MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

O PT oficial e o PT clandestino




O PT oficial e o PT clandestino

Félix Maier

Lula foi uma liderança sindical criada e incentivada pelo general Golbery do Couto e Silva, “o bruxinho que era bom”, para neutralizar o projeto político de Leonel Brizola junto à classe trabalhadora, quando ocorresse a redemocratização, assim como para neutralizar as lideranças da esquerda radical, de modo que os idos de março de 1964 não se repetissem.

O “Lula secreto”, que no início dos anos 1970 tomou aulas de sindicalismo na Johns Hopkins University, nos EUA, sempre foi uma figura dúbia, de tal modo que Guido Mantega o considerava um “burguês” a serviço das montadoras e chegou até a boicotar um texto dele em um jornaleco esquerdista. Romeu Tuma Jr., no livro Assassinato de Reputações, afirma que Lula era um informante dos militares, conhecido como “Barba”, era amigo pessoal do delegado Romeu Tuma e, quando esteve preso, tinha muitas regalias, como não ficar atrás das grades, mas em uma espécie de prisão domiciliar.

Passados esses anos todos, descobriu-se que Lula, o “cabo Anselmo do ABC”, conseguiu enganar a todos, a começar por Golbery, que acreditava ter ajudado a criar uma oposição “digerível”, o Partido dos Trabalhadores (PT). O “Barba” provou que não é um democrata, mas uma figura desprezível que se ligou a tiranos sanguinários comunistas, como Fidel Castro, para transformar toda a América Latina em uma nova União Soviética. A União das Nações Sul-Americanas (Unasul), por acaso, não lembra a URSS?

O PT, em sua trajetória, sempre provou ser um partido autoritário, em que prevalece a ética leninista de que os fins almejados justificam os meios sujos utilizados. Provas? O PT não apoiou o candidato presidencial Tancredo Neves no Colégio Eleitoral, não assinou a Constituição de 1988, detonou o presidente Collor de Mello com seu “governo paralelo, instituiu o “orçamento participativo” em muitos municípios, tirando as prerrogativas dos vereadores, não apoiou Itamar Franco em um momento difícil, foi contra o Plano Real e a responsabilidade fiscal – além de outros arroubos autoritários que veremos adiante.

A história do PT é, principalmente, a história de Lula. Há o PT oficial (e o Lula oficial), propagado pela mídia, e o PT clandestino (e o Lula clandestino), escondido pela mídia. O PT oficial participou da Constituinte, embora tenha se negado a assinar a Constituição, por não ser stalinista como desejava. O PT clandestino quis retirar da Constituição a prerrogativa das Forças Armadas, no que diz respeito à garantia da lei e da ordem (GLO), com o intuito de enfraquecer a ultima ratio de defesa da democracia. Tanto é verdade que, quando Lula foi eleito presidente, seu governo criou a Força Nacional de Segurança, para substituir as Forças Armadas em ações internas.

Em 1989, Lula foi o candidato a presidente do PT oficial. Derrotado nas urnas, entrou em ação o PT clandestino e seu desavergonhado “governo paralelo”, com o objetivo de derrubar Collor. Depois de ampla campanha contra o presidente, em que se destacou o serviço secreto do PT, dirigido pelo araponga cubano-brasileiro José Dirceu, com a criação de dossiês e enxurrada de denúncias obtidas por petistas enquistados no governo, Collor foi destituído da presidência. Durante a “CPI dos anões do Congresso”, Esperidião Amin apelidou o serviço secreto petista de “PTPol”, a Interpol do PT. Coitado de Collor! Comparado às falcatruas perpetradas por Lula e pelo PT até os dias de hoje, com destaques para o “mensalão” e o Pasadenagate, Collor não passa de um pivete pé de chinelo.

Um fato grave do PT clandestino ocorreu naquela época, que não teve a devida repercussão na grande mídia. Um antigo guarda-costas de Fidel Castro, Juan Reinaldo Sánchez, autor do livro A vida secreta de Fidel, afirma que espiões cubanos participaram das campanhas presidenciais de Lula, desde 1989. E que os médicos cubanos, recém-contratados por Dilma Rousseff no programa Mais Médicos, não passam também de espiões a serviço de Cuba - um verdadeiro cavalo-de-troia comunista montado pelos “gregos” petistas, uma cunha cubana cravada no coração do Brasil.

O PT oficial nasceu defendendo a ética e pedia CPI para tudo. No entanto, ao comandar as primeiras prefeituras, apareceu a força do PT clandestino, com denúncias de corrupção aos montes, seja em Ribeirão Preto (Antonio Palocci), seja em Santo André (Celso Daniel), ou em São José dos Campos (Ângela Guadagnin, a “dançarina da pizza”). Quando o petista Paulo de Tarso Venceslau, em 1997, denunciou as falcatruas de Lula e do PT, a única providência do PT foi expulsá-lo do Partido, como é de praxe nesses casos. Provou-se que o PT é composto, não por donzelas puras, mas por vestais grávidas.

