupo receberam uma tarja preta, o que impede estabelecer relações diretas entre eles e as ações relatadas. É possível saber, por exemplo, que militantes de Belo Horizonte receberam em certa ocasião dez revólveres calibre 38 e munição, mas não os nomes desses militantes.

Na primeira página, o relatório de cinco páginas destaca que o grupo não tem "nenhuma possibilidade" de enfrentar os soldados nas cidades. Sobre o justiçamento de militares observa: "Deve ser feito em função de escolha cuidadosa (trecho incompreensível) elementos mais reacionários do Exército."

Extermínio. Na época da redação do texto, entre 1969 e 1970, a ditadura tinha recrudescido o combate aos adversários do regime. Falava-se em setores das forças de completo extermínio dos subversivos. Em dezembro de 1968, o regime havia instituído o AI-5, que suprimia direitos civis e coincidia com o início de uma política de Estado para eliminar grupos de esquerda.



Aeronáutica relata intenções da VAR-Palmares


A VAR-Palmares surgiu em 1969 com a fusão do grupo Colina (Comando de Libertação Nacional), em que Dilma militava, com a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), do capitão Carlos Lamarca. Dilma, à época com 22 anos, foi presa em janeiro de 1970 em São Paulo. Ela só foi libertada em 1972, após passar por uma série de sessões de tortura. Sempre que fala sobre seu envolvimento com a resistência ao regime militar, Dilma costuma ressaltar que sua visão atual da vida não tem "similaridade" com o que pensava durante o tempo de guerrilha.




Armas do grupo guerrilheiro VAR-Palmares


O documento tornado público classifica as ordens como contraofensiva. Seria uma resposta aos "crimes" do regime militar contra a esquerda: "O justiçamento punitivo visa especialmente paralisar o inimigo, eliminando sistematicamente os cdf da repressão, os fascistas ideologicamente motivados que pressionam os outros."

O texto também dá orientações sobre como definir e vigiar possíveis alvos. A ideia era uma fazer uma lista dos oficiais "reacionários" e de pessoas ligadas à CIA, a agência central de inteligência dos Estados Unidos.

A VAR-Palmares tinha definido como alvos prioritários o delegado Sérgio Paranhos Fleury, do DOPS, e seu subordinado Raul Careca, acusados de comandarem a máquina da tortura nos porões de São Paulo: "Careca, Fleury são assassinos diretos de companheiros também. Trata-se de represália clara. Já outros investigados serão eliminados sob condição, conforme vimos acima."


 


VAR-Palmares

Félix Maier

A Vanguarda Armada Revolucionária Palmares resultou da fusão das organizações terroristas VPR e COLINA, em 1969. “Em 1968 saí daqui do 19º. RI e fui servir em Guaíra, no Paraná. Lá chegou ao nosso conhecimento de que grupos terroristas que atuavam no Rio de Janeiro e em São Paulo estavam utilizando aquela área como reunião de homizio. Em uma operação de informações, cercamos uma fazenda que tinha sido comprada por um grupo da Vanguarda Popular Revolucionária (VAR-Palmares) e era o local onde eles faziam treinamento. (...) A intenção deles era começar uma guerrilha na área rural, através do processo do foquismo, que fora sucesso lá em Cuba e na China. Estavam treinando ocultar-se em meio à vegetação, enterrar suprimentos, munição, medicamentos, a caminhar e orientar-se dentro do mato” (Gen Bda Flávio Oscar Maurer – História Oficial do Exército/1964, Tomo 8, pg. 309).

Nesse depoimento, o general Maurer narra, ainda, que foi baleado pelo sargento Venadino (2º Sgt Venaldino Saraiva, que se suicidou em 12/5/1964), esquerdista fanático, junto com o aspirante Aloysio Oséas. Maurer teve toda a face esquerda dilacerada e passou por várias cirurgias plásticas.

“A par do Setor de Expropriações, a VAR Palmares possui o Setor Territorial, incumbido da arregimentação entre estudantes, camponeses e operários, bem como da ligação, na ocasião oportuna, da coluna guerrilheira com a região urbana, através da aceitação, divulgação e apoio dessa coluna. Cada subsetor do Territorial possui dois grupos distintos: SAM, Setor de Ação de Massas, e GAV, Grupo de Ações Violentas. Ao primeiro, compete conseguir adesões da doutrinação e induzir as massas à realização de ações de interesse da organização, greves, passeatas, depredações etc.; ao segundo compete agir no meio operário, estudantil e camponês, como um órgão de repressão às manifestações contrárias às ações desenvolvidas pelo SAM, como lhe compete, outrossim, a tomada violenta de fábricas, panfletagem e justiçamento” (SOLNIK, 2011: 241).

No dia 22/6/1969, a VAR-Palmares roubou em assalto à Companhia de Polícia do 10º Batalhão da FPESP (São Caetano do Sul) 94 fuzis, 18 metralhadoras INA, 30 revólveres Taurus cal .38, 300 granadas e cerca de 5.000 cartuchos de diversos calibres, aumentando consideravelmente seu arsenal, já suprido com o assalto à Casa de Armas Diana e ao 4º Regimento de Infantaria (4º RI) - ação empreendida por Carlos Lamarca, da VPR.

No Rio de Janeiro, a VAR-Palmares participou do assalto ao Banco Aliança, Agência Muda (1969), de onde foi roubada a importância de NCr$ 54.884,62, ocasião em que foi assassinado o motorista de praça Cidelino Palmeiras do Nascimento, que conduzia policiais em perseguição aos assaltantes.

A VAR-Palmares participou da “Grande Ação”, em 18/6/1969, quando foi roubado de um cofre em Santa Teresa, Rio de Janeiro, a quantia aproximada de 2,596 milhões de dólares. O cofre pertencia ao ex-governador de São Paulo, Adhemar de Barros, e ficava no casarão de sua amante, Anna Capriglione. Parte desse dinheiro (cerca de 1 milhão de dólares) foi entregue ao embaixador da Argélia no Brasil, Hafid Keramane, para aquisição de armas, custear a viagem de terroristas àquele país e auxiliar Miguel Arraes a criar a Frente Brasileira de Informações (FBI).

“O assalto ao cofre ocorreu na tarde de 18 de julho de 1969, no Rio de Janeiro. Até então, fora ‘o maior golpe do terrorismo mundial’, segundo informa o jornalista Elio Gaspari em seu livro ‘A Ditadura Escancarada’. (...) A ação durou 28 minutos e foi coordenada por Dilma Rousseff e Carlos Franklin Paixão de Araújo [“Max”, amante de Dilma], que então comandava a guerrilha urbana da VAR-Palmares em todo o país e mais tarde se tornaria pai da única filha de Dilma” (“O cérebro do roubo ao cofre”, revista Veja, 15/1/2003, pg. 36). O ex-ministro Carlos Minc, que hoje participa de passeatas para a liberação da maconha, foi um dos que participaram do roubo.

No livro de Alex Solnik (O cofre do Adhemar - A iniciação política de Dilma Rousseff e outros segredos da luta armada), consta que a participação de Dilma a respeito do roubo do cofre foi apenas para trocar parte dos dólares em casas de câmbio no Rio, por ser uma “burguesinha” e ter aparência de socialite, não despertando suspeitas.

Alex Solnik fala sobre seu livro "O Cofre do Adhemar"


No Rio Grande do Sul, foram assaltados o Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Porto Alegre, Agência Tristeza, 28/1/1970) e o Banco do Brasil, Agência Viamão, RS (18/3/1970).

Em São Paulo, houve tentativa de assalto em um estacionamento, assalto a um supermercado do Sesi, no Cambuci, assalto ao Supermercado Peg-Pag e 3 assaltos a supermercados diferentes do Grupo Pão de Açúcar, todos no ano de 1970.

Em 1/1/1970, a título de comemoração do aniversário da Revolução Cubana, a VAR-Palmares sequestrou em pleno voo um avião Caravelle, da Cruzeiro do Sul, que fazia a linha Montevidéu-Porto Alegre-Rio de Janeiro, desviando-o para Cuba. O sequestro foi planejado por James Allen Luz, que o executou com cinco comparsas, dentre os quais Jessie Jane Vieira de Souza, posteriormente diretora do Arquivo do Rio de Janeiro, com sede na antiga dependência do DOPS.

Uma das integrantes da VAR-Palmares, do setor de Inteligência, foi Elizabeth Mendes de Oliveira, a “Bete Mendes” de novelas como “Beto Rockfeller”, que usava o codinome “Rosa” na clandestinidade, talvez querendo ser a “Rosa de Luxemburgo” brasileira. Bete Mendes “fazia parte do núcleo da VPR do Colégio de Aplicação, onde foi colega de Pérsio Arida” (SOLNIK, 2011: 187). A então deputada federal Bete Mendes, em visita ao Uruguai com uma comitiva do Presidente Sarney, em 1985, acusou o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, então adido militar naquele país, de ter sido torturado por ele nas dependências do DOI/CODI do II Exército (São Paulo), onde a terrorista passou 18 dias presa depois de ter sido detida no “aparelho” da Rua General Bagueira, 79, com documentos falsos e roubados para uso do grupo terrorista (“Rosa” ficou presa entre os dias 29 Set e 16/101970). A tortura foi negada pelo coronel Ustra no livro Rompendo o Silêncio. Antes da denúncia, “Rosa” já havia sido entrevistada pela revista Afinal (2/7/1985) e pelo jornaleco Pasquim (17 Fev a 05/3/1986), ocasiões em que não citou a tortura, indício de que além de boa atriz é também uma boa mentirosa, o que pode ser corroborado, ainda, pelas declarações de “Max” (do Comando Nacional da organização terrorista) no jornal Zero Hora, de 20/8/1985.

