MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

terça-feira, 31 de julho de 2012


 


Movimento Comunista Internacional – MCI



A globalização do terrorismo, a partir da

União Soviética e da China, para o Mundo.



Félix Maier



Revolução Russa





Revolução de 1917, na Rússia, quando o primeiro país do mundo cai sob domínio comunista. Após a queda do Czar Nicolau II (que posteriormente é executado pelos comunistas, sem julgamento, em Ekaterinenburgo, juntamente com sua esposa Alexandra e todos os seus filhos), o Partido Comunista de Lenin e Trotsky assume o poder, colocando em prática a doutrina socialista de Karl Marx e Friedrich Engels. Após a II Guerra Mundial, o Exército Vermelho não voltou a seu país, depois de invadir a Alemanha, impondo seu domínio totalitário aos países do Leste europeu (Alemanha Oriental, Tchecoslováquia, Polônia, Romênia, Hungria etc.), somente abandonando esses países após a dissolução da URSS, em 1991. A Rússia exportou sua revolução com sucesso para a China (1949), Coreia do Norte (1950), Cuba (1959) e outros países onde se travou a guerra fria, como Angola, Moçambique, Vietnã, Camboja. Por obra do Komintern, o Movimento Comunista Internacional (MCI) tentou implantar o comunismo no Brasil, no episódio conhecido como “Intentona Comunista”, através do agente brasileiro pago por Moscou, Luiz Carlos Prestes. “Sem enganar não se vende”, diz um provérbio russo. Quantos, ainda, compram a mentira do comunismo? Serão idiotas úteis ou patifes assumidos?


 



Quinta-coluna vermelha



 



Inimigo interno, que subvertia a sociedade para destruí-la e entregá-la ao comunismo. Controlado pelo Kominform, a quinta-coluna vermelha nasceu em 1948, com o início da Guerra Fria. O comandante supremo foi Mikhail Suslov. Em abril de 1948, em reunião secreta no Kremlin, Stálin anunciava: “O melhor modo para garantirmos nosso sucesso será criar não apenas uma e sim duas redes de subversivos clandestinos, que funcionarão simultaneamente em todos os países do mundo capitalista. Os subversivos da primeira rede trabalharão inteiramente independentes da segunda. Em todos os países comunistas haverá uma rede de subversivos clandestinos composta de comunistas de confiança reconhecida que sejam naturais do país” (HUTTON, 1975: 27). “Os comunistas convencidos nos países capitalistas eram escolhidos para formar a quinta-coluna. Cortaram todos os laços que tinham com o partido e começaram vida nova. Tornaram-se religiosos fanáticos e passaram a fazer parte de todas as organizações de extrema direita onde faziam praça de suas convicções anticomunistas. E foi assim que nasceu a quinta-coluna” (idem, 29). E os bolcheniquins ainda têm a petulância de reclamar da Operação Condor, que foi criada pelos governos militares para combater os quintas-colunas da América Latina.






Revolução Chinesa





O Partido Comunista Chinês (PCCh) foi criado em 1921. Foi aliado do Partido Nacionalista Kuomintang (KMT) até 1927 - eram as duas principais forças políticas após a queda do Império Manchu, ocorrida em 1911. Em 1920, o Komintern enviou dois agentes, Voitinski e um chinês, Yang Ming-Chai, para ajudar a organizar o movimento comunista chinês. Foram criadas muitas células comunistas na China (Pequim, Xangai, Cantão etc.). O estudante Mao Tsé-Tung criou uma célula em Hunan, enquanto Chou En-Lai e Li Li-San criaram sua célula em Paris, e quatro estudantes criaram uma célula no Japão. Em 1923, Mikhail Borodin saiu da Rússia para ganhar a China para o comunismo. Borodin alcançou influência no Kuomintang, como “assessor político”, de onde passou a estabelecer um governo comunista em Hankow. Borodin reorganizou o Kuomintang, criou a Academia Militar de Whampoa para treinar oficiais para os exércitos de Sun, negociou alianças entre a União Soviética e o Governo de Cantão e conseguiu o envio de suprimentos militares da URSS para a China, via Vladivostok. Nesse tempo, o PCCh trabalhava não só dentro do Kuomintang, mas também entre os movimentos estudantil, trabalhista e outros. A atividade revolucionária incluía o trabalho do Embaixador soviético junto ao governo de Pequim, Karakhan, e recém-estabelecidos órgãos diplomáticos, sob a disciplina do Komintern e a vigilância da Polícia Secreta russa. Borodin teve um papel principal na organização dos exércitos comunistas que desencadearam uma guerra civil na China por mais de 20 anos, até conseguir a vitória final dos comunistas. O Exército Popular de Libertação (EPL), de Mao Tsé-Tung, sofreu duro golpe na Guerra Civil de 1927 a 1934, ocasionando o início da “Longa Marcha”. Oito anos de guerra contra o Japão e a invasão japonesa em grande escala deixaram a China na bancarrota e no caos - circunstância ideal para a rapinagem comunista. Assim, em 1949, o EPL conquistou toda a China Continental e Chiang Kai Chek se refugia em Taiwan (Formosa). Atualmente, o PCCh traz de volta o culto ao filósofo Confúcio para preencher o vácuo ideológico deixado com o enfraquecimento do Marxismo, ou seja, está mais interessado nas ideias que promovam o “respeito à autoridade” (ordem, disciplina, hierarquia e obediência) do que na liberdade religiosa de seu povo, nessa nova modalidade comunista-capitalista chinesa ou de seu “socialismo com características chinesas”. Para saber mais sobre Mao Tsé-Tung, leia A vida privada do Presidente Mao, do Dr. Li Zhisui, médico particular de Mao, em que acusa o ditador chinês de fazer uso da mulher como objeto, escolhendo em festas aquelas que deveriam se deitar com ele, transmitindo a muitas mulheres doenças venéreas que ele mesmo não queria tratar.





Escolas de subversão e espionagem





Durante a Guerra Fria, havia importantes escolas de subversão e espionagem, tanto na URSS, como na China. Um clássico sobre o assunto é o livro de J. Bernard Hutton, Os Suversivos - A primeira revelação mundial do plano comunista de conquista do mundo ocidental.





Na China, a Escola da Província de Chekiang preparava subversivos e espiões para atuarem na Alemanha, Suíça e Áustria; a Escola da Província de Honan para atuação na França, Itália e Espanha; e a Escola da Província de Chekiang para atuação no Japão e outros países da Ásia.





Os cidadãos soviéticos escolhidos para trabalhar no estrangeiro, como chefes de subversão clandestina, recebiam seu treinamento em setores especiais das mesmas escolas que formavam os ases da espionagem. Na URSS, havia as seguintes escolas:





Escola de Gaczina: era a mais conhecida de todas as escolas da antiga União Soviética e preparava os espiões para atuar em países de língua inglesa. Situada a 150 km de Kuibyshev, ocupava uma área de 250 km²; dividia-se em quatro setores: América do Norte (Setor Noroeste); Canadá (Setor Norte); Reino Unido (Setor Nordeste); e Austrália, Nova Zelândia, Índia e África do Sul (Setor Sul); cada setor era independente e não havia comunicação entre eles;





Escola de Prakhovka: situada a 100 km ao norte de Minsk, capital da Bielorússia, tinha 500 km² de área; durante a II Guerra Mundial, quando Hitler tomou a Bielorússia, Prakhovka foi evacuada conforme a política de terra arrasada de Stálin, e uma Escola de Emergência foi organizada em Ufa; Prakhovka foi reaberta em 1947. Tudo era igual à Gaczina, em todos os detalhes; dividida também em setores, preparava espiões para atuação na Noruega, Suécia, Dinamarca e Finlândia (Setor Norte); Holanda (Setor Sudoeste); Áustria e Suíça (Setor Sul); e Alemanha (Setor Sudeste);





Escola de Stiepnaya: situada a mais ou menos 200 km ao sul de Chkalov, preparava subversivos e espiões para trabalhar nos países latinos: França (Setor Noroeste); Espanha (Setor Norte); Itália (Setor Nordeste); e Portugal, Brasil, Argentina e México (Setor Sul);





Escola de Vostocznaya: situada a uns 160 km de Khabarovsk, cuidava dos países da Ásia e do Oriente Médio; e





Escola de Novaya: situada a 100 km a sudoeste de Tashkent, treinava espiões para a África.





Na antiga URSS, antes do ingresso nas escolas de espionagem acima citadas, os cidadãos escolhidos para essa carreira tinham que realizar quatro estágios:





1º estágio: era realizado na Escola Marx-Engels, em Gorky, perto de Moscou; durante o estágio, que durava quatro meses, os integrantes viviam coletivamente e assinavam um compromisso de jamais revelar qualquer coisa sobre a Escola; o horário era inflexível: de 7 da manhã às 10 horas da noite, proibidos de sair do recinto da Escola, num prédio retirado da rua, cercado por altos muros. O objetivo específico nesse Estágio era garantir que todos fossem “instruídos na ideologia comunista e sigam acostumando-se a pensar e agir como um clássico bolchevista”;





2º estágio: os recrutas aprovados no 1º Estágio seguiam para a Escola Técnica Lênin, situada em Verkhovnoye, a 80 km de Kazan; consistia de edifícios em área de mais ou menos 4 km², tudo cercado por altos muros. Os recrutas eram transportados em veículos da KGB e durante a viagem não podiam manter contato com o mundo exterior. A vida era espartana, com um formidável horário de estudos; eram proibidos de informar onde se encontravam e o que estavam fazendo, mas tinham licença para se comunicar com a família mediante endereço intermediário. Até aí, os recrutas ainda ignoravam que estavam sendo escolhidos para possíveis agentes clandestinos do serviço secreto de Moscou. O treino na Escola durava 12 meses e os estudantes de ambos os sexos passavam por vigorosos treinos de combate: subiam em montanhas, rastejavam sob arame farpado, atravessavam pântanos e rios e faziam longas marchas carregando equipamento pesado; aprendiam a se defender com judô, jiu-jitsu, karatê e outras formas de ataque e defesa, como boxe e luta livre; manejavam armas de fogo e praticavam destruição de pontes, edifícios e instalações militares com dinamite, TNT, gelignite e explosivos plásticos, fabricação de bombas e descoberta de armadilhas e bombas ocultas, e a forma de desarmá-las. Essa fase incluía a destruição de fechaduras, portas fortes e cofres à prova de arrombamento. Aprendiam ainda a luta de guerrilhas; recebiam depois um curso de dopagem e envenenamento de bebidas, doces, comidas, cigarros e charutos; recebiam instruções sobre o uso de drogas e os antídotos que deveriam tomar quando fossem obrigados a engolir drogas. Outro curso especializado ensinava os alunos a ligar escutas clandestinas em linhas telefônicas e a utilizar microfone de grande poder; estudavam as formas de recepção e transmissão de rádio, microfilmagem e micropontos, codificação e decifração. Depois do curso, havia o exame final e os recrutas eram transportados para o centro de recreação de Oktyabr, nas montanhas do Cáucaso, em Kyslovodsk, onde gozavam de merecidas férias de um mês ou mais;





3º estágio: os recrutas que foram afinal escolhidos como “servindo para atividades subversivas clandestinas no exterior”, iam passar um ano com instrutores que verificavam suas aptidões para modalidades específicas de trabalho de subversão e de adaptabilidade a determinados países. Esse período era ainda mais duro que os treinamentos anteriores. A polícia secreta prendia um estagiário e o levava para a sede central como se ele fosse realmente um agente estrangeiro surpreendido em flagrante; interrogatórios especializados submetiam a “vítima” a uma lavagem de cérebro, à chamada interrogação de 3º grau e de todos os outros métodos usados para conseguir confissões ou informações; depois de passar pelo teste (a maioria passava), o recruta era levado à presença de seus interrogadores e então era explicado que tudo era apenas mais um teste; eram elogiados por resistir, mas antes de serem liberados deviam jurar manter segredo daquilo junto aos outros recrutas que ainda iriam passar pela prova; só então o estagiário era julgado apto a frequentar uma escola dos ases da espionagem soviética, cujo treino iria durar 10 longos anos; e





4º estágio: os cidadãos soviéticos escolhidos para trabalhar no estrangeiro, como chefes de subversão clandestina, recebiam treinamento em setores especiais das mesmas escolas que formavam os ases da espionagem (veja Escolas mencionadas acima). A Escola mais conhecida era a de Graczina, que formava subversivos e espiões para atuarem em países de língua inglesa. Desde que chegavam a Graczina, todos os estudantes só podiam falar inglês; recebiam um nome inglês e eram obrigados a esquecer a língua russa e a nacionalidade soviética; o período de 10 anos em Graczina era considerado pelos diretores do serviço secreto como o mínimo essencial para o condicionamento do cérebro humano à nova língua. Eram despertados à noite e obrigados a responder perguntas inesperadas, qualquer um deles em seu papel de espião estava convencido de sua nova identidade; os diretores achavam que nem tortura, lavagem de cérebro ou drogas conseguiriam dobrar os seus agentes; no setor do Reino Unido em Graczina, existiam réplicas perfeitas de ruas, casas, cinemas, restaurantes, bares, pensões e outros estabelecimentos tipicamente ingleses; as roupas usadas eram inglesas, os estudantes viviam em pensões, apartamentos, comiam refeições tipicamente inglesas, como batatas assadas, rosbife, pudim Yorkshire e peixe; andavam em ônibus ingleses, gastavam dinheiro inglês, liam jornais ingleses e assistiam programa de TV gravados na Inglaterra; os professores da língua inglesa eram membros do Partido Comunista (PC) escolhidos a dedo, antigos cidadãos do Reino Unido que desprezavam a pátria e se tornaram cidadãos soviéticos. Mais pessoas naturais da Inglaterra contribuíam para que o ambiente fosse autêntico, como garçonetes, polícias de rua, motoristas de ônibus, recepcionistas de hotel e outros. Esse treino geralmente levava cinco anos; não houve um só aluno de Graczina que tivesse sido preso pela Scotland Yard ou pelo FBI que se deixasse trair por sua imperfeição de linguagem. Os outros cinco anos eram destinados a trabalhos especializados para a prática da moderna técnica de espionagem: códigos (memorização de), comunicações por rádio (montagem e desmontagem de aparelhos de recepção e transmissão; usavam equipamentos modernos que podiam transmitir e receber longas mensagens em segundos); aprendiam a utilizar os mais modernos aparelhos fotográficos, que reduzem plantas de grandes dimensões a pontos microscópicos. Depois de dez anos, os estudantes saíam da Escola mais ingleses do que muitos ingleses legítimos.


 



Organizações de Frente



 



Eram organizações de fachada, controladas por comunistas de Moscou, de Pequim ou de Havana. Alguns desses onagros editavam publicações. No Brasil, havia muitas dessas organizações, que tinham a palavra “paz”, “amizade” ou “solidariedade” em seus nomes, todos vinculados a países da órbita comunista, a exemplo de Cuba (Fidel Castro), Nicarágua (Daniel Ortega), além do Chile a caminho do comunismo (Salvador Allende).



Vejamos, p. ex., as organizações atuantes na Inglaterra, a incubadora por excelência do terrorismo internacional (Cfr. HUTTON, 1975: 227-8):



1) Pró-URSS: Artistas para a Paz; Conselho de Autores pela Paz Mundial; Associação de Amizade Inglaterra-China; Liga de Amizade Inglaterra Tcheco-Eslováquia; Sociedade de Amizade Inglaterra-Hungria; Comitê Britânico para a Paz; Sociedade de Amizade Inglaterra-Polônia; Associação de Amizade Inglaterra-Romênia; Sociedade de Amizade Inglaterra-Sovietes; Sociedade Inglaterra-Sovietes; Comitê Inglaterra-Vietnã; Associação Conolly; Movimento para a Paz dos Antigos Soldados; Dia da Mulher Internacional; Departamento de Pesquisas Trabalhistas; Liga pela Democracia na Grécia; Comitê de Ligação para a Defesa dos Sindicatos; Marx House – Centro de Educação do Partido Comunista; Organização dos Músicos para a Paz; Assembleia Nacional das Mulheres; Associação Nacional das Mulheres; Associação Nacional de Inquilinos e Residentes; Congresso do Povo para a Paz; Cientistas para a Paz; Sociedade de Relações Culturais com a URSS; Sociedade de Amizade com a Bulgária; Federação Trabalhista de Estudantes; Professores para a Paz; Conselho de Paz Gaulês; Federação de Paz de West Yorkshire; Parlamento das Mulheres; Comitê de Campanha de 1960;



2) Pró Pequim: A Sociedade Albanesa; Sociedade de Amizade Inglaterra-Albânia; Frente de Solidariedade Inglaterra-Vietnã; Movimento Comunista de Camden; Grupo Marxista-Leninista de Camden; Comitê Caribe-América Latina, Afro-Asiático; Jovens Comunistas de Chelsea; Comitê contra o Revisionismo pela Unidade Comunista; Partido Comunista da Inglaterra (Marxista-Leninista); Associação Comunista de Finsbury; Amigos da China; Os Internacionalistas; Comitê dos Trabalhadores de Londres; Fórum Marxista-Leninista; Organização Marxista-Leninista da Inglaterra; Sociedade para Compreensão Anglo-Chinesa; Partido dos Trabalhadores da Inglaterra; Partido dos Trabalhadores da Escócia;



3) Pró-Cuba: Comitê Tricontinental.



Instituto 631



 “A rede de subversão clandestina de Mikhail Suslov foi oficialmente classificada pelo Kremlin como Quadros Subversivos do Instituto 631. Na primavera de 1948, o Instituto 631 enviou as suas primeiras instruções em código para os chefes dos partidos comunistas do mundo inteiro: ‘Os líderes de todos os partidos comunistas devem selecionar camaradas de toda confiança para o serviço de subversão clandestina desligado do partido comunista. As suas atividades deverão ser revolucionárias e subversivas. É essencial que os camaradas escolhidos cortem todas as suas ligações com o partido. É conveniente que passem a ser vistos como adversários do partido e de suas ideologias’ ” (HUTTON, 1975: 30). A rede de subversão passava suas instruções a partir de Pankov (Distrito da então Berlim Oriental), mas com escritório central em Moscou. No XXII Congresso do PCUS (1961), Luiz Carlos Prestes se encontrou com Nikita Kruschev e Mikhail Suslov, para planejar a revolução agrária no Brasil.






Operação carta de amor perfumada





Os falsificadores do Instituto 631, com sede em Moscou, conseguiam nomes e endereços de integrantes das Forças Armadas da Alemanha Ocidental e então usavam mulheres para escrever centenas de cartas de amor em papel perfumado e redigidas de modo a não deixar dúvidas quanto aos laços íntimos entre a mulher que escrevia e o homem que recebia. Os falsários conseguiam fazer entregar as cartas nos horários em que o marido estava no serviço, ocasião em que muitas mulheres caíam na armadilha e abandonavam o lar.





Desinformatsya





“Sabe-se que a informação é, por natureza, uma mercadoria adulterada. Não faltarão tentações para a adulterar ainda mais” (VOLKOF, 2004: 10). Desinformatsya é um termo russo que significa “desinformação”. Concebido pelo Komintern para designar o uso sistemático de informações falsas como instrumento de desestabilização de regimes políticos.


"A desinformação leva as instituições ao completo descrédito, induzindo a opinião pública a transferir aos agentes da desinformação a confiança que depositamos no Estado, nas leis e nos costumes tradicionais" (Olavo de Carvalho). Um antecedente milenar foi Sun-Tsu, que afirmou: “Todo esforço de guerra baseia-se no engodo”. Se a espionagem é a 2ª mais antiga profissão do mundo, a desinformação é a 3ª. Nos EUA, o Governo George W. Bush criou o Departamento de Influência Estrangeira, subordinado ao Pentágono, logo após os atentados de 11/9/2001, para difusão de informações no Oriente Médio, Ásia e até Europa Ocidental, inclusive falsas. Uma das unidades encarregada do programa do novo Departamento é o Comando de Operações Psicológicas (PsyOp), do Exército. Na década de 1980, o PsyOp transmitiu programas de rádio e TV para a Nicarágua, para minar o Governo sandinista de Daniel Ortega. Nos anos 1990, o PsyOp estimulou o apoio aos americanos nos Bálcãs.


“A forma mais simples de expor uma operação de desinformação é compará-la a uma forma de publicidade, apesar da seguinte diferença: a publicidade obedece à ‘predestinação simples’ (certos homens são predestinados à salvação: este determinismo lava mais branco), enquanto as operações de desinformação obedecem ao princípio da ‘predestinação dupla’ (certos homens são predestinados à salvação, outros à danação: o comunismo é bom, o capitalismo é mau)” (VOLKOFF, 2004: 101). Segundo Volkoff, a desinformação tem os seguintes ingredientes: o cliente, o dinheiro, o estudo de mercado, os suportes (caráter anedótico, mais apto a chocar, seduzir, do que persuadir) os retransmissores (vários, procurando cúmplices), o tema, o tratamento do tema (não difundir uma informação verdadeira, mas uma falsa, sobreinformação para fazer perder o sentido, slogans como “socialismo ou morte”, “lava mais branco”), as caixas de ressonância (mídia - “falar do que se fala”, o agente influenciador, o “bom” jornal e a “boa” emissora), o alvo (o público - aumentar a animosidade contra o “inimigo”), a diabolização ou satanização (dizer o pior possível do “inimigo”), o maniqueísmo (os “bons” e os “maus”) e a psicose (criação da “unanimidade” nas pessoas). E como ocorrem os truques da desinformação? Pela negação dos fatos, inversão dos fatos, mistura verdadeiro-falso com diferentes graduações, modificação do motivo, modificação das circunstâncias, encobrimento, camuflagem, interpretação, generalização, ilustração, partes desiguais, partes iguais, variação sobre o mesmo tema (Cfr. pg. 101 a 114). “A desinformação é uma manipulação da opinião pública para fins políticos através de informação trabalhada por processos ocultos” (idem, pg. 123).


Um exemplo de desinformação foi a “guerra bacteriológica” americana na Coreia, “forjada por um agente soviético, o jornalista australiano Wilfred Burchett. Pierre Daix, então redator-chefe do jornal comunista ‘Ce Soir’, revelou mais tarde, em 1976, em suas memórias, ‘J’ai cru au matin’, como foi montada essa farsa jornalística” (REVEL, 2003: 26). Por sua obra, Burchett recebeu o Prêmio Stálin 1951. Um exemplo clássico da desinformação foi “o homem que nunca existiu”: “Fazer com que uma pasta contendo documentos chegue até a praia, o mais próximo possível de Huelva, na Espanha, de forma que se pense ser o fato resultado da perda de um avião no mar, quando a pasta estava sendo levada por um oficial inglês para o quartel-general das forças aliadas na África do Norte” (MONTAGU, 1978: 35). O cadáver do “major Martin”, dos Reais Fuzileiros Navais, e os “documentos” que carregava, iludiram os nazistas e contribuíram com o êxito da invasão aliada na Sicília, durante a II Guerra Mundial.