Em 1990, após a derrubada do Muro de Berlim e o início da implosão da URSS, o PT clandestino entrou em ação com força total. Sem nada divulgar para a imprensa, Lula e Fidel Castro criaram o Foro de São Paulo, o qual tinha três objetivos imediatos: salvar o regime cubano, depois que Moscou deixou de remeter gorda mesada a Cuba, impedir o ingresso do México no NAFTA e eleger Lula presidente do Brasil. O objetivo estratégico do Foro, que engloba partidos políticos e movimentos esquerdistas em geral, além de grupos terroristas como as FARC, é comunizar toda a América Latina, tendo Cuba como farol ideológico. A Venezuela de Chavez-Maduro é o que hoje mais se aproxima desse objetivo final, seguido pela Bolívia de Evo Cocales, o Equador de Rafael Correa, a Argentina de Cristina Kirchner, a Nicarágua de Daniel Ortega e - last but not least - o Brasil de Lula-Dilma.

O atual ministro das Relações Exteriores do PT oficial, embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, é mera figura decorativa, depois que o Itamaraty foi jogado no limbo pelo PT, não servindo para nada. O Inglês, que é o Esperanto que deu certo, chegou a ser retirado da prova obrigatória de candidatos ao Itamaraty. Para que falar a língua de Shakespeare, se o cara sabe falar “nóis pega os peixe”? Como prova da subserviência do Itamaraty à ideologia bolivariana, vale lembrar os vergonhosos casos de ingerência do Brasil e da Unasul em assuntos externos, como o asilo político concedido ao presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaia, e a crise do impeachment do presidente Fernando Lugo, no Paraguai, ocasião em que se aproveitou para expulsar o Paraguai do Mercosul e acolher a Venezuela. Nem é preciso falar da posição do governo petista (“anão diplomático”) frente a Israel, sempre apoiando os terroristas do Hamas, como se o país judeu não tivesse o elementar direito de defender sua população contra os milhares de foguetes disparados de Gaza. No entanto, a direção da política internacional está com o ministro do PT clandestino, Marco Aurélio “top top” Garcia.

Romeu Tuma Jr., em seu livro Assassinato de Reputações, enumera uma série de crimes cometidos pelo PT clandestino. Como exemplo, ele cita o caso insepulto de Celso Daniel, fazendo uma pergunta até hoje não respondida: “Por que Gilberto Carvalho ainda não caiu do caminhão?” Todos os brasileiros não comprometidos com o petralhismo esperam que esta e outras interrogações sejam respondidas no segundo livro de Tuma Jr., a ser publicado nas vésperas das eleições de outubro. Segundo Tuma Jr., até a Polícia Federal tem uma ala petista, que ele classifica de Gestapo do PT, cuja finalidade é confeccionar dossiês de adversários políticos. Ou seja, assassinar reputações. Vale lembrar os dossiês feitos pelos petralhas contra os candidatos presidenciais Roseane Sarney, José Serra, José Alckmin - além do próprio FHC.

O PT clandestino atua há bastante tempo no mundo virtual, não só nestes tempos de ação webterrorista feita por Franklin Martins para alavancar a reeleição de Dilma Rousseff - com o auxílio prestimoso do petista de carteirinha José Dias Toffoli, ministro do STF e atual presidente do TSE, que impediu que as urnas eletrônicas passassem por um teste público. É crescente o uso da internet para ataques contra a imprensa e desafetos políticos, configurando-se verdadeira guerrilha digital. Um exemplo foi o “tuitaço” promovido por Rui Falcão, presidente do PT, e simpatizantes contra a revista Veja, que publica tanto os “malfeitos” da petralhada, quanto os dos tucanos. Eles utilizam robôs e perfis peões, para fazer crer que houve grande adesão a um movimento, como #vejabandida. O # (hashtag ou marcador) colocado na frente de uma palavra ou expressão compete por atenção na rede. Em 2011, o PT lançou o Núcleo de Militância em Ambientes Virtuais. “A utilização massiva da internet, das redes sociais e de blogueiros amestrados faz parte das táticas de engodo e manipulação da verdade no Brasil”. Na China, os “peões” que defendem o governo comunista recebem 50 centavos por cada inserção de apoio. No Brasil, quanto ganham os insetos da falconaria petralha para assassinar as reputações de Aécio Neves e Eduardo Campos?

Até este insignificante escriba da internet é patrulhado por petistas. Um blog baba-ovo, com o nome de Os amigos do presidente Lula, colocou na internet a calúnia de que eu sou um “falsificador de cartas”. As cartas têm autoria, não inventei nada, apenas postei textos recebidos de colaboradores. Ainda estou pensando se processo ou não o difamador. Por ora, o link está aí, especialmente para o deleite dos petralhas, para que conheçam as cartas postadas por mim no site Usina de Letras e espumem de raiva.