Após a prisão de “Rosa”, a VPR fez ainda as seguintes ações: assalto a um carro de transporte de valores da Transfort S/A, em Madureira, Rio, RJ, junto com o MR-8, em 22/11/1971, ocasião em que os terroristas levaram 2 metralhadoras, 2 pistolas calibre 45 e 1 espingarda calibre 12, e assassinaram o suboficial da reserva da Marinha, José Amaral Villela, chefe de segurança do carro de transporte; assalto ao Curso Fischer, Tijuca, Rio, RJ, no dia 14/1/1972; assassinato do marinheiro inglês David A. Gutheberg, no Rio de Janeiro, RJ, no dia 05/2/1972, numa atuação de “Frente” com a ALN, VPR e PCBR; assalto ao Banco da Bahia e ao Banco de Crédito Territorial, em São Cristóvão, Rio, RJ, no dia 25/2/1972; assalto ao Banco Territorial, na Avenida Brasil, Rio, RJ, em “frente” com o MR-8 e PCBR, em abril de 1972; assalto ao Banco Nacional, de Braz de Pina, Rio, RJ, em julho de 1972, em “frente” com o PCBR; assalto ao Banco Itaú, em Botafogo, Rio, RJ, em outubro de 1972, em “frente” com o PCBR; assassinato do Dr. Otávio Gonçalves Moreira Júnior, em Copacabana, Rio, RJ, no dia 25/2/1973, em “frente” com a ALN e PCR; no Rio Grande do Sul, assalto ao Banco Francês e Brasileiro, em Porto Alegre, RS, no dia 14/12/ 1973, em “frente” com o PCBR; em São Paulo, assaltos à Empresa Paulista de Ônibus (Vila Prudente, Out 1970), ao supermercado Pão de Açúcar (Rua Baturité) e Pão de Açúcar (Barão de Jundiaí), ambos em Nov 1970; ao Supermercado Gigante (Lapa, Fev 1971), em “frente” com o PRT; à Fábrica de Parafusos Mapri (Vila Leopoldina, Mar 1971), em “frente” com o PRT; à firma RCA-Victor (Jaguaré, Mai 1971); à Empresa de Ônibus Tusa (Freguesia do Ó, 10/5/1971), ocasião em que foi morto o soldado PM Manoel Silva Neto; tentativa de assalto a uma casa de armas (Av. Rangel Pestana), quando o proprietário foi ferido a tiros, após reagir e evitar o assalto; tentativa de assalto a uma casa de armas (Lapa), evitado por um vigia; tentativa de assalto à residência de um colecionador de quadros, na Rua Veríssimo Glória.

No interior do Rio, um terreno seria utilizado para fabricação de bombas de plástico: “O projeto era de montar uma ‘fábrica de bombas’ e fora desenhado por um engenheiro químico egípcio, ligado à Al Fatah e ao Setembro Negro, que se aproximou de Espinosa [Antonio Roberto Espinosa] e se ofereceu para colaborar com a VAR-Palmares. Era um cara de olhos muito vivos e atentos, que diziam mais que sua boca. (...) - Um leilão de velhos telefones públicos a manivela. Isso me interessa - disse o egípco. (...) - Esses aparelhos funcionam como ímãs, dos quais precisamos para nossas bombas por controle remoto” (SOLNIK, 2011: 150). Em seu livro, Solnik não informa se o projeto foi consumado.

Durante certo tempo, Delfim Netto esteve na lista dos “sequestáveis”, quando os terroristas descobriram que todo fim de semana o “tsar” da economia viajava a Jundiaí.

No discurso de posse da Presidência, em 2011, Dilma Rousseff afirmou que não se envergonhava do passado. Mesmo que ela tenha apenas servido café aos “camaradas d’armas” nos aparelhos onde frequentou (Colina e VAR-Palmares), ela tem, também, as mãos sujas de sangue. “Só em 1969, ela organizou três ações de roubo de armas em unidades do Exército no Rio. Quando foi presa, em janeiro de 1970, o promotor militar que preparou a acusação classificou-a com epítetos superlativos: ‘Joana D’Arc da guerrilha’ e ‘papisa da subversão” (Veja, 15/1/2003, pg. 37).

Tadeu, um estudante de Geologia e apaixonado (não correspondido) por Dilma, dizia que ela “é a reencarnação da Krupskaya, e Krupskaia e a própria Dilma são reencarnações de Helena de Troia” (SOLNIK, 2011: 191). Junto com Maria Celeste Martins, Dilma guardava as armas da organização criminosa.


 


Dilma e o arsenal do VAR-Palmares ou Osama Bin Laden também não deu tiros nos EUA


http://entregacorisco.com/2010/11/21/dilma-e-o-arsenal-do-var-palmares-ou-osama-bin-laden-tambem-nao-deu-tiros-nos-eua/

nov 21

Publicado por entregacorisco

Creio que se estas informações que vão aparecendo tivessem sido divulgadas durante as eleições, dificilmente a “camarada de armas”, como disse José Dirceu, Dilma Rousseff teria sido eleita presidente da república.

O termo “camarada de armas” vem a calhar para comentar a matéria da Folha de São Paulo: “Dilma tinha código de acesso de arsenal usado por guerrilha

A presidente eleita, Dilma Rousseff, zelava, junto com outros dois militantes, pelo arsenal da VAR-Palmares, organização que combateu a ditadura militar (1964-1985).

Entre os armamentos, havia 58 fuzis Mauser, 4 metralhadoras Ina, 2 revólveres, 3 carabinas, 3 latas de pólvora, 10 bombas de efeito moral, 100 gramas de clorofórmio, 1 rojão de fabricação caseira, 4 latas de “dinamite granulada” e 30 frascos com substâncias para “confecção de matérias explosivas“, como ácido nítrico. Além de caixas com centenas de munições.

prestem atenção neste trecho abaixo:

Quarenta anos depois, Sousa confirmou à Folha o que havia dito aos policiais –e deu mais detalhes.

Dilma já havia admitido, em entrevista à Folha em fevereiro, que na juventude fez treinamento com armas de fogo. O documento do STM, porém, é a primeira peça que a vincula diretamente à ação armada durante a ditadura.

Procurada pela Folha, a presidente eleita não quis falar sobre o assunto.

O armamento foi roubado do 10º Batalhão da Força Pública do Estado de São Paulo em São Caetano do Sul (SP), de acordo com o DOPS (Departamento de Ordem Política e Social).
A ação ocorreu em junho de 1969, mês em que as organizações VPR e Colina se fundiram na VAR-Palmares.

mais um trecho que deve ser lido com vagar

Sousa participou de operações armadas, como assaltos a bancos e mercados. “Informava todas as ações para Dilma com três dias de antecedência“, declarou.

Com a “dinamite granulada”, por exemplo, ele afirma ter feito bombas com canos de água “cortados no tamanho de quatro polegadas, com pregos dentro”.

Quando 18 militares à paisana cercaram seu “aparelho”, Sousa os recebeu com rajadas de metralhadoras e com as bombas caseiras. Um militar ficou ferido.

Os agentes conseguiram uma trégua após duas horas de intenso tiroteio.

Sousa diz que, meses depois, Dilma contou a ele que, quando ele não apareceu nos encontros previstos, ela usou o código para pegar o arsenal: Dilma e Melo encontraram a casa perfurada de balas e a rua semelhante a uma trincheira de guerra, com enormes buracos.

O depoimento registra 13 bombas jogadas contra os militares. Com um vizinho, Dilma e Melo descobriram que o companheiro esquerdista havia sido levado vivo pela repressão.

E com isto ela foi eleita presidente da república. Porque não tivemos direito de saber disto antes da eleição. Será que ela teria vencido José Serra com estas informações tornadas públicas?

Ah, Corisco, mas houve a anistia. Eu sei disso, mas alguém elegeria o Coronel Ustra para presidente do Brasil? Alguém elegeria o General Nilton Cerqueira presidente? Se um dos representantes do regime militar se apresentasse como candidato, mesmo com anistia seria acusado de torturador, de repressor e outros adjetivos similares. Porque não podemos chamar Dilma Vana Rousseff de terrorista?

A verdadeira fraude eleitoral foi omitir do público esta informação quando ela era relevante. Foi um procedimento que lança mais uma mancha de suspeita no processo eleitoral e que a oposição deveria estar brandindo ao invés de colocar o rabo entre as pernas.

A luta do grupo terrorista que a atual presidente do Brasil participou visava implantar a ditadura comunista no Brasil, não venham com este papo que ela lutava pela liberdade. Será que alguém da oposição tem coragem de sustentar estas teses ou vamos ter que construir do zero um partido de oposição?



Dilma tinha código de acesso a arsenal usado por guerrilha


http://www1.folha.uol.com.br/poder/833490-dilma-tinha-codigo-de-acesso-a-arsenal-usado-por-guerrilha.shtml

MATHEUS LEITÃO
LUCAS FERRAZ
DE BRASÍLIA

A presidente eleita, Dilma Rousseff, zelava, junto com outros dois militantes, pelo arsenal da VAR-Palmares, organização que combateu a ditadura militar (1964-1985).

Entre os armamentos, havia 58 fuzis Mauser, 4 metralhadoras Ina, 2 revólveres, 3 carabinas, 3 latas de pólvora, 10 bombas de efeito moral, 100 gramas de clorofórmio, 1 rojão de fabricação caseira, 4 latas de "dinamite granulada" e 30 frascos com substâncias para "confecção de matérias explosivas", como ácido nítrico. Além de caixas com centenas de munições.

A descrição consta do processo que a ditadura abriu contra Dilma e seus colegas nos anos 70. A Folha teve acesso a uma cópia do documento. Com tarja de "reservado", até anteontem ele estava trancado nos cofres do Superior Tribunal Militar.

Trata-se de depoimento dado em março de 1970 por João Batista de Sousa, militante do mesmo grupo de guerrilha do qual Dilma foi dirigente.

Sob tortura, ele revelou detalhes do arsenal reunido para combater a repressão e disse que Dilma tinha recebido a senha para acessá-lo.

Quarenta anos depois, Sousa confirmou à Folha o que havia dito aos policiais --e deu mais detalhes.

Dilma já havia admitido, em entrevista à Folha em fevereiro, que na juventude fez treinamento com armas de fogo. O documento do STM, porém, é a primeira peça que a vincula diretamente à ação armada durante a ditadura.

Procurada pela Folha, a presidente eleita não quis falar sobre o assunto.

O armamento foi roubado do 10º Batalhão da Força Pública do Estado de São Paulo em São Caetano do Sul (SP), de acordo com o DOPS (Departamento de Ordem Política e Social).
A ação ocorreu em junho de 1969, mês em que as organizações VPR e Colina se fundiram na VAR-Palmares.