Caixas de ressonância





Comportam uma das fases do processo da desinformação. “Na publicidade, as primeiras caixas de ressonância são os media que fazem passar as mensagens publicitárias. (...) Na desinformação o caso é mais complexo. O tema, equipado com os seus suportes, é geralmente confiado a um agente influenciador que vai encontrar forma de o passar adiante. (...) Mas para levar a bom termo uma operação não basta apenas uma caixa de ressonância. É preciso que o tema da sinfonia desinformadora seja retomado por toda a orquestra, o que não é tão difícil como se julga, pois os media têm tendência a copiar-se uns aos outros, a falar ‘do que se fala’, além de existirem jornais ou programas considerados os mais importantes e pelos quais os outros acertam o passo. Basta assim ter um conhecimento no ‘bom’ jornal ou na ‘boa’ emissora para que a orquestração do tema esteja no ‘bom’ caminho. (...) Os americanos ensinam que os agentes de informação são recrutados por quatro razões. A paixão pelos acrônimos mnemônicos - que são fonéticos e aproximativos - resume essas quatro razões na palavra MICE (‘rato’ no plural): Money, Ideology, Sex, Ego (‘dinheiro, ideologia, sexo, amor próprio’) (VOLKOFF, 2004: 104-5).





    O Grande Terror





    Expressão utilizada pelos historiadores para designar a violência desencadeada na URSS, no período de 1929 a 1953, quando entre 19 e 22 milhões de pessoas tornaram-se vítimas de Stálin. O auge ocorreu nos anos de 1937-38, quando Stálin matou 200 generais. A maioria dos camaradas de Stálin na Guerra Civil foi morta a seu mando: Trotsky, Zinoviev, Bukharin, Kamenev, Rykov, Tomsky, Kirov. O número total de vítimas equivalia à metade da população brasileira de 1935, época em que o Komintern enviou agentes ao Brasil (incluindo Luiz Carlos Prestes), para desencadear o levante conhecido como Intentona Comunista. “Durante esses anos, cerca de 10% da vasta população da Rússia foi triturada pela máquina penitenciária de Stálin. (...) Igrejas, hotéis, casas de banho e estábulos transformaram-se em prisões; dezenas de novas prisões foram construídas. (...) A tortura era usada numa escala que até os nazistas mais tarde achariam difícil igualar. Homens e mulheres eram mutilados, olhos arrancados, tímpanos perfurados; as pessoas eram enfiadas em caixas com pregos espetados e outros dispositivos perversos. As vítimas eram muitas vezes torturadas diante de suas famílias” (JOHNSON, 1994: 254).





Desestalinização





Campanha de degradação de Stálin, iniciada um ano após o XX Congresso do PCUS, em fevereiro de 1956, quando Kruschev proferiu seu “discurso secreto” sobre os crimes de Stálin. Em julho daquele ano, foi publicado pelo Departamento de Estado americano uma versão parcial do discurso de Kruschev, que se tornou notícia no Ocidente, embora nunca tivesse sido publicado na União Soviética, apenas disseminado a grupos-chave. A desestalinização tinha como objetivo implantar reformas no Estado soviético, como a modernização e a melhoria do povo, não a democratização com que sonhavam muitos intelectuais soviéticos (dissidentes). Os resultados diretos da desestalinização foram os levantes poloneses e a revolta húngara, no outono de 1956. Nesse ínterim, Kruschev enfrentou muitos rivais e quase foi afastado pelo Politburo em 1957. Perante o público, Kruschev se eximia das atrocidades de Stálin, embora tivesse sido um de seus partidários mais sangrentos na Ucrânia. A 2ª fase da desestalinização começou em 18/10/1961, no XXII Congresso do PCUS, quando foram revelados pela primeira vez ao povo soviético alguns dos crimes de Stálin, ocasião em que se iniciaram as divergências com a China comunista. Com a queda de Kruschev, em 1964, os “herdeiros de Stálin” iniciaram a “reestalinização”, com Brezhnev e Kosygin. “Por volta do fim de 1968, a reabilitação de Stálin ou a reestalinização tinha-se processado rapidamente. A crítica de crimes de Stálin, de prisões em massa, deportações, assassinatos, expurgos e campos de concentração tinham desaparecido da imprensa e das conversações privadas” (ROTHBERG, 1975: 264). O Kremlin considerava graves as ameaças da liberalização, do revisionismo e da reforma. A liberalização tcheca tinha sido desencadeada por intelectuais e escritores, o que ocasionou a invasão da Tchecoslováquia, no dia 21/8/1968, com a destituição de Dubcek, o “equivalente internacional de Soljenítsin”. Uma carta do dissidente Pyotr Yakir, em 6/3/1969, à revista do Partido, Kommunist, condenava Stálin em 17 pontos, documentados em fontes soviéticas, relacionando os crimes com o código penal soviético. Atribuía a Stálin a responsabilidade por suicídios e execuções de líderes de cúpula soviéticos no Partido, no Governo, nas Forças Armadas, nos serviços de Inteligência e na Polícia. Comunistas estrangeiros refugiados na União Soviética tinham sido assassinados por ordens de Stálin, incluindo comunistas proeminentes, como os alemães Hermann Schubert e Heinz Neumann, os húngaros Bela Kun e Gabor Farkas, os poloneses Tomasz Dombal e Yulian Lesczynski (um dos fundadores do PC polonês) e até o suíço Fritz Platten, que protegera Lênin com seu próprio corpo por ocasião do primeiro atentado contra a vida de Lênin. Yakir condenava Stálin, ainda, pela repressão e deportação em massa de povos não russos (“política do liquidificador”) durante e depois da II Guerra Mundial, entre eles os tártaros da Crimeia, os bálcares, os chechenos-ingushes e os calmiques. Yakir condenava Stálin pelos expurgos que liquidaram 80% do corpo de oficiais superiores - aqueles que lutaram na Guerra Civil Espanhola, técnicos e intelectuais - com o resultado de milhões de baixas nas primeiras fases da II Guerra Mundial, especialmente no cerco nazista a Leningrado. “Aproximadamente 60% dos oficiais do nível comando de divisão ou maior acabaram vítimas do expurgo; o corpo de oficiais como um todo acabou desfalcado de 20 a 35% de seu efetivo. Alguns comandantes sobreviveram, Shaposhnikov, por exemplo, que iria se tornar chefe do estado-maior. Todavia, muitas das melhores cabeças militares da União Soviética, entre elas Tukhachevsky, Uborevitch, Yakir e Yegorov foram cortadas. As que não o foram, como Isserson, acabaram silenciadas” (PARET, 2003: 270). O cerco a Leningrado durou 6 meses e promoveu 800.000 baixas ao Eixo e 1,1 milhão aos russos.





Operação Drogas





Lançada pela China e depois copiada pela URSS na década de 1960, para levar os jovens e as crianças do Ocidente ao vício. Desde o fim da década de 1960, o consumo de drogas aumentou de forma alarmante em todo o mundo ocidental. O haxixe, a maconha, a cocaína, a heroína, o ópio e o LSD tornaram-se drogas comuns. Os quintas-colunas vermelhos também introduziram as drogas entre os soldados americanos que combatiam no Vietnã, como afirmou Chou En-lai ao presidente Nasser, em Alexandria: “Quanto mais tropas eles mandarem para o Vietnã melhor para nós, pois nos apossaremos delas para lhes sugarmos o sangue” (HUTTON, 1975: 259). Teria sido uma vingança da China, que havia sido derrotada pelo Reino Unido na chamada “Guerra do Ópio”?


“Entre 1965 e 1967, os chefes subversivos de Mao Tse-tung e suas redes concentravam-se em greves, demonstrações, tumultos e atos terroristas de toda espécie, e quando os sucessos continuavam, um depois do outro, provando a eficiência das redes instaladas. Pequim resolveu aumentar a pressão. A divisão especial da subversão da China vermelha enviou uma instrução em código para todos os seus agentes avisando-os para estarem alertas esperando as entregas contrabandeadas de grandes quantidades de toda sorte de drogas. A ordem era ‘aproveitar todas as oportunidades para intensificar o vício de drogas’ ” (idem, 173).


Drogas esportivas



Creatina, eritropoietina, esteroides anabolizantes, acetato de ciproterona, hormônio do crescimento etc. Durante o auge da Guerra Fria, todas as armas possíveis eram utilizadas para conquistar a superioridade no esporte, especialmente pelos países comunistas, com destaque para União Soviética, China, Alemanha Oriental e Cuba: 1) era incentivada a gravidez das atletas às vésperas de competições importantes; no período de gravidez, ocorre um aumento de 5% de hemoglobina no sangue da mulher, conferindo mais resistência vitalidade ao corpo (competiam até dois meses de gravidez); em seguida era provocado o aborto; 2) havia prescrição de hormônios e medicamentos às ginastas para retardar a primeira menstruação; com isso, as garotas ganhavam mais tempo de vida útil no esporte e mantinham o corpo franzino; 3) havia escravas sexuais de técnicos: caso da ex-atleta russa Olga Korbut (nas Olimpíadas de Munique, em 1972, conquistou 3 medalhas de ouro e 1 de prata); caso também da ex-atleta Nadia Comanece, romena, que conquistou 3 medalhas de ouro nas Olimpíadas de Montreal, em 1976, sendo a primeira atleta da história a receber nota 10 de todos os jurados; Nadia era amante de Nicu, filho do ditador Nicolae Ceausescu, e fugiu para os EUA em 1989. Nas Olimpíadas de Sidney (2000), ainda não era possível detectar o hormônio entropoietina (Epo), em forma sintética, utilizado por atletas para aumentar sua resistência em 5% a 10%. Ainda em 2000, médicos monstros da antiga Alemanha Oriental, Manfred Ewald e Manfred Hoppner, foram a julgamento, por terem arruinado a vida de muitos atletas por causa do uso sistemático de esteroides anabolizantes e hormônios sexuais masculinos; a ex-nadadora Catherine Menschner consumiu dos 12 aos 24 anos doses diárias de pílulas coloridas que acreditava serem vitaminas, mas que eram químicos que destruíram sua coluna, de modo que, para se manter ereta, foi obrigada a vestir um colete especial; em 24 anos de dopagem sistemática, a dupla Manfred (Ewald e Hoppner) levou para a Alemanha Oriental 570 medalhas olímpicas, das quais 60 de ouro. O treinamento hipóxico (com baixo teor de oxigênio) é utilizado por velocistas, boxeadores e nadadores, e pode aumentar em até 40% o desempenho do atleta.






Sequestros de aviões

“Foi a divisão especial de subversão de Pequim quem primeiro imaginou o terrorismo do ar. Organizaram cursos especiais para ensinar aos terroristas como sequestrar aviões usando das maneiras mais diferentes. Os terroristas do ar nunca são de origem chinesa. São recrutados entre as guerrilhas árabes e comunistas em todas as partes do mundo” (HUTTON, 1975: 183).
Como no caso da “Operação Drogas”, a URSS logo em seguida copiou o modelo de terrorismo chinês. De todos os “terroristas do ar”, a mais conhecida foi Leila Khaled (ao menos até os atentados contra os EUA, no dia 11/9/2001), natural de Honduras, onde nasceu em 1941 e cujo nome verdadeiro era Maria Luna Chaves. Leila foi presa durante a fracassada tentativa do sequestro do avião do Voo 219, de Amsterdã a Nova York, da linha El-Al israelense, no dia 6/9/1970, quando ocorreram múltiplos sequestros de aviões desviados para a Jordânia, que posteriormente foram dinamitados. Os sequestradores dos outros aviões exigiram o resgate de Leila em troca da vida dos reféns e, no dia 1º Out, Leila e seis outros terroristas foram libertados para continuar a sequestrar e destruir aviões. (Leila também é acusada de ter participado do atentado que matou o Ministro do Turismo israelense, Rehavam Ze’eve, no dia 17/10/2001.)
  No dia 11/9/2001, quatro aviões de companhias norte-americanas, que faziam voos domésticos, foram sequestrados por muçulmanos radicais, que atiraram 2 aviões cheios de passageiros contra as torres gêmeas do World Trade Center (WTC) de Nova York, implodindo as torres e matando quase 3.000 pessoas; o terceiro avião suicida atingiu o Pentágono, matando 168 pessoas; o quarto avião caiu na Pensilvânia, possivelmente depois da luta dos passageiros contra os sequestradores.
“Em 01 Jul 70, levando armas escondidas no baixo ventre simulando gravidez, tentou sequestrar o avião Caravelle da Cruzeiro do Sul, no Galeão. Jessie Jane foi presa com mais três militantes da ALN, um dos quais seu marido, Colombo Vieira de Souza, que levava uma arma escondida no sapato e os irmãos Fernando e Heraldo Palha Freire. Durante o frustrado sequestro, o comandante do avião, Harro Cyranka, foi ferido. O único morto na ação foi Eraldo Palha Freire, que faleceu três dias depois, em consequência dos ferimentos” (http://www.ternuma.com.br/ternuma/index.php?open=20&data=123&tipo=1  ). O banco de dados do site http://www.aviation-safety.net/database/hijackings/ fornece dados de aproximadamente 1000 sequestros de aviões, a partir de 1947. O ano de 1972 foi o mais terrível, quando morreram 2.256 pessoas em consequência de acidentes e sequestros ocorridos em 73 tragédias. Acesse também http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u438204.shtml.

Grande Salto para a Frente

Plano econômico do governo comunista de Mao Tsé-Tung (1959-61), que pretendia acelerar a industrialização da China e “superar a Grã-Bretanha em apenas 15 anos”. Foram criadas comunas populares no campo, que deveriam produzir aço em pequenos fornos para fabricar ferramentas. O Plano foi um completo fracasso: a produção industrial caiu e as colheitas foram péssimas. Segundo o historiador Jean-Louis Margolin, o Grande Salto para a Frente foi “a maior epidemia de fome da história, fome deliberadamente suscitada por Mao Tsé-tung, graças à combinação singular de idiotia econômica, incompetência agronômica (ele havia transplantado para a China as teorias de Lyssenko) e do desprezo pelo povo que caracteriza o comunismo” (REVEL, 2001: 115). Houve aproximadamente 40 milhões de vítimas, porém as autoridades chinesas admitem “apenas” 20 milhões. Mao renunciou à Presidência da China e foi substituído por Liu Shaoqi. A reação de Mao veio em 1966, com a Revolução Cultural, que fez outras 10 milhões de vítimas.

Guardas Vermelhas

Fruto da “Grande Revolução Cultural Proletária” na China (1966-1976), cerca de 20 milhões de colegiais e universitários (Guardas Vermelhas) desencadeiam perseguições políticas contra intelectuais e dirigentes do Partido Comunista Chinês, após o fracasso da campanha “Grande Salto Para a Frente”, que visava transformar a China em país desenvolvido em curto período de tempo. Um tipo de tortura sui generis ocorreu naquele período: presos tinham órgãos genitais (testículos) arrancados, assados e comidos.

Churrasquinho chinês

Durante a Revolução Cultural chinesa, muitos condenados à morte tinham seus corpos retalhados, assados e comidos. “Num massacre famoso, na escola de Mushan em 1968, na qual 150 pessoas morreram, vários fígados foram extirpados na hora e preparados com vinagre de arroz e alho” (“Canibais de Mao”, revista Veja, 22/01/1997, pg. 48-49).
Essa prática de canibalismo se tornou corriqueira, no período de 1968 a 1970, quando centenas de “inimigos do povo” foram devorados, conforme pesquisas de Zheng Yi em Guangxi. O trabalho de Zheng Yi, dissidente exilado nos EUA desde 1992, resultou no livro Scarlet Memorial - Tales of Cannibalism in Modern China (Memorial Escarlate - Histórias de Canibalismo na China Moderna).
Na mesma época, havia um tipo de tortura sui generis: alguns presos, ainda vivos, tinham seus órgãos sexuais (pênis e testículos) arrancados, assados e comidos, como consta no mesmo artigo de Veja: “Wang Wenliu, maoísta promovida a vice-presidente do comitê revolucionário de Wuxuan durante a Revolução Cultural, especializou-se em devorar genitais masculinos assados”. “Documentos recentemente trazidos para o Ocidente por Zheng Vi, ex-membro dessas ‘milícias populares’, mostram que durante a ‘Revolução Cultural’, promovida por Mao Tsé-tung no final da década de 60, até o canibalismo entrava no ‘currículo’ dos alunos chineses. Naquela ocasião, na Província de Guangxi, crianças foram obrigadas a matar e devorar seus próprios professores!” (in A China do Pesadelo, site http://www.catolicismo.com.br/, acesso em 9/6/2011).
“The stories of the many crimes and atrocities perpetrated by Communist regimes is generally well-known, but what about state-sponsored cannibalism? Time Magazine ran such a story in its January 18th, 1993 issue, titled ‘Unspeakable Crimes’, by Barbara Rudolph. In it is the testimony of a Chinese scholar that during Mao’s ‘Cultural Revolution’ local officials of the Chinese Communist Party exhorted their comrades to devour ‘class enemies”. The details were revealed by Zheng Yi, a fugitive of the Tiananmen Square massacre and once China’s most-celebrated young novelist (his first novel, The Maple, about the Cultural Revolution, was used by the Politburo to attack The Gang of Four). His third novel made him a celebrity in the China of the 80’s and he and his wife both joined the pro-democracy movement. After the crackdown, his wife Bei Ming was imprisoned for 10 months and he went into hiding for nearly 3 years until both were able to successfully escape to Hong Kong and then onto the US” (in Communist Eat Their Class Enemies, de Adam Young - http://www.lewrockwell.com/orig/young1.html/ - acesso em 9/6/2011).

Revolução dos Cravos

Marca o início da redemocratização em Portugal (25/4/1974), após o longo governo do ditador Antônio Salazar, iniciado em 1926. O golpe contra Marcelo Caetano foi elaborado pelo Movimento das Forças Armadas (MFA), composta por oficiais jovens, com princípio anarco-socialista, de tendência esquerdista radical. A multidão foi à rua para aplaudir o golpe, colocando cravos nos canos dos fuzis dos soldados – daí o nome “Revolução dos Cravos”. Nos 18 meses que se seguiram ao golpe, cujos líderes se dividiam em facções concorrentes - conservadora, moderada e marxista -, Portugal viveu em tumulto. Seis governos provisórios se sucederam, foram tentados golpes e contragolpes, houve greves, tomada de fábricas, fazendas e meios de comunicações. Havia a ameaça de uma guerra civil entre o Norte conservador e o Sul radical. Parecia repetição da Rússia de 1917, com Caetano como Nicolau II e o Ministro Mário Soares como Kerenski. Porém, o Lênin da Revolução foi o pacato coronel Antônio Ramalho Eanes, que, ao invés de lançar Portugal numa ditadura marxista, no dia 25/11/1975 subjugou os radicais de esquerda nas Forças Armadas e garantiu a democracia em Portugal. “A Igreja e as Forças Armadas eram prioridades do comunismo desde a década de 1940. Afinal, as grandes derrotas do comunismo se deram no final da década de 1930 com a Guerra Civil da Espanha, em meados da década de 1960 com o Brasil e de 1970 com o Chile. (...) A única vitória do comunismo importante foi a Revolução dos Cravos, em Portugal, que acabou por permitir uma independência sangrenta em Angola e Moçambique, territórios que estavam marchando para uma solução de alto nível, com base na lusitanidade, em algo que parecesse com a do Brasil que foi proporcionada por um rei de Portugal, na ocasião príncipe herdeiro. Mas a cobiça comunista das riquezas de Angola, principalmente, falou mais alto, não contando apenas com a reação de uma parte não comunista, a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), que sustentou uma guerra violenta por mais de 25 anos, com grande número de mutilados. Uma tragédia, em que o Brasil aqui de forma omissa no governo Geisel e, daí, em diante” (jornalista Aristóteles Drummond – Hitória Oral do Exército - HOE/1964, Tomo 9, pg. 146-7).

O Livro Negro do Comunismo

Le livre Noir du Communisme, escrito por seis historiadores europeus, com acesso a arquivos russos, relata o Holocausto Vermelhoaque assolou todo o planeta no século XX, com mais de 100 milhões de mortos (muito superior ao holocausto nazista): China: 65 milhões de mortos; União Soviética: 20 milhões; Coreia do Norte: 2 milhões; Camboja: 2 milhões; África: 1,7 milhão, distribuído entre Etiópia, Angola e Moçambique; Afeganistão: 1,5 milhão; Vietnã: 1 milhão; Leste Europeu: 1 milhão; América Latina: 180 mil entre Cuba, Nicarágua, Colômbia e Peru (este último número, já de há muito superado, devido à continuação da matança feita pelas FARC e pelo ELN, na Colômbia); Movimento Comunista Internacional (MCI) e Partidos Comunistas no poder: 10 mil. “O Livro Negro do Comunismo, há pouco editado no Brasil, pôs em foco a magnitude dos crimes gerados por esses erros. Desde que foi publicado na França, em 1997, ele suscita apaixonadas polêmicas. Numerosos simpatizantes do comunismo saíram da moita em defesa do partido. No Parlamento francês, o Primeiro-ministro socialista Lionel Jospin correu em socorro de seus aliados do Partido Comunista, denunciados por deputados da direita com base no referido Livro Negro. Apareceu até um volume criticando essa obra, ironicamente intitulado ‘Livro Negro do Capitalismo’, aliás tão pífio que a revista Veja o qualificou de ‘obra idiota e estapafúrdia’ ” - segundo afirma o site Lepanto (http://www.lepanto.org.br/EstComunis.html, acesso em 9/6/2011). “Robert Hue aplicou durante toda a transmissão seu plano de batalha, dividido em duas partes. ‘Primeiramente’, disse ele, ‘reconhecemos a existência dos fatos abomináveis relatados no Livro Negro. Em segundo lugar, esses fatos abomináveis não têm nada a ver com o comunismo. Eles são uma perversão do regime. Não decorrem dele, mas sim o traem” (REVEL, 2001: 79). “É a desculpa de sempre: todos os atos abomináveis do socialismo real são apresentados como desvios, traições, perversões do ‘verdadeiro’ comunismo, que só ressurge mais fortalecido da enxurrada de calúnias com as quais é atacado” (idem, pg. 95-6).