Hoje em dia, devido ao poder imperial que adquiriu, de feição fascista, sem uma oposição efetiva, o PT já realiza ações clandestinas à luz do sol. Um exemplo é o decreto nº 8243, assinado por Dilma Rousseff, de modo a instalar conselhos (sovietes) e comissões em todos os órgãos públicos. Tal decreto é apenas o eco de um outro decreto, feito por um órgão de hierarquia superior, ao qual o PT está inteiramente subjugado: o onagro vermelho que se chama Foro de S. Paulo. O jurista Ives Gandra alerta para o perigo de tal ignomínia ser colocada em prática, tirando as prerrogativas do Congresso Nacional. Na verdade, o decreto de Dilma segue o modelo bolivariano de assalto às instituições, de modo a implantar um governo totalitário no Brasil como o que existe em Cuba. Espero que os congressistas rejeitem tal patifaria.

Outro projeto petista é convocar para setembro deste ano um plebiscito popular por uma constituinte exclusiva, de modo que o povo brasileiro dê carta branca ao projeto de acelerar a cubanização do País. Tal canalhice começou a ser levantada pelo PT depois das manifestações de junho de 2013 e agora toma novo fôlego. Por que o PT tem tanta pressa em realizar tal plebiscito? Como a reeleição de Dilma Rousseff não está garantida, com o crescimento de apoio da população aos candidatos Aécio Neves e Eduardo Campos, o PT quer acelerar o processo de comunização do País.

Se o PT oficial realiza ações cada vez mais ousadas, às claras, tendo em vista tornar o Brasil um país comunista, tendo Cuba como modelo, o que estaria neste momento fazendo o PT clandestino? Importando armas de Cuba e da Venezuela para armar suas futuras milícias, a exemplo do MST, do mesmo modo como fazia o comunista Salvador Allende quando foi presidente do Chile? Não sei. Tratando-se do PT, o pior ainda pode acontecer, porque infelizmente estamos vivendo em uma autêntica República dos Bandidos. 

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Carta de uma brasileira, moradora em Israel


Carta de uma musicista brasileira, moradora em Israel há 22 anos
 
Myrna Herzog
 
Carta a uma amiga de escola, sobre o conflito no Oriente Médio
 
Querida Ana Cristina,
 
Na sua página do facebook, você me escreveu uma carta com suas opiniões sobre o o atual conflito. Tentei responder à sua missiva, na sua página, sem sucesso. O faço através da minha  página, ponto por ponto, com a esperança sincera de contribuir para o esclarecimento desta situação complexa. Para você, que mora na zona sul do Rio e não no Oriente Médio, a receita de acabar com a guerra é fácil: o governo de Israel com “uma inteligentzia infalível”, “vai lá, prende os caras, julga, mostra pro mundo e acaba com o drama”.
 
Parece Ana, que você anda vendo filmes de Rambo demais. Não existe nada infalível – será que você ainda não sabe ? Se fosse tão fácil, porque é que o governo de Israel ia deixar a chuva de mísseis continuar a cair aqui ? A nossa defesa não é “infalível” e hoje mesmo eu já tive que sair correndo para me abrigar quando soou o alerta vermelho aqui. Segundo você, “o governo de Israel não tem interesse no fim do conflito . Quer mais terras”. Pois deixa eu refrescar a sua memória : há quase uma década que Israel saiu unilateralmente de Gaza para as fronteiras de 67 e em troca de NADA. Não deixou nem um soldado, nem um colono, nem um único israelense em Gaza; expulsou seus cidadãos, retirou os seus militares, e cedeu cada centímetro de Gaza aos palestinos. Quero lembrar também que a paz com o Egito, que perdura há décadas, foi obtida mediante a devolução total da península do Sinai, uma área bem maior do que a do Estado de Israel.
 
Você alega que Israel “bombardeia a esmo, matando civis e crianças indiscriminadamente.” Espero que você tenha lido o depoimento do meu filho Michel, que serviu o exército como combatente, e relatou o cuidado imenso que Israel toma para não ferir civis e inocentes ao visar alvos militares. Mas Ana, por maior que seja o cuidado de Israel – que não é nem pode ser “infalível” - ele é neutralizado pela política do Hamas de usar os seus civis como escudos (considerada como crime de guerra pela convenção de Genebra).   https://www.youtube.com/watch?v=uzFgIhFKII8
 
O Hamas é uma ramificação da irmandade muçulmana, que em 2007 assassinou os seus rivais do Fatah e tomou o poder à força. Desde então, a ditadura do Hamas, ao invés de construir um Estado, dedicou-se a transformar Gaza em uma base militar, repleta de armas, com o intuito declarado (na sua constituição, veja na wikipedia) de estabelecer um estado muçulmano em toda a região de Israel e Palestina. Ao invés de construir escolas, hospitais, indústrias, estradas, o Hamas construiu quilômetros e quilômetros de túneis subterrâneos para fazer ataques a Israel, gastou milhões na importação e produção de foguetes, lançadores, morteiros, armas. E deliberadamente os colocou em escolas, hospitais, mesquitas e casas particulares (contrariando a convenção de Genebra), de onde disparam seus mísseis contra nós.
 