Sousa disse que foi responsável por guardar o arsenal após a fusão. Com medo de ser preso, fez um "código" com o endereço do "aparelho" --como eram chamados os apartamentos onde militantes se escondiam.

Para sua própria segurança e do arsenal, Sousa dividiu o endereço do "aparelho" em Santo André (SP) em duas partes.

Assim, só duas pessoas juntas poderiam saber onde estavam as armas. Uma parte da informação foi entregue a Dilma, codinome "Luisa". A outra, passada a Antonio Carlos Melo Pereira, guerrilheiro anistiado pelo governo depois de morrer.

O documento registra assim a informação: "Que, tal código, entregou a 'Tadeu' e 'Luisa', sendo que deu a cada um uma parte e apenas a junção das duas partes é que poderia o mencionado código ser decifrado".

"Fiz isso para que Dilma, minha chefe na VAR, pudesse encontrar as armas", diz, hoje, Sousa.

Tido pelos colegas como um dos mais corajosos da VAR-Palmares, Sousa afirma ter sido torturado por mais de 20 dias. Ficou quatro anos preso e, hoje, pede indenização ao governo federal.

Aposentado, depois de trabalhar como relações públicas e com assistência técnica para carros no interior de São Paulo, ele diz ter votado em Dilma. Na entrevista, chamou a presidente eleita de "minha coordenadora".

'PONTOS'

Sousa contou que tinha três "pontos" --como eram chamados os locais e horas de encontro na clandestinidade-- com Dilma nos dias seguintes à sua prisão. Mas disse que não entregou as datas e endereços durante as sessões de tortura --inclusive com choques elétricos na "cadeira do dragão".

Sousa participou de operações armadas, como assaltos a bancos e mercados. "Informava todas as ações para Dilma com três dias de antecedência", declarou.

Com a "dinamite granulada", por exemplo, ele afirma ter feito bombas com canos de água "cortados no tamanho de quatro polegadas, com pregos dentro".

Quando 18 militares à paisana cercaram seu "aparelho", Sousa os recebeu com rajadas de metralhadoras e com as bombas caseiras. Um militar ficou ferido.

Os agentes conseguiram uma trégua após duas horas de intenso tiroteio.

Sousa diz que, meses depois, Dilma contou a ele que, quando ele não apareceu nos encontros previstos, ela usou o código para pegar o arsenal: Dilma e Melo encontraram a casa perfurada de balas e a rua semelhante a uma trincheira de guerra, com enormes buracos.

O depoimento registra 13 bombas jogadas contra os militares. Com um vizinho, Dilma e Melo descobriram que o companheiro esquerdista havia sido levado vivo pela repressão.


Editoria de Arte/Folhapress



DILMA ERA TESOUREIRA DA VAR-PALMARES - Josie Jeronimo


http://www.ternuma.com.br/ternuma/index.php?open=20&data=1858&tipo=1

Correio Braziliense - 02/07/2012
Presidente cuidava dos recursos financeiros da organização que lutava contra a ditadura.

Em relatório de 1970, militares da Operação Bandeirante apontam a ex-militante como peça-chave para se chegar ao comando do grupo. Ela era monitorada constantemente

Arquivos do Serviço Nacional de Informações (SNI) reúnem relatórios do "estouro de aparelhos da VAR-Palmares" em 1970 que apontam a atuação de Dilma Rousseff como uma espécie de tesoureira da organização em que militava

Ao entrar em imóveis utilizados pela Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares), militares da Operação Bandeirante (Oban) relatam ter encontrado armas, munição, um mimeógrafo utilizado para rodar manifestos subversivos, documentos e um organograma que indica a posição que a atual presidente do Brasil e ex-militante Dilma ocupava na organização.

Os documentos, reunidos sob o título Recentes Diligências da Operação Bandeirante, indicam que os militares monitoravam as atividades financeiras de

Dilma na VAR-Palmares, em São Paulo. Depoimentos de integrantes da organização e fragmento de relato registrado como de Dilma, quando esteve detida no presídio Tiradentes, indicam que ela era responsável por receber e repassar recursos do comando nacional da Var-Palmares para custear os setores de imprensa, operações, estudantil, operário e inteligência no estado.

Também recebia verbas de integrantes de "expropriação", composto por membros da organização encarregado dos furtos, arrecadação para compor o que era chamado de "fundos para uma revolução popular". Esse montante não passava pelo comando nacional, sendo enviado diretamente para Dilma.

Transferência
Acompanhando os passos dela, os militares tinham informes que davam conta de sua transferência do Rio de Janeiro para São Paulo, com a missão de coordenar a organização. "Ultimamente, vinha operando na Guanabara. Foi mandada a São Paulo em dezembro de 1969 pelo Comando Nacional da Var-Palmares para reestruturar tal organização subersiva-terrorista." A Oban também tinha o objetivo de chegar ao comando da Var-Palmares por meio da militante. "Dilma Vana Rousseff Linhares, também conhecida pela falsa identidade de Maria Lúcia Santos, condinome Luiza. Membro muito importante da VAR-Palmares. Pertenceu à Colina, veio a São Paulo para reorganizar a Var-Palmares. Ela é o elemento de ligação com o Comando Nacional da VAR-Palmares, de quem recebe dinheiro para custear a subversão na área. Através dela se pretende chegar ao pessoal do Comando Nacional."

Apesar de os principais registros da atuação de Dilma durante o período militar serem de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, outras agências regionais do SNI emitiram informes relatando a influência da militante pelo país. No Arquivo Nacional, há registros das regionais de Recife, Goiânia e Brasília acompanhando os passos de Dilma nos movimentos antimilitares de seus estados.

Informe de 1969 relata reunião que Dilma teria tido com integrantes da VAR-Palmares em Sobradinho "Em junho de 1969, reuniu-se na casa de Carlos Avelino Fonseca Brasil — doutor Chico ou Chiquinho —, localizada próximo ao Hospital da Unidade Integrada de Sobradinho, Brasília-DF, para tratar de assuntos da VAR-Palmares. Nessa reunião estavam, além da nominada, Chiquinho, Ida Rechtaler, Raul do Vale Junior, esposo de Ida, e um funcionário do Incra."

Informantes
Em relatórios de conclusão de Inquérito Policial Militar (IPM), os agentes atribuem o sucesso do estouro dos aparelhos da VAR-Palmares e a desarticulação da organização às informações recebidas de contatos, listados como "informantes". O primeiro contato bem-sucedido apontado pelos militares foi o preso que se tornou amigo de Angelo Pezzuti, ainda na Colônia Magalhães Pinto, em Belo Horizonte. Os militares se gabam de o preso ser um "servidor da polícia" e registram que ele entregou o militante e que enviou bilhetes a Dilma pedindo ajuda para fugir da penitenciária. Em outro IPM, os militares listam nome de sete informantes, entre bancários, médico e funcionários públicos, que teriam ajudado na operação que levou à prisão de militantes, incluindo Dilma Rousseff.

Observação:

Dilma pertencia ao Comando Nacional, junto com seu marido e Carlos Alberto Soares de Freitas-" Beto"-, a quem, sempre que tem oportunidade cita o nome. Beto é um dos desaparecidos.

Em declarações à imprensa, alguns de seus companheiros de luta declararam que ela controlava o dinheiro da organização e era a á única pessoa que tinha a as chaves e a senha para abrir o arsenal da Var-Palmares. Com todos esses poderes, a que conclusão o leitor chega? Ela participou ou não da luta armada?

Lista de Artigos



02/07 - Dilma era tesoureira da VAR-Palmares

 
 Essa é uma das muitas carteiras encontradas
com Dilma _ Carteira falsa de estudante)

Correio Braziliense - 02/07/2012

Presidente cuidava dos recursos financeiros da organização que lutava contra a ditadura. Em relatório de 1970, militares da Operação Bandeirante apontam a ex-militante como peça-chave para se chegar ao comando do grupo. Ela era monitorada constantemente



Josie Jeronimo



Arquivos do Serviço Nacional de Informações (SNI) reúnem relatórios do "estouro de aparelhos da VAR-Palmares" em 1970 que apontam a atuação de Dilma Rousseff como uma espécie de tesoureira da organização em que militava




. Ao entrar em imóveis utilizados pela Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares), militares da Operação Bandeirante (Oban) relatam ter encontrado armas, munição, um mimeógrafo utilizado para rodar manifestos subversivos, documentos e um organograma que indica a posição que a atual presidente do Brasil e ex-militante Dilma ocupava na organização.

Os documentos, reunidos sob o título Recentes Diligências da Operação Bandeirante, indicam que os militares monitoravam as atividades financeiras de

         Esses são alguns dos documentos falsos
         que Dilma usava na luta armada

Dilma na VAR-Palmares, em São Paulo. Depoimentos de integrantes da organização e fragmento de relato registrado como de Dilma, quando esteve detida no presídio Tiradentes, indicam que ela era responsável por receber e repassar recursos do comando nacional da Var-Palmares para custear os setores de imprensa, operações, estudantil, operário e inteligência no estado.

Também recebia verbas de integrantes de "expropriação", composto por membros da organização encarregado dos furtos, arrecadação para compor o que era chamado de "fundos para uma revolução popular". Esse montante não passava pelo comando nacional, sendo enviado diretamente para Dilma.

Pena que esteja tão apagado. Dilma pertencia ao Comando Nacional
com seu marido e Carlos Alberto Soares de Freitas-" Beto"-, a quem,
sempre que tem oportunidade cita o nome. Beto é um dos  desapa-
recido.
Em declarações à imprensa, alguns de seus companheiros de luta
declararam que ela controlava o dinheiro da organização e era a
á única pessoa que tinha a as chaves e a senha para abrir o arsenal

da Var-Palmares. Com todos esses poderes, a que conclusão o leitor 
 chega? Ela participou ou não da luta armada?