        Genocídio

        É o extermínio sistemático de uma etnia ou de um povo, a chamada “limpeza étnica”. Os ingleses, espanhóis e portugueses promoveram o genocídio de indígenas nas Américas (os mesmos indígenas que haviam promovido genocídio contra seus antecessores). O Comunismo exterminou aproximadamente 110 milhões de pessoas em todo o mundo. O Nazismo aniquilou aproximadamente 6 milhões de judeus e 20 milhões de russos – além de ter provocado a morte de dezenas de milhões de pessoas em todo o mundo, durante a II Guerra Mundial. Os ingleses exterminaram em torno de 4 milhões de irlandeses, utilizando a “Arma da fome”. Os turcos otomanos promoveram a matança de 1,5 milhão de cristãos armênios durante a I Guerra Mundial. O general Suharto, ditador da Indonésia (1965-1998) eliminou entre 700.000 e 1.000.000 de cidadãos, grande parte de origem chinesa e ligados ao Partido Comunista; em 1975, a Indonésia anexou o Timor-Leste, então colônia portuguesa; durante 24 anos, a repressão causou a morte de cerca de 200.000 pessoas do país, de maioria cristã. Pol Pot, ditador comunista que tomou o poder do Camboja em 1975 exterminou cerca de 2.000.000 de cambojanos (21% da população), a maioria de fome, devido ao retorno forçado ao meio rural. Juntas de comandantes da ditadura militar argentina (1976-1983) fizeram “desaparecer” 15.000 pessoas (os comunistas insistem em mentir que foram 30 mil). O regime de Saddam Hussein, do Iraque, mandou bombardear cidades curdas, ao norte do país, em 1988, com armas químicas, matando 8.000 civis e forçando 100.000 a fugir para a Turquia; o ataque foi para eliminar a guerrilha curda, que apoiou o Irã durante a Guerra Irã-Iraque (1980-1988). A Sérvia promoveu limpeza étnica na Bósnia-Herzegovina e na Província do Kosovo, que por sua vez hoje promovem perseguições contra os sérvios. O ex-Presidente Milosevic foi entregue ao Tribunal Penal Internacional - TPI, em Haia, em 2001, para julgamento de “crimes de guerra”, e um de seus generais, Radislav Krstic, foi condenado, pelo TPI, em 2001, a 46 anos de prisão pela morte de 8.000 muçulmanos na cidade de Srebrenica, em 1995. As guerras da antiga Iugoslávia contra a Croácia, Bósnia e Kosovo ocasionaram mais de 200.000 mortos; 700.000 sérvios, por sua vez, foram expulsos das regiões controladas por bósnios muçulmanos e croatas. Em 1994, o avião do Presidente da Ruanda foi atingido por um foguete; o Presidente morreu e os hutus culparam os tutsis (etnia rival), que passaram a ser perseguidos e mortos, resultando na morte de 800 mil pessoas. O governo muçulmano do Sudão promoveu extermínio de cristãos e animistas no Sul do país (a Guerra Civil fez mais de 2.000.000 de vítimas); em 2011, em plebiscito, a população do Sul do país votou pela separação do Norte muçulmano. Na África do Sul, durante o Governo Mandela, foram assassinados em torno de 2.000 fazendeiros brancos. Michal Horowitz, erudito judeu ortodoxo, calcula que cerca de 150.000 cristãos – o total dos mártires dos primeiros séculos – morrem anualmente assassinados pelas ditaduras da China, Vietnã, Coreia do Norte, Irã e Sudão. A esses países, deve-se acrescentar a Indonésia, o Paquistão e outros, de maioria muçulmana, que também promovem perseguições a não muçulmanos.
Sistema métrico da intolerância

Como se poderia medir a intolerância? Os astrônomos resolveram facilmente seu sistema de medição de distâncias fantásticas do cosmos, estabelecendo o ano-luz como unidade métrica. As estrelas não ficaram mais próximas, porém os cálculos foram bastante simplificados. Para medir a intolerância ocorrida nos últimos séculos, eu proponho que seja criado um sistema métrico para tal fim. Para medir o número de pessoas vitimadas pelo nazismo e, especialmente, pelo comunismo, poder-se-ia criar o "pol pot" como unidade métrica: 1 pol pot = 2 milhões de mortos. Afinal, Pol Pot foi um dos mais ferozes tiranos do século XX, ao lado de Stálin e Mao Tsé-Tung, promoveu uma carnificina de 2 milhões de pessoas no pequenino Camboja, seu próprio país. Seria, pois, uma justa homenagem ao facínora. Assim, teríamos:
- Santa Inquisição: 0,018 pol pot (em torno de 36.000 pessoas foram queimadas vivas em autos-de-fé da Inquisição, da Igreja Católica);
- Reino do Terror: 0,02 pol pot (em torno de 40.000 pessoas foram mortas durante o período revolucionário francês - 1793-98 -, sob a liderança de Robespierre, Marat, Fouché e Saint-Just, quando ocorreram 300.000 prisões);
- Arma da Fome: 2 pol pots (genocídio inglês contra a Irlanda: a partir das “Leis do Milho”, de 1828, reduziu a população irlandesa, de 8 para 4 milhões de habitantes);
- Massacre de chineses: 10 pol pots (Executado pelos “Rebeldes dos Cabelos Longos”, liderados a partir de 1874 por Hung Hsiu-Chuan, contra o Imperador da Dinastia Manchu. Os Rebeldes tinham uma interpretação radical do Cristianismo, exigiam a submissão total do Estado a uma única religião.);
- Massacre de armênios cristãos: 0,75 pol pot (executado pelos turcos otomanos durante a I Guerra Mundial);
- Arma da Fome: 4 pol pots (cerca de 8 milhões de ucranianos foram exterminados por Stálin);
- Guerra Civil Espanhola: 0,5 pol pot (franquistas contra republicanos e comunistas);
- Massacre de alemães: 0,75 pol pot (após a rendição, ao final de II Guerra Mundial, em maio de 1945, foram mortos cerca de 1,5 milhão de alemães por russos, poloneses e tchecos, quando obrigados a deixar as terras onde, durante séculos, haviam habitado, do lado da antiga Prússia, que desapareceu do mapa);
- Alemanha nazista: 30 pol pots (incluindo os 3 pol pots do Holocausto judeu);
- Holocausto judeu: 3 pol pots;
- Hiroshima e Nagazaki: 0,1 pol pot (bombas atômicas americanas, em 1945 - incluindo os mortos posteriores, por contaminação radioativa);
- Guerra do Vietnã: 0,75 pol pot (auge da Guerra Fria);
- China comunista: 32,5 pol pots (somente a Revolução Cultural = 5 pol pots);
- Massacre de tibetanos: 0,6 pol pot (promovido pela China comunista);
- União Soviética: 15 pol pots (guerra civil, Gulag etc.);
- Expansionismo japonês na China: 10 pol pots (durante a II Guerra Mundial);
- Cobaias chinesas: 0,1 pol pot (vítimas dos japoneses na II Guerra Mundial, em pesquisa para desenvolvimento de armas biológicas);
- Camboja comunista: 1 pol pot (origem do sistema métrico);
- Coreia do Norte comunista: 1 pol pot (enquanto o ditador Kim Jong II desfruta de piscina com ondas em seu palácio, cerca de 2 milhões de norte-coreanos morreram de fome nos anos de 1997 a 2002);
- Afeganistão: 0,75 pol pot (guerra civil, contra a União Soviética; como consequência, surgiram os Talibãs);
- Leste Europeu comunista: 0,5 pol pot;
- América Latina: 0,15 pol pot (Cuba, Nicarágua, El Salvador, Honduras, Costa Rica, Colômbia, Peru, Chile, Argentina, Brasil; todas as guerrilhas sul-americanas foram filhotes da OLAS, de Fidel Castro);
- Guerra civil no Sudão: 1 pol pot (fundamentalistas islâmicos contra cristãos e animistas);
- Guerra civil na Etiópia, em Angola e em Moçambique: 1 pol pot (ecos da Guerra Fria);
- Massacre de Ruanda: 0,4 pol pot (etnia hutus contra etnia tutsis);
- Guerra civil brasileira atual: 160 mil mortos/ano, sendo 110 mil no trânsito e 50 mil à bala: em 10 anos, teremos 0,6 pol pot (dados de 2000);
- Comunismo no mundo: 55 pol pots (segundo O Livro Negro do Comunismo), intolerância ainda em andamento (China, Cuba, Coreia do Norte). Segundo o Papa João Paulo II, em sua história de 2000 anos, o Cristianismo teve cerca de 60 milhões de mártires, sendo que 27 milhões sob o jugo comunista.

Arquivos de Moscou

Com o fim da URSS, os “Arquivos de Moscou” foram liberados ao público em geral. Com isso, pode-se comprovar o trabalho da subversão comunista empreendida pela “hidra vermelha” a todos os cantos do planeta. Há documentos que comprovam a interferência soviética no Brasil, como a Intentona Comunista, de 1935, a respeito da qual o jornalista William Waack publicou um importante e esclarecedor livro, Camaradas. Há documentos que comprovam a subversão soviética instalada nos EUA - universidades, sindicatos, meio intelectual e até Hollywood -, detectada pelo trabalho da “Comissão de Atividades Antiamericanas”, dirigida pelo senador McCarthy.

Intentona Comunista

Diz respeito à tentativa comunista de assalto ao poder no Brasil, em 1935, promovido pelo Komintern, que enviou agentes de Moscou para promover o levante, incluindo o brasileiro Luiz Carlos Prestes e sua “esposa” Olga Benário. Além de Prestes, outros militares foram recrutados para a Intentona: Maurício Grabois, Jefferson Cardin, Giocondo Dias, Gregório Bezerra, Agliberto Vieira, Dinarco Reis, Agildo Barata, Apolônio de Carvalho, Lincoln Cordeiro Oest, Francisco Manoel Chavez, o “Preto Chavez”, o qual também participou da Guerrilha do Araguaia. Preto Chavez “era um negro de energia e sempre ocupado na prisão em ‘conciliábulos’, escreveu Graciliano Ramos nas Memórias do cárcere. No presídio da ilha Grande, na ditadura Vargas, Zé Francisco conheceu Graciliano Ramos e o sindicalista Celso Cabral, que mais tarde foi mandado pelo PCB ao norte do Paraná para atuar junto com guerrilheiros caboclos de Porecatu, no primeiro movimento de luta armada moderna no país” (NOSSA, 2012: 139). Gregório Lourenço Bezerra, ex-sargento do Exército, fuzilou o capitão José Sampaio Xavier, pai do jornalista Dorian Sampaio, ao assaltar o QG da 7ª. Região Militar. “Esse Gregório Bezerra agiu, também, em 1964, e não foi linchado porque não o permitiu o general Ibiapina” (Jornalista Themístocles de Castro e Silva - HOE/1964, Tomo 4, pg. 277). Harry Berger, codinome do Deputado alemão Arthur Ernst Ewert, participou das revoltas alemãs no final da década de 1910 e no início da década de 1920, havia atuado nos EUA e na Argentina, de onde se transferiu para a China; em 1934, Berger veio ao Brasil para dirigir a Intentona. O levante assassinou 28 militares e cerca de 1000 civis. Olga Benário, grávida, foi extraditada pelo Governo Vargas para a Alemanha, onde é enviada para um campo de concentração nazista. Depois de dar à luz Anita Leocádia (uma homenagem a Anita Garibaldi), Olga ainda fica três anos na prisão e depois é executada numa câmara de gás do presídio de Bernburg, em fevereiro de 1942. “Ao contrário do que diz o brocardo marxista, a história se repete, sim, de forma trágica. Em 2 de março de 1936, numa casa de subúrbio de Deodoro, Rio de Janeiro, a paulista Elza Fernandes (Elvira Copello Coloni, a ‘Garota’, jovem mulher de Miranda, secretário-geral do Partido Comunista) é julgada por um ‘tribunal revolucionário’ constituído pelo comitê central do PC: Lauro Reginaldo da Rocha, o ‘Bangu’; Adelino Deícola dos Santos, o ‘Tampinha’; Eduardo Ribeiro, o ‘Abóbora’; José Lago, o ‘Brito’; e Honório Freitas Guimarães, o “Milionário”, presidente do tribunal. (...) Elza foi estrangulada com uma corda de varal por Natividade Lira, o Cabeção’, um ‘quadro’ da segurança do partido. Não cabendo num saco, o corpo de Elza é quebrado em dois e enterrado à sombra de uma mangueira” (PONTES: 2003: 155-6). Luiz Carlos Prestes sempre negou ter mandado matar Elza Fernandes. Porém, uma carta escrita pelo facínora diz o seguinte: “Com plena consciência de minha responsabilidade, desde os primeiros instantes, tenho dado a vocês a minha opinião do que fazer com ela. Ou bem vocês concordam com as medidas extremas, e, neste caso, já as deviam resolutamente ter posto em prática, ou discordam” (Cit. in PONTES, 2003: 156). Veja “Os crimes do PC” no site Ternuma. A 27 de novembro de 1935, morando em Copacabana, fui despertado às 4 da madrugada pelo telefone. Minha Mãe, minha irmã e dois primos que eram irmãos adotivos, estavam numa casa na esquina da rua Ramon Franco na Urca, que recebeu balaços do tiroteio no quartel do 3º regimento. Ficaram horas deitados no chão para não serem atingidos pelos tiros. Só à tarde, consegui chegar até lá. Vi a destruição e ainda assisti à retirada de alguns feridos. O edifício antigo de uma exposição internacional onde estava localizado o regimento ainda ardia em chamas. Não só devemos lembrar o morticínio, mas os cem milhões de mortos ou mais que o comunismo provocou século passado, sem esquecer que os 50 milhões mortos na IIª Guerra resultaram do acordo Molotov-Ribbentrop de agosto de 1939 que juntou os dois grandes totalitários na tentativa de destruir o Ocidente democrático. Não esqueçamos tampouco os milhões que morreram de 1945 a 1989, na Guerra dita Fria - Coreia, Vietnam, Cambódia, Hungria, Tchecoslováquia, Angola, Chile, etc. Usemos contra esses bandidos exatamente o mesmo slogan que eles usaram na Guerra Civil espanhola, ‘no pasarán!’. Lembrai-vos de 35!” (Embaixador José Osvaldo de Meira Penna, em 27/11/2003, por e-mail a mim enviado, comentando um texto sobre a Intentona que eu havia postado em Usina de Letras). “No livro Camaradas, o jornalista William Waack, que na década de 1990 teve acesso a registros soviéticos sobre os comunistas do Brasil, revelou que não foi pouco o dinheiro vermelho investido por aqui. Em 1935, o governo de Stálin gastou 60 mil dólares com a operação brasileira, uma fortuna para a época. (...) Até setembro de 1935, Luís Carlos Prestes recebeu como salário cerca de 6 mil dólares do governo de Stálin” (NARLOCH, 2010: 302).

CJLA - Congresso da Juventude Latino-Americana

O I Congresso foi promovido pelo regime comunista de Havana, no dia 26/7/1960, 7º aniversário de fundação do Movimento Revolucionário de Fidel Castro, ocasião em que foram convidados centenas de estudantes latino-americanos, com todas as despesas pagas pelo Governo cubano. Depois do Congresso, muitos deles permaneceram em Cuba durante meses, quando, além de técnicas agrícolas, começaram a receber adestramento subversivo: doutrinação marxista-leninista, subversão, técnicas clandestinas e de guerrilha. No ano de 1962, cerca de 1.500 latino-americanos participaram do “adestramento cubano”.

Contrarrevolução de 1964

Após a anarquia promovida no Brasil pelo Governo João Goulart (“Jango”), no dia 31/3/1964, sob a exigência dos jornais e a aclamação da população brasileira, é desencadeada a “Revolução de 31 de Março”, apelidada pelos opositores como “golpe militar”, mas que foi na verdade uma Contrarrevolução, por suspender o processo revolucionário em andamento no País. Antecedentes: Quando Jânio Quadros renunciou à presidência, “Jango” estava em viagem à China comunista, acompanhado de “líderes trabalhistas, convocados para observação e estudo das comunas populares daquele país” (AUGUSTO, 2001: 70). Na China, “Jango” fez “um pronunciamento radical, em que revelou sua intenção de estabelecer também no Brasil uma república popular, acrescentando que, para tanto, seria necessário contar com as praças para esmagar o quadro de oficiais reacionários” (idem, pg. 71) - prenúncio da Revolta dos Marinheiros, no Rio de Janeiro, e da Revolta dos Sargentos, em Brasília. Em janeiro de 1964, Luiz Carlos Prestes viajou a Moscou para prestar contas dos últimos trabalhos do PCB, desenvolvidos à luz da estratégia traçada por ele e Kruschev em novembro de 1961. Nesse encontro, participaram, além de Kruschev, Mikhail Suslov (ideólogo de Kruschev), Leonid Brejnev (Secretário do Comitê Central do Partido), Iuri Andropov e Boris Ponomariov (Chefe do Departamento de Relações Internacionais. Naquela ocasião, Prestes afirmou: “A escalada pacífica dos comunistas no Brasil para o poder abrindo a possibilidade de um novo caminho para a América Latina. (...) oficiais nacionalistas e comunistas dispostos a garantir pela força, se necessário, um governo nacionalista e antiimperialista. Implantaremos um capitalismo de Estado, nacional e progressista, que será a antessala do socialismo. (...) ... uma vez a cavaleiro do aparelho do estado, converter rapidamente, a exemplo de Cuba de Fidel, ou do Egito de Nasser, a revolução nacional-democrática em socialista (idem, pg. 121-2). Segundo Luís Mir, em A Revolução Impossível, “a exemplo de 1935, a revolução deveria começar novamente, pelos quartéis” (cit. pg. 122). “A Revolução de 1964 deveu-se a duas causas: uma reação ao processo acelerado de comunização do País, que estava em marcha e, principalmente, a tentativa de quebrar a hierarquia e a disciplina - espinha dorsal das Forças Armadas” (Gen Div Negrão Torres - HOE/1964, Tomo 8, pg. 91). “É crime lembrar que a direita civil armada, pronta e ansiosa para matar comunistas desde 1963, foi pega de surpresa pelo golpe militar e inteiramente desmantelada pelo novo governo, de modo que, se algum comunista chegou vivo ao fim do ano de 1964, ele deveu isso exclusivamente às forças armadas que agora amaldiçoa” (Olavo de Carvalho, in A História, essa criminosa). Olavo se refere às forças paramilitares formadas, principalmente, pelos governadores Carlos Lacerda, da Guanabara, e de Adhemar de Barros, de São Paulo, que pretendiam trucidar os comunistas. “Nessa tarde de 31 de março, particularmente em Cubatão, o sindicalismo peleguista-comunista ocupou a Refinaria Presidente Bernardes [ficou paralisada por 21 dias] e a Cosipa, áreas críticas, certos de que a ‘revolução comunista’ se deflagara. O poder político em Santos, exultante, programara nesse dia homenagem a Jango Goulart” (Coronel Antonio Erasmo Dias - HOE/1964, Tomo 6, pg 135). “A Alfândega de Santos era o exemplo da instituição da corrupção no âmbito governamental pela ‘máfia’ ligada ao janguismo e pela ‘burguesia-pelega’ da época. Inspetores, conferentes, despachantes, constituindo verdadeiras quadrilhas, não raro com o beneplácito de elementos do Judiciário, como advogados e juízes, forjando mandados de segurança, oficializando o contrabando” (idem, pg. 136). “Andorinhas” faziam viagens aos EUA, de onde “importavam Impalas  automóveis de último tipo da época - com porta-malas lotados de muamba com destino ao Paraguai, em trânsito por Santos, como ‘bagagem desacompanhada’ ” (idem, pg. 136). “A participação da AMAN teve muita importância. A atitude corajosa do general Emílio Médici, colocando os cadetes em posição de combate, foi correta. A nossa juventude não poderia ficar de fora. Essa atitude evitou o ataque das tropas legais à Academia e levou o I Exército, sediado no Rio de Janeiro, a aderir à Revolução. Nenhum chefe militar atacaria a ‘alma-mater’ do Exército” (Gen Div Tasso Villar de Aquino - HOE/1964, Tomo 9, pg. 84). “O regime militar fez várias reformas. Obteve êxito. O papel do Estado na economia foi ampliado numa escala nunca vista. Qualquer setor onde havia alguma dificuldade econômica, a saída encontrada era a criação de uma empresa estatal. E foram surgindo às pencas. O país melhorou a infraestrutura, desenvolveu novos setores produtivos e se integrou à economia mundial diversificando sua pauta de exportações” (Marco Antonio Villa, in “Eles não conseguem desenhar o futuro”, O Globo, 28/6/2011). “Não há provas de que os Estados Unidos instigaram, planejaram, dirigiram ou participaram da execução do golpe de 1964. Cada uma dessas funções parece ter competido a Castelo Branco e seus companheiros de farda. Ao mesmo tempo, há sugestivas evidências de que os Estados Unidos aprovaram e apoiaram a deposição de Goulart quase que desde o princípio. Os Estados Unidos reforçaram o seu apoio ao elaborar planos militares preventivos que poderiam ter sido úteis para os conspiradores, se houvesse a necessidade” (PARKER, 1977: 128). “Os militares parecem haver sofrido, desde o começo, de uma espécie de ‘má consciência’. O sentimento acabou por dividi-los e provocar hesitações nefastas à administração. Ao princípio, um embaixador inglês, Sir Geoffrey Wallinger, ainda podia comparar os militares de Castello Branco aos puritanos de Cromwell, fanaticamente convencidos de sua missão de limpar a corrupção que contaminava o país. Mas as hesitações e as contramarchas entre ‘linha dura’ e ‘legalistas’ acabou comprometendo o projeto e o próprio bom senso” (PENNA, 1994: 163). “Note-se que nenhum dos governos militares jamais foi totalitário. Não existe governo totalitário sem doutrinação das massas” (Otto Maria Carpeaux - HOE/1964, Tomo 3, pg. 120). Na Grécia antiga, havia ostracismo; na Roma antiga, banimento; no Brasil dos governos militares, cassação; em Cuba e demais países comunistas, fuzilamento. “Sobre a Revolução quero dizer, principalmente para aqueles que não viveram a época: cuidado com as imagens distorcidas. Se hoje o Exército Brasileiro tem esse conceito, queiram alguns ou não, sempre foi assim: o Exército não mudou, não foi um tipo de Exército em 1964 e é outro tipo de Exército, hoje. Nossos objetivos são os mesmos, nossos princípios éticos, morais, de patriotismo, de defesa da Pátria, de dedicação, são os mesmos” (Gen Ex Jaime José Juraszek - HOE/1964, Tomo 6, pg. 38).