E quando Israel exerce o seu direito, o seu dever de reagir, tem o cuidado e o trabalhão de avisar por meios de panfletos, telefonemas, SMSs e megafones aos civis assentados sobre tais objetivos militares (depósitos de mísseis e armas), que saiam antes do bombardeio destes alvos militares. Será que dá pra você entender ? Surrealista e criminosa é a atuação do Hamas, querendo vítimas a qualquer custo, que insta os civis a desconsiderarem os avisos que poderiam salvar as suas vidas. Assim, escreveu no dia 12 na sua página de Facebook o porta-voz do Ministério do Interior do Hamas, Iyad Al-Buzum : "O Ministério do Interior e da Segurança Nacional exorta o nosso honorável povo em todas as partes da Faixa [de Gaza] a ignorar as advertências [para desocupar áreas perto dos locais de lançamento de foguetes] que estão sendo divulgadas pela ocupação israelense através de manifestos e mensagens de telefone, já que estes fazem parte de uma guerra psicológica destinada a semear a confusão no front, à luz do colapso da segurança do inimigo [Israel] e sua confusão e perplexidade ".
 
Além de se mesclarem à população inocente, o exército do Hamas usa roupas civis, outro crime de guerra. As leis internacionais da guerra exigem que combatentes se distingam da população civil. Quando os líderes do Hamas escondem soldados ou armas em edifícios civis, não só cometem um crime de guerra (borrar a distinção entre civis e militares), mas convertem a construção civil em alvo militar. Quando o Hamas se esconde atrás de civis, ele não cria para Israel uma obrigação de não disparar; em vez disso, o Hamas se torna responsável pela morte dos civis quando Israel exerce o seu direito de auto-defesa. Uma postagem do Ministério do Interior do Hamas para os ativistas de mídia social, dá claras instruções de chamar sempre os mortos de "civis inocentes" e não postar fotos de foguetes sendo lançados a partir de centros de população civil.
 
O fato de que o Hamas não possui as mesmas capacidades militares israelenses não torna a resposta de Israel ilegal. Não há absolutamente nenhum princípio de direito militar que exija a defesa através do uso das mesmas armas do agressor. Na verdade, todos aqueles que realmente se preocupam com vítimas civis deveriam ser gratos ao fato de Israel utilizar modernas armas de precisão, que minimizam as baixas civis num conflito urbano. A situação seria bem outra, se Israel reciprocasse com o mesmo tipo de armas do Hamas.
 
Você fala também do “ódio fomentado na juventude israelense”. Eu moro aqui há 22 anos, meus filhos foram à escola aqui, e não há nada mais longe da realidade. Muito pelo contrário: a educação aqui luta bravamente contra os estereótipos e preconceitos – que existem em todas as sociedades humanas. Mas o mesmo não se pode dizer de Gaza, onde há uma educação para o ódio, para a guerra (as famosas colonias de férias para-militares para crianças). Veja por exemplo, dois clips recentes de programas educativos infantis da TV Palestina, de maio de 2014 :  https://www.youtube.com/watch?v=0ORAM-usqhQ&list=PLD94E630BF1C97436   e      https://www.youtube.com/watch?v=CwxUjKSTm9c&index=2&list=PLD94E630BF1C97436
 
Você fala de massacre, de genocídio. Ana, pelo amor de Deus: genocídio é o extermínio deliberado de um determinado grupo étnico ou nação. Genocídio foi o de 6 milhões de judeus durante a segunda guerra (entre os quais a maior parte da minha família) que não estavam armados e nem tinham pretensões territoriais de qualquer espécie. Lembro a você que o atual conflito foi iniciado pelo Hamas, que também recusa o cessar fogo. Se Israel pretendesse um genocídio, jogava algumas bombas e pronto. Mas muito pelo contrário, Israel tem feito o possível para salvar as vidas dos pobres palestinos, reféns do Hamas, com avisos, folhetos, telefonemas, e acaba de instalar um hospital de campanha na passagem Erez, para atender aos feridos de Gaza.
 
Você fala do isolamento de Gaza. Lembro que Gaza fazia parte do Egito, e quando Israel devolveu Gaza junto com o Sinai, o Egito recusou. As atuais exigências do Hamas no atual conflito incluem um levantamento das restrições à circulação de pessoas e bens onde ? No cruzamento Rafiah entre Gaza e … Egito ! Porque é que você não protesta contra isto ? Contra a recusa do Egito de abrir as fronteiras para a população de Gaza, ex-egípcia ???
 