Organograma da VAR-Palmares: Dilma aparece à direita, identificada como Luiza

Transferência
Acompanhando os passos dela, os militares tinham informes que davam conta de sua transferência do Rio de Janeiro para São Paulo, com a missão de coordenar a organização. "Ultimamente, vinha operando na Guanabara. Foi mandada a São Paulo em dezembro de 1969 pelo Comando Nacional da Var-Palmares para reestruturar tal organização subersiva-terrorista." A Oban também tinha o objetivo de chegar ao comando da Var-Palmares por meio da militante. "Dilma Vana Rousseff Linhares, também conhecida pela falsa identidade de Maria Lúcia Santos, condinome Luiza. Membro muito importante da VAR-Palmares. Pertenceu à Colina, veio a São Paulo para reorganizar a Var-Palmares. Ela é o elemento de ligação com o Comando Nacional da VAR-Palmares, de quem recebe dinheiro para custear a subversão na área. Através dela se pretende chegar ao pessoal do Comando Nacional."

Apesar de os principais registros da atuação de Dilma durante o período militar serem de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, outras agências regionais do SNI emitiram informes relatando a influência da militante pelo país. No Arquivo Nacional, há registros das regionais de Recife, Goiânia e Brasília acompanhando os passos de Dilma nos movimentos antimilitares de seus estados.

Informe de 1969 relata reunião que Dilma teria tido com integrantes da VAR-Palmares em Sobradinho "Em junho de 1969, reuniu-se na casa de Carlos Avelino Fonseca Brasil — doutor Chico ou Chiquinho —, localizada próximo ao Hospital da Unidade Integrada de Sobradinho, Brasília-DF, para tratar de assuntos da VAR-Palmares. Nessa reunião estavam, além da nominada, Chiquinho, Ida Rechtaler, Raul do Vale Junior, esposo de Ida, e um funcionário do Incra."

Informantes
Em relatórios de conclusão de Inquérito Policial Militar (IPM), os agentes atribuem o sucesso do estouro dos aparelhos da VAR-Palmares e a desarticulação da organização às informações recebidas de contatos, listados como "informantes". O primeiro contato bem-sucedido apontado pelos militares foi o preso que se tornou amigo de Angelo Pezzuti, ainda na Colônia Magalhães Pinto, em Belo Horizonte. Os militares se gabam de o preso ser um "servidor da polícia" e registram que ele entregou o militante e que enviou bilhetes a Dilma pedindo ajuda para fugir da penitenciária. Em outro IPM, os militares listam nome de sete informantes, entre bancários, médico e funcionários públicos, que teriam ajudado na operação que levou à prisão de militantes, incluindo Dilma Rousseff.


Exército teve ‘célula’ de guerrilheiros em 1970, diz documento


Grupo VAR-Palmares se infiltrou em prédio dosetor militar onde hoje funciona o 32º Grupo de Artilharia de Campanha


http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,exercito-teve-celula-de-guerrilheiros-em-1970-diz-documento,706440,0.htm

14 de abril de 2011 | 23h 00

Felipe Recondo e Leonencio Nossa, de O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA - O grupo guerrilheiro VAR-Palmares, que tinha na sua coluna a atual presidente Dilma Rousseff, conseguiu nos anos do regime militar (1964-1985) se infiltrar numa unidade do Exército em Brasília. Uma "célula" da organização composta por seis militares desviou armas e ainda planejou levar o arsenal da Granja do Riacho Fundo, uma das residências oficiais da Presidência da República à época.

Documento da Aeronáutica, que integra um acervo revelado pelo Estado e entregue em 2010 ao Arquivo Nacional, revela que, no dia 13 de janeiro de 1970, uma equipe de inteligência do Exército prendeu dois cabos e quatro soldados que integravam uma "célula" da VAR-Palmares no 8.º Grupo de Artilharia Antiaérea, atual 32.º Grupo de Artilharia de Campanha, instalado no Setor Militar Urbano.

Os militares do VAR-Palmares já tinham as chaves das "Reservas de Material Bélico das Baterias" e tinham planejado levar além das armas dessa dependência o armamento da guarda da Granja do Riacho Fundo, uma das residências do presidente da República. A VAR-Palmares teve entre seus integrantes a atual presidente Dilma, presa no dia 16 de janeiro de 1970, três dias após a queda da "célula" na unidade do Exército em Brasília.

Tarja preta. O líder dessa "célula" era um soldado que seguia orientações de líderes da VAR-Palmares de fora de Brasília. O grupo era integrado ainda pelo irmão de um soldado e outros oito civis. O Arquivo Nacional, seguindo determinação da atual legislação, encobriu com tarja preta os nomes dos integrantes do movimento.

A infiltração foi descoberta numa vistoria de rotina nos armários dos militares. Na busca por materiais furtados, foi encontrado um livro intitulado A verdade sobre Cuba no armário de um dos militares. Interrogado, ele confessou pertencer à organização da VAR-Palmares e nominou os demais militares que integravam essa célula infiltrada.

Uma sindicância foi instaurada e, conforme relatório secreto do Centro de Segurança e Informação da Aeronáutica (CISA), os militares seriam responsáveis por jogar uma bomba na fachada do Banco do Brasil no fim de 1969. Além disso, já haviam feito e distribuído para outros integrantes da VAR-Palmares cópias das chaves de onde era guardado o armamento da unidade e tinham levado 20 manuais de tática de guerrilha e munição calibre 45 e estariam planejando o sequestro do comandante da 11.ª Região Militar.

No dia da ação do grupo no quartel, conforme documento secreto do CISA, as sentinelas que estivessem de serviço "seriam mortas a sangue frio". De acordo a Aeronáutica, os seis militares não levantavam suspeita sobre sua atuação política, inclusive porque "impressionavam seus superiores hierárquicos pela pontualidade e excelente apresentação militar".

Por conta dessa descoberta, a Força Aérea Brasileira (FAB) recomendou que os comandantes de todas as unidades fizessem, com frequência, vistorias nos armários de soldados e cabos em busca de indícios da ligação dos militares com "organização subversivo-terrorista".

A recomendação foi encaminhada a todas as unidades da FAB apenas em outubro de 1972, documento classificado como secreto e que também integra o acervo aberto ao público na última terça-feira pelo Arquivo Nacional.



17/08 - Vida Clandestina de Dilma Rousseff - 3ª Parte


 Atentado a bomba no QG do II Exército,
 praticado pela VPR - organização de
 Lamarca -, em 1968, antes da fusão
Pela editoria do site www.averdadesufocada.com

Dilma, a fusão da  VPR  com o COLINA e criação da  VAR-Palmares
Os contatos para fusão do Comando de Libertação Nacional - COLINA ( organização de Dilma) com a Vanguarda Popular Revolucionária - VPR  ( organização de Lamarca) foram feitos em abril de 1969 , numa casa do litoral paulista, próxima a Peruibe. Estavam presentes nessa o primeira reunião:
- pela  VPR: Carlos Lamarca, Antônio Espinosa, Chizuo Ozawa- "Mário Japa" -, Fernando  Mesquita Sampaio, Cláudio de Souza Ribeiro; e
- pelo COLINA : Carlos Franklin Paixão de  Araújo, Dilma Rousseff, Maria do Carmo Brito, Carlos Alberto de Freitas  e Hérbert Eustáquio de Carvalho.

Texto completo
Ao final do encontro foi emitido um "Informe Conjunto", que comentava "a perfeita identidade política das duas organizações" o que deveria conduzí-las à fusão,