Comissão Geral de Investigação

“Com muito critério, essa Comissão procedeu aos levantamentos para identificar, em todo o País, as pessoas envolvidas em subversão e corrupção, ações deletérias e lesivas ao interesse nacional, a fim de enquadrá-las nas penas da lei revolucionária. Instruiu, pois, os necessários processos de cassação dos direitos políticos, sem prejuízo das demais sanções da legislação penal, para serem levados à apreciação do Presidente da República” (Gen Div Tasso Villar de Aquino - HOE/1964, Tomo 9, pg. 81). O general Aquino foi chefe da CGI. “Nesse período [governo João Goulart], servindo no 3º. Regimento de Infantatria (3º. RI), em Niterói, RJ, jovem tenente ainda, lembro-me bem que a divisão entre militares de direita e de esquerda nos trazia muita inquietação e até uma certa aflição, por não sabermos quem era quem. Um ambiente que realmente contrastava com a nossa formação militar, assentada na hierarquia e na disciplina. No 3º. RI o oficial-de-dia não dormia: passava a noite de metralhadora na mão, acordado, indo aos postos, preocupado com a segurança. Para que se tenha uma ideia da desordem que ocorria no interior da caserna, cito um graduado, 3º. Sargento Quintanilha, que era o presidente da Associação dos Subtenentes e Sargentos de Niterói, e que se ligava diretamente com o Presidente da República” (Gen Div Théo Espindola Basto - HOE/1964, Tomo 12, pg. 128). Acrescenta o general Basto que, em visita a um companheiro de seu pai, da turma de 1937, então coronel, no QG, Rio, este “estava acionando a greve na Central do Brasil! E comentou: ‘Nós temos que resolver os problemas populares’. Portanto, era um oficial do Comando do I Exército, usando telefone interno, interferindo na Central do Brasil, com evidente respaldo de seu Comandante” (idem, pg. 129).


 



Organizações subversivas brasileiras



 



Antes da Contrarrevolução de 1964, eram 5: PCB, PC do B, PORT, ORM-POLOP e AP; depois de 1964, proliferaram como geração espontânea, numa variada “sopa de letrinhas”:



- Ação Libertadora Nacional (ALN); antes: Ala Marighela e AC/SP (Agrupamento Comunista de São Paulo) 



- Ação Popular (AP); depois: Ação Popular Marxista Leninista (APML)



- Ação Popular Marxista Leninista do Brasil (APML do B)



- Ação Popular Marxista Leninista Socialista (APML Soc)



- Agrupamento Comunista de São Paulo (AC/SP)



- Ala Marighela



- Ala Prestes



- Ala Vermelha (AV)



- Aliança de Libertação Proletária (ALP)



- Aliança Nacional Libertadora (ANL)



- Alicerce da Juventude Socialista (AJS): da CS



- Coletivo Autonomista (CA)



- Coletivo Gregório Bezerra (CGB); ver PLP



- Comando de Libertação Nacional (COLINA)



- Comitê Luiz Carlos Prestes (CLCP)



- Comitê de Ligação dos Trotskistas Brasileiros (CLTB)



- Comitê de Organização para a Reconstrução da Quarta Internacional (CORQI)



- Convergência Socialista (CS)



- Corrente Revolucionária Nacional (Corrente)



- Democracia Socialista (DS)



- Dissidência da Dissidência (DDD)



- Dissidência da Guanabara (DI/GB); depois: Movimento Revolucionário Oito de Outubro (2º MR-8)



- Dissidência Leninista do Rio Grande do Sul (DL/RS)



- Dissidência de Niterói (DI/NIT); depois: MORELN; depois: MR-8 (1º MR-8)



- Dissidência de São Paulo (DI/SP)



- Dissidência da VAR-Palmares (DVP); depois: Liga Operária (LO) = Grupo Unidade (GU)



- Força Armada de Libertação Nacional (FALN), de Ribeirão Preto, SP



- Forças Armadas Revolucionárias do Brasil (FARB)



- Força de Libertação Nacional (FLN)



- Frente Brasileira de Informações (FBI)



- Frente Revolucionária Popular (FREP)



- Fração Bolchevique (FB)



- Fração Bolchevique da Política Operária (FB-PO) = Grupo Campanha



- Fração Bolchevique Trotskista (FBT)



- Fração Leninista pela Reconstrução do Partido (FLRP)



- Fração Leninista Trotskista (FLT)



- Fração Operária Comunista (FOC)



- Fração Operária Trotskista (FOT)



- Fração Quarta Internacional (FQI)



- Fração Unitária pela Reconstrução do Partido (FURP)



- Frente de Ação Revolucionária Brasileira (FARB)



- Frente Democrática de Libertação Nacional (FDLN)



- Frente de Mobilização Revolucionária (FMR)



- Grupo Bolchevique Lenin (GBL)



- Grupo Campanha = FB-PO



- Grupo Fracionista Trotskista (GFT)



- Grupo Independência ou Morte (GIM); depois: Resistência Armada Nacional (RAN)



- Grupo Político Revolucionário (GPR)



- Grupo Tacape (do PC do B)



- Junta de Coordenação Revolucionária (JCR)



- Liga de Ação Revolucionária (LAR)



- Liga Comunista Internacionalista (LCI)



- Liga Operária (LO)



- Liga Operária e Camponesa (LOC)



- Liga Socialista Independente (LSI)



- Ligas Camponesas



- Movimento de Ação Revolucionária (MAR)



- Movimento de Ação Socialista (MAS)



- Movimento Comunista Internacionalista (MCI)



- Movimento Comunista Revolucionário (MCR)



- Movimento pela Emancipação do Proletariado (MEP)



- Movimento de Libertação Popular (MOLIPO)



- Movimento Nacionalista revolucionário (MNR)



- Movimento Operário de Libertação (MOL)



- Movimento Popular de Libertação (MPL)



- Movimento Popular Revolucionário (MPR)



- Movimento pela Revolução Proletária (MRP)



- Movimento Revolucionário de Libertação Nacional (MORELN); antes: Dissidência de Niterói (DI/NIT); depois: Movimento Revolucionário Oito de Outubro (1º) (MR-8)



- Movimento Revolucionário Marxista (MRM; depois: Organização Partidária Classe Operária Revolucionária (OPCOR)



- Movimento Revolucionário Nacional



- Movimento Revolucionário Oito de Outubro (1º) (MR-8); antes: Dissidência de Niterói (DI/NIT) e Movimento Revolucionário de Libertação Nacional (MORELN)



- Movimento Revolucionário Oito de Outubro (2º) (MR-8); antes: Dissidência da Guanabara (DI/GB)



- Movimento Revolucionário 4 de Novembro (MR-4)



- Movimento Revolucionário Vinte e Seis de Março (MR-26)



- Movimento Revolucionário Tiradentes (MRT)



- Marx, Mao, Marighela - Guevara (M3G)



- Núcleo Combate Brasileiro (NCB)



- Núcleo Marxista-Leninista (NML)



- Organização de Combate Marxista-Leninista - Política Operária (OCML-PO)



- Organização Comunista Democracia Proletária (OCDP)



- Organização Comunista Primeiro de Maio (OC-1º Maio)



- Organização Comunista do Sul (OCS)



- Organização Marxista Brasileira (OMB)



- Organização de Mobilização Operária (OMO)



- Organização Partidária Classe Operária Revolucionária (OPCOR); antes: Movimento Revolucionário Marxista (MRM)



- Organização Quarta Internacional (OQI)



- Organização Revolucionária Marxista - Democracia Socialista (ORM-DS)



- Organização Revolucionária Trotskista (ORT)



- Organização Socialista Internacionalista (OSI)



- Partido Comunista Brasileiro (PCB)



- Partido Comunista - Seção Brasileira da Internacional Comunista (PC-SBIC)



- Partido Comunista do Brasil (PC do B)



- Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR)



- Partido Comunista Marxista-Leninista (PCML)



- Partido Comunista Novo (PCN)



- Partido Comunista Revolucionário (PCR)



- Partido da Libertação Proletária (PLP)



- 90: é o novo nome do Coletivo Gregório Bezerra (CGB)



- Partido Operário Comunista (POC); depois: Partido Operário Comunista - Combate (POC-C)



- Partido Operário Independente (POI)



- Partido Operário Leninista (POL)



- Partido Operário Revolucionário Trotskista (PORT)



- Partido Operário Socialista (POS)



- Partido da Revolução Operária (PRO)



- Partido Revolucionário Comunista (PRC)



- Partido Revolucionário do Proletariado (PRP)



- Partido Revolucionário dos Trabalhadores (PRT)



- Partido Revolucionário Trotskista (PRT)



- Partido Socialista Revolucionário (PSR)



- Partido Socialista dos Trabalhadores (PST)



- Partido Unificado do Proletariado Brasileiro (PUPB)



- Política Operária (POLOP; PO)



- Ponto de Partida (PP)



- Reconstrução do Partido Comunista (RPC)



- Resistência Armada Nacional (RAN); antes: Grupo Independência ou Morte (GIM)



- Resistência Nacional Democrática Popular (REDE; RNDP)



- Secretariado Internacional (SI)



- Secretariado Unificado (SU)



- Tendência Bolchevique (TB)



- Tendência Leninista da Ação Libertadora Nacional (TL/ALN)



- Tendência Leninista-Trotskista (TLT)



- Tendência Majoritária Internacional (TMI)



- Tendência Proletária da Democracia Socialista (TP/DS)



- Tendência Quarta Internacional (TQI)



- Tendência Trotskista (TT)



- O Trabalho na Luta pelo Socialismo (OT-LPS)



- O Trabalho pela Quarta Internacional (OT-QI)



- União dos Comunistas Brasileiros (UCB)



- União Marximalista (UM)



- União Marxista-Leninista (UML)



- União Socialista Popular (USP)



- Unidade Comunista (UC)



- Vanguarda Armada Revolucionária - Palmares (VAR; VAR-P; VAR-PAL)



- Vanguarda Popular Revolucionária (VPR)



- Vanguarda Socialista (VS)



- Vertente Socialista (VERSO)




Revolução Cubana

No dia 1/1/1959, as tropas de Fidel Castro tomam Havana. “Segundo Castro disse, apontando para Matthews: ‘sem a sua ajuda e a do New York Times, a revolução em Cuba jamais teria ocorrido’ ” (NARLOCH, 2011: 39). Herbert Matthews era jornalista do NYT e foi um grande propagandista da Revolução. A “república socialista” cubana, porém, só foi proclamada em maio de 1961, logo após a fracassada invasão de anticastristas ocorrida na Baía dos Porcos, em Cuba, com o falso apoio americano. Em 1962, Cuba foi excluída da OEA e em 1964 os países membros da OEA, com exceção do México, romperam relações diplomáticas com o país, devido ao apoio cubano de focos guerrilheiros em vários países da América Latina (Guatemala, Colômbia, Venezuela). Cuba forneceu toneladas de armamento ao governo comunista de Salvador Allende. As residências oficiais de Allende eram verdadeiros paióis, descobertos após a intervenção de Pinochet, que derrubou os comunistas depois da autorização dada pela Suprema Corte, que ainda não era cooptada com Allende. No Brasil, antes de 1964, Cuba financiou as Ligas Camponesas para comprar fazendas que serviram de campos de treinamento de guerrilha. Antes da Revolução Cubana, havia 7 prisões em Cuba; hoje, são mais de 200. As prisões políticas de Cuba são muitas: La Cabaña (ainda em 1982 houve 100 fuzilamentos), Boniato (a mais repressiva), Kilo 5,5, Pinar del Río, Guanajay, Guanahacabibes, Castelo do Príncipe, Ilha de Pinos, Camaguey, Holguín, Manzanillo, Sandino (1, 2 e 3). Fidel Castro mandou fuzilar entre 15 e 17 mil pessoas (10 mil só na década de 1960); em 1978, havia em Cuba 15 a 20 mil prisioneiros; em 1997, segundo a Anistia Internacional, havia entre 980 e 2.500 prisioneiros políticos. “Para uma população de apenas 6,4 milhões, Fidel e Che prenderam e executaram mais, em termos relativos, do que os nazistas, e igualmente mais, proporcionalmente, do que os comunistas” (FONTOVA, 2009: 150). A tortura cubana incluía as “ratoneras”, “gavetas”, “tostadoras”, além da tortura “merdácea” - os prisioneiros eram “aspergidos” com fezes e urina. Apesar desses crimes todos, o ditador Fidel Castro é venerado pelos “intelectuais” brasileiros como el comandante, ao passo que Augusto Pinochet, ex-presidente do Chile, não passa de um vil “ditador”, “torturador”, para os “guerrilheiros da pena”, como Emir Sader e Frei Betto. “Quando Che assumiu o Ministério das Indústrias, Cuba tinha uma renda per capita superior à da Áustria, Japão e Espanha” (idem, pg. 214-5). Um ano depois, o anteriormente “terceiro maior consumo proteico do Ocidente estava racionando comida, fechando fábricas” (idem, pg. 215). Comparação das rações diárias, entre os escravos (em 1842) e Cuba desde 1962: carne, frango e peixe: 230 g/55 g; arroz: 110 g/80 g; carboidratos: 470 g/180 g; feijão: 120 g/30 g (Cfr. FONTOVA, 2009: 223). Ou seja, os escravos negros se alimentavam melhor do que a população cubana sob Fidel. Só os idiotas e os patifes defendem a excelência da medicina e dos hospitais cubanos da atualidade, coisa que nunca existiu. “Em 1957, Cuba tinha, proporcionalmente, mais médicos e dentistas do que os EUA ou a Grã-Bretanha. Em 1958, tinha a menor taxa de mortalidade infantil da América Latina e a 13ª. do mundo, estando à frente de França, Bélgica, Alemanha Ocidental, Israel, Japão, Áustria, Itália e Espanha. Hoje, pelas cifras oficiais, tem a 25ª. menor taxa – piorou sob o fidelismo. O que, hoje, reduz a mortalidade infantil é a taxa de 0,71 aborto por criança viva nascida em Cuba - o primeiro lugar do Ocidente e um dos primeiros do mundo. É um verdadeiro extermínio de bebês no útero materno” (FONTOVA, 2009: 225). “Havana, que na década de cinquenta era mais rica que Roma ou Dallas, hoje parece Calcutá ou Nairóbi” (idem, pg. 230). Os prédios tornaram-se decrépitos, à semelhança de el coma andante, e Havana, hoje, é o maior museu a céu aberto de carros velhos do mundo. Doenças erradicadas em 1958, como tuberculose, lepra e dengue, voltaram com força total em 2005. Quase 6.000 empresas norte-americanas foram pilhadas em Cuba, um valor de 2 bilhões de dólares. Nada foi indenizado, assim como os 5 bilhões da União Soviética. Evo Cocales aprendeu rapidinho com Fidel, roubando as refinarias e bens da Petrobras na Bolívia. Eusábio Peñalver ficou preso durante 30 anos. Era negro. Os guardas comunistas o chamavam de “macaco”. “Nós o tiramos das árvores e arrancamos sua cauda” (idem, pg. 238). “Apenas 0,8 dos cargos políticos do país é ocupado por gente de cor. Em outros lugares, esta mesma situação seria chamada de Apartheid” (idem, pg. 239). “Não é que não exista comida e bens de consumo em Cuba. O problema é que hoje há duas classes de cubanos: os que possuem dólares (os turistas e o apparatchiks, ou seja, a nomenklatura cubana) e os que não possuem (o cidadão cubano comum): Como não tem nada (quer dizer, tem de tudo, nos shoppings, em dólar e a preços de Tóquio), a gente vende esferográficas, isqueiros, envelopes, qualquer miudeza” (GUTIÉRREZ, 1999: 114).

OLAS - Organización Latinoamericana de Solidaridad

No dia 16/1/1966, 1 dia após o término da Tricontinental, em Havana, Cuba, as 27 delegações latino-americanas reuniram-se para a criação da OLAS, proposta por Salvador Allende. O terrorista brasileiro Carlos Marighela foi convidado oficial para a Conferência da OLAS em 1967. Ola, em espanhol, significa “onda”, seriam, pois, ondas, vagalhões de focos guerrilheiros espalhados por toda a América Latina, como disse o próprio Fidel Castro: “Faremos um Vietnã em cada país da América Latina”. Após a Conferência, começam a surgir movimentos guerrilheiros em vários países da América Latina, principalmente no Chile, Peru, Colômbia, Bolívia, Brasil, Argentina, Uruguai e Venezuela. A OLAS, substituída pela JCR, tem sua continuidade no Foro de São Paulo (FSP) e no Fórum Social Mundial (FSM).

Revolução Cultural

Anunciado em 1966 por Mao Tsé-Tung, com o apoio do Exército, é um novo período de luta entre correntes partidárias, no qual os jovens deveriam criticar seus superiores e derrubar “velhos hábitos, as velhas ideias e a velha cultura”. Milhões de estudantes maoístas criam uma “Guarda Vermelha”, que, empunhando o Livro Vermelho de Mao, passam a humilhar e matar os opositores do líder máximo e a queimar prédios. Intensificou-se o estudo de Marx, foram apresentadas óperas comunistas e canções revolucionárias. Dois anos depois (1968), o movimento estudantil sacudiu o Ocidente, como o Maoísmo da juventude francesa, com reflexos no Brasil, junto com a OLAS de Fidel Castro. A Revolução Cultural ocasionou 10 milhões de mortes, além de tortura física de presos, como o arrancamento da genitália (testículos e pênis), que eram assados e comidos pelos torturadores. Além dessa tortura sui generis, durante a Revolução Cultural era incentivada a prática de devorar os inimigos políticos, fato denunciado em detalhes por Zheng Yi, um fugitivo do massacre da Praça da Paz Celestial e outrora um dos mais destacados romancistas chineses (seu primeiro romance, The Maple, sobre a Revolução Cultural, foi usado pelo Politburo para atacar a Gangue dos Quatro). A respeito do assunto, veja texto Communists Eat Their Class Enemies, de Adam Young, disponível na internet.

Boletim do Partido

As instruções de Moscou reveladas no Boletim do Partido, de janeiro de 1967, que tinham como objetivo o desencadeamento da revolução estudantil em todo o mundo Ocidental, o que veio a ocorrer em 1968, eram as seguintes: “É a juventude idealista quem mais violentamente sente as injustiças, e isso é natural. Os jovens estão começando a experimentar novas emoções e ainda não aprenderam como controlá-las. Sentem intensamente tudo o que acontece como o amor, sexo, arte, pobreza e beleza. As universidades onde os jovens de ambos os sexos se reúnem para discutir a economia do mundo, história, revolução social e a política são os campos de cultura ideais para espalhar as ideias revolucionárias. As novas ideias criam raízes rapidamente e florescem em abundância” (HUTTON, 1975, 111). Como se sabe, os jovens não são capazes de arrumar o próprio quarto, mas se julgam prontos para consertar o mundo.

Relatório de Ação

A exemplo do Boletim do Partido, emitido por Moscou, Pequim também deu instruções a seus subversivos clandestinos para desencadear a revolução estudantil em todo o Ocidente - o que veio a ocorrer em 1968 -, conforme trata o Relatório de Ação, de fevereiro de 1967: “A ostensiva divergência política e as marchas de protesto desde muito são atividades estudantis no mundo capitalista. Os jovens são entusiastas e ciosos de seus direitos. Anseiam por ser ouvidos e exprimem seus sentimentos em voz alta. Nos últimos anos resolveram abandonar a razão, a ordem e a lei e recorrem à ação militante para mostrar seu descontentamento político. Se forem submetidos a um inteligente estímulo por chefes subversivos poderão chegar até à violência criminosa” (HUTTON, 1975: 111).

Revolução de 1968

Os tumultos estudantis na França, EUA, Alemanha e outros países do Ocidente, como o Brasil, eram feitos por subversivos clandestinos reparados em Moscou e Pequim. “A juventude é livre do peso do passado e assimila melhor do que ninguém os preceitos leninistas” (Stálin). A Revolução de 1968, também conhecida como “Revolução Estudantil”, sofreu as seguintes principais influências: as atividades da “quinta-coluna vermelha”, composta por militantes aliciados por agentes provenientes das “escolas de subversão e espionagem”, da União Soviética, em obediência ao Boletim do Partido, de janeiro de 1967; a Revolução Cultural e o Livro Vermelho de Mao Tsé-Tung, em obediência ao Relatório de Ação, de fevereiro de 1967; as ideias pregadas por Herbert Marcuse e Daniel Cohn-Bendit; as marchas americanas - principalmente de negros - contra a Guerra do Vietnã; os ideais de liberdade na Tchecoslováquia, com Dubcek, e posterior invasão soviética do país; foquismo (guerrilhas de concepção cubana) na Bolívia, Venezuela e Guatemala; o “martírio” de Che Guevara na Bolívia, em 1967. A Revolução Cultural foi detonada em 1966 na China por Mao Tsé-Tung, após o fracasso fenomenal do “Grande Salto para Frente” (1958-1959). Em maio de 1968, o movimento estudantil sacudiu o Ocidente, como o maoísmo da juventude francesa - onde predominavam as bandeiras vermelhas (comunistas) e as bandeiras pretas (anarquistas). O líder francês foi Daniel Cohn-Bendit e quase derrubou o Governo de Charles De Gaulle (que caiu pouco tempo depois). No dia 20 de maio, a França estava isolada do mundo, com seis milhões de trabalhadores em greve, aeroportos e ferrovias paralisadas. Esse movimento teve reflexos no Brasil, junto com a OLAS de Fidel Castro. Convém lembrar, que no dia 2/6/1968, embarcariam para Cuba, para treinamento de guerrilha, Márcio Leite de Toledo, Agostinho Fiordelísio, Jun Nakabaiashi, Renato Leonardo Martinelli e Juan Sandor Cabezas Castillo; no dia 4 de julho, uma nota no Jornal da Tarde informava que esses “estudantes” tinham sido presos e que os órgãos de segurança estavam cientes dos planos de Marighela para derrubar o Governo com o apoio de Cuba. A agitação brasileira era insuflada, principalmente por: AP, DI/GB, COLINA, PCBR, VPR e Ala Marighela (posterior ALN). Os principais líderes brasileiros eram: Vladimir Palmeira e Franklin Martins (da DI/GB) e José Dirceu (da ALN). A agitação atingiu várias capitais brasileiras, com destaque para Rio de Janeiro e São Paulo. No dia 28/3/1968, foi morto no Rio de Janeiro o estudante Edson Luís de Lima Souto, em choque de estudantes contra a polícia. Um dos ideólogos das revoltas estudantis foi o filósofo alemão radicado nos EUA, Herbert Marcuse (autor de Eros e Civilização e O Fim da Utopia), o qual achava que as minorias oprimidas, os marginalizados e os povos do Terceiro Mundo teriam potencial revolucionário para derrubar o capitalismo e implantar o socialismo. “Excitem os jovens contra os velhos. Ridicularizem as tradições dos inimigos” (Sun Tzu, o Maquiavel Chinês).