Mas as palavras massacre e genocídio você reserva para a gente. E isto, é porque você tem “o maior cuidado em não postar nada que possa ser ofensivo a ninguém”. Pois a parcialidade ofende, Ana e fere. Incita. E demoniza. Em nada ajuda a compreensão do conflito. Quero deixar claro que sou a favor de um estado palestino. Pagaria até um imposto para ajudar a prosperidade de um estado palestino declaradamente pacífico. 

Sou contra ditaduras e portanto contra a terrível ditadura do Hamas – contra a qual você também deveria ser. Torcendo para que Israel possa efetuar o mais rápido e com o mínimo de perdas humanas de lado a lado, a neutralização do poderio militar do Hamas, criando condições para que líderes moderados como Abu Mazen possam assumir a liderança e terminar com o sofrimento da população palestina atualmente sob o jugo do Hamas.
 
À declaração do dia 14 de julho do Ismail Haniyeh, líder do Hamas - “ O inimigo [Israel] cairá através do amor que nossos homens tem pela morte, como eles têm pela vida” - respondo com uma citação do Deuteronômio 30-19 : “Coloquei diante de ti a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida”.
 
Myrna Herzog,
 
regente, solista na viola da gamba, residente em Israel há 22 anos.
 
Leia também: 

Egito apoia Israel, e não o Hamas

 “O Egito não intervirá para deter a guerra na Faixa de Gaza porque o Hamas conspirou com a Irmandade Muçulmana contra o Egito.
O Hamas trabalhava com a Irmandade Muçulmana contra o exército egípcio”.

O atual ataque do Hamas a Israel persuadiu a previsível confusão de nacionalistas palestinos, islâmicos, ultra-esquerdistas e anti-semitas de sair da caverna para criticar de forma ameaçadora o Estado judeu. Porém, mais curiosamente, Israel está recebendo apoio, ou contenção e equanimidade pelo menos, de fontes inesperadas:

O Secretário Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon: “Hoje nos enfrentamos ao perigo de uma escalada integral em Israel e Gaza com a ameaça de uma ofensiva terrestre ainda palpável e somente evitável se o Hamás deixar de disparar projéteis”. As Forças libanesas de Interior detinham dois particulares por haver disparado projéteis sobre Israel. Efetivos da segurança egípcia confiscavam uma vintena de projéteis que estavam sendo introduzidos de contrabando em Gaza. Mahmoud Abbas, secretário da Autoridade Palestina, assistia em Israel a uma “conferência de paz” organizada pelo diário Haaretz, a mesma jornada em que começava o atual enfrentamento* e indignou o Hamás por sua disposição a seguir trabalhando com o Governo de Israel. O ministro jordaniano de Exteriores, Nasser Judej exigia que Israel “detenha imediatamente sua escalada”, porém equilibrava isto com chamamentos à “restauração da calma total e o respeito aos civis” e “a volta às negociações diretas”.
François Hollande, presidente da França, dava a Netanyahu o respaldo mais fervoroso de todos os líderes estrangeiros, ao assegurar ao líder israelense que “a França condena com firmeza os ataques” a Israel, e expressava “a solidariedade da França aos projéteis disparados de Gaza. O governo israelense há de adotar todas as medidas necessárias para proteger sua população de todas as ameaças”.

Os meios de comunicação convencionais também estão mostrando uma equanimidade inusual à Israel. A BBC publicava o artigo “São precisas as imagens de #GazaUnderAttack?”, relativo a umas fotografias que dizem mostrar os efeitos dos ataques israelenses em Gaza, e concluía que “Parte das fotografias são da situação atual em Gaza, porém a análise #BBCtrending descobriu que algumas remontam a nada menos que 2009, e as há procedentes da Síria e do Iraque”. O jornalista da CNN Jake Tapper perguntava à antiga assessora legal da OLP, Diana Buttu pela gravação de porta-vozes do Hamas que instam os civis de Gaza a proteger as residências dos líderes do Hamás com seus corpos. Quando Buttu replicou chamando esta acusação de racista, Tapper respondeu: “Não é racista, temos o vídeo... Não é racista, é um fato”.

Impondo-se a todos estes indicadores, mas menos curioso, Rasmussen refere que o provável votante norte-americano culpa mais os palestinos do que Israel, por uma margem de quase 3 a 1 (42 por cento frente a 15 por cento) pelo conflito em Gaza (segundo a sondagem levada a cabo nos dias 7-8 de julho, recém começadas as hostilidades). É talvez a estatística mais importante, com diferença do conflito fora do Oriente Próximo, mais evidentemente que os votos no Conselho de Segurança.