  Participantes: João Lucas Alves, Severino Viana 
  Collon ( ambos mortos )  e Amilcar Baiardi , pro-
  fessor universitário
  ( COLINA, antes da fusão) *  
que ainda não fora concretizada oficialmente, em face da ausência de alguns membros do Comando Nacional do COLINA. Por esse motivo foi marcada uma nova reunião para o mês de julho que ultimaria a fusão e um congresso para referendá-la.
 Nesse período, entretanto, as ações armadas não pararam. Na noite de 22 de junho militantes das duas organizações assaltaram uma companhia do 10º Batalhão da Força Pública do Estado de São Paulo, em São Caetano do Sul,  roubando 94 fuzis, 18 metralhadoras Inas, 30 revólveres Taurus, calibre.38, 360 granadas e cerca de 5000 cartuchos de calibres diversos. Aumentava o arsenal já conseguido com os assaltos à Casa de Armas Diana e ao 4º Regimento de InfantariaI, planejado e executado por Lamarca  que era capitão  e servia lá.
No início de julho, numa outra casa do litoral Paulista, em Mongaguá, realizou-se a denominada Conferência de Fusão, com o comparecimento de todos os integrantes dos dois Comandos Nacionais. No "Informe sobre a Fusão", datado de 7 de julho de 1969, já aparecia o nome da nova organização - Vanguarda Armada Revolucionária Palmares - VAR-Palmares, que iria, também, ganhar a adesão de militantes da Dissidência do PCB de São Paulo - DI/SP.
 Foi eleito o seguinte Comando Nacional, com três elementos oriundos de cada organização:
- da VPR : Carlos Lamarca, Antonio Roberto Espinosa e Cláudio de Souza Ribeiro; e
- do COLINA : Juarez Guimarães de Brito, Maria do Carmo Brito e Carlos Franklin Paixão Araújo.
 Dilma, já vivendo com Carlos Franklin Paixão de  Araújo, bem posicionada no COLINA, defendia, na fusão das organizações, a necessidade de um trabalho paralelo às ações de massa, pois era preciso o apoio do povo para desencadear a revolução.
Essa fusão criou uma nova organização que, segundo estudos, se tivesse perdurado por mais tempo, poderia ter sido uma das maiores . Alguns militantes chegam a calcular  que a  VAR-Palmares pode ter tido  mais de 2000 militantes entre grupos armados e apoiadores logísticos.
O estatuto da nova organização não deixava dúvidas quanto a sua finalidade
 " A Vanguarda Armada Revolucionária - Palmares é uma organização politico-militar de caráter partidário, marxista-leninista, que se propõe a cumprir todas as tarefas da guerra revolucionária e da construção do Partido da Classe Operária, com o objetivo de tomar o poder e construir o socialismo."
 Estruturalmente foram criados dois grandes setores:
- Setor de Luta Principal , para tratar do treinamento e da formação da " Coluna Guerrilheira"; e
- Setor de Lutas Complementares, encarregado das lutas urbanas e da coordenação das regionais de São Paulo, Guanabara, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais e Bahia.
-  A VAR - Palmares dispunha, como muitas outras organizações, de um setor de falsificação de documentos . Dilma chegou a usar  esses serviço falsos: portava como documentos carteira de identidade, título de eleitor e carteira de estudante com os nomes de  Maria Lucia dos Santos e Marina Guimarães Garcia de Castro . Sues codinomes eram : Vanda, Estela e Patrícia.
 Apesar da fusão ter sido concretizada, as discussões da conferência não foram tranquilas, transcorrendo num clima tenso e, por vezes, tumultuado. Os " massistas", oriundos do COLINA, mais bem preparados politicamente, criticavam os "militaristas" da VPR, pelo " imediatismo revolucionário" que defendiam. Ao mesmo tempo, entrando com 55 milhões de cruzeiros e um grande arsenal de armas, munições e explosivos, os oriundos da VPR sentiam-se moralmente fortalecidos, em face da falta de dinheiro e das duas metralhadoras Thompson e 4 pistolas , trazidas pelo COLINA.
Entretanto, tudo foi esquecido quando Juarez Guimarães de Brito apresentou o seu trunfo, o planejamento da " grande ação", que poderia dar à VAR-Palmares a sua independência financeira.
 A grande Ação
 Gustavo Buarque Schiller, o "Bicho", era um secundarista da Guanabara que havia participado das agitações estudantis em 1968 e era ligado ao COLINA. De família rica, morava em Santa Tereza, RJ, próximo à casa de sua tia Anna Benchimol Capriglione , conhecida como sendo a "amante do Adhemar", ex- governador de São Paulo. Ao saber que no casarão de sua tia havia um cofre com milhões de dólares, levou esses dados à organização. Essas informações foram suficientes para que fosse praticado o maior assalto feito por qualquer organização terrorista no Brasil. A féria foi excelente, inimaginável: dois milhões, oitocentos mil e sessenta e quatro dólares .
Segundo reportagem da revista Piauí de abril de 2009:"Nem Dilma nem Araujo participaram da ação, mas ambos estiveram envolvidos na sua preparação.", e Franklin Paixão de Araújo afirma que foi ele que levou, de Porto Alegre , o metalúrgico Delci Fensterseifer para abrir o cofre com maçarico.
Ainda segundo a revista Piauí, "Carlos Franklin Paixão de Araújo, deu um depoimento no DOPs de SP onde declarou que ficou em seu poder com 1.2 milhão de dólares, dividido "em três malas de 400mil dólares cada uma" e que o dinheiro ficou cerca de uma semana, "em um apartamento à rua Saldanha Marinho, onde também morava Dilma Vana Rousseff Linhares ". Araújo não quis comentar o depóimento ao Dops. E nem outros, como um de Espinosa, que fala em 720 mil dólares terem ficado com a organização, ou um outro militante, que chega à soma de 972 mil dólares. "
Sobre o destino da fortuna jamais se chegou a nenhuma conclusão e Araújodeclara na mesma  reportagem da Revista Piauí : " É impossivel chegar a uma conclusão sobre isso que não tem mais importância nenhuma".
Continuando a reportagem a revista trancreve-se o seguinte:" Num dos inquéritos é dito que Dilma Roussef "manipula grandes quantias da VAR-Palmares. É antiga militante de esquemas subversivo-terroristas. Outrossim, através do seu interrogatório verifica-se ser uma das molas mestras e um dos cérebros dos esquemas revolicionários postos em prática pelas esquerdas radicais. (..)"
 O que é crível, pois, Dilma, segundo depoimentos, era encarregada da parte financeira da nova organização, juntamente com seu marido Franklin Paixão de Araújp - "Max" - ,  ambos pertencentes ao comando nacional
O destino desse dinheiro é um mistério. Nenhum dos envolvidos na ação, direta ou indiretamente, comenta, muito claramente, como foi gasta essa fortuna.
 Versão do Projeto Orvil
O "Projeto ORVIL", escrito por oficiais do Centro de Informações do Exército (CIE), ficou pronto em fins de 1987 e nunca foi editado.Apenas cópias, em xerox, foram distribuidas.para algumas pessoas, inclusive jornalistas. Uma destas cópias foi entregue à editoria deste site (www.averdadesufocada.com) onde pode ser lida. Até a presente data já foram feitos 45 000 mil acessos.
A versão, até hoje não contestada, dessa "grande ação", constante no "Propjeto Orvil", cujo nome verdadeiro é "Tentativas de Tomada do Poder", também chamado pela esquerda de "Livro Secreto do Exército" e "Livro Negro da Ditadura" é a seguinte:
" Na tarde de 18 de julho de 1969, 13 militantes da VAR-Palmares, disfarçados de policiais e comandados por Juarez Guimarâes de Brito, invadiram o casarão de Anna Benchimol Caprigione, dizendo estar à cata de "documentos subversivos". 
Após confinarem os presentes numa dependência do térreo da casa, um grupo subiu ao segundo andar e roubou, por meio de cordas cordas lançadas pela janela, o cofre de 200 Kg, colocado numa Rural Willys. Em menos de 30 minutos, consumava-se o maior assalto da subversão no Brasil.
Participaram do roubo: Wellington Moreira Diniz, José Araújo Nóbrega, Jesus Paredes Sotto, João Marques de Aguiar, João Domingos da Silva, Flávio Roberto de Souza, Carlos MInc Baunfeld, Darcy Rodrigues, Sônia Eliane Lafoz, Reinaldo José de Melo, Paulo Cesar de Azevedo Ribeiro, Tânia Manganelli e mais um terrorista da VAR- Palmares. 
Levado para um "aparelho" localizado próximo ao Largo da Taquara, em Jacarepaguá/RJ, o cofre foi aberto com um maçarico, com o cuidado de enchê-lo de água, através da fechadura, para evitar que o dinheiro se queimasse. Aberto, os militantes puderam ver , maravilhados, "milhares de cédulas verdes boiando". Penduraram as notas em fios de "nylon" estendidos por toda a casa e secaram-nas com ventiladores. Ao final, os dois milhões, oitocentos mil e sessenta e quatro dólares atestavam o sucesso da "grande ação".
Além das inevitáveis especulações sobre as origens da fabulosa quantidade de dólares, encontrada no cofre, no lugar dos esperados documentos comprometedores que procuravam, encontraram apenas cartas e papéis pessoais e nada que pudesse incriminar o ex-governador.
O destino dado ao dinheiro nunca foi devidamente esclarecido, perdido nos obscuros meandros da cobiça humana sobrepondo-se à ideoloigia. 
Juarez e Wellington Moreira Diniz deixaram todo o dinheiro num "aparelho" na Rua Oricá, 768, em Braz de Pina/RJ, guardado por Luiz Carlos Rezende Rodrigues e Édson Lourival Reis Menezes. Após alguns dias, Juarez foi buscar o dinheiro e determinou que esses dois militantes viajassem para a Argélia. Édson foi, em 12 de agosto, a fim de comprar armas e Luiz Carlos, para fazer um curso de guerrilha. 


 Entre essas 120 cruzes, fincadas em frente ao Congresso
 Nacional, pelo Grupo ONG TERNUMA , em 2004 e 2005, estão
 os mortos pelo Colina e pela VPR, antes e depois da  fusão .
 Vítimas que eles e a Secretaria de Direitos Humanos fazem
 questão de esquecer.
Cerca de 300 mil dólares foram colocados em circulação, sabendo-se que muitos militantes receberam 800 dólares para emergência. Os dirigentes passaram a viver sem dificuldades financeiras. Inês Etienne Romeu recebeu 300 mil dólares. Cerca de 1,2 milhões foram distribuídos pelas regionais, para aquisição de armas, "aparelhos" e carros, além da implementação das possíveis áreas de treinamento de guerrilha. 
 No final de setembro 1969, Maria do Carmo Brito entregou ao Embaixador da Argélia no Brasil, Hafif Keramane, a quantia de um milhão de dólares. As ligações do Embaixador Keramane com o COLINA, através de Juarez e Maria do Carmo Brito, iniciaram-se em 1968, tendo o diplomata argelino auxiliado essa organização na aquisição de armas e na preparação de viagens de militantes para fazer curso na Argélia. Um deles foi Chizuo Osava, " Mário Japa", em novembro de 1969. 
Quanto a Gustavo Buarque Schiller, o "Bicho", seu destino foi mais claro, - se não, trágico - do que o dos dólares que denunciou. Logo após o assalto, passou para a clandestinidade, no Rio Grande do Sul, onde usou os codinomes de "Luiz" e "Flávio". Preso em 30 de março de 1970, foi banido para o Chile, em 13 de janeiro de 1971, em troca da vida do embaixador suiço. Depois de passar longos anos de dificuldades financeiras na França, retornou ao Brasil em 18 de novembro de 1979. Movido por "conflitos existenciais", suicidou-se, em 22 de setembro de 1985, atirando-se de um edifício em Copacabana.
Com os dólares, com as armas e com os militante preparados, a VAR-Palmares nascia grande e prometia tornar-se a maior das organizações subversivas brasileiras.
Os conflitos ideológicos entre seus integrantes, originados de uma fusão que nunca desceu da cúpula dirigente às bases, acabariam por dividi-la e enfraquecê-la."