Anos de chumbo

Expressão de pau utilizada pela esquerda brasileira para designar os anos em que os militares combateram os grupos terroristas em nosso País. Não tivessem os militares feito o serviço de casa, hoje estaríamos combatendo as “FARB” em todo o país, como ocorre hoje na Colômbia das FARC, que na época devida não combateu os terroristas. O interessante é que esses antigos “militantes”, que dinamitavam pessoas, hoje afirmam que lutavam pela democracia. Que democracia? A de Cuba, que lhes servia de modelo, como era o caso da ALN de Marighela, do Molipo de José “Daniel” Dirceu e do MR-8 de Fernando Gabeira, todos com treinamento de guerrilha na “ilha do Dr. Castro”. A mesma “democracia comunista” então defendida pela VAR-Palmares de Dilma Rousseff. A verdade é que não haveria “anos de chumbo” se não tivesse havido “anos de dinamite”. Como ex-integrante de dois desses grupos que alinharam contra o regime militar, no final dos anos 1960 e início dos 1970, posso dizer, com pleno conhecimento de causa, que NENHUM de nós estava lutando para trazer o Brasil de volta para uma ‘democracia burguesa’, que desprezávamos. O que queríamos, mesmo, era uma democracia ‘popular’, ou proletária, mas poucos na linha da URSS, por nós julgada muito ‘burocrática’ e já um tantinho esclerosada. O que queríamos mesmo, a maioria, era um regime à la cubana, no Brasil, embora alguns preferissem o modelo maoista, ainda mais revolucionário” (Paulo Roberto de Almeida, in “Dou-me o direito de discordar” - http://www.alertatotal.net/2012/05/dou-me-o-direito-de-discordar-comissao.html). “Segundo o SNI, Salomão Malina era o responsável pelo setor de explosivos. ‘Tinha por finalidade preparar militantes, na prática, para a luta armada. Com esse objetivo, funcionou na URSS, na Escola de Quadros do PCUS, curso especial de guerrilha, explosivos e armamentos. Frequentaram o curso 11 militantes, sendo 2 de São Paulo, 3 do Paraná, 3 do Rio de Janeiro, 1 de Pernambuco, 1 do Rio Grande do Sul e 1 do Amazonas. Esses elementos, ao retornarem, ministraram cursos nos seus respectivos Estados’ ” (BAFFA, 1989: 136). “Uma revolução, como a nossa, que, dos dois lados, em vinte anos, não morreram quinhentas pessoas, não tem nada parecido com ditadura nem ‘anos de chumbo’. ‘Anos de chumbo’ são os de agora, quando este número de mortos acontece em apenas duas semanas nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo. (...) Que ditadura foi essa? Talvez tenha sido o grande mal - ter sido uma ‘revolução antihemorrágica’. Muito democrática para o meu gosto. A revolução que é ‘antihemorrágica’ não se perpetua” (Ten Cel Av Juarez de Deus Gomes da Silva - HOE/1964, Tomo 10, pg. 413). Vale lembrar que no Movimento inicial de 1964 houve apenas uma vítima: “No dia 31 de março de 1964, o Brigadeiro Nelson Freire Lavanère Wanderley, acompanhado do Coronel Aviador Roberto Hipóllyto da Costa, chegou à então 5ª. Zona Aérea, em Porto Alegre, para assumir o comando, que deveria ser transmitido pelo Coronel Aviador Alfeu Alcântara Monteiro, oficial mais graduado presente. O Coronel Alfeu, amigo pessoal de João Goulart, após recusar-se a transmitir o comando, atirou e feriu o Brigadeiro, sendo morto com um tiro de pistola 45 pelo Coronel Hipóllyto, em ato considerado como de legítima defesa de outrem. O Coronel Hipóllyto foi absolvido pela Justiça Militar” (Ten Cel Av Juarez Gomes - HOE/1964, Tomo 10, pg. 411-2). O coronel Ustra, em seu livro A Verdade Sufocada, afirma que o atentado foi no dia 4 de abril de 1964 – cfr. http://www.averdadesufocada.com/index.php?option=com_content&task=view&id=427&Itemid=28. A Comissão de Mortos e Desaparecidos concedeu indenização aos familiares do coronel Alfeu, caindo no engodo de Élio “Parmiggiano” Gaspari, antigo redator de Novos Rumos, do PCB: “Crítico feroz do regime de 1964, não foi Élio avaro em aceitar versões, sem averiguar-lhes a veracidade. Na Ditadura Envergonhada, o Coronel-Aviador Alfeu Monteiro é dado como metralhado pelas costas com 16 tiros” (Cel Ernesto Gomes Caruso - HOE/1964, Tomo 11, pg. 256). Até o general Osvaldo Pereira Gomes, um dos membros da Comissão, caiu na vigarice esquerdista e depois fez um mea culpa, publicado na Folha de S. Paulo de 7/6/1998. “Anos de chumbo” são os de Cuba, que somente de 1959 a 1961 já tinha matado 2.000 pessoas, e até hoje já fuzilou em torno de 17.000. “Anos de chumbo” são os da atual ditadura síria, que em somente um ano e meio matou cerca de 20.000 pessoas.

AP - Ação Popular

Em 1935, o Cardeal Leme cria no Rio de Janeiro a Ação Católica, para ampliar a influência da Igreja na sociedade. A Ação Católica era dirigida por Alceu de Amoroso Lima, seguia o conceito do Papa Pio XI e era favorável ao Integralismo, sendo acompanhado por vários padres, entre os quais Hélder Câmara. Outros intelectuais católicos: Jackson de Figueiredo (atuação a partir de 1918), Gustavo Corção, Alfredo Lage, Murilo Mendes, Pe. Leonel Franca; convertidos ao catolicismo: o positivista Júlio César de Morais Carneiro, Pe. Júlio Maria (redentorista), Joaquim Nabuco, Carlos de Laet, Felício dos Santos, Afonso Celso, além de Alceu Amoroso Lima. A dissolução da AIB por Getúlio Vargas em 1938 e a derrota do Fascismo na II Guerra Mundial fizeram com que a Ação Católica se afastasse daquela linha ideológica e, com Dom Hélder Câmara, passou a adotar o modismo esquerdista, atrelado a pensadores como Emanuel Mounier, Teillard de Chardin, Lebret e outros. No início da década de 1960, a Igreja estava ideologicamente dividida, tendo à esquerda Dom Hélder e à direita Dom Jaime de Barros Câmara e Dom Vicente Scherer. A Ação Católica tinha 3 organismos para condução de suas atividades: Juventude Estudantil Católica (JEC) - no meio secundarista, Juventude Operária Católica (JOC) - no meio operário, e Juventude Universitária Católica (JUC) - formado por estudantes de nível superior. A PUC do Rio de Janeiro, orientada pelo Pe. Henrique Vaz, era o principal reduto esquerdista da JUC, onde despontava o líder Aldo Arantes. Em Minas Gerais, a Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG reunia os principais agitadores da esquerda católica, como Herbert José de Souza ("Betinho"). Outros integrantes da AP: José Serra, Paulo Renato, Vinícius Caldeira Brandt, Henrique Novais, Jean Marc Von Der Weid e Marcos Arruda. Em 1961, no XXIV Congresso da UNE, a JUC, aliando-se ao PCB, elege Aldo Arantes para a presidência da entidade. “A AP cresceu com tal velocidade no movimento estudantil que nós, os comunistas, que vínhamos ganhando a presidência da UNE desde 56, a partir de 60 perdemos a AP, com Aldo Arantes, Vinícius Caldeira Brant, José Serra” (Sebastião Nery, in “Os filhos de 64”, Jornal Popular, Belém, PA, 6/10/1995). Logo depois, a UNE filiou-se à União Internacional dos Estudantes (UIE), organização de frente do Movimento Comunista Internacional (MCI), culminando na ira dos conservadores da Igreja, que expulsaram Aldo Arantes da JUC. Os católicos de esquerda, doutrinados para a “revolução brasileira”, abandonaram a Ação Católica e criaram a Ação Popular (AP). Durante o governo Goulart, a AP empenha-se nas “reformas de base”, situando-se à esquerda do PCB, o que causa a fuga de seguidores para o exterior após a Contrarrevolução de 1964. A AP continua sua atuação no meio universitário e, nas discussões comunistas de 1965 a 1967, passa a seguir a linha maoísta, com a Revolução Cultural chinesa (que matou 10 milhões de pessoas), apoiando a luta revolucionária. Cuba doou 14 mil dólares para a AP enviar militantes para cursos de guerrilha naquele país. A AP enviou militantes para fazer cursos em Pequim, incluindo Haroldo Lima. A AP criou o Movimento Contra a Ditadura e pregou o voto nulo para as eleições parlamentares de 15/11/1966. A AP enviou representante a Cuba para a IV Conferência Latino-Americana de Estudantes (1966), teve infiltração no setor metalúrgico (ABC paulista e Contagem, MG). No campo, a AP organizou camponeses para cortar arame das propriedades (“picada de arame”) e o abate de gado a tiros; as áreas escolhidas para a agitação foram o Vale do Pindaré (MA), a região Água Branca (AL), Zona da Mata (PE) e Zona Cacaueira (Sul da Bahia). Em 1966, a AP optou pela luta armada e pelo foquismo, em Congresso realizado no Uruguai, e passou a publicar o jornal Revolução. A ação terrorista mais conhecida do movimento foi o atentado no Aeroporto de Guararapes, em 25/7/1966. O alvo era o presidente Costa e Silva, que se salvou porque o voo atrasou. No entanto, morreram no local o almirante reformado Nelson Gomes Fernandes, que teve o crânio esfacelado, e o jornalista Edson Régis de Carvalho, que teve o abdômen dilacerado. O então tenente-coronel Sylvio Ferreira da Silva, hoje general reformado, sofreu amputação traumática dos dedos da mão esquerda e teve lesões graves na coxa esquerda, além de queimaduras de primeiro e segundo graus. Ao todo, houve 15 vítimas, incluindo os acima citados: o inspetor de polícia Haroldo Collares da Cunha Barreto, Antônio Pedro Morais da Cunha, os funcionários públicos Fernando Ferreira Raposo e Ivancir de Castro; os estudantes José Oliveira Silvestre e Amaro Duarte Dias; a professora Anita Ferreira de Carvalho; a comerciária Idalina Maia; o guarda-civil José Severino Barreto; Eunice Gomes de Barros e seu filho Roberto Gomes de Barros, de apenas seis anos de idade. O mentor do ato terrorista foi o ex-padre Alípio de Freitas, hoje residente em Lisboa, que era membro da comissão militar e dirigente nacional da AP e já atuava nas Ligas Camponesas de Francisco Julião. O executor do crime foi Raimundo Gonçalves Figueiredo, militante da AP. Pela bela obra cívico-cristã, Alípio de Freitas foi beneficiado com indenização de R$ 1,09 milhão, piñata recebida da famigerada Comissão dos Mortos e Desaparecidos Políticos, e Raimundo G. Figueiredo é nome de rua em Belo Horizonte (sua família também foi indenizada). Em 1968, para evitar outros “rachas”, a AP elaborou o documento “Seis Pontos de Luta Interna”, procurando consenso entre as Correntes 1 e 2. De inspiração maoísta, “o 1º ponto caracterizava o pensamento de Mao como a 3ª etapa da revolução marxista; o 2º ponto descrevia a sociedade brasileira como semicolonial e semifeudal; o 3º definia o caráter da revolução como nacional e democrática; o 4º fazia a opção pela guerra popular como forma de luta; o 5º referia-se aos partidos comunistas, considerando que o PCB se havia ‘contaminado pelo revisionismo’ e que o PC do B era um novo partido e não o continuador do PC fundado em 1922; finalmente o 6º ponto propunha a integração dos militantes à produção (isto é, que deixassem suas profissões e passassem a trabalhar e viver como operários e camponeses), com o objetivo de provocar a transformação ideológica dos que tinham origem pequeno-burguesa” (AUGUSTO, 2001: 263). Após sua I Reunião Ampliada da Direção Nacional, a AP elegeu a China como modelo de revolução, ao mesmo tempo em que se afastou do PC de Cuba, retirando-se da OLAS e propondo que a UNE se afastasse da OCLAE, por considerá-la de “imobilismo e burocratismo”. Em 1969, um militante da AP participou do sequestro do embaixador Americano Charles Burke Elbrick, em apoio ao MR-8. Em 1971, à noite, uma militante da AP atraiu Antônio Lourenço (“Fernando”), também da AP, para uma emboscada; “Fernando” recebeu vários tiros de rifle 44 e de revólver e foi trucidado a porretadas até a morte; o “justiçamento” ocorreu em Pindaré-Mirim (MA) e foi planejado pelo Comitê Seccional de Santa Inês, subordinado ao CR-8 (Coordenador das atividades da organização no Maranhão e no Piauí). Em abril de 1971, após a II Reunião Ampliada da Direção Nacional, a AP assumia a denominação de Ação Popular Marxista-Leninista do Brasil (APML do B). Posteriormente, foi aprovada a tese de unificação da AP com o PC do B. Maria José Jaime, membro do PT/DF (dirigente do INESC), foi um dos “militantes” que receberam treinamento na China, em 1969, quando pertencia à AP. José Serra, presidente da UNE quando se iniciou a Contrarrevolução de 31/3/1964, foi ministro da Saúde no governo FHC.

FBI - Frente Brasileira de Informações

No dia 19/6/1965, Houari Boumedienne depôs Ben Bella, na Argélia. Enquanto Ben Bella era um aliado de Fidel Castro, Boumedienne desejava uma Argélia socialista, não internacionalista, mas como o do egípcio Násser. Em outubro de 1969, Miguel Arraes, Marcio Moreira Alves, Almery Bezerra e Everaldo Noroes criaram, em Paris, a Frente Brasileira de Informações (FBI), ligada a organizações de esquerda, de oposição ao governo militar do Brasil. Com os recursos recebidos de Boumedienne, Miguel Arraes cobriu as despesas da FBI, que passou a desenvolver guerra psicológica contra o Brasil, especialmente contra as Forças Armadas, fazendo denúncias de “genocídio” contra indígenas, ações de esquadrões da morte e, finalmente, a palavra mágica, que tanta comiseração causa aos esquerdosos até hoje: “tortura” (veja, no verbete VAR-Palmares, a “Grande Ação” ou “roubo do cofre de Adhemar de Barros”). No dia 15/11/1969, o jornal El Siglo, porta-voz do Partido Comunista Chileno, anunciou em editorial a criação da FBI em Paris, com filiais no Brasil e em outros países latino-americanos. O Chile, com um regime marxista em vias de ser instalado por Salvador Allende, era um refúgio de terroristas e exilados brasileiros (“Betinho”, FHC, José Serra, Plínio de Arruda Sampaio, Francisco Weffort, Darcy Ribeiro, Fernando Gabeira, Alfredo Sirkis), e foi o primeiro país a lançar seus boletins em espanhol - Frente Brasileña de Informaciones, na Casilla Postal 3.594 - Santiago do Chile. No Uruguai, Paulo Schilling e Carlos Figueiredo de Sá, ex-juiz da Justiça do Trabalho e militante da ALN, ambos cassados pelo AI-5, assumiram a coordenação da rede. O jornal uruguaio De Frente, na edição de 8/1/ 1970, dava início à campanha da FBI, publicando a matéria “Torturas en Brasil”. No dia 15/1/1970, houve uma reunião no Centro de Convenções Mouber Mutualité, pertencente aos sindicatos comunistas de Paris, no Quartier Latin, com representantes de partidos políticos, sindicatos e personalidades da esquerda mundial. Tendo ao fundo uma foto de Carlos Marighela, George Casalis, professor da Faculdade de Teologia Protestante de Paris, presidiu a cerimônia, em que participaram da mesa Miguel Arraes, o advogado Jean-Jacques de Félice, Jean-Paul Sartre, Michel de Certau, o padre jesuíta redator da revista Notre Combat, Pierre Jalée - presidente do Comitê de Defesa da revista “Tricontinental”, Jan Talpe - físico belga e ex-professor da USP expulso do Brasil por envolvimento com a ALN, e Lengi Maccario - Secretário-geral da Federação Italiana de Metalúrgicos. Em um livreto da FBI, foram transcritas mensagens de solidariedade e apoio a várias organizações, como a Liga Comunista (Seção Francesa da IV Internacional), o Movimento Separatista Basco (ETA), o Comitê Palestino, a Fundação Bertrand Russel e o Comitê de Iniciativa Belga de Solidariedade com a América Latina. Os boletins da FBI, editados em francês e espanhol, focalizavam temas como “perseguição de religiosos e operários católicos”, “extermínio de índios”, “exploração de flagelados”, “ditadura militar”, “tortura de presos políticos”, “esquadrões da morte”. A Anistia Internacional se aliou à frente de mentiras da FBI, os “subversivos da pena”, no dizer de Del Nero em seu livro A Grande Mentira. Neste mesmo ano de 1970, a leiga Judite Fasolini Zanata e 23 padres e freiras brasileiros foram estudar no Instituto Lumen Vitae, filiado à Universidade Católica de Louvain, na Bélgica, infiltrada por comunistas. No segundo ano do curso, para cumprir determinação acadêmica, o padre Jacques Von Nieuvenhouse exigiu que ela deixasse de lado a ideia de dissertar sobre a teologia da libertação e se ativesse a fatos mais “concretos” sobre o Brasil, como sua situação política, econômica, social e cultural, e que deveria escrever sobre a tortura. Como subsídio, sugeriu que lesse livros de Márcio Moreira Alves, Miguel Arraes, Dom Hélder Câmara, Dom Antônio Fragoso e outros, além da revista esquerdista Croissance des Jeunes Nations. Voltando ao Brasil, Judite assim se referiu à sua tese: “Vim a me certificar tratar-se de matéria inclusa numa campanha contra o Brasil no exterior [...] Premida pela necessidade de terminar com aproveitamento o curso e confiando em que a orientação do Padre Jacques era correta, fiz a tese nos moldes indicados por ele, sem aquilatar o crime que estava cometendo contra minha pátria. Servi de instrumento dessa campanha inconscientemente, vendo agora que fui aproveitada na minha boa-fé pelo orientador da tese” (cit. AUGUSTO, 2011: 171).  No período de 15 Mar a 9/4/1972, na Igreja São Clemente, em Nova York, a FBI apresentou um extensa programação contra o Brasil, englobando conferências, debates, filmes e representações; a programação contou com a presença do teatrólogo Augusto Boal, do cineasta Gláuber Rocha e de Márcio Moreira Alves, entre outros. Em Mai 1972, Miguel Arraes viajou sigilosamente para Santiago do Chile, onde manteve contato com o presidente Salvador Allende; a viagem tinha como finalidade a organização de uma seção latino-americana do Tribunal Bertrand Russel (TBR) e articular a FBI na Argentina, Peru e México. No dia 30/10/1972, o jornalista Castello Branco assim escrevia em sua coluna: “Ficamos sem saber se a campanha é movida por grupos esquerdistas internacionais, instruídos por brasileiros exilados, ou se ela é inspirada por correntes econômicas e políticas interessadas em torpedear o processo de desenvolvimento de nosso país.” (Del Nero, op. cit., pg. 421). Em 1973, a FBI promoveu 2 campanhas contra o Brasil: a 1ª foi iniciada na Bélgica, para suspender a realização da Feira “Brazil Export 1973; o Comitê Belgo-Europa-América Latina e o também belga Movimento Cristão para a Paz desenvolveram intensa campanha para suspender a Feira; a outra campanha ligava-se ao “julgamento” do governo brasileiro pelo Tribunal Bertrand Russel; foi desenvolvida campanha para recolher dados e identificar pessoas dispostas a testemunhar no “julgamento”, previsto para outubro. Um dos principais membros do TBR, o Senador italiano Lélio Basso, seguindo os passos de Miguel Arraes, esteve no Chile, convidando terroristas e foragidos a testemunharem perante o Tribunal; o militante da ALN, Fernando Soares, asilado na Itália, foi ao Uruguai também para convidar terroristas para o mesmo fim. Com a Contrarrevolução Chilena (11/9/1973) e a deposição de Allende, as atividades da FBI foram suspensas no Chile, com a revoada dos subversivos, e o julgamento do Brasil e de outros países latino-americanos foi adiado. Em novembro de 1973, o Comitê Francês da Anistia Internacional, em ligação com a FBI, organizou um Congresso sobre tortura, repetindo as acusações de sempre contra o Brasil; uma das poucas reações vistas foi a do professor Denis Bucan, romeno naturalizado francês; comentando notícia do jornal Le Figaro sobre o evento, Bucan destacou que a Anistia Internacional nunca tinha feito nenhuma crítica contra a tortura e o extermínio nos países comunistas. Aliás, convém lembrar que no livro O ópio dos intelectuais, Raymond Aron, pensador francês, faz a mesma crítica contra seus pares. Segundo Luís Mir (op. cit., pg. 394), a FBI era uma “estrutura política que abrigaria todas as organizações armadas e de oposição à ditadura, tornando-se uma rede de informações internacionais de poderoso alcance político na denúncia de torturas e violações dos direitos humanos no Brasil. (...) centenas de pessoas trabalhando em várias capitais europeias e latino-americanas e expressivo número de voluntários estrangeiros sem remuneração”. “Era impressionante o trabalho dessas figuras de proa, esses artistas de cinema e escritores, que montaram lá em Paris o Front Brésilien de Información; uma central de informação contra o Governo do Brasil. Dom Hélder Câmara ia lá fazer palestras. Aliás, contam que em uma de suas palestras estava presente o dissidente russo Soljenitzyn. O cardeal mandou ‘brasa’, falou mal do Brasil e no final o russo perguntou para ele: - Mas, depois disso, o senhor vai voltar para lá? - Vou. O russo arrematou: - Vai? Não entendi nada!” (Gen Div Negrão Torres - HOE/1964, Tomo 8, pg. 102-3). Com certeza, foi a forma do autor de Arquipélago Gulag chamar D. Hélder de mentiroso, pois se o Brasil fosse realmente governado por um regime truculento, ele seria preso e fuzilado quando retornasse ao País - como ocorreria em Cuba, se  o cardeal embusteiro fosse cubano.