Comentários:
 
(1) A frieza ao Hamas é em grande medida produto do descobrimento tardio de que os islâmicos representam um perigo maior que os sionistas. Porém a sobriedade dos meios convencionais insinua que, em parte, também se depreenderia do rechaço às táticas vis do Hamas e à repulsa a seu repugnante objetivo de destruir Israel.

(2) Sendo político o objetivo do Hamas nesta guerra, este menor apoio ganha uma importância notável. (11 de julho de 2014).

*12 de julho de 2014: minhas informações acerca da assistência de Abbas à conferência do Haaretz procediam do artigo de Al-Monitor acima, onde ele diz que “No apogeu dos bombardeios israelenses de Gaza na primeira hora de 8 de julho, o Presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, surpreendeu os palestinos intervindo em uma conferência de paz organizada pelo periódico israelense Haaretz”. Porém, o jornalista Adi Schwartz corrigiu isto, escrevendo-me que Abbas não interveio no ato: “todos os representantes palestinos que se supunha assistiriam, decidiram boicotar a conferência. Ele assina uma coluna no periódico”.
13 de julho de 2014: “Egípcios esperam que Israel destrua o Hamas”, escreve Halid Abú Toamehed no Gatestone Institute. Alguns extratos: Azza Sami, Al-Ahram: “Obrigado, Netanyahu e que Alá nos envie muitos como tu para destruir o Hamas”. Amr Mustafá, intérprete, dirigindo-se aos palestinos na Faixa de Gaza: “Tens que desfazê-los do Hamas e vamos ajudá-los”. O Hamas deve deixar de se intrometer nas questões internas dos países árabes imediatamente: “Tira os vossos do Egito, Síria e Líbia. No Egito, hoje combatemos a pobreza criada pelas guerras. Temos problemas próprios de sobra. Não espereis que os egípcios dêem mais do que já deu. Tivemos bastante do que fizestes ao vosso país”.
O Al-Bashayer: “O padrão de vida de um cidadão de Gaza é muito mais elevado do que o de um cidadão egípcio. O pobre do Edito passa mais necessidade que o pobre da Faixa de Gaza. Que Qatar gaste quanto quiser na Faixa de Gaza. Nós não devemos enviar nada que falte em casa”.

Quando o famoso jornalista e apresentador televisivo Amr Adib criticou “o silêncio” de Sisi sobre a guerra na Faixa de Gaza, muitos egípcios lhe pediram que se calasse. Um exemplo: “O Hamas é responsável pela morte de soldados egípcios”. Hamdi Bakhit, antigo general: Israel deveria voltar a ocupar a Faixa de Gaza porque “seria melhor que o governo do Hamas”.

A apresentadora da televisão egípcia, Amany al-Hayat, acusava o Hamas de se fazer de vítima de um ataque israelense para obrigar o Egito a reabrir a passagem fronteiriça de Rafaj com Gaza. “Não querem mais que lhes abramos a passagem de Rafah. O Hamas está disposto a que todos os residentes da Faixa de Gaza paguem um elevado preço com o objetivo de se desfazer de sua crise. Não esqueçamos que o Hamas é o braço armado do movimento terrorista da Irmandade Muçulmana”.

Ahmed Qandil, responsável pelo Programa de Estudos Energéticos da instituição Al-Ahram Estudos Estratégicos, denunciava o ataque às instalações nucleares israelenses de Dimona como “estúpido” e advertia que isto põe em perigo vidas egípcias e árabes: “O Egito tem que adotar medidas de precaução”. Em resposta a esta intervenção, um egípcio escreve: “Que Alá faça vitorioso o Estado de Israel em sua guerra contra o movimento terrorista Hamas, durante este sagrado mês do Ramadán”.

Mustafá Shardi, jornalista: “Nenhum país árabe fez pelos palestinos o que fez o Egito. Por que o Hamas não acode ao (primeiro ministro turco Recep Tayyi) Erdogan? Onde está Erdogan quando faz falta? Por que guarda silêncio? Se ele abre sua boca, eles (Israel e Estados Unidos) lhe renhirão. O povo egípcio se pergunta: onde estão os nossos seqüestrados e levados à Faixa de Gaza? O Hamas deveria se desculpar pelos milhares de túneis que se costumavam utilizar para introduzir recursos egípcios de contrabando. Todos têm seus próprios aviões privados e contas em bancos suíços”.

Mohamad Dahlán, antigo responsável do Interior na Autoridade Palestina, prediz que os egípcios não farão algo para salvar o Hamas: “O Egito não intervirá para deter a guerra na Faixa de Gaza porque o Hamas conspirou com a Irmandade Muçulmana contra o Egito. O Hamas trabalhava com a Irmandade Muçulmana contra o exército egípcio”.

Depois que o secretário da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, telefonou a Sisi para instar-lhe a trabalhar em “um cessar fogo imediato” entre Israel e Hamas, admitia que seu chamamento a Sisi havia fracassado. Segundo Abú Toameh, Sisi (do mesmo modo que muitos egípcios) parece “encantado de que o Hamas esteja sendo fortemente punido”.