Próximos capítulos : " O RACHA"
Leia em "Vale a pena ler de novo "  a matéria " O Terceiro militante "
Fonte
Projeto Orvil
Revista Piauí
A Verdade Sufocada - A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça.- Carlos Alberto Brilhante Ustra

1.     Vida Clandestina de Dilma Rousseff - 2ª parte - Movimento Ordem ...


2.     Vida clandestina de Dilma Rousseff - 1ª parte - O Combatente ...


3.     17/08 - Vida Clandestina de Dilma Rousseff - 3ª Parte


4.     21/10 - Vida clandestina de Dilma - 4ª parte ... - A verdade sufocada


5.     15/08 - Esclarecimento - A verdade sufocada


6.    AR-Palmares: O arsenal de guerra de Dilminha Bang Bang

 


05/02 - Detalhes interessantes da vida clandestina da Dilma









A verdade sobre o terrorismo no Brasil - Parte IV
Alguns detalhes interessantes da vida clandestina da guerrilheira, Estela, Wanda, Luiza ou Patrícia codinomes de Dilma Vana Rousseff Linhares , ministra da Casa Civil e candidata à presidência da República pelo PT
Produzido  pela editoria do site   www.averdadesufocada.com
 - Que em 1965, com 17 anos,  Dilma entrou para Escola Estadual Central, um centro de agitação do movimento estudantil secundarista, e começou sua doutrinação.  Dois anos depois militava na Política Operária - POLOP ?
- Que a POLOP  foi criada em 1961 e teve origem no Partido Socialista Brasileiro e já agia muito antes da contra-revolução ?
- Que,  em 12 de março  1963,  a POLOP apoiou e orientou a subversão dos sargentos em Brasília - 600 militares , entre cabos, sargentos e suboficiais da Marinha e Aeronáutica, apoiados pelo dirigente da POLOP Juarez Guimarães de Brito, que se deslocou do Rio de Janeiro para Brasília, se rebelaram e ocuparam a cidade. Dominada a rebelião duas pessoas estavam mortas;o soldado Divino Dias dos Santos e o motorista civil Francisco Moraes ?
- Que  ainda nessa época, a POLOP concitou o PCB, através de uma "Carta Aberta", a romper com o reformismo e com o governo de João Goulart. ? 
- Que   logo após, a POLOP passou por uma fase de muita polêmica quanto às linhas de ação a serem  seguidas para decidir o melhor método para implantação do comunismo no Brasil. Uma ala defendia  a formação de uma Assembléia Nacional Constituinte e outra dava prioridade à luta armada . Dilma, aos 20 anos, inclinou-se para a luta armada  e juntou-se ao grupo que optou pela violência ?. 

Texto completo

- Que em abril de 1968, os militantes  da POLOP de Minas Gerais e da Guanabara, e do Movimento Nacional Revolucionário - MNR - de Brizola se reuniram e 
 
     Fernando Pimentel companheiro de
     militância de Dilma Rousseff  - ex-pre-
     feito de Belo Horizonte
entabularam negociações para a criação de uma nova organização político militar. Ao mesmo tempo, o pessoal da POLOP/GB  realizou uma Conferência, na qual foi aprovado o documento "Conçepção da Luta Revolucionária", onde ficou praticamente aprovada a linha política da futura Organização Político Militar - OPM. O documento definiu a revolução brasileira como sendo de caráter socialista e o caminho a seguir o da luta armada, através do  foco guerrilheiro, visto como "a única forma que poderá assumir, agora, a luta armada revolucionária do povo brasileiro" ?.
-Que o processo para a tomada do poder iniciar-se-ia com a criação de um pequeno núcleo rural -: o foco -, que, através do desencadeamento da luta armada no campo, cresceria e se multiplicaria com a conscientização das massas, até a constituição de um Exército Popular de Libertação. As cidades eram vistas como fontes para o apoio logístico e a guerrilha urbana nelas desencadeadas serviria para manter ocupadas as forças legais. Os atos de terrorismo e sabotagem deveriam obedecer a um rígido critério político, estabelecido pelo comando da OPM ?.
- Que em julho de 1968, esses dissidentes da POLOP realizaram um Congresso Nacional num sítio em Contagem, Minas Gerais no qual foi criado o Comando de Libertação Nacional – COLINA -, com o seu Comando Nacional – CN - integrado por Ângelo Pezzuti da Silva e Carlos Alberto Soares de Freitas, em Minas Gerais, e Juarez Guimaraes de Brito e Maria do Carmo Brito, na Guanabara ?.
- Que  foi criado, diretamente ligado ao Comando Nacional - CN -,  o Setor Estratégico, subdividido em:
 a- Comando Urbano que era constituido pelo Setor Operário e Estudantil. Esse setor era o responsável pelo trabalho de massa nas fábricas, empresas, sindicatos, faculdades, etc. Esse trabalho era executado pelas células, por meio das atividades de recrutamento e de agitação e propaganda. O setor editava o jornal "O Piquete". 
 b- Comando militar era composto pelos Setores de Levantamento de Áreas; Inteligência; Expropriação; Terrorismo e Sabotagem; e Logistico.?
 -  Que a partir de setembro de 1968 o Setor de Levantamento de Áreas deu início a uma série de viagens pelo interior do país, a fim de selecionar as  regiões mais favoráveis à instalação de guerrilhas. Após estudar mais de sete estados, o COLINA se decidiu, em junho do ano seguinte, por uma região de mais de 100 mil km2 , englobando diversos municípios do Maranhão e de Goiás  - Imperatriz, Porto Franco, Barra do Corda e Tocantinópolis ?
Que  Os dissidentes  que optaram pela luta armada reuniram-se em torno da nova organização. Entre esses dissidentes estava Dilma Rousseff ?
-Que  um dos seus doutrinadores foi Apolo Heringer Lisboa, dirigente do Colina. Ele começou a ministrar-lhe aulas de marxismo, quando Dilma ainda era secundarista.
 º
 
 Cláudio Galeno, 1º marido de
 Dilma, em 01/01/70 sequestrou
 1avião que foi levado para Cuba
- Que Dilma  conheceu seu futiuro marido ,o jornalista mineiro Cláudio Galeno de Magalhães Linhares, no meio subversivo. Ele  também optara pela luta armada. Galeno serviu  ao Exército por  três anos e, também militou na POLOP. Atuou ativamente na sublevação dos marinheiros. Esteve preso  por cinco meses na Ilha das Cobras, durante a  Contra-Revolução. Depois disso, obteve Habeas Corpus, foi solto  e voltou para continuar a militar em Belo Horizonte ?
- Que Dilma e Galeno um ano depois se casaram ?.  Dilma , participava de passeatas para apoiar os operários em greve em Contagem . A dupla prometia. Galeno, em entrevista à revista Piaui, declarou que aprendera a fabricar bombas na fármácia de seu pai.
- Que  Dilma tinha tarefas específicas no COLINA: a confecção do Jornal O Piquete, a preparação das aulas de marxismo. Tinha também aulas sobre armamentos, tiro ao alvo e explosivos. Grande parte dessas aulas era ministrada nos arredores de Belo Horizonte pelo ex-sargento  da Aeronáutica João Lucas Alves . João Lucas  também dava instruções de técnicas de guerrilha à Dilma ?
 Que seu instrutor de tiro, João Lucas  foi um dos executores do major do exército alemão Edward Ernest Tito Otto Maximilian von Westernhagen, em 01/07/68, que fazia curso de Estado Maior, na Praia Vermelha, RJ, morto por engano, ao ser confundido com um militar boliviano, que também fazia o mesmo curso e que era acusado de ter morto Che Guevara?
- Que Galeno, em entrevista à Revista Piauí, demonstra mais que uma simples relação de militância  com João Lucas Alves, e sim intimidade. Galeno inclusive  declara  que João Lucas se hospedava na casa deles ? Leia nesse site o artigo " Identificado o terceiro assassino do Major alemão.". na Sessão Vale a pena ler de novo."
- Que Dilma e Galeno viviam  perigosamente rodeados de gente que pretendia, como motivação principal, instalar um regime marxista leninista, como pregavam os estatutos da organização na qual militavam ativamente. Seu apartamento era  visitado pela cúpula do COLINA. Derrubar o regime militar era o pretexto para atrair militantes para a causa principal -  instalar uma ditadura  nos moldes de Cuba ? .
-Que  embora o COLINA tivesse conseguido recrutar adeptos em Porto Alegre, Goiania e Brasília nunca deixou de ser uma organização política militar tipicamente mineira, com um núcleo na Guanabara – RJ -, onde havia recrutado um grupo de ex-militares que já tinha atacado duas sentinelas: a primeira , em 17 de março de 1968, no Museu do Exército, na Praça da República , a qual foi baleada por Antonio Pereira Mattos e teve o seu FAL roubado; e a segunda em 23 de maio do mesmo ano, na Base Aérea do Galeão, quando foi roubado a sua  pistola.45 ?
-Que  dentre as ações do COLINA , em 1968, podem ser destacadas: em 28 de agosto, assalto ao Banco Comércio e Indústria de Minas Gerais, agência Pedro II , em Belo Horizonte; em 4 de outubro, assalto ao Banco do Brasil, na cidade industrial de Contagem, em MG; em 18 de outubro, dois atentados a bomba em Belo horizonte, nas residências do Delegado Regional do Trabalho e do Interventor dos Sindicatos dos Bancários e dos Metalúrgicos; em 25 de outubro, no Rio de Janeiro, Fausto Machado Freire e Murilo Pinto da Silva assassinaram Wenceslau Ramalho Leite, com quatro tiros de pistola Luger 9mm, quando lhe roubavam o carro; e, em 29 de outubro, assalto ao Banco Ultramarino, agência de Copacabana, no Rio de Janeiro ?
-Que  a Organização de Dilma tinha algumas armas, algum dinheiro e algumas dezenas de militantes dispostos a tudo No dia 14 de janeiro de 1969, praticaram, simultâneamente, dois assaltos: aos Bancos da Lavoura e Mercantil de Minas Gerais, em Sabará,  onde roubaram 70 milhões de cruzeiros. Participaram dessas ações os seguintes militantes do COLINA: Ângelo Pezzuti da Silva, Murilo Pinto da Silva, Afonso Celso Lana Leite, Antonio Pereira Mattos, Erwin Rezende Duarte, João Marques Aguiar, José Raimundo de Oliveira, Júlio Antonio Bittencourt de Almeida, Nilo Sérgio Menezes Macedo, Maria José de Carvalho Nahas, Pedro Paulo Bretas e Reinaldo José de Melo.
-Que nessa mesma noite, Ângelo Pezzuti da Silva,  principal dirigente do COLINA, foi preso. Suas declarações possibilitaram a prisão de diversos membros do COLINA, dentre os quais, José Raimundo de Oliveira, do Setor de Terrorismo e Sabotagem, e Pedro Paulo Bretas e Antonio Pereira Mattos, do Setor de Expropriação  ?
- Que esses depoimentos levaram a polícia a desbaratar três "aparelhos" do COLINA, em Belo Horizonte, na madrugada de 29 de janeiro de 1969. A uma hora,  onze policiais dirigiram-se ao "aparelho" da Rua Itaí, "entregue" por Ângelo Pezzuti, onde só encontraram documentos da organização. Às duas horas e trinta minutos, foram para o "aparelho" delatado por Pedro Paulo Bretas, na Rua XXXIV,  número 31 onde encontraram explosivos armas e munições. Às quatro horas, reforçados por três guardas-civis, de uma rádiopatrulha, os policiais chegaram ao terceiro "aparelho", na rua Itacarambu, 120, também entregue por Pedro Paulo Bretas. No local sete militantes estavam reunidos planejando uma linha de ação para  resgatar Ângelo Pezuti da prisão ?.
 -Que no local, ao se prepararem para invadir o "aparelho", os policiais foram recebidos por rajadas de uma metralhadora Thompson, disparadas  por Murilo  Pinto da Silva, irmão de Ângelo Pezzuti. Esses tiros atingiram mortalmente o Subinspetor da polícia Cecildes Moreira de Faria e o Guarda-Civil José Antunes Ferreira, e feriram gravemente o investigador José Reis de Oliveira. No local foram encontrados armas munições, fardas da PM, documentos do COLINA e dinheiro dos assaltos. Na ação foram presos os seguintes militantes: Murilo Pinto da Silva, Afonso Celso Lana Leite, Maurício Vieira de Paiva (ferido com dois tiros), Nilo Sérgio Menezes Macedo, Júlio Antonio Bittencourt de Almeida, Jorge Raimundo Nahas e sua esposa Maria José de Carvalho Nahas ?
 -Que após o assalto ao Banco da Lavoura de Sabará, o cerco começou a apertar. Dilma e Galeno começaram a tomar mais cuidado  passando a dormir cada noite em um lugar diferente. Como Ângelo Pezzuti e outros membros do COLINA frequentavam o apartamento de Dilma e Galeno, eles destruiram documentos e tudo que pudesse ligá-los à organização e naquela noite   já não dormiram em casa.  Passaram algum tempo escondidos. Depois a organização determinou sua ida para o Rio de Janeiro. Primeiro seguiu Galeno, depois Dilma, ambos de ônibus ?. 
-Que O ano de 1969  seria crítico para o COLINA. Uma sequência de prisões debilitaria a organização forçando a sua fusão por um pequeno período com a  VPR .?
 - QUE no Rio de janeiro, o casal fazia parte dos "deslocados" - militantes transferidos de outros locais por serem procurados. Entre eles estava Fernando Pimentel,  que viria a ser prefeito de Belo Horizonte?
-Que quem recebeu os "deslocados" do COLINA no Rio de Janeiro foram os dirigentes Juarez Brito e Maria do Carmo,  mas, como eram muitos,  não havia como alojá-los . Dilma e Galeno moraram em um pequeno hotel e depois em um apartamento, até Galeno ser transferido pela organização para atuar em Porto Alegre, em contato com uma célula dissidente do "Partidão"?
-Que Dilma continuou no Rio, ajudando a direção do COLINA. Transportava armas, dinheiro e munição para os militantes. Participava de reuniões, redigia documentos e discutia ações da organização. Em uma dessas reuniões conheceu o advogado Carlos Franklin Paixão Araújo e começaram um namoro que a levou ao fim seu casamento com  Galeno ?.
- Que  Dilma não foi presa e condenada, como diz,  por crime de opinião. As organizações nas quais militou praticaram todo tipo de ação armada , de assaltos a bancos e casas particulares, hospitais e quartéis,  sequestros de diplomatas e aviões, atentados a bomba, assassinatos e " justiçamentos";
- Que  se Dilma  não usou  armas ,como diz,  tavez tenha sido por medo ou falta de oportunidade, já que declarou sabia manejar , montar e desmontar um fuzil em questões de minutos. Também em reportagem a revista Piaui de abril de 2009 , declarou que escondeu, junto com uma companheira de luta armada , grande parte das armas da Var-Palmares, em seu quarto , em uma pensão.
Próximos capítulos : Dilma, a VPR e  a VAR-Palmares
Fontes:Projeto Orvil
             Revista Piauí
             A Verdade Sufocada - A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça.- Carlos Alberto Brilhante Ustra