POLOP - Organização Revolucionária Marxista Política Operária: teve entre seus quadros Nilmário Miranda, integrante do naipe de espadas vingadoras da “Comissão dos Desaparecidos Políticos” - grupo revanchista criado no 1º Governo FHC, que deu início às indenizações a parentes de terroristas, como Lamarca e Marighela - verdadeiro assalto ao erário. Por sua obra pecuniária, poder-se-ia chamar o petista de “Numerário Miranda”. Outros intelectuais da POLOP foram: Dilma Vana Rousseff (“Estela”), Érico Izackes Sachs (“Ernesto Martins”), Éder Simão Sader (“Raul Villa”), Rui Mauro de Araújo Marini e Teotônio dos Santos. A POLOP era considerada radical até mesmo por Francisco Julião, líder das Ligas Camponesas. Da POLOP surgiram o Partido Operário Comunista (POC) e o Comando de Libertação Nacional (COLINA). O COLINA foi criado em 1968 e tinha entre seus líderes Ângelo Pezzuti, Carlos Alberto Soares de Freitas, Apolo Hering Lisboa, Herbert Eustáquio de Carvalho, Jorge Raimundo Nahas, Maria José de Carvalho Nahas, Inês Etienne Romeu e Dilma Rousseff Linhares. Membros da POLOP em São Paulo, junto com o MNR de Brizola, criam a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) de Lamarca.

MNR - Movimento Nacionalista Revolucionário

Foi organizado por Leonel Brizola, João Goulart e outros exilados no Uruguai. Brizola era o líder idealizado por Fidel Castro para a Revolução no Brasil, devido a seu nacionalismo anti-imperialista. Após a Contrarrevolução de 1964, por intermédio de Lélio Telmo de Carvalho, o grupo de Brizola no Uruguai obteve ajuda de Cuba: treinamento de guerrilha e auxílio financeiro de mais de um milhão de dólares. O primeiro “pombo-correio” enviado a Cuba foi Herbert José de Souza, o “Betinho”, seguido de Neiva Moreira e do ex-coronel do Exército, Dagoberto Rodrigues (na Tricontinental, Brizola enviou Aloísio Palhano, ex-membro do CGT). Pressionado por Cuba, para justificar os recursos financeiros, Brizola criou em 1966 o Movimento Nacionalista Revolucionário (MNR), para implantar a guerrilha no campo. O MNR articulou a Guerrilha do Caparaó, na região do Pico da Bandeira, em Minas Gerais, onde todos os integrantes foram presos em 1967, depois de serem denunciados às autoridades, por abaterem reses, antes mesmo de desencadear qualquer tipo de ação terrorista. Brizola não contratou advogados para os presos e não prestou conta dos dólares cubanos, sendo chamado por Fidel Castro de El Ratón. Os remanescentes desse grupo uniram-se à esquerda da POLOP para criar a VPR.

Frades dominicanos

No início de 1968, houve várias reuniões no Convento dos Dominicanos do Bairro das Perdizes, em São Paulo, liderado por Frei Osvaldo Augusto de Rezende Júnior, congregando frades para tomada de posição política, que culminaria com a adesão do grupo ao Agrupamento Comunista de São Paulo (AC/SP) - que teve, ainda naquele ano, mudado seu nome para Ação Libertadora Nacional (ALN). Participaram das reuniões Frei Carlos Alberto Libânio Christo (Frei Betto), Frei Fernando de Brito (Frei Timóteo Martins), Frei João Antônio Caldas Valença (Frei Maurício), Frei Tito de Alencar Ramos, Frei Luiz Ratton, Frei Magno José Vilela e Frei Francisco Pereira Araújo (Frei Chico). Frei Osvaldo, apresentando Marighela a Frei Beto, conseguiu a adesão ao AC/SP de todos os dominicanos que participaram das reuniões. Frei Beto também entrou em contato com a VPR por intermédio de Dulce de Souza Maia, nos meios teatrais, onde Frei Beto atuava como repórter da “Folha da Tarde”. A primeira tarefa que os dominicanos receberam de Marighela foi fazer um levantamento de áreas ao longo da Rodovia Belém-Brasília, para implantação de uma guerrilha rural. A área de Conceição do Araguaia, onde a ordem dominicana possuía um convento, foi assinalada no mapa como área prioritária, pois teria importante apoio logístico. Nesse convento, durante certo tempo, os subversivos instalaram um sistema de rádio para difusão de mensagens a Tirana, Albânia. O levantamento sócio-econômico da região foi feito com base no “Guia Quatro Rodas”, da Editora Abril. Esse trabalho passou a ser compartimentado, para aumentar a segurança, e os frades passaram a utilizar codinomes: Frei Ivo, o Pedro; Frei Osvaldo, o Sérgio ou Gaspar I, nos contatos que este tinha com Marighela; Frei Magno, o Leonardo ou Gaspar, era quem mantinha contato com Joaquim Câmara Ferreira; Frei Beto, o Vítor ou Ronaldo, ficou encarregado do sistema de imprensa e também dos contatos com Joaquim Câmara Ferreira, que coordenava as atividades do Agrupamento em São Paulo (o AC/SP se infiltrou na Editora Abril e no jornal Folha da Tarde, do Grupo Folha). Na Folha da Tarde, Frei Beto recrutou os jornalistas Jorge Miranda Jordão (Diretor), Luiz Roberto Clauset, Rose Nogueira e Carlos Guilherme de Mendonça Penafiel. Clauset e Penafiel cuidavam da preparação de “documentos”, e Rose, do encaminhamento de pessoas para o exterior. Na Editora Abril, a base de apoio era de aproximadamente 20 pessoas, comandadas pelo jornalista Roger Karman, e composta por Karman, Raymond Cohen, Yara Forte, Paulo Viana, George Duque Estrada, Milton Severiano, Sérgio Capozzi e outros, que elaboraram um arquivo secreto sobre as organizações armadas (servia também como fonte de informações para organizações subversivas). O AC/SP tinha assistência jurídica, composta de 3 advogados: Nina Carvalho, Modesto Souza Barros Carvalhosa e Raimundo Paschoal Barbosa. Quando procurado pela polícia, em São Paulo, Frei Betto, que havia ingressado no convento dos dominicanos, em São Paulo, em 1966, foi acobertado pelo Provincial da Ordem, Frei Domingos Maia Leite, e transferido para o seminário dominicano Christo Rei, em São Leopoldo, RS. Frei Betto foi preso no RS, onde atuava junto com a ALN para fuga de terroristas ao Uruguai.

PC do B

Partido Comunista do Brasil: facção do PCB, após 1962. Em função do XX Congresso do PCUS (1956), em que Kruschev denunciou os crimes de Stálin, o PCB passou a adotar a tese da “Coexistência Pacífica” e a dar prioridade à “via eleitoral” para a conquista do poder. Os adeptos da luta armada, discordando do PCB, criaram o PC do B, adotando o conceito revolucionário de Mao Tsé-Tung, o maoísmo. O PC do B atuou na Guerrilha do Araguaia, da qual participou José Genoino. “Quando teve os direitos políticos cassados, em 1966, [João] Amazonas já negociava treinamento militar na China para brasileiros e organizava o movimento armado no Araguaia. Pedro Pomar foi encarregado de ir a Pequim comunicar aos camaradas chineses a decisão dos brasileiros do partido de montar uma guerrilha. Pedro foi recebido, de madrugada, pelo primeiro-ministro Zhou Enlai. O segundo homem da hierarquia na China agradeceu a confiança de ter sido informado com antecedência sobre a decisão. Mas, na conversa de duas horas, o primeiro-ministro surpreendeu Pomar ao lembrar derrotas dos comunistas na Índia, na Birmânia e na Malásia. O chinês avaliou que havia um reflutxo dos movimentos armados, embora fossem boas as notícias do Vietnã” (NOSSA, 2012: 44-5). Na UNE, até o governo FHC, PCdoB significava Partido da Carteirinha do Brasil, pelo monopólio de emissão de carteiras estudantis. Com o envolvimento com ONGs corruptas no projeto Segundo Tempo, que derrubou o ministro da Tapioca Esportiva, Orlando Silva, PCdoB passou a significar PCdoBolso, segundo a revista Istoé.

ALN - Ação Libertadora Nacional

Grupo terrorista, cujos fundos eram obtidos por assaltos e dinheiro recebido de Cuba. “Militei na Ação Libertadora Nacional (ALN), uma organização guerrilheira que mantinha excelentes relações com Cuba. Muitos de nossos companheiros receberam treinamento militar na ilha para enfrentar com armas a ditadura militar que havia deposto um governo legitimamente eleito” (Paulo de Tarso Venceslau, “30 Moedas”, site Jornal Contato, acesso em 13/5/2011). O AC/SP havia sido criado em 1967 pelo terrorista Carlos Marighela, após este ser expulso do PCB, depois da Conferência da OLAS, em Cuba. Somente a partir de 1969 o Agrupamento Comunista de São Paulo (AC/SP), também conhecido como Ala Marighella, passaria a utilizar a denominação Ação Libertadora Nacional (ALN). Sua obra Minimanual do Guerrilheiro Urbano foi traduzida para vários idiomas e foi o “livro de cabeceira” dos grupos terroristas Brigadas Vermelhas, da Itália, e Baader-Meinhoff, da Alemanha. “... os “tiras” e policiais militares que têm sido mortos em choques sangrentos com os guerrilheiros urbanos, tudo isto atesta que estamos em plena guerra revolucionária e que a guerra só pode ser feita através de meios violentos” (trecho do Minimanual). Entre 1967 e 1970, comunistas ligados a Marighella e à VAR-Palmares atuaram em Brasília e seu entorno, como fazendas de Formosa, GO, e Paracatu, MG, com aliciamento de estudantes da Universidade de Brasília, liderados por José Carlos Vidal (“Juca”), junto com outro líder estudantil, Luís Werneck de Castro Filho. Em 1968, o grupo de Marighella realizou treinamento de guerrilha próximo ao Rio Bartolomeu, em exercícios de tiro com metralhadora INA e revólver .38. No mesmo ano, Edmur Péricles de Camargo foi enviado por Marighella para fazer um levantamento para instalação de guerrilhas nos arredores das cidades de Formosa, Posse, São Romão, Pirapora e São Domingos. No dia 10/8/1968, a ALN assaltou o trem-pagador Santos-Jundiaí, levando NCr$ 108 milhões, ação que consolidou a entrada da ALN na luta armada; nesse assalto, participou o ministro da Justiça do Governo Fernando Henrique Cardoso, Aloysio Nunes Ferreira Filho, que fugiu em seguida para Paris com sua esposa Vera Trude de Souza, com documentos falsos. “Na terça-feira de carnaval de 1969, foi realizado um assalto ao posto de identificação da Asa Norte, de onde foram roubadas mais de cem células de identidade, uma máquina de escrever e carimbos. Participaram da ação: Fabiani Cunha, Francisco William de Montenegro Medeiros, Maurício Anísio de Araújo, Adolfo Sales de Carvalho, Gilberto Thelmo Sideney Marques e Ronaldo Dutra Machado” (“Agrupamento Comunista se expande para o Planto Central”, site A Verdade Sufocada, 15/4/2011). Junto com o grupo terrorista MR-8, de Fernando Gabeira, a ALN sequestra o embaixador norte-americano Charles Burke Elbrick, no Rio de Janeiro, em 4/9/1969, por cujo resgate foram libertados 15 terroristas (entre os quais estavam Vladimir Palmeira e José Dirceu). Marighela foi morto pela polícia em São Paulo, no dia 4/11/1969: após o sequestro do embaixador americano, as prisões de terroristas tiveram sequência: no dia 1/10 foi preso em São Sebastião, SP, o coordenador do setor de apoio, Paulo de Tarso; no dia 2/11 foram presos no Rio de Janeiro freis Fernando e Ivo; no dia 3/11, já em São Paulo, Frei Fernando “abriu” o restante da rede de apoio, sendo presos os freis Tito e Jorge, um ex-repórter da Folha da Tarde, responsável pelas fotos dos documentos falsos, e um casal de ex-diretores do mesmo jornal; Frei Fernando foi quem levou ao “ponto” com Marighela, no dia 4/11, após revelar duas senhas, pois era o responsável pela coordenação das atividades dos dominicanos com Marighela, desde a saída de Frei Osvaldo de São Paulo, em junho daquele ano. Combinado o encontro com Frei Fernando, Marighela resistiu à ordem de prisão quando entrava no carro de Frei Fernando, sacando um revólver, quando foi morto pelos policiais. A morte de Marighela repercutiu no Brasil e no exterior. Com a morte de Marighella, assumiu o comando Joaquim Câmara Ferreira, o “Toledo”, que viajou a Cuba com Zilda Xavier para receber instruções de Fidel Castro, país em que um dos fundadores da ALN, Agonalto Pacheco, estava em choque com as autoridades locais, especialmente o comandante Manuel Piñero, o “Barbarroxa”, acusado de desvirtuar as iniciativas do AC/SP. Câmara Ferreira foi preso no dia 23/10/1970, em São Paulo; cardíaco, sofreu enfarte na viatura policial, vindo a falecer; Carlos Eugênio Paz, em seu livro Viagem à Luta Armada (Editora Civilização Brasileira, 1996), fantasia a história, dizendo que “Toledo” foi torturado até a morte pelo delegado Fleury; essa versão é negada por Luís Mir (A Revolução Impossível, pg. 560). Em um bolso de “Toledo”, foi encontrada carta de Frei Osvaldo Rezende, onde constavam contatos internacionais, projetos políticos e ligações com os governos cubano e argelino. O governo brasileiro denunciou à ONU a ingerência em seus assuntos de países que não respeitavam o direito internacional - o que não teve nenhuma consequência prática. Em 7/9/1970, João Alberto Rodrigues Capiberibe (mais tarde governador do Amapá), “militante” da ALN, foi preso junto com sua mulher Janete e sua cunhada Eliane. Em 23/3/1971, a ALN faz o “justiçamento” de um “quadro”, Márcio Leite de Toledo. Carlos Eugênio Paz, no livro acima citado, afirma que foi coautor desse “justiçamento”. Junto com o Movimento Revolucionário Tiradentes (MRT), a ALN assassinou o industrial Henning Albert Boilesen, diretor do Grupo Ultra, no dia 16/4/1971 (Sebastião Camargo, da empresa Camargo Correia, era também alvo para sequestro e “justiçamento”, mas prevaleceu a escolha de Boilesen, porque era considerado “espião da CIA” e patrocinador da OBAN). Terroristas da VAR-Palmares, da ALN e do PCBR assassinam o marujo da flotilha inglesa em visita ao Rio de Janeiro, David A. Cuthbert, de 19 anos, no dia 8/1/1972; nos panfletos, os terroristas afirmaram que a ação era em solidariedade à luta do IRA contra os ingleses. Em 1971, a ALN divide-se em duas facções: o Movimento de Libertação Nacional (MOLIPO), parido pelo serviço secreto cubano (José Dirceu era um dos integrantes), e a Tendência Leninista (TL). Em 1972, a ALN/SP assassina o gerente da firma F. Monteiro S/A, Valter Cesar Galatti, ferindo ainda o subgerente Maurílio Ramalho e o despachante Rosalino Fernandes. Em 1972, terroristas da ALN/GB, do MOLIPO e da ALN/SP assassinam o investigador Mário Domingos Pazariello, o soldado da PM/GO, Luzimar Machado de Oliveira e o cabo da PM/SP, Sylas Bispo Feche; a ALN/GB assassina em 1972 Íris do Amaral. No dia 21/2/1973, a ALN formou um grupo de execução, integrada por três terroristas, que assassinaram o proprietário do Restaurante Varela, o português Manoel Henrique de Oliveira, acusado de ter denunciado à polícia, no dia 14/6/1972, a presença de quatro terroristas que almoçavam em seu Restaurante, três dos quais morreram logo após (na verdade, os terroristas mortos estavam sendo seguidos pelo DOI-CODI). No dia 25/2/1973, terroristas da ALN, da VAR-Palmares e do PCBR assassinaram em Copacabana o Delegado Octávio Gonçalves Moreira Júnior. Pelo extenso “currículo” de Marighela, seus familiares receberam mais de 100 mil reais de “indenização”, outorgada pela famigerada “Comissão dos desaparecidos políticos”, criada no primeiro governo FHC. Carlos Eugênio Sarmento da Paz confessou ter praticado em torno de 10 assassinatos. Jessie Jane Vieira de Souza, outra “militante” da ALN, que participou do sequestro de um avião, chegou a ser diretora do Arquivo Público do Rio de Janeiro. Saiba mais sobre as ações dos “honoráveis terroristas” da ALN acessando http://www.ternuma.com.br/ternuma/index.php?open=20&data=220&tipo=2. Com o auxílio do Movimento Comunista Internacional (MCI) e de padres dominicanos, como Frei Beto, a ALN tinha um sistema de propaganda no exterior, a Frente Brasileira de Informações (FBI).

VPR - Vanguarda Popular Revolucionária

Originou-se da fusão de remanescentes do Movimento Nacionalista Revolucionário (MNR) com dissidentes paulistas da POLOP. Teve como líder maior o ex-capitão do Exército, Carlos Lamarca. O chefe do Setor de Inteligência da VPR era Ladislas Dowbor, nascido na Polônia, que participou do sequestro do Cônsul do Japão em São Paulo, Nobuo Oguchi, e posteriormente foi preso e banido do território nacional em troca da liberdade do embaixador alemão Von Holleben, sequestrado no Rio de Janeiro. Carlos Lamarca desertou do 4º Regimento de Infantaria, em Quitaúna, Osasco, SP, em 1969, roubando 63 FAL, cinco metralhadoras INA, revólveres e muita munição da Companhia onde comandava. O plano era levar mais 500 FAL do depósito de armamento do Batalhão, o que não ocorreu porque Lamarca teve que antecipar seu plano. No dia 22/7/1968, a VPR já havia roubado nove FAL do Hospital Militar do Cambuci, em São Paulo. Em 26/6/1968, a VPR explodiu um posto de sentinela do QG do então II Exército, em São Paulo, matando o sentinela, soldado Mário Kozel Filho. Em 12/10/1968, a VPR assassinou o capitão do Exército dos EUA, Charles Chandler, projetando-se perante as organizações terroristas nacionais e internacionais. João Quartim de Moraes, junto com o ex-sargento Onofre Pinto e Ladislas Dowbor, foi o “guia” do “tribunal revolucionário” que condenou Chandler, que foi morto por Pedro Lobo de Oliveira (VPR), Diógenes José de Carvalho Oliveira (VPR) e Marco Antonio Braz Carvalho (ALN). Em 1970, a organização terrorista sequestrou diplomatas estrangeiros: o Cônsul-Geral do Japão em São Paulo, Nobuo Okuchi, no dia 11/3/1970, para libertação do terrorista “Mário Japa”; o Embaixador da República Federal da Alemanha no Brasil, Ehrenfried Anton Theodor Ludwig von Holleben, no dia 11/6/1970; o Embaixador suíço no Brasil, Giovanni Enrico Bucher, em 07 Dez 1970, libertado em troca de 70 presos terroristas enviados ao Chile do Presidente marxista Salvador Allende (24 desses terroristas eram da VPR), onde foram recebidos de braços abertos no dia 13/1/1971. Nesse sequestro, participaram Carlos Lamarca e Alfredo Sirkis; Lamarca desfechou dois tiros à queima-roupa contra o agente Hélio Carvalho de Araújo, que veio a falecer no dia 10/12/1970. O sequestro durou 40 dias e seria o último realizado por organizações terroristas no País. “Ao tratar do sequestro do mesmo embaixador, o livro [A Ditadura Derrotada, de Elio Gaspari] registra as dificuldades para completar a lista dos que seriam libertados em troca da vida do diplomata e à página 341 registra que 18 presos se recusaram a deixar o país. Até hoje ninguém esboçou uma explicação para o estranho fato de presos que, segundo a versão assoalhada e reiterada convictamente por Gaspari, eram torturados e mortos, recusarem a liberdade e o fim das torturas. Curioso!” (Gen Div Negrão Torres - HOE/1964, Tomo 14, pg. 82). A VPR possuía sítio em Jacupiranga, SP, próximo à BR-116, para treinamento de guerrilha, depois desmobilizado, quando passou para a área de Registro, no Vale da Ribeira. Uma das ações mais covardes desta organização, ocorrida durante a “Operação Registro”, foi o assassinato a golpes de fuzil do tenente da PM/SP, Alberto Mendes Júnior, em Registro, SP, depois que o mesmo se entregou como refém a um grupo de terroristas, em troca da vida dos soldados de seu pelotão (10/5/1970). No mês de setembro, descoberto o crime, a VPR emitiu um comunicado "ao povo brasileiro", onde tenta justificar o frio assassinato, no qual aparece o seguinte trecho: "A sentença de morte de um tribunal revolucionário deve ser cumprida por fuzilamento. No entanto, nos encontrávamos próximos ao inimigo, dentro de um cerco que pôde ser executado em virtude da existência de muitas estradas na região. O tenente Mendes foi condenado e morreu a coronhadas de fuzil, e assim o foi, sendo depois enterrado". No início de 1971, a VPR tinha mais militantes no exterior (Cuba, Chile e Argélia – banidos e foragidos) do que no Brasil. Carlos Lamarca morreu em Brotas de Macaúbas, interior da Bahia, em 17/9/1971, ao resistir à prisão. Como recompensa por estes e muitos outros atos criminosos, a família de Lamarca, embora já recebesse pensão do Exército Brasileiro, foi “presenteada” com uma indenização de mais de 100 mil dólares (11/9/1996), doada pela famigerada “comissão dos desaparecidos políticos”, criada no primeiro Governo FHC. Com essa ignomínia, o 11 de setembro deveria ser instituído como o “dia da traição”, como já sugeriu o deputado Jair Bolsonaro. Um dos principais terroristas da VPR foi Diógenes de Oliveira, hoje “Diógenes do PT”, que foi o “PC” da campanha de Olívio Dutra (PT/RS) para governador. Outro “militante” da VPR foi Henri Phillipe Reichstul, presidente da Petrobrás durante o Governo FHC (sua irmã francesa, Pauline, também “militante” da VPR, morreu em um tiroteio no Recife, em janeiro de 1973, depois de fazer um curso de guerrilha em Cuba e tentar a reestruturação da VPR no Brasil. Pela morte da irmã, Henri recebeu R$ 138.300,00, em Jun 1997. Militante da VPR e da VAR-Palmares foi também o Secretário do Trabalho do Rio de Janeiro, Jaime Cardoso, (Governo Garotinho), que teve como Chefe de Gabinete Rafton Nascimento Leão, antigo “militante” da VAR-Palmares. A fusão da VPR com o COLINA resultou na VAR-Palmares de Dilma Rousseff e de outros “honoráveis terroristas”.