O Hamas fez declarações da postura egípcia. Um porta-voz destacava: “É desafortunado ver que alguns egípcios apoiam publicamente a agressão israelense à Faixa de Gaza enquanto os ocidentais expressam solidariedade com os palestinos e condenam Israel”. Os líderes do Hamas utilizam termos como “traição” ou “conchavados”.

Tradução: Graça Salgueiro

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Direita e esquerda: a relevância de uma distinção - em 3 partes

                                                                     
Para Olavo de Carvalho, com admiração.

Fustel de Coulanges mostrou-nos, desde 1864, que o homem é um ser complexo, reunindo, aliás, na sua radical incompletude, contributos díspares de várias épocas históricas.

De quantas faces é composta a face humana? Ainda o sabemos?

Contra a frivolidade mediática dominante, temos de voltar à sabedoria e ao diálogo sereno com os clássicos. É uma tarefa inadiável.

Mas a esquerda, essa fábrica ininterrupta de mentiras, poluiu o nosso ambiente político perigosamente. Abastardou tudo. 

Sem a remoção desse lixo tóxico não se consegue, jamais, edificar uma política decente e um país de homens livres.

Quase todos os manuais escolares e os artigos de jornal dizem-nos, por ex., que o New Deal de Franklin Delano Roosevelt e o sr. Keynes “salvaram” o capitalismo, livrando-nos, miraculosamente, da Grande Depressão de 1929 e das suas funestas consequências económicas. Adam Smith estava errado. É esta a mensagem subliminar.  

O “homem do sistema” tem de intervir e garantir o equilíbrio.

O mantra tem sido repetido durante várias décadas, mas não passa de uma bela e elementar tolice.  

Para se ter a dimensão da lenda, basta consultar, por outro lado, a Internet. Essa poderosa invenção capitalista.  

Lê-se algures esta pérola:

“Com o New Deal, portanto, iniciou-se a tensa construção do pacto entre Estado, trabalho organizado e capital, ou regulação fordista-keynesiana do capitalismo que, no pós-guerra, fundamentaria o peculiar Estado de Bem-Estar americano e o longo período de prosperidade que se estenderia até fins dos anos 1960” (in http://pt.wikipedia.org/wiki/New_Deal).



Cita-se aqui, refira-se, uma “tese de doutorado” em História Social, defendida numa universidade do Rio de Janeiro em 2003! Fantástico, como prova acabada de uma forma mentis.

A própria academia transformou-se, tal como previra Antonio Gramsci, num dócil veículo de propaganda, em prol do “novo príncipe”, amplificando, ceteris paribus, a malícia colectivista em escalas estratosféricas.

A imbecilização pseudoletrada campeia a todo o vapor.

Thomas Sowell, que por acaso é negro e liberal, e investigador sénior da Hoover Institution (Stanford), já demoliu, impiedosamente, essa velha cantilena esquerdista.

Historicamente, sucedeu exactamente precisamente o contrário.

A balela keynesiana é, por conseguinte, uma impostura ridícula. Não vale nada. É uma estória da carochinha.

Só o uncommon knowledge, alicerçado na pesquisa sincera, nos pode devolver a luz. E tirar-nos, definitivamente, da escura caverna socialista.

Há que abdicar dessa canga miserável, porque a liberdade rima, antes de tudo, com a verdade.

Logo após a Grande Depressão, e por simples e espontânea acção do mercado, o desemprego começou a descer nos EUA.
No mês de Junho de 1930 atingira a surpreendente taxa de 6,3%.

Mas depois vieram a maciça intervenção do Governo e as medidas de “estímulo”, primeiro com Hoover e, depois, com a administração Roosevelt. Foi o bonito!

Passado pouco tempo, a taxa de desemprego havia atingido os dois dígitos, como neste infeliz reduto desse rebento de Getúlio Vargas que é o sr. José Maria Neves, o cínico.

E foi assim durante toda a década de 1930. O New Deal foi um fracasso.

A Guerra é que inverteu a situação, como explica categoricamente Sowell.     

Keynes era apenas um socialista fabiano que, em 1936, perante o horror da tirania estalinista, cuja dimensão já era bem conhecida, elogiava os “administradores altruístas” da URSS. Porca miséria!

É este o grande ídolo de boa parte da nossa intelligentzia e dos nossos burocratas, apostados, é claro, na perversa “economia de interesses”.

Keynes é o papa do Estado corporativo, caucionando, com o seu império de guildas e regulações, a união do poder político com o económico. É o equivalente actual de Jean-Baptiste Colbert, o influente ministro de Luís XIV.

Outra questão essencial. De primeiríssima ordem.  

Durante muitos anos, identificou-se o Nazi-Fascismo como o pior monstro totalitário da história humana, e com a “extrema-direita”.