 


Ah, então Dilma não tocava piano nem promovia chás na VAR-Palmares?


Reinaldo Azevedo - 20/11/2010

às 7:03

A presidente eleita, Dilma Rousseff, para todos os efeitos, nunca pegou em armas, embora ela tenha admitido certa feita ter participado de treinamentos promovidos pela guerrilha — treinamento de quê? Certamente não era de arremesso do Manifesto Comunista. Sempre perguntei que diabos, então, ela fazia na guerrilha. Promovia chás? Participava de sessões lítero-musicais? Parte do mistério começa a ser desvendado. Leiam o que segue. Volto em seguida:

Por Matheus Leitão e Lucas Ferraz, na Folha:

A presidente eleita, Dilma Rousseff, zelava, junto com outros dois militantes, pelo arsenal da VAR-Palmares, organização que combateu a ditadura militar (1964-1985). Entre os armamentos, havia 58 fuzis Mauser, 4 metralhadoras Ina, 2 revólveres, 3 carabinas, 3 latas de pólvora, 10 bombas de efeito moral, 100 gramas de clorofórmio, 1 rojão de fabricação caseira, 4 latas de “dinamite granulada” e 30 frascos com substâncias para “confecção de matérias explosivas”, como ácido nítrico. Além de caixas com centenas de munições.

A descrição consta do processo que a ditadura abriu contra Dilma e seus colegas nos anos 70. A Folha teve acesso a uma cópia do documento. Com tarja de “reservado”, até anteontem ele estava trancado nos cofres do Superior Tribunal Militar. Trata-se de depoimento dado em março de 1970 por João Batista de Sousa, militante do mesmo grupo de guerrilha do qual Dilma foi dirigente.

Sob tortura, ele revelou detalhes do arsenal reunido para combater a repressão e disse que Dilma tinha recebido a senha para acessá-lo. Quarenta anos depois, Sousa confirmou à Folha o que havia dito aos policiais -e deu mais detalhes. Dilma já havia admitido, em entrevista à Folha em fevereiro, que na juventude fez treinamento com armas de fogo. O documento do STM, porém, é a primeira peça que a vincula diretamente à ação armada durante a ditadura. Procurada pela Folha, a presidente eleita não quis falar sobre o assunto.

O armamento foi roubado do 10º Batalhão da Força Pública do Estado de São Paulo em São Caetano do Sul (SP), de acordo com o DOPS (Departamento de Ordem Política e Social). A ação ocorreu em junho de 1969, mês em que as organizações VPR e Colina se fundiram na VAR-Palmares. Sousa disse que foi responsável por guardar o arsenal após a fusão. Com medo de ser preso, fez um “código” com o endereço do “aparelho” -como eram chamados os apartamentos onde militantes se escondiam.

Para sua própria segurança e do arsenal, Sousa dividiu o endereço do “aparelho” em Santo André (SP) em duas partes. Assim, só duas pessoas juntas poderiam saber onde estavam as armas. Uma parte da informação foi entregue a Dilma, codinome “Luisa”. A outra, passada a Antonio Carlos Melo Pereira, guerrilheiro anistiado pelo governo depois de morrer. O documento registra assim a informação: “Que, tal código, entregou a “Tadeu” e “Luisa”, sendo que deu a cada um uma parte e apenas a junção das duas partes é que poderia o mencionado código ser decifrado”. “Fiz isso para que Dilma, minha chefe na VAR, pudesse encontrar as armas”, diz, hoje, Sousa.

Tido pelos colegas como um dos mais corajosos da VAR-Palmares, Sousa afirma ter sido torturado por mais de 20 dias. Ficou quatro anos preso e, hoje, pede indenização ao governo federal. Aposentado, depois de trabalhar como relações públicas e com assistência técnica para carros no interior de São Paulo, ele diz ter votado em Dilma. Na entrevista, chamou a presidente eleita de “minha coordenadora”.Aqui

Voltei

Como vocês viram, aquela que nunca pegou em armas era considerada “chefe” na organização. Parece que ela fazia mais do que tocar piano e promover chás na guerrilha. O Superior Tribunal Militar considerou que o eleitor não tinha o direito de ter acesso a essas informações. Importante destacar que Dilma não faz mea-culpa por esse passado, como podemos classificar?, controverso. Ela insiste ainda hoje que só queria democracia.

Como posso homenagear a verdade neste post? Lembrando as vítimas, inocentes, das duas organizações a que ela pertenceu, cujas famílias não tiveram direito a indenização: Comando de Libertação Nacional (Colina) e Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares). O segredo de aborrecer é dizer sempre a verdade. Se a presidente eleita se orgulha tanto de seu passado, não custa, então, homenageá-la com nomes. Mas atenção, hein? A arma não estava na sua mão. Ela só era guardiã do arsenal.

PESSOAS ASSASSINADAS PELO COLINA OU COM SUA PARTICIPAÇÃO
- 29/01/69 -  José Antunes Ferreira - guarda civil-BH/MG
- 01/07/68 - Edward Ernest Tito Otto Maximilian Von Westernhagen - major do Exército Alemão - RJ
- 25/10/68 - Wenceslau Ramalho Leite - civil - RJ

PESSOAS ASSASSINADAS PELA VAR-PALMARES OU COM SUA PARTICIPAÇÃO
- 11/07/69 - Cidelino Palmeiras do Nascimento - Motorista de táxi - RJ
- 24/07/69 - Aparecido dos Santos Oliveira - Soldado PM - SP
- 22/10/71 - José do Amaral - Sub-oficial da reserva da Marinha - RJ
- 05/02/72 - David A. Cuthberg - Marinheiro inglês - Rio de Janeiro
- 27/09/72 - Sílvio Nunes Alves - Bancário - RJ

PESSOAS ASSASSINADAS PELA VPR OU COM SUA PARTICIPAÇÃO
- 26/06/68-  Mário Kozel Filho - Soldado do Exército - SP
- 27/06/68 - Noel de Oliveira Ramos - civil - RJ
- 12/10/68 - Charles Rodney Chandler - Cap. do Exército dos Estados Unidos - SP
- 07/11/68 - Estanislau Ignácio Correia - Civil - SP
- 09/05/69 - Orlando Pinto da Silva - Guarda Civil - SP
- 10/11/70 - Garibaldo de Queiroz - Soldado PM - SP
- 10/12/70 - Hélio de Carvalho Araújo - Agente da Polícia Federal - RJ
- 27/09/72 - Sílvio Nunes Alves - Bancário - RJ

Nota - A VAR-Palmares foi a fusão do Colina, de Dilma, com a VPR, de Carlos Lamarca. Os assassinatos praticados por essa última corrente estão aqui porque, na fusão, creio que o grupo levou o seu ativo moral - vale dizer: os seus cadáveres.