VAR-Palmares - Vanguarda Armada Revolucionária-Palmares


A VAR-Palmares resultou da fusão das organizações terroristas VPR e COLINA, em 1969. “Em 1968 saí daqui do 19º. RI e fui servir em Guaíra, no Paraná. Lá chegou ao nosso conhecimento de que grupos terroristas que atuavam no Rio de Janeiro e em São Paulo estavam utilizando aquela área como reunião de homizio. Em uma operação de informações, cercamos uma fazenda que tinha sido comprada por um grupo da Vanguarda Popular Revolucionária (VAR-Palmares) e era o local onde eles faziam treinamento. (...) A intenção deles era começar uma guerrilha na área rural, através do processo do foquismo, que fora sucesso lá em Cuba e na China. Estavam treinando ocultar-se em meio à vegetação, enterrar suprimentos, munição, medicamentos, a caminhar e orientar-se dentro do mato” (Gen Bda Flávio Oscar Maurer - HOE/1964, Tomo 8, pg. 309). Nesse depoimento, o general Maurer narra, ainda, que foi baleado pelo sargento Venadino (2º Sgt Venaldino Saraiva, que se suicidou em 12/5/1964), esquerdista fanático, junto com o aspirante Aloysio Oséas. Maurer teve toda a face esquerda dilacerada e passou por várias cirurgias plásticas. “A par do Setor de Expropriações, a VAR Palmares possui o Setor Territorial, incumbido da arregimentação entre estudantes, camponeses e operários, bem como da ligação, na ocasião oportuna, da coluna guerrilheira com a região urbana, através da aceitação, divulgação e apoio dessa coluna. Cada subsetor do Territorial possui dois grupos distintos: SAM, Setor de Ação de Massas, e GAV, Grupo de Ações Violentas. Ao primeiro, compete conseguir adesões da doutrinação e induzir as massas à realização de ações de interesse da organização, greves, passeatas, depredações etc.; ao segundo compete agir no meio operário, estudantil e camponês, como um órgão de repressão às manifestações contrárias às ações desenvolvidas pelo SAM, como lhe compete, outrossim, a tomada violenta de fábricas, panfletagem e justiçamento” (SOLNIK, 2011: 241). No dia 22/6/1969, a VAR-Palmares roubou em assalto à Companhia de Polícia do 10º Batalhão da FPESP (São Caetano do Sul) 94 fuzis, 18 metralhadoras INA, 30 revólveres Taurus cal .38, 300 granadas e cerca de 5.000 cartuchos de diversos calibres, aumentando consideravelmente seu arsenal, já suprido com o assalto à Casa de Armas Diana e ao 4º Regimento de Infantaria (4º RI) - ação empreendida por Carlos Lamarca, da VPR. No Rio de Janeiro, a VAR-Palmares participou do assalto ao Banco Aliança, Agência Muda (1969), de onde foi roubada a importância de NCr$ 54.884,62, ocasião em que foi assassinado o motorista de praça Cidelino Palmeiras do Nascimento, que conduzia policiais em perseguição aos assaltantes. A VAR-Palmares participou da “Grande Ação”, em 18/6/1969, quando foi roubado de um cofre em Santa Teresa, Rio de Janeiro, a quantia aproximada de 2,596 milhões de dólares. O cofre pertencia ao ex-governador de São Paulo, Adhemar de Barros, e ficava no casarão de sua amante, Anna Capriglione. Parte desse dinheiro (cerca de 1 milhão de dólares) foi entregue ao embaixador da Argélia no Brasil, Hafid Keramane, para aquisição de armas, custear a viagem de terroristas àquele país e auxiliar Miguel Arraes a criar a Frente Brasileira de Informações (FBI). “O assalto ao cofre ocorreu na tarde de 18 de julho de 1969, no Rio de Janeiro. Até então, fora ‘o maior golpe do terrorismo mundial’, segundo informa o jornalista Elio Gaspari em seu livro ‘A Ditadura Escancarada’. (...) A ação durou 28 minutos e foi coordenada por Dilma Rousseff e Carlos Franklin Paixão de Araújo [“Max”, amante de Dilma], que então comandava a guerrilha urbana da VAR-Palmares em todo o país e mais tarde se tornaria pai da única filha de Dilma” (“O cérebro do roubo ao cofre”, revista Veja, 15/1/2003, pg. 36). O ex-ministro Carlos Minc, que hoje participa de passeatas para a liberação da maconha, foi um dos que participaram do roubo. No livro de Solnik, consta que a participação de Dilma a respeito do roubo do cofre foi apenas para trocar parte dos dólares em casas de câmbio no Rio, por ser uma “burguesinha” e ter aparência de socialite, não despertando suspeitas. No Rio Grande do Sul, foram assaltados o Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Porto Alegre, Agência Tristeza, 28/1/1970) e o Banco do Brasil, Agência Viamão, RS (18/3/1970). Em São Paulo, houve tentativa de assalto em um estacionamento, assalto a um supermercado do Sesi, no Cambuci, assalto ao Supermercado Peg-Pag e 3 assaltos a supermercados diferentes do Grupo Pão de Açúcar, todos no ano de 1970. Em 1/1/1970, a título de comemoração do aniversário da Revolução Cubana, a VAR-Palmares sequestrou em pleno voo um avião Caravelle, da Cruzeiro do Sul, que fazia a linha Montevidéu-Porto Alegre-Rio de Janeiro, desviando-o para Cuba. O sequestro foi planejado por James Allen Luz, que o executou com cinco comparsas, dentre os quais Jessie Jane Vieira de Souza, posteriormente diretora do Arquivo do Rio de Janeiro, com sede na antiga dependência do DOPS. Uma das integrantes da VAR-Palmares, do setor de Inteligência, foi Elizabeth Mendes de Oliveira, a “Bete Mendes” de novelas como “Beto Rockfeller”, que usava o codinome “Rosa” na clandestinidade, talvez querendo ser a “Rosa de Luxemburgo” brasileira. Bete Mendes “fazia parte do núcleo da VPR do Colégio de Aplicação, onde foi colega de Pérsio Arida” (SOLNIK, 2011: 187). A então deputada federal Bete Mendes, em visita ao Uruguai com uma comitiva do Presidente Sarney, em 1985, acusou o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, então adido militar naquele país, de ter sido torturado por ele nas dependências do DOI/CODI do II Exército (São Paulo), onde a terrorista passou 18 dias presa depois de ter sido detida no “aparelho” da Rua General Bagueira, 79, com documentos falsos e roubados para uso do grupo terrorista (“Rosa” ficou presa entre os dias 29 Set e 16/101970). A tortura foi negada pelo coronel Ustra no livro Rompendo o Silêncio. Antes da denúncia, “Rosa” já havia sido entrevistada pela revista Afinal (2/7/1985) e pelo jornaleco Pasquim (17 Fev a 05/3/1986), ocasiões em que não citou a tortura, indício de que além de boa atriz é também uma boa mentirosa, o que pode ser corroborado, ainda, pelas declarações de “Max” (do Comando Nacional da organização terrorista) no jornal Zero Hora, de 20/8/1985. Após a prisão de “Rosa”, a VPR fez ainda as seguintes ações: assalto a um carro de transporte de valores da Transfort S/A, em Madureira, Rio, RJ, junto com o MR-8, em 22/11/1971, ocasião em que os terroristas levaram 2 metralhadoras, 2 pistolas calibre 45 e 1 espingarda calibre 12, e assassinaram o suboficial da reserva da Marinha, José Amaral Villela, chefe de segurança do carro de transporte; assalto ao Curso Fischer, Tijuca, Rio, RJ, no dia 14/1/1972; assassinato do marinheiro inglês David A. Gutheberg, no Rio de Janeiro, RJ, no dia 05/2/1972, numa atuação de “Frente” com a ALN, VPR e PCBR; assalto ao Banco da Bahia e ao Banco de Crédito Territorial, em São Cristóvão, Rio, RJ, no dia 25/2/1972; assalto ao Banco Territorial, na Avenida Brasil, Rio, RJ, em “frente” com o MR-8 e PCBR, em abril de 1972; assalto ao Banco Nacional, de Braz de Pina, Rio, RJ, em julho de 1972, em “frente” com o PCBR; assalto ao Banco Itaú, em Botafogo, Rio, RJ, em outubro de 1972, em “frente” com o PCBR; assassinato do Dr. Otávio Gonçalves Moreira Júnior, em Copacabana, Rio, RJ, no dia 25/2/1973, em “frente” com a ALN e PCR; no Rio Grande do Sul, assalto ao Banco Francês e Brasileiro, em Porto Alegre, RS, no dia 14/12/ 1973, em “frente” com o PCBR; em São Paulo, assaltos à Empresa Paulista de Ônibus (Vila Prudente, Out 1970), ao supermercado Pão de Açúcar (Rua Baturité) e Pão de Açúcar (Barão de Jundiaí), ambos em Nov 1970; ao Supermercado Gigante (Lapa, Fev 1971), em “frente” com o PRT; à Fábrica de Parafusos Mapri (Vila Leopoldina, Mar 1971), em “frente” com o PRT; à firma RCA-Victor (Jaguaré, Mai 1971); à Empresa de Ônibus Tusa (Freguesia do Ó, 10/5/1971), ocasião em que foi morto o soldado PM Manoel Silva Neto; tentativa de assalto a uma casa de armas (Av. Rangel Pestana), quando o proprietário foi ferido a tiros, após reagir e evitar o assalto; tentativa de assalto a uma casa de armas (Lapa), evitado por um vigia; tentativa de assalto à residência de um colecionador de quadros, na Rua Veríssimo Glória. No interior do Rio, um terreno seria utilizado para fabricação de bombas de plástico: “O projeto era de montar uma ‘fábrica de bombas’ e fora desenhado por um engenheiro químico egípcio, ligado à Al Fatah e ao Setembro Negro, que se aproximou de Espinosa [Antonio Roberto Espinosa] e se ofereceu para colaborar com a VAR-Palmares. Era um cara de olhos muito vivos e atentos, que diziam mais que sua boca. (...) - Um leilão de velhos telefones públicos a manivela. Isso me interessa - disse o egípco. (...) - Esses aparelhos funcionam como ímãs, dos quais precisamos para nossas bombas por controle remoto” (SOLNIK, 2011: 150). Em seu livro, Solnik não informa se o projeto foi consumado. Durante certo tempo, Delfim Netto esteve na lista dos “sequestáveis”, quando os terroristas descobriram que todo fim de semana o “tsar” da economia viajava a Jundiaí. No discurso de posse da Presidência, em 2011, Dilma Rousseff afirmou que não se envergonhava do passado. Mesmo que ela tenha apenas servido café aos “camaradas d’armas” nos aparelhos onde frequentou (Colina e VAR-Palmares), ela tem, também, as mãos sujas de sangue. “Só em 1969, ela organizou três ações de roubo de armas em unidades do Exército no Rio. Quando foi presa, em janeiro de 1970, o promotor militar que preparou a acusação classificou-a com epítetos superlativos: ‘Joana D’Arc da guerrilha’ e ‘papisa da subversão” (Veja, 15/1/2003, pg. 37). Tadeu, um estudante de Geologia e apaixonado (não correspondido) por Dilma, dizia que ela “é a reencarnação da Krupskaya, e Krupskaia e a própria Dilma são reencarnações de Helena de Troia” (SOLNIK, 2011: 191). Junto com Maria Celeste Martins, Dilma guardava as armas da organização criminosa.

TBR - Tribunal Bertrand Russell

O TBR foi um onagro do Movimento Comunista Internacional (MCI), destinado a “julgar” os países que combatiam o Comunismo (principalmente os países sul-americanos), os quais eram acusados, em pseudojulgamentos (“tribunais”), como violadores dos direitos humanos. O TBR nunca criticou ditaduras de esquerda, como a da URSS (gulags, invasão da Tchecoslováquia, perseguição a dissidentes) e de Cuba, nem a ditadura militar peruana, de esquerda, de Velasco Alvarado, assessorado pelo brasileiro Darcy Ribeiro. O Tribunal Russell I foi constituído em Londres, em 1966, pelo secretário pessoal de Russell. Quando Russell, que era pacifista de boa fé, viu com clareza os reais objetivos da organização comunista, afastou-se do movimento. Por pressão dos serviços secretos britânicos, o TBR foi transferido para Estocolmo, Suécia, onde foi convocado, pela primeira vez, para “julgar” os crimes cometidos pelos americanos no Vietnã. Posteriormente, com o nome de Tribunal Bertrand Russell II, a organização comunista foi transferida para Roma, e foi presidido pelo advogado Lelio Basso, eleito senador pelo PCI. Os países Latinoamericanos processados pelo TBR foram: Brasil, Paraguai, Guatemala, Haiti, Porto Rico, Chile, Uruguai e Bolívia. Os governos militares que governaram esses países eram denominados de “fascistas” pelo TBR e acusados de estarem a serviço do imperialismo americano. Em 1/4/1974, numa sessão do TBR, subversivos brasileiros apresentaram testemunhos, mediante pagamento financeiro: Miguel Arraes, Fernando Gabeira, Frei Tito, Onofre Pinto, Gregório Bezerra. Em janeiro de 1975, após analisar extenso informe do professor brasileiro na Universidade de Vincennes, Francisco Andrade (ligado à ALN), o TBR condenou o Brasil, além de julgar também o Chile, o Uruguai e a Bolívia, todos culpados de “crimes contra a humanidade”. O TBR deu origem ao Tribunal Permanente dos Povos, reconhecido pela ONU, o qual surgiu em 1979 por iniciativa do jurista italiano Lelio Basso, jurado e relator do TBR. O filósofo e matemático britânico Bertrand Russel (1872-1970), Prêmio Nobel de Literatura em 1950, autor de Why I am not a Christian (Por que não sou um cristão), obra de 1936, era contra a Guerra do Vietnã, apoiou o movimento sufragista, o pacifismo e os direitos humanos, porém não demonstrou a mesma ênfase contra o totalitarismo comunista. Outros onagros utilizados pela antiga URSS para realizar sua guerra psicológica foram: Federação Sindical Mundial, com sede em Praga, contava com 138 milhões de inscritos, operava em 56 países; Conselho Mundial da Paz (Helsinque, mais de 100 comissões pela paz, em nível nacional); Federação Mundial da Juventude Democrática (Budapeste, 100 milhões em 180 organizações da juventude); União Internacional de Estudantes (Praga, 4 milhões em 87 organizações); Federação Internacional de Mulheres Democráticas (Berlim, 200 milhões em 9 países); Federação Mundial dos Sindicatos e Professores (Praga, 7,65 milhões em 25 países); Organização Internacional dos Jovens (Praga, 140 mil em mais de 100 países); Organização Internacional do Rádio e da Televisão (Praga, com subgrupos em 19 países); Associação Internacional dos Advogados Democráticos (Bruxelas, cerca de 50 sucursais e subgrupos); Federação Mundial dos Trabalhadores da Ciência (Londres, 300 mil em 51 países); Federação Internacional dos Combatentes da Resistência (Viena, 4 milhões em 470 organizações em 20 países); Conselho Indigenista Missionário (Cimi), fundado em 28/8/1948 em Amsterdã, Holanda. “Para o CIE, o Cimi é, na realidade, órgão de fachada do comunismo internacional” (BAFFA, 1989: 75). Leia, de minha autoria, Tribunal Bertrand Russell: um onagro (quase) esquecido, disponível em http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=8456&cat=Ensaios&vinda=S (acesso em 9/6/2011).

Operação Condor

A Operação Condor foi uma operação conjunta de governos de países sul-americanos para fazer face aos movimentos terroristas-marxistas do final da década de 1960 e início da década de 1970, desencadeados a partir da Revolução Cultural (China) e da OLAS (Cuba). Há livros que tratam do assunto, como Operação Condor - terrorismo en el Cone Sur, do jornalista Nilson Cezar Mariano, e Social Justice, publicado em 1999, da pesquisadora Patrice McSherry, professora de Ciências Políticas da Universidade de Long Island, EUA, em que há um artigo sobre a Operação Condor.
“Foi comprovada, em 1992, através de documentos da polícia secreta do Paraguai, a existência de uma ação de Estado implantada em todo o cone Sul. Na verdade, a Operação Condor foi um acordo costurado por todos os países da região com o intento de facilitar a cooperação regional na repressão aos opositores dos regimes militares que então governavam o Brasil, a Argentina, o Chile e a Bolívia. Teoricamente esses opositores dos regimes militares faziam parte de grupos guerrilheiros com ideologia socialista nos moldes da filosofia radical maoísta e stalinista. Eram apoiados por Cuba de Fidel Castro e indiretamente pelos governos socialistas da antiga União Soviética e da República Popular da China, que desejavam expandir o modelo socialista para todos os países da América Latina. Além do apoio tático e estratégico fornecido pelo governo de Cuba, esses grupos buscavam os recursos financeiros através de ações criminosas, como roubos a bancos e sequestros” (http://pt.wikipedia.org/wiki/Opera%C3%A7%C3%A3o_Condor).
Essa Operação não foi um acordo multilateral terrorista de governos latino-americanos, como propaga a esquerda, mas, sim, um acordo legítimo de defesa conjunta de países contra movimentos terroristas, patrocinados por países totalitários comunistas (URSS, China, Cuba), que queriam implantar, não a democracia, porém a ditadura do proletariado em todo o continente. A Operação Condor foi tão legítima como hoje é a Interpol e os acordos bilaterais de segurança entre países para enfrentar em conjunto o terrorismo e o crime transnacional. “Se a orientação e o apoio dessas operações vinham de fora - vinham da Rússia e da China, via Cuba ou Uruguai - enfim, eram um movimento internacional integrado, o que há de estranho no fato de o Cone Sul se reunir para colocar um ‘basta’ a isso, com troca de informações, já que todos eram atingidos?” (Gen Ex Leônidas Pires Gonçalves - História Oral do Exército/1964, Tomo 1, pg. 92).
No Brasil, se as Forças de Segurança não tivessem desbaratado a Guerrilha do Araguaia, ainda hoje poderíamos estar vivendo uma guerra civil, a exemplo da Colômbia. Nesse caso, o Governo Federal poderia estar hoje negociando, p. ex., com José “Tirofijo” Genoino, a entrega de uma extensa região do Araguaia aos guerrilheiros das FARB, para “conversações de paz”, como ocorreu na Colômbia das FARC durante o governo de Andrés Pastrana. O Sendero Luminoso e o Tupac Amaru (Peru), atualmente sob certo controle, e as FARC e ELN (Colômbia) são os “filhotes” mais duradouros da OLAS de Fidel Castro, que prometeu “criar um Vietnã” em cada país sul-americano.
Nos dias 4 e 5 de julho de 2012, os esquerdistas da América Latina promoveram um seminário sobre a Operação Condor na Câmara dos Deputados, em Brasília, coordenado pela deputada Luiza "La Pasionaria" Erundina, presidente da Comissão Parlamentar Memória, Verdade e Justiça. A Pasionaria original era o apelido de Dolores Ibarruri, líder comunista espanhola, que "teria cortado a garganta de um padre com os próprios dentes" durante a Guerra Civil Espanhola (JOHNSON, 1994: 272). A Pasionaria tupiniquim quer por que quer mudar a Lei da Anistia, de modo que apenas os agentes de Estado que combateram os terroristas sejam processados e presos. Assim, esse Seminário tem como objetivo único, não a apuração da verdade, mas a continuação da campanha nefasta de diabolização das Forças Armadas latino-americanas, ao mesmo tempo em que a petralhada internacional tentará canonizar mais alguns terroristas, sequestradores, assaltantes de bancos e assassinos ainda não relacionados em seu Panteão da Memória e da Verdade. Na ocasião, falou-se em recriar o Tribunal Bertrand Russell para a América Latina.
O jornalista Vannildo Mendes, em texto publicado no Estadão em 5/7/12, abordando a Operação Condor, voltou a repetir a mentira de que a Argentina teve 30 mil desaparecidos durante o governo militar. El Monumento a la Memória, construído em Buenos Aires, tem 5 paredes com 30.000 placas, que deveriam lembrar os desaparecidos argentinos durante o governo militar anticomunista. Porém, apenas 8.718 placas têm identificação, ou seja, há 21.282 placas em branco, sem nomes - uma mentira inflada quase 4 vezes. Os esquerdistas argentinos conseguiram ser ainda mais embusteiros que seus kamaradas brasileiros, ao criar a figura do desaparecido sem nome. Essa vergonhosa mentira vem sendo repetida há décadas e hoje todo mundo acredita que realmente houve 30 mil desaparecidos na Argentina, número assim redondinho, sem uma placa a mais ou a menos. Vannildo deveria mudar seu nome para “Mentes”.
Cínicos, esses esquerdistas! Falam mal da Operação Condor, logo eles, pertencentes à quinta-coluna cubano-moscovita, que ontem se uniram ao KGB e ao PC cubano, criaram a OLAS e dezenas de grupos terroristas para infernizar a América Latina, e hoje estão à frente de movimentos que ainda sonham em implantar o comunismo na região, como a ALBA, o Foro de São Paulo e o Fórum Social Mundial. El cóndor pása... toca a flauta indígena do Peru. E os urubus socialistas apertam o nariz, denunciando o mau cheiro que eles mesmos provocaram.

UNE - União Nacional dos Estudantes

Durante o 2º Congresso Nacional de Estudantes (1938), foi feita a proposta de criação da União Nacional de Estudantes (UNE), que teve sua 1ª Diretoria eleita em 1939. Inicialmente, a UNE era apolítica; entre 1940 e 1943, mobilizou a opinião pública e o Governo para participar na II Guerra Mundial contra o nazifascismo. Era tutelada pela ditadura Vargas e funcionava em sala do Ministério da Educação. A partir de 1943, começa a insurreição, com comunistas e democratas lutando contra a ditadura. A partir de 1959, aprofunda-se a marxização da UNE; nos anos 60, as organizações que dividiam as massas operárias, além da UNE, eram a JUC, o PC (que atuava através de seus diretórios estudantis), a Política Operária (POLOP) e a Quarta Internacional. Eram todos de esquerda, com dosagens diversas de ideologia marxista. O Partido de Representação Acadêmica (PRA), criado na Faculdade de Direito da USP, era considerado de Direita. Também nos anos 60, dá-se o encontro ideológico, reunindo a JUC, a Esquerda Católica e o Esquerdismo marxista. A Faculdade Nacional de Filosofia (FNFi) desempenhou papel importante na agitação estudantil e no processo de marxização da Universidade. “Onde o professor é de tempo parcial, como na maioria da América Latina, a tendência dos estudantes é dar mais atenção a preocupações não acadêmicas, inclusive políticas”. (Seymor Martins Lipset, “University Students and Politics in Underdeveloped Countries”, in Minerva, Vol. III, nº 1, 1964, pg. 38-39). No dia 28 de março de 1964, os Diretórios Acadêmicos das Faculdades Nacionais de Direito (CACO) e da Filosofia, da Universidade do Brasil, mais o de Sociologia da PUC, lançaram manifesto de apoio aos marinheiros e fuzileiros em greve na sede do Sindicato dos Metalúrgicos. No dia 31 de março, exigiram de Jango armas para a resistência contra o levante de Minas, mas tiveram que se contentar com “manifestações antigolpistas” na Cinelândia. Com a depredação da sede da UNE, o seu presidente, “apista” José Serra (Ministro da Saúde durante o Governo FHC), empossado em 1963, pediu asilo à Embaixada do Chile. “Terminava, assim, o ciclo de agitação estudantil, que depois iria se desdobrar em trágicas consequências, no terrorismo e na ilegalidade” (José Arthur Rios, in Raízes do Marxismo Universitário). O mesmo Arthur Rios é autor de um famoso axioma: "Pais positivistas, filhos comunistas, netos terroristas". Na “campanha nacional de alfabetização”, no Governo Goulart, a UNE recebeu 5.000 dólares de Moscou, por intermédio da UIE. “Essa mesma UNE..., em 1968, provocou o atentado do Calabouço, aquela crise criada pelo assassinato de um estudante, que nem era estudante, era um funcionário do Calabouço” (Jornalista Themístocles de Castro e Silva - HOE/1964, Tomo 4, pg. 281). Com a ascensão do PT na Presidência da República, a UNE se tornou importante falange do “fascismo gay”, do qual recebeu R$ 12,8 milhões no período de 2004 a 2010. O governo Lula “indenizou” a UNE em R$ 44,6 milhões, dos quais R$ 30 milhões foram liberados em 2010, para construção da nova sede da entidade, no Flamengo, Rio de Janeiro. A obra ainda não saiu do papel, embora Lula tenha participado do lançamento da pedra fundamental.