Toda a gente repete a ladainha com a elegância frenética de um robot...  

Aliás, entre nós, o pior que se pode dizer a um político é tachá-lo de “fascista”. É o cúmulo da difamação!

Ninguém quer ser fascista, como se não existisse, vejam bem, essa escória que é o comunismo genocida.

Fala-se de Hitler para esquecer Estaline, Pol Pot ou Mao Tsé-Tung.

Acontece que o Nazismo alemão foi apenas um dos ramos do movimento socialista. Trata-se de um movimento de esquerda, que odiava o capitalismo e importou os piores métodos da URSS. Nationalsozialismus. Eis a verdade cristalina.

Aliás, foi Estaline quem alimentou Hitler, ajudando a edificar a sua terrível máquina de guerra. De outra forma seria impossível.

Até a tecnologia dos campos de concentração foi copiada da Rússia soviética.

Durante décadas e décadas este facto foi silenciado, mas tudo se clarificou com a abertura dos arquivos de Moscovo.

Pacto Ribbentrop-Molotov foi apenas a confirmação de uma relação privilegiada, de estreita colaboração, que já vinha de trás.
Este artigo do filósofo Olavo de Carvalho é mais importante do que toda essa ração simplória, e francamente burlesca, que nos impingiram durante anos a fio, da escola primária à universidade: URSS, a mãe do nazismo, in http://www.olavodecarvalho.org/semana/081211dc.html.

Quando não restam mais âncoras, a esquerda ressentida lembra-se finalmente da Suécia.

Este belo país escandinavo seria fruto, afirma-se convictamente, do Estado interventor e da “social-democracia”. Logo, da esquerda!

Falam de Olof Palme, dos serviços públicos generosos, etc., etc.. 

A Suécia, glamourizada pelos ABBA, seria então um bom exemplo das virtudes da planificação económica.

Ora, é mais um mito político frágil.

Quem construiu a prosperidade sueca não foi o socialismo. Nem o sr. Keynes. Foi, pelo contrário, a tradição liberal.

No séc. XIX, surgiu um grupo de empreendedores, os quais lançaram o país na rota da inovação e da modernidade.
Outrossim, esse reino escandinavo, com um território imenso e belos lagos naturais, nunca esteve envolvido em guerras ou conflitos destrutivos. Desde 1809 que não participa directamente em guerras.

O assistencialismo estatal é apenas uma invenção recente da social-democracia, sobretudo a partir de 1950, o que viria a gerar o protesto da escritora Astrid Lindgren, indignada com a altíssima carga tributária que mal deixava o cidadão respirar e usufruir o fruto do seu trabalho.

Stefan Karlsson escreveu um poderoso artigo sobre o tema, The Sweden Myth, avaliando rigorosamente a história económica sueca.

Foi a partir da década de 1860 que a Suécia fez reformas decisivas e entrou no barco da Revolução Industrial. A liberdade é tudo.

Não foi Marx, o impostor e guru de tiranos, mas sim pioneiros como Alfred Nobel, Sven Wingquist, Gustav Dahlén e Baltzar von Platen que fizeram a riqueza do país.

Em pouco tempo a Suécia já estava na linha da frente da prosperidade; empresas como Volvo, Saab ou Ericsson conservaram esse espírito criativo.

Até 1932, os gastos do Governo eram menos do que 10% do PIB.

Mas a esquerda não quer saber dos factos. Quer utilizar a Suécia como uma bandeira.

Porque não lê o índice anual da Heritage Foundation?

Essa malta não tem remédio!

PS: O sr. Tony Blair, ao lado de Bill Clinton, Felipe González ou Fernando Henrique Cardoso, desilude-me agora particularmente, avalizando, sem espírito crítico, a infeliz política de Juan Manuel Santos, que mais não é, no ápice da desonra e impunidade, do que o esquecimento das inúmeras vítimas do terror e a legitimação moral peremptória das FARC, a bilionária, mafiosa e crudelíssima guerrilha marxista colombiana. Se é isto, como proclamam os convivas, “La tercera via: el camino a la prosperidad económica y social” (ver http://www.midiasemmascara.org/artigos/internacional/america-latina/15325-santos-fhc-e-a-paz-das-farc.html), prefiro, definitivamente, a minha primeira via: a da liberdade individual, da reforma tranquila e do governo constitucional limitado, com raízes na Revolução Gloriosa de 1688. Prefiro, enfim, essa via que fez, em toda a parte, A Riqueza das Nações; prefiro o modelo cristão da culpa e do arrependimento; entre as FARC e George Washington, fico com o último.

Leia também: 

Direita e esquerda: a relevância de uma distinção - 1ª parte e Direita e esquerda: a relevância de uma distinção - 2ª parte.
Casimiro de Pina é jurista e autor do livro 'Ensaios Jurídicos: Entre a Validade-Fundamento e os Desafios Metodológicos'.


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