Por Reinaldo Azevedo




Vida de Dilma cada vez mais clandestina




http://www.jgpimentel.com.br/textos_siteview.asp?showmaster=1&sub_id=65&id=285&id_texto=285&key_m=285&ft_m=285&id_cat=6

. Vida de Dilma cada vez mais clandestina.
. Portal Memórias Reveladas.
. Vítimas dos terroristas e os próprios terroristas acusam o STM de ocultar o nome da Dilma nos documentos solicitados ao órgão.
. Tribunal 'esconde' processo contra Dilma nos anos 70. (Folha de São Paulo).


Matéria produzida pelo site A Verdade Sufocada.

Observação do site (A Verdade Sufocada): Como estamos escrevendo, há anos, não há interesse nenhum em abrir os arquivos dos chamados " anos de chumbo". Como afirmamos, sempre, esse interesse não existe, exatamente por parte do governo.
Em 13 de maio de 2009 , os revanchistas de plantão criaram o Portal "Memórias Reveladas", que segundo Dilma Rousseff e Franklin Martins, seus idealizadores, seria :
"com a finalidade de reunir informações sobre os fatos da história política recente do País.(...)”

O Centro constitui um marco na democratização do acesso à informação e se insere no contexto das comemorações dos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Um pedaço de nossa história estava nos porões. O "Memórias Reveladas" coloca à disposição de todos os brasileiros os arquivos sobre o período entre as décadas de 1960 e 1980 e das lutas de resistência à ditadura militar, quando imperaram no País censura, violação dos direitos políticos, prisões, torturas e mortes. Trata-se de fazer valer o direito à verdade e à memória.(...)
(...)Essa iniciativa inédita está possibilitando a articulação entre os entes federados com vistas a uma política de reconstituição da memória nacional do período da ditadura militar. Os acordos firmados entre a União e os Estados detentores de arquivos viabilizam o cumprimento do requisito constitucional de acesso à informação a serviço da cidadania.
Estamos abrindo as cortinas do passado, criando as condições para aprimorarmos a democratização do Estado e da sociedade. Possibilitando o acesso às informações sobre os fatos políticos do País reencontramos nossa história, formamos nossa identidade e damos mais um passo para construir a nação que sonhamos: democrática, plural, mais justa e livre.

Brasília, 13 de maio de 2009.

Dilma Vana Rousseff
Ministra-Chefe da Casa Civil


STM esconde o nome da Dilma das informações solicitadas ao orgão

Mas, o que vemos na realidade é a confirmação de nossas palavras, por meio de declarações, de documentos enviados ao site por filhos de vítimas dos ex-terroristas, por meio de declarações de ex-militantes à imprensa e, finalmente, até, de autoridades.

1- Jaime Dolce, filho de Cardênio Jayme Dolce, tendo solicitado cópia de documentos sobre o assassinato de seu pai em assalto no Rio de Janeiro, por elementos da Ação Libertadora Nacional (ALN) , recebeu várias páginas do inquérito com a maioria dos nomes cobertos com tarja preta (leia neste site em Memórias Reveladas - Governo coloca tarja preta e esconde nome de terroristas !!!).

2- Segundo reportagem da revista Época de 16/08/2010, declarações do militante Espinosa das organizações terroristas VPR e VAR-Palmares, confirmam o que afirmamos. Recentemente, seu ex-colega (da Dilma) Antônio Espinosa foi ao Superior Tribunal (STM), em Brasília, e requereu acesso ao seu processo por sua militância na VAR-Palmares. Ele e Dilma fazem parte do mesmo processo. Por isso, a peça com milhares de páginas, faz centenas de menções à Dilma. Espinosa pediu cópia de cerca de 400 páginas. "Elas vieram com o nome de Dilma coberto por tinta preta", afirma Espinosa. De acordo com a lei, apenas os próprios réus, ou pessoas com uma procuração assinada por eles, podem ter acesso aos processos no STM. Mas, apenas o nome de Dilma, entre os nomes de dezenas de outros militantes, foi ocultado das páginas copiadas a pedido de Espinosa. Recentemente, o processo de Dilma foi separado dos demais, dentro do STM. Ele está guardado em um armário específico. Os funcionários têm ordens expressas para não fornecê-lo a ninguém.

3- A reportagem de Lucas Ferraz, na Fôlha de S. Paulo, transcrita abaixo, confirma o que disse Espinosa . Segundo Lucaz Ferraz, o próprio ministro-presidente do STM, Carlos Alberto Marques Soares, assim se referiu sobre este procedimento: Em entrevista à Folha, ele admitiu que o processo foi parar no cofre por causa das eleições. "Não quero uso político [do STM]", afirmou ele. "Não vou correr risco no período eleitoral."

Pelo visto, o pedaço de nossa história que estava nos porões , agora estão em cofre fechado a sete chaves e as cortinas do passado, que mostrariam os crimes cometidos por eles, jamais serão abertas. As janelas agora , além de terem películas negras, estão fechadas com cadeados e correntes. Quando estavam nos porões eram mais fáceis de serem encontradas, como fez a equipe de Dom Evaristo Arns para escrever o livro Brasil Nunca Mais e reescrever a história. Foi lá, no mesmo STM, que sua equipe copiou o que quis - denúncias de torturas e mortes, e ignorou o que não interessava: assaltos, sequestros, atentados a bombas, assassinatos.
Para eles, e para algumas gerações doutrinadas nos colégios e faculdades, o desvario da esquerda armada simplesmente não existiu.
Imaginem... É essa gente que se propõe a colocar ao alcance do povo brasileiro as informações sobre os fatos da história política recente do país e que deseja criar a Comissão da Verdade.

MATÉRIA PUBLICADA NA FOLHA DE SÃO PAULO

Tribunal 'esconde' processo contra Dilma nos anos 70

Por Lucas Ferraz, Folha.com

Está trancado desde março, num cofre da presidência do Superior Tribunal Militar, todo o processo que levou a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, à prisão durante a ditadura (1964-85).
A papelada, retirada dos arquivos por ordem do próprio presidente do tribunal para prevenir um eventual uso político do material, revela em fichas, fotos, depoimentos e relatórios de inteligência a militância de Dilma à época.
Até março, quando foram "escondidos", os documentos poderiam ser consultados pelo público, como advogados, jornalistas, pesquisadores e pelas partes do processo. A liberação, quase sempre, é feita pelo ministro-presidente do tribunal, Carlos Alberto Marques Soares.
Em entrevista à Folha, ele admitiu que o processo foi parar no cofre por causa das eleições. "Não quero uso político [do STM]", afirmou ele. "Não vou correr risco no período eleitoral."
Estão nos arquivos do STM mais de 116 mil processos. Além do material sobre a ditadura, há documentos da Intentona Comunista, de 1935, e da chegada de Getúlio Vargas ao poder, em 1930.
Só o processo referente a Dilma e "mais uns outros 50", segundo Carlos Alberto Marques, estão no cofre.
Mas o passado de Dilma em organizações da esquerda armada não é o único argumento para a retirada do material do arquivo. "Também vamos começar a restauração e a digitalização dos processos", disse.
A digitalização, por enquanto, só existe no discurso. Uma licitação para contratar um responsável para restaurar os arquivos ainda nem saiu do papel, como reconhece o ministro.
Apenas depois de restaurados, os papeis serão digitalizados. E o processo só será disponibilizado ao público após a digitalização.
A assessoria da candidata do PT diz que ela "desconhece" a guarda dos documentos em um cofre.
"A mim ninguém pediu nada", afirmou Carlos Alberto ao ser questionado se recebeu alguma solicitação para levar o material aos cofres.
O processo não traz informações somente do passado de Dilma. À época, em 1970, outras 67 pessoas tornaram-se rés no mesmo caso.
Quase todos eram integrantes da VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária - Palmares), organização que Dilma integrava.
Parte do material, mas não ele todo, está espalhado em arquivos públicos do país. O processo não está protegido por sigilo.
Presa no início de 1970, a candidata do PT foi condenada pela Justiça Militar de três Estados - Rio, Minas e São Paulo. Foi torturada. Deixou a prisão no final de 1972.
Em entrevistas sobre o assunto, Dilma Rousseff diz ter orgulho de seu passado de luta contra a ditadura. Ela nega ter atuado em ações armadas e afirma que sua participação restringiu-se à logística das organizações.
(Fonte: A Verdade Sufocada, 17/08/2010).



Dilma Rousseff a caminho do poder

Ficha pregressa de Dilma Rousseff

Dilma e a ex-secretária da Receita Federal

Vida de Dilma cada vez mais clandestina

Dilma vista pela revista Época

Programa de governo de Dilma assusta a mídia

Dilma nas manchetes dos jornais internacionais

Dilma Rousseff, a candidata das esquerdas

Religiosos temem a presença de Dilma no governo

A hora da verdade

Um balcão de negócios na Casa Civil

Discurso de Dilma Rousseff

As promessas de campanha de Dilma Rousseff

Informações sobre a detenção de Dilma

Ministério de Dilma Rousseff

Estado de saúde da presidente Dilma Rousseff

Discurso de posse de Dilma no Congresso Nacional

O elo perdido

Dilma no foco da mídia

Pente-fino em contratos com ONGs

ALGUMAS ORGANIZAÇÕES SUBVERSIVAS DO PERÍODO MILITAR

http://www.ternuma.com.br/ternuma/index.php?open=20&data=150&tipo=2


Cronologia - 1961 a 1985:

http://almanaque.folha.uol.com.br/ditadura_cronologia.htm


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