Foro de São Paulo

O Foro de São Paulo (FSP) foi criado em São Paulo, em julho de 1990, sob os auspícios do Partido Comunista de Cuba (PCC) e o Partido dos Trabalhadores (PT). É um movimento neossocialista latino-americano, planejado por Fidel Castro, para adaptação das esquerdas à nova ordem mundial após a desintegração da União Soviética. “Numa reunião presidida por Fidel Castro e com as presenças de Lula (Luís Inácio Lula da Silva), do José Genoino, do Frei Beto e de outros líderes do Partido dos Trabalhadores (PT), Fidel disse claramente: ‘Se Lula não ganhar a eleição (de 1989) é preciso formar uma entidade para coordenar a esquerda latino-americana’. Previa-se em janeiro de 1989, nessa reunião em Cuba, o chamado Foro de São Paulo. Lula perdeu a eleição e fundou-se o Foro de São Paulo, em julho de 1990, exatamente como tinha sugerido Fidel Castro. Foi num evento no Hotel Danúbio, na capital paulista, presentes 48 entidades, várias guerrilheiras, dentre as quais duas peruanas e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). A estrutura de toda a esquerda, na América Latina, em 1990, começou a ser organizada” (Cel Aluisio Madruga de Moura e Souza - HOE/1964, Tomo 15, pg. 353). Em 1993, na cidade de Havana, o FSP decidiu que suas então 112 entidades deveriam apoiar Cuba em seu “período especial”, após perder a mesada soviética, trabalhar para eleger Lula e impedir o desenvolvimento do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA). E que se o NAFTA entrasse em vigor, haveria o levante de Chiapas, o que veio a ocorrer em 1/1/1994 com o EZLN. Os líderes do FSP são: Fidel Castro (Cuba), Luís Inácio da Silva (Brasil) e Cuauhtémoc Cárdenas (México); outros expoentes do Foro, seguidores da “Teologia da Libertação”: ex-padre Leonardo Boff, Pedro Casaldáliga (Bispo de São Félix do Araguaia, MT), Werner Sienbernbrock (Bispo de Nova Iguaçu, RJ) e Samuel Ruiz Garcia (Bispo de San Cristóbal de las Casas, Chiapas, México - um dos líderes do EZLN), além de Frei Beto, editor da revista America Libre, do FSP. O VI encontro do FSP, p. ex., ocorreu em San Salvador/El Salvador, em Jul 1996, quando reuniu 112 partidos políticos de mais de 20 países da região, 187 delegados, 52 organizações, 289 participantes, 144 organizações convidadas, 44 observadores e 35 grupos da América, Europa e África. No encontro realizado em Cuba, em 2001, o FSP apresentou projeto de estender a todos os países da América Latina os padrões de “liberdade de imprensa” existentes em Cuba. Leia “Que é o Foro de São Paulo?”, no site Mídia Sem Máscara (www.midiasemmascara.org), edição nº número 4, de 16/10/2002, e acesse http://www.forosaopaulo.org. Leia todas as Atas do FSP em http://www.midiasemmascara.org/arquivo/atas-do-foro-de-sao-paulo.html..

Rede Liliput

Rede italiana, ligada ao Fórum Mundial das Alternativas, presidida pelo padre Alex Zanotelli, figura ativa da “Teologia da Libertação”, espécie de Frei Betto daquele país. O nome “Liliput” e o estilo de atuação de tal “rede” faz referência à obra do escritor irlandês Jonathan Swift, em que uma multidão de anõezinhos conseguiu neutralizar o “gigante” Gulliver. Hoje, o gigante a ser acorrentado e destruído pelas esquerdas liliputianas é Tio Sam e o dito “neoliberalismo”. Anteriormente, com o Movimento Comunista Internacional (MCI), p. ex., a estrutura era hierárquica, em torno de um partido comunista do país, sob o comando supremo do PCUS. Hoje, a estratégia é horizontal, com milhões de organizações contestatórias espalhadas por todo o mundo, para combater o G-8, o FMI, a OMC, o Banco Mundial, o Fórum da Davos, o “neoliberalismo” e, principalmente, Tio “Gulliver” Sam. Vale dizer, o capitalismo. As táticas desenvolvidas pelas “redes liliputianas” mundiais da esquerda incluem congressos, como o Fórum Social Mundial. O ítalo-brasileiro José Luiz Del Roio, intelectual com participação importante no III FSM (2003) afirmou que tem entre seus objetivos “recuperar criticamente a expressão histórica e política da nova esquerda e do movimento operário e comunista em geral”, além de participar da atual tentativa de “refundação teórica do marxismo” (CubDest, 6/2/2003).

Comissão Nacional da Verdade

“Os homens odeiam a verdade quando ela lhes é contrária” (Sócrates). Parida pelo famigerado Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), o qual foi escrito a quatro mãos pelos antigos terroristas Dilma Rousseff e Paulo Vannuchi, a Lei no. 12.528, de 18/11/2011, que cria a Comissão, tem como meta reescrever a história recente do Brasil, dentro da ótica marxista, em claro revanchismo contra os militares. Maria do Rosário, da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, afirmou: “Alguns setores, que sempre resistiram a fornecer dados, estão agora mudando a tática. Estão investindo na destruição da imagem das pessoas, atitude que repudio com veemência. Mas, se estão fazendo isso, é sinal de que sabem que vamos chegar lá” (O Globo, 2/5/2011). Maria do Rosário deveria se lembrar de que quem tenta destruir a imagem das pessoas são os terroristas, que, em revanchismo sem fim, qualificam os militares que combateram a subversão comunista como “torturadores”, como o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, que responde a processos atrás de processos. O coronel Armando Avólio Filho também teve sua carreira precocemente encerrada, ao ser acusado de torturador quando era adido militar na Inglaterra. A Comissão pau-de-sebo deveria mudar seu nome para “Comissão da Calúnia”, como disse o general Maynard Marques de Santa Rosa, já que todo esquerdista é fã de Lênin, que afirmou: “Os comunistas deveriam lembrar-se de que falar a verdade é preconceito pequeno-burguês. Uma mentira, por outro lado, é muitas vezes justificada pelo fim”. Ives Gandra compara a Comissão espúria aos Borg da série Star Trek (Jornada nas Estrelas), humanos robotizados que pretendem “assimilar” todos os povos do universo, ou matá-los. “Os Borgs representam as ditaduras ideológicas, que não admitem contestação e que procuram dominar os povos, eliminando as oposições e as verdadeiras democracias. (...) Não creio que a Comissão da Verdade venha auxiliar muito este seu projeto [da presidente Dilma Rousseff], na medida em que, sobre relembrar fantasmas do passado e rememorar dolorosos momentos de uma história em que militares e guerrilheiros torturaram e mataram, tende a abrir feridas e acirrar ânimos. (...) Sou favorável a que os historiadores - e não os políticos - examinem, pela perspectiva do tempo, o ocorrido naquele período, pois não são os políticos que contam a história, mas aqueles que se preparam para estudá-la e examinam-na, sem preconceito ou espírito de vingança” (Ives Gandra da Silva Martins, in Os Borgs e a Comissão da Verdade). Há um dito que diz que “a mentira é como carvão; quando não queima, suja”. O objetivo da Comissão da Calúnia é queimar a História recente do Brasil e sujar os nomes dos militares que combateram os terroristas. “A memória do que se passou nos últimos quarenta anos está sendo totalmente apagada, caricaturada, recontada, reescrita, safenada, já fizeram ‘o diabo’ com essa história” (Otto Maria Carpeaux - HOE/1964, Tomo 3, pg. 102). Enganando a sociedade, a esquerda tenta seguir a máxima de Aristóteles Onassis: “Não ser descoberto na mentira é o mesmo que viver na verdade”. O que dizer sobre essa neurose da esquerda, de tentar modificar sua biografia, destruindo o passado? Freud explica: “O passado rejeitado volta com redobrada força”. Por que perpetuar esse conflito com o passado? É Hitler que responde ao “fascismo gay”: “Deve-se permitir que as pessoas entrem em atrito mútuo. O atrito produz calor, e calor é energia”. A presidente Dilma Rousseff anunciou no dia 10/5/2012 os 7 integrantes da Comissão da Verdade: José Carlos Dias (ministro da Justiça no governo Fernando Henrique), Gilson Dipp (ministro do Superior Tribunal de Justiça), Rosa Maria Cardoso da Cunha (advogada de presos políticos, entre eles da agora presidente Dilma Rousseff), Cláudio Fontelles (procurador-geral da República no governo Fernando Henrique Cardoso), Paulo Sérgio Pinheiro (diplomata), Maria Rita Kehl (psicanalista) e José Cavalcante Filho (jurista). Sete, a conta do mentiroso... Esse verdadeiro Esquadrão de Reescritores orwelliano terá 2 anos para assassinar a História recente do Brasil. Ou seja, os “Dois Minutos de Ódio” de 1984, de George Orwell, foram transformados pela terrorista Dilma Rousseff em “Dois Anos de Ódio contra os Militares”, dos quais ela é a comandanta-em-chefa. Haverá também comissões estaduais, filiais do Pravda tupiniquim. O de Pernambuco chamar-se-á D. Hélder Câmara. “O Ministério da Verdade - ou MINVER, em novalíngua - era completamente diferente de qualquer outro objeto visível. Era uma enorme pirâmide de concreto branco, erguendo-se, terraço sobre terraço, 300 m sobre o solo. De onde estava, Winston conseguia ler, em letras elegantes colocadas na fachada, os três lemas do Partido: Guerra é paz; Liberdade é escravidão; Ignorância é força” (ORWELL, 2007: 11). Nada a ver com o edifício piramidal de Londres, o Shard London Bridge, todo espelhado, com mais de 300 m de altura...


Assassinato da Memória

O fanatismo religioso e a censura ideológica criaram o “bibliocasta” (destruidor de livros). O livro História Universal da Destruição dos Livros, do ensaísta venezuelano Fernando Baéz (tradução de Léo Schlafman, Ediouro, 438 pg., 2006), descreve cinco milênios de “memoricídio”. Em entrevista a Veja (31/5/2006), disse Baéz: “Os maiores inimigos dos livros são intelectuais” (pg. 114). A Biblioteca de Alexandria, a mais célebre da Antiguidade, chegou a ter 700.000 rolos de papiro. Foi destruída parcialmente por um incêndio quando Júlio César conquistou o Egito. A destruição final é atribuída aos árabes, quando conquistaram o país no século VII. A Inquisição queimou livros contrários à doutrina da Igreja. “Até Bíblias em línguas vernáculas foram queimadas, pois a Igreja só admitia o livro sagrado em latim” (idem, pg. 114). O nazismo promovia cerimônias públicas para queima de livros de autores judeus, comunistas, pacifistas ou considerados contrários ao nacionalismo alemão. O comunismo na União Soviética, além de destruir igrejas, também promovia a queima de livros “burgueses”. O hagiógrafo de Che Guevara, Jorge Castañeda, escreveu que “o menino asmático passou longas horas ... desenvolvendo um intenso amor pelos livros” (FONTOVA, 2009: 179). “Não obstante, um dos primeiros atos do bibliófilo depois de entrar em Havana em janeiro desde 1959 foi promover maciça queima de livros” (idem, pg. 179). “Jules Dubois, do Chicago Tribune, e Hal Hendricks, do Miami News estavam no meio das ruínas de minha biblioteca em cinzas. Nenhum deles atribuiu qualquer importância ao episódio” (Salvador Díaz-Verson - idem, pg. 180). No Senado americano, Díaz-Verson afirmou: “Eu tinha 250.000 fichas de comunistas latino-americanos e 943 registros pessoais... Por toda parte os comunistas agem em duas frentes: uma pública, outra secreta - isto é, uma visível, outra ‘invisível’. Em Cuba, a frente ‘secreta’ é a que opera na prisão de La Cabaña, cujo chefe é Che Guevara” (idem, pg. 186). Em 1960, Cuba já estava infestada de russos e quase 2.000 cubanos haviam sido fuzilados no paredón. Na Guerra do Iraque, depois da invasão americana de 2003, foram destruídos museus, bibliotecas e sítios arqueológicos. Peças roubadas foram contrabandeadas pelo mercado negro internacional. “Livros sumérios de 5000 anos foram roubados do Museu Arqueológico de Bagdá” (Veja, 31/5/2006, pg. 115). No Brasil, com o Projeto Memórias Reveladas e a Comissão Nacional da Verdade, o “fascismo gay” tem exatamente este objetivo: assassinar a História do Brasil. “O ‘revanchismo’ grassa à solta, oriundo do próprio Governo; a mídia, primordialmente ‘revanchista’, reflete a história recontada e não a história verdadeira. É essa história recontada que os estudantes aprendem atém mesmo, pasmem, na AMAN, cujos professores do QCO e os contratados tiveram formação universitária com essa distorção” (Gen Ex Carlos Tinoco Ribeiro Gomes - HOE/1964, Tomo 10, pg. 39). “Mas a história, ela própria, acontece duas vezes. Uma no instantâneo eclodir dos fatos. Outra nas obras literárias, históricas, memorialísticas e, hoje, no audiovisual, na TV, no cinema, em CD-ROM. Se na primeira perdemos fragorosamente, na segunda não nos saímos de todo mal” (Alfredo Sirkis, no prefácio da 14ª. edição de sua obra Os Carbonários - cit. por Gen Negrão Torres - HOE/1964, Tomo 14, pg. 49). Um oficial me confidenciou que um professor de uma faculdade de Brasília ensina que o Exército Brasileiro, durante o governo dos militares, era racista. A argumentação tosca do embusteiro é essa: nos EUA, os Panteras Negras eram perseguidos pela polícia porque eram negros (na verdade, eram terroristas). E, no Brasil dos malvados militares - que copiaram tudo de ruim dos EUA -, os trabalhadores das indústrias, os quais, segundo o falso professor, eram de maioria negra (onde era isso? na Bahia?) e perseguidos simplesmente porque eram negros. Na verdade, havia uma lei de greve que valia para todos os trabalhadores, tanto negros, como brancos ou pardos - Lula incluso.

Fascismo gay

Trata-se do fascismo brasileiro, de tempero gramscista, consolidado pelo sucessor de FHC, o gay fascism. Nesse modelo, não existe oposição e todos os setores da sociedade, inclusive empresários, estão “alegremente” (gay) co-optados com as benesses do Poder Central. “O ‘pensamento’ de Marx (e de seus seguidores) continua a causar estragos e até a apresentar-se como ‘hegemônico’, sobremodo em algumas partes da descarnada América Latina. É puro ‘non-sense’. Mas pelo menos no Brasil é inquestionável a supremacia da dogmática marxista, pois o país tornou-se o espaço vital onde milhares e milhares de militantes esquerdistas, comandados por uma máquina bem-azeitada e nutrida o mais das vezes nos fundos públicos (subtraídos a muque do bolso do trabalhador e dos empresários contribuintes), atuam sistemática e proficuamente nas cátedras, parlamentos, púlpitos, quartéis, mídias, associações civis e militares, sindicatos, prisões, palcos, telas e até nos prostíbulos, com o objetivo único e irreversível de ‘socializar’ a nação” (PONTES, 2003: 42-3). “Na medida em que crescem, de forma galopante as escorchantes tributações sobre os bens privados, do trabalhador e dos empresários, aumenta em proporção geométrica o número dos ‘excluídos’, pois uma coisa decorre da outra: é o Estado (com suas elites, suas agências, instituições e burocracia em geral) que se apropria, por força da violência legal (e da inércia ou ignorância da população), da riqueza produzida pela sociedade para usufruto diuturno de privilégios” (idem, pg. 43). No Brasil, “os antigos militantes da luta armada trocaram as selvas e os ‘aparelhos’ urbanos pelas vias democráticas: alguns tornaram-se parlamentares, ministros, membros do governo, ecologistas, professores, comentaristas da mídia, e outros tranformaram-se simplesmente em líderes religiosos e integrantes ativos das ONGs, constituídas por vasto contingente de ‘intelectuais orgânicos’ muito bem remunerados com recursos do próprio governo e de grupos e empresas internacionais. A estratégia ‘democraticamente’ adotada para tornar o Brasil uma ‘República Popular Socialista’ é a da ‘revolução passiva’, extraída dos ‘Cadernos do Cárcere’ de Antonio Gramsci (1891-1937), um membro do Comitê Central do Partido Comunista italiano que discordava parcialmente das teses revolucionárias de Lênin e pregava a tomada do poder pela ação ‘hegemônica’ dos intelectuais infiltrados no aparelho do Estado e suas instituições” (idem, pg. 57). “O mercado não dá a menor bola para esse tipo de debate. Ele não quer saber qual é a ideologia do petismo. A sua pergunta sempre será a seguinte: o modelo rende? Rende. Então tudo está no seu devido lugar” (AZEVEDO, 2008: 138). “Somos mais governados pelo PT que não vemos do que por aquele que vemos. (...) A mina de ouro está nas diretorias e nos milhares de cargos das estatais. É aí que está alojado o PT. É por isso que eles lamentam tanto as privatizações do governo FHC. Imaginem se essa gente tivesse, por exemplo, a Telebrás nas mãos: 27 presidências regionais, mais os milhares de cargos de confiança. Mais a Vale, a CSN, a Embraer...” (AZEVEDO, 2008: 124-5). “Dezenas de jornalistas aguardavam uma definição na portaria do edifício Rocha. Por pouco não desci para dizer-lhes que não haveria mais a chapa PT-PL. Quando já ia pegar o elevador, fui chamado de volta. As negociações haviam recomeçado, agora no quarto do anfitrião. Embora sempre procurasse me manter à distância nessas horas, esperando por uma decisão para comunicá-la à imprensa, estava claro para todos que o impasse se dava na questão da ajuda financeira que o PL tinha pedido ao PT para fazer sua campanha. Somente três anos depois, quando estourou o ‘escândalo do mensalão’, eu ficaria sabendo que o valor solicitado era de 10 milhões de reais. No início da noite, os dirigentes dos dois partidos anunciaram que a aliança estava selada, como queriam Lula e Alencar” (KOTSCHO, 2006: 223).










Bibliografia e leitura recomendada:

AL-ALCHEIK, Hassam. O Lugar da Mulher no Islã. Centro de Divulgação do Islam para América Latina. Caixa Postal 5222 - Rudge Ramos - São Bernardo do Campo, SP.
ALENCASTRO, Luiz Felipe de. Vida Privada e Ordem Privada no Império.
ALVES, Márcio Moreira. O Despertar da Revolução Brasileira. Seara Nova, Lisboa, 1974.
AMADO, Jorge. Navegação de Cabotagem. Círculo do Livro, São Paulo, 1992.
AMIGOT, Fernando Ayape. Israel, crônica de uma ocupação. Única - Gráfica e Papelaria Ind. Com. Ltda. Brasília, DF.
ARAGÃO, José Campos de. A Intentona Comunista de 1935. Bibliex, Rio, 1973.
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USTRA, Carlos Alberto Brilhante. A Verdade Sufocada - A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça (3ª. edição ampliada - índice onomástico). Editora Ser, Brasília, 2007.
USTRA, Carlos Alberto Brilhante. Rompendo o Silêncio. Editerra Editorial Ltda, Brasília, 1987.
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VALLS, Jorge. Vinte Anos e Quarenta Dias - a vida numa prisão cubana. Editora Nórdica.
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WOOD, Geoffrey. Falácias econômicas - Livre comércio causa desemprego. Instituto Liberal, Rio, 1998.




Leitura recomendada na Internet:

A Verdade Sufocada - http://www.averdadesufocada.com/
Blog do Percival Puggina - http://www.puggina.org/
Blog do Reinaldo Azevedo - http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/  
Brasil Acima de Tudo - http://brasilacimadetudo.lpchat.com/  
CATO Institute - http://www.cato.org/  
Cubanet - www.cubanet.org 
Cubdest - www.cubdest.org 
Diego Casagrande - www.diegoreporter.blogspot.com/
Escola Sem Partido - http://www.escolasempartido.org / 
Farol da Democracia Representativa - http://www.faroldademocracia.org/  
Grupo Inconfidência - http://www.grupoinconfidencia.com.br/   
Heitor de Paola - www.heitordepaola.com/
Instituto Liberal - http://www.institutoliberal.org.br/  
Instituto Ludwig von Mises Brasil - http://www.mises.org.br/  
Instituto Plínio Corrêa de Oliveira - http://ipco.org.br
Mídia Sem Máscara - http://www.midiasemmascara.org/
Nivaldo Cordeiro - http://www.nivaldocordeiro.net/
O Indivíduo - www.oindividuo.com/
Olavo de Carvalho - http://www.olavodecarvalho.org/
Piracema - Nadando contra a corrente - www.felixmaier.blogspot.com/
Por uma Educação de Qualidade - http://umaeducadora.blogspot.com/
Ricardo Bergamini - http://www.rberga.kit.net/
Wikipédia do Terrorismo no Brasil - www.wikiterrorismobrasil.blogspot.com/





Leia, de minha autoria:



























Leia, ainda, os seguintes textos:

































Partidos comunistas atuais





Na atualidade existem centenas de partidos políticos comunistas, com um nível de sucesso muito variado, desde os que se encontram no poder aos que constituem pequenos grupúsculos escassamente influentes na política dos seus respectivos países.

No governo



Na coaligação governamental



Na oposição


Em países lusófonos:


Noutros países:


Lista de partidos extintos